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20/05/2019 09h04
MEMÓRIAS DE AGUINHAS - D. Pedro II e as Águas Minerais de "Alambary"

Ilustração: Capa do livro As viagens de D. Pedro II, de Roberto Khatlab - Ed. Benvirá


SUMÁRIO


Apresentação

Lícia Bandeira, da ATURLAM, escreveu para o jornal O Farol um interessante artigo sobre a história das águas minerais do Sul de Minas, resgatando texto de antigo livro de divulgação do Brasil no exterior, oferecido ao Governo da Finlândia por Dom Pedro II, quando de sua segunda viagem à Europa, em 1876.

Segue o artigo citado e, logo abaixo, alguns comentários.

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Artigo sobre história de Lambari no O Farol

Eis o texto mencionado acima, publicado n'O Farol, de mar/abr/2019, com alguns destaques, que comentamos logo abaixo.

Reprodução. O Farol - mar/abr - 2019, p. 2 (Os grifos não são do original)

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Breves comentários

A seguir, estão alguns comentários sobre as viagens de Dom Pedro II e o trecho do livro mencionado no artigo acima.

Confira:


As viagens de dom Pedro II

O Museu Imperial, em Petrópolis, RJ, guarda

(...) 870 itens doados em 1948 pelo príncipe dom Pedro Gastão de Orleans e Bragança, que incluem os 43 cadernos pessoais do imperador, itinerários das viagens, correspondências, controles de visitas, relatórios de despesas, jornais e 67 gravuras de paisagens, pessoas e animais feitas pelo próprio Pedro II.

Nessa documentação há

(...) 5.500 páginas manuscritas, [nas quais) dom Pedro II registrou em minúcias quatro viagens realizadas pelo Brasil e três ao Exterior. 

.......

Segundo a antropóloga Lilian Schwarcz, autora da biografia “As Barbas do Imperador”, os relatos do monarca dos trópicos mostravam sua vontade de registrar tudo o que via e uma sede inesgotável de conhecimento. “Mais do que ser recebido por czares e reis, Pedro II gostava de conversar com as pessoas comuns, visitar escolas, igrejas, hospitais, fábricas e até prisões”, diz Lilian. “Seus diários são um retrato do século XIX através dos olhos de nosso imperador itinerante.”

Fonte: Dom Pedro II, o imperador viajante. ISTOÉ - 27/10/2010 nº 2137


O livro de divulgação do Brasil no exterior (D. Pedro II - 1876)

Sabe-se que

(...) em 1876, D. Pedro (foi) à Alemanha, Suécia, Finlândia, Rússia, Turquia, Palestina, Egito, Itália, Áustria, França, Inglaterra, Escócia, Irlanda, Holanda, Suíça e Portugal, onde conviveu com imperadores, czares, reis, rainhas e artistas importantes como Richard Wagner e Leon Tolstoi. (Grifamos.)

(Fonte: http://gallasdisperati.com.br/viagens-ao-exterior-de-d-pedro-ii/)

Pois bem, nessas viagens D. Pedro II distribuiu um livro com informações sobre o Brasil, com vista a divulgar o país no exterior. Um desses exemplares está na Biblioteca Nacional da Finlândia, como refere Lícia Bandeira no artigo citado. E nele há menção às "águas virtuosas" do Sul de Minas.


Trechos do livro que mencionam Lambary e suas águas minerais

Águas Virtuosas em 1876

Em 1876, Lambari era então conhecida por Águas Virtuosas de Campanha, situada na Paróquia de Alambary.

As grafias Alambary ou Lambary [corruptela do tupi aramari, araberi ou arambari = peixinho ou sardinha] eram adotadas para designar a região do rio do mesmo nome, que alcançava as terras existentes na sua proximidade (hoje: Cristina, Jesuânia, Lambari).

Em 1872, o Dr. Eustáquio Garção Stockler fixou residência na então povoação das Águas, e durante os anos de 1884 e 1885 realizou intensa propaganda acerca das virtudes da água, criando para isso um periódico quinzenal intitulado Águas Virtuosas.

Veja:

  1. As fontes das águas de Lambari
  2.  Evolução administrativa de Águas Virtuosas do Lambari

As águas minerais de Caxambu, Cambuquira e Contendas

A descoberta das Águas Virtuosas de Lambary ocorreu (...) em 1780, sendo elas designadas inicialmente por Águas Virtuosas de Campanha do Rio Verde, Águas Santas da Campanha e Águas Virtuosas da Campanha. Quando foram descobertas, eram conhecidas em todo território nacional apenas duas fontes hidrominerais: a fonte do Cipó, na Bahia, descoberta em 1730, e a fonte de Caldas Novas, em Goiás, descoberta em 1737.

(...) a expressão águas virtuosas foi associada também às águas de Caxambu e Cambuquira, descobertas posteriormente às de Lambari. As Águas Virtuosas de Baependy (depois Caxambu) foram descobertas em 1814, e as Águas Virtuosas de Cambuquira, nos anos 1860.

Veja:

  1. A expressão "Águas Virtuosas"

A contenção do Rio Mumbuca

Em 1834, os poços das duas nascentes de águas minerais não possuíam nenhuma proteção e se localizavam em um largo denominado Largo da Fonte. Com as chuvas, os poços costumavam ser invadidos pelas águas do Ribeirão Lambarizinho (atualmente, Mumbuca). Em 1850, os poços foram protegidos por esteiras, para evitar a queda de pequenos animais. Em 1860, deu-se o desvio do Rio Mumbuca, então vizinho às fontes.

Na segunda metade da década de 1860, o Largo da Fonte foi reformado e melhorado, e as duas nascentes foram reunidas em um único poço, abrigado em prédio ladrilhado, coberto de telhas e protegido por grades de ferro. Então, ajardinou-se o Largo, construiu-se um pequeno chafariz e deu-se início à construção do balneário. Com essas melhorias, o Largo da Fonte passou a ser chamado de Praça dos Poços.

Veja:

  1. A evolução do espaço em torno das nascentes

A fonte Paulina (n°5)

"As duas fontes ferreo-gazosas são conhecidas pelos nomes de Paulina e Maria ou Maria Ferreira Netta; a primeira contém uma agua límpida, transparente, incolor, inodora, de sabor picante e ligeiramente estiptico;  (...) Cada uma destas fontes está abrigada per um elegante chalet octogonal com columnas de ferro fundido. Estão ambas mal captadas e situadas num pequeno jardim de 1.260 metros quadrados de superfície, fronteiro ao parque, cercado de gradil de ferro... (sic)"

Veja:

  1. Um antigo relatório sobre o Parque das Águas (1904)

Fonte Paulina - Início anos 1900

Fonte Paulina. Reprodução. Fonte: hotelcentralparque.com.br


A ferrovia Dom Pedro II

A Estrada de Ferro D. Pedro II (partia) do município da Corte e (terminava) nos pontos das províncias de Minas Gerais e São Paulo. A construção das estradas de ferro estava relacionada ao processo de modernização do Império, alavancado a partir da segunda metade do século XIX, quando se observava um maior desenvolvimento da economia, com necessários investimentos na infraestrutura e na urbanização do Brasil (Fonte: http://mapa.an.gov.br)

Memória publicada pela Imprensa Nacional em 1908

Foi na Estação Central da Ferrovia Dom Pedro II que Hermes da Fonseca, então presidente da República, embarcou para Águas Virtuosas de Lambari, quando da inauguração das obras de Américo Werneck, em abril de 1911.

Veja:

  1. O embarque de Hermes da Fonseca (Na Estação Pedro II)

Paulo Roberto Viola e a família Imperial

Paulo Roberto Viola, advogado, jornalista, pesquisador e escritor, filho do lambariense Paulo Grandinetti Viola, é o autor do livro  Lambari, como eu gosto de você!, diversas vezes mencionado aqui no site GUIMAGUINHAS  (aquiaquiaquiaquiaqui).

Ele também é autor de uma série de livros de inspiração espírita-cristã sobre o Segundo Reinado.

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A Princesa Isabel em Aguinhas

No post cujo link vai abaixo, comentamos a passagem da Princesa Isabel, em 1868, pelo Sul de Minas (ela esteve aqui em Águas Virtuosas de Lambari, inclusive), a busca das águas minerais que pudessem auxiliá-la a engravidar.

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Referências

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Publicado por Guimaguinhas em 20/05/2019 às 09h04
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
 
19/05/2019 08h16
Literatura de Aguinhas (26) - Armindo Martins, memorialista de Águas Virtuosas de Lambary

 Ilustração: Capa (recorte) livro Lambari, cidade das Águas Virtuosas, de Armindo Martins, 1949


SUMÁRIO


Apresentação

No texto que abre a Série Literatura de Aguinhas (aqui), dissemos que íamos postar "comentários sobre escritores e poetas nascidos e/ou ligados a Aguinhas", entre eles, os que

escreveram sobre a cidade: José Nicolau Mileo, Armindo Martins, João Carrozzo, Paulo Roberto Viola.

Pois bem, já falamos sobre José Nicolau Mileo (aqui) e Paulo Roberto Viola (aqui), e focalizaremos hoje o memorialista Armindo Lourenço Martins.

Vamos lá.


Livros sobre Águas Virtuosas de Lambary, escritos pelos memorialistas acima

  • MARTINS, Armindo. Lambari – Cidade das Águas Virtuosas. 1ª. edição, 1949.
  • MARTINS, Armindo. Lambari – Cidade das Águas Virtuosas. Rio de Janeiro : Linográfica Rio, 2ª. edição, 1971.
  • MILEO, José N. Ruas de Lambari. Guaratinguetá, SP : Gráfica Vila, 1ª. edição, 1970.
  • MILEO, José N. A água mineral de Lambari. Cruzeiro, SP : Ed. Liberdade, 3a. ed., 1968
  • MILEO, José N. Subsídios para a história de Lambari. Guaratinguetá, SP : Graficávila, 1a. edição, 1970.
  • VIOLA, Paulo Roberto. Lambari, como eu gosto de você. Rio de Janeiro : Editora Navona, 2ª. edição, 2002.
  • CARROZZO, João. Lambari - Outrora "Cidade de Águas Virtuosas da Campanha". Piracicaba, SP : Shekinah Editora, 3a. edição, 1985.
  • CARROZZO, João. História Cronológica de Lambari. Piracicaba, SP : Shekinah Editora, 1ª. edição, 1988.

Veja também:

Memórias de Aguinhas (1) - Bibliografia sobre Aguinhas e Índice da Série

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Armindo Lourenço Martins - Dados biográficos

 Armindo Martins (1957)


Armindo Lourenço Martins, conhecido por Armindo Martins, nasceu em Três Rios, RJ (09-07-1900) e chegou em Lambari, MG, em março de 1925, tendo aqui vivido até 1974. Faleceu em Poços de Caldas, MG (31-12-1974), quando visitava familiares. 

Casado com Elvira Cunha Martins, teve com ela 4 filhos: João Lourenço Martins, José Lourenço Martins, Olívia Maria Martins Pinto e Rosa Maria Martins Krauss. Sua filha Rosa ainda é viva e reside em Poços de Caldas. Em Lambari, moram alguns de seus netos.


Filhos de Armindo e Elvira Martins: Vinha (Olívia Maria Martins Pinto). Rely (João Lourenço Martins). Rosinha (Rosa Maria Martins Krauss). Burúti (José Lourenço Martins) 


Farmacêutico de profissão, Martins foi também escritor, professor, representante comercial e um dos fundadores do primeiro clube de montanhismo do Brasil  (Centro Excursionista Brasileiro - CEB - RJ).


Reprodução: Fonte: Lambari - Cidade das Águas Virtuosas. Armindo Martins, 1971.

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O livro sobre a cidade de Lambari

A Lambari, cidade que viu nascer meus filhos e netos, onde cheguei em março de 1925, e que me deixa viver entre amigos, esperando poder assim continuar, esta pequena homenagem de um forasteiro agradecido.

ARMINDO MARTINS. Dedicatória. Lambari - Cidade das Águas Virtuosas, 1949


Armindo Martins é o autor de Lambari - Cidade das Águas Virtuosas, com dados históricos sobre a origem da cidade e a descoberta das águas minerais e suas aplicações, além de informações turísticas e administrativas do município. 

O livro teve duas edições; a primeira, em 1949, com 133 páginas; a segunda (reduzida e modificada), em 1971, com 60 páginas. 

Nessa obra, Armindo Martins recriou A lenda das Águas Virtuosas, cuja versão original é atribuída a Américo Werneck. 

Confira aqui:

As versões de A LENDA DAS ÁGUAS VIRTUOSAS

Reprodução: Fonte: Lambari - Cidade das Águas Virtuosas. Armindo Martins, 1971


 

Capas da 1a. edição (1949) e 2a. edição (1971) de Lambari - Cidade das Águas Virtuosas, de Armindo Martins


Reprodução: Fonte: Lambari - Cidade das Águas Virtuosas. Armindo Martins, 1971


Reprodução: Revista brasileira de farmácia, Volumes 31-32 - 1950 (GoogleBooks)

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Centro Excursionista Brasileiro (CEB)

Armindo Lourenço Martins foi também um dos fundadores do Centro Excursionista Brasileiro (CEB), o primeiro clube de montanhismo do Brasil, que completará 100 anos em novembro de 2019.


Reprodução: https://www.ceb.org.br/site/sobre/historia-do-ceb/



   

Reprodução: Correio da Manhã, 11/nov/1960 e 2/nov/1963 (bn.digital.gov.br)


Reprodução: O Cruzeiro - 28, nov, 1931 (bn.digital.com.br)

Reprodução: O Malho - n. 158/1926 (bn.digital.com.br)

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Medalha de 50 anos de sócio do CEB

Em 1° de novembro de 1969, completaram-se 50 anos de fundação do CEB - Centro Excurcionista Brasileiro, e Armindo Martins, como sócio fundador, recebeu esta medalha comemorativa:

 

Reprodução. Acervo de Rosa Maria Martins Krauss

Armindo Martins na cerimônia de entrega da medalha de 50 anos de fundação do CEB. Reprodução. Acervo de Rosa Maria Martins Krauss

Cerimônia de 50 anos do CEB. Ao centro, Armindo Martins; do seu lado direito, está Leocádia da Silva Martins, sua irmã.

Reprodução. Acervo de Rosa Maria Martins Krauss

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Fotos familiares

Do acervo de Rosa Maria Martins Krauss:

 

Armindo Martins, aos 24 anos


Armindo Martins, aos  32 anos, formatura (Farmácia, Alfenas, MG)

Armindo Martins e a esposa Elvira

Dona Elvira e filhos: José (Burúti), João (Rely), Vinha (Olívia) e Rosinha (Rosa Maria)

Armindo Martins, familiares e amigos. À direita da foto, seu filho João (Rely) [mais a esposa (Zelina) e filhos (Roberto Luiz e Paulo César)]. A senhora com lenço, ao lado de Armindo, é Carolina Pamplona da Corte Real, conhecida como Vovó Pequena, avó de Zelina.

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Outras atividades

Como farmacêutico, em Lambari, Armindo Martins foi responsável técnico de pequenos laboratórios e da Farmácia Santo Antônio.

Reprodução: Lavoura e Comércio - 22, dez, 1943

Reprodução. Rótulo de medicamento. Farmácia Santo Antônio - Lambari, MG


Amigo de meu pai (Dé da Farmácia) e meu tio (João Guimarães), que  trabalhavam na Farmácia Santo Antônio, seu Armindo estava  sempre examinando a preparação de medicamentos e conversando com funcionários e clientes da farmácia.

Por essa época, o autor deste site trabalhava como caixa da Farmácia Santo Antônio, e muitas vezes o via subir a escadinha de madeira, que dava acesso ao escritório, para fazer a "escrituração" dos medicamentos controlados.

Anos 1960: Guima, autor do GUIMAGUINHAS, nos seus tempos de caixa, na Farmácia Santo Antônio

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A Farmácia Santo Antônio ao tempo de Armindo Martins

Veja as seguintes crônicas sobre a Farmácia Santo Antônio, que narram histórias do tempo em que Armindo Martins era o responsável técnico do estabelecimento.

Confira:

  • Aprendiz de "farmaceiro" (aqui)
  • Na velha farmácia (aqui)
  • Uma vida na farmácia (aqui)
  • Dona Beni e a magia das palavras (aqui)
  • Dona Catarina da Farmácia (aqui)

Marialva Bacha e uma cliente na Farmácia Santo Antônio - Lambari, MG, ao tempo de Armindo Martins. Reprodução. Fonte: Nadeje Bacha

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Referências

  • Jornal Correio da Manhã. Edições de 11/nov/1960 e 2/nov/1963 (bn.digital.gov.br)
  • Jornal Lavoura e Comércio - 22, dez, 1943 (bn.digital.gov.br)
  • O Malho - n. 158/1926 (bn.digital.com.br)
  • O Cruzeiro - 28, nov, 1931 (bn.digital.com.br)
  • Reprodução: Revista brasileira de farmácia, Volumes 31-32 - 1950 (GoogleBooks)
  • https://www.ceb.org.br/site/sobre/historia-do-ceb/
  • Museu Américo Werneck - Lambari, MG
  • Agradecemos a Nadeje Bacha a cessão da foto.
  • Agradecemos a Rosa Maria Martins Krauss pelas informações prestadas e a cessão de fotos utilizadas neste post

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Publicado por Guimaguinhas em 19/05/2019 às 08h16
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
 
16/05/2019 16h06
ÁGUAS VIRTUOSAS FUTEBOL CLUBE (72) - Os primeiros craques do Águas Virtuosas

ilustração: Recorte. Crônica de Cozi. Semanário O Crack - São Lourenço - 26 de julho de 1953


SUMÁRIO


Apresentação

(...) contra o Fluminense de Varginha, ... Roberto Nascimento, em jogada pessoal, depois de driblar toda a defesa, marcou um tento espetacular, saindo-se vitorioso o Águas por 5 X 2.

Crônica de Cozi. Semanário O Crack - 26/7/1953


A carência de registros históricos (atas, jornais, fotos) e as memórias que se foram com as gerações que passaram tornam difícil o conhecimento dos primeiros craques do nosso glorioso Águas Virtuosas (décadas de 1920 a 1940).

Ainda assim, há o seguinte material disponível aqui no GUIMAGUINHAS:

Hoje vamos vamos resgatar um pouco mais dessa história.

Em frente!

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Antigas escalações do Águas Virtuosas

De 1927 (ano da fundação) até 1932, a seguinte geração de grandes jogadores pontificou no Águas Virtuosas:

  • Artur Paiva, Juca Nascimento, Egício Mileo, Honório Cruz.
  • Azarias, Canário, José Pinto, Tuta, Geraldo Pelota e Nico Rosatti

A geração seguinte nos trouxe:

  • Roberto Nascimento, Cunha, Genaro e Joãozinho Fernandes

Veja-se esta crônica:


Década de 1920

Em em janeiro de 1927

Amistoso em Parada de Santa Catarina (nome antigo de Olímpio Noronha), entre o Águas Virtuosas Football Club e o Commercial Football Club, ocorrida por ocasião da inaguração do campo de futebol dessa última agremiação.

Em sua formação, o Águas Virtuosas tinha, entre outros: José Pinto, Amazonas, Eduardo e Brasil.

O Águas Virtuosas venceu pelo placar de 7 x 1, tentos marcados por: Amazonas (1), José Pinto (1), Eduardo e Brasil (5).

Fonte: http://www.guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=49009#amistoso%20catarina


Em fevereiro de 1927 

Associação Lambaryense, de Bias Fortes (atual Jesuânia, que à época era conhecida também por Lambarisinho e pertencia ao município de Águas Virtuosas do Lambari (veja aqui), disputou amistoso em Parada de Santa Catharina (atual Olímpio Noronha), contra o Commercial Foot ball Club. 

Em sua formação, o Águas Virtuosas tinha, entre outros: Tatu, José Alcântara, Lúcio Carneiro e Olavo.

O amistoso resultou em 5 x 1 para o Commercial, com gols de Tatú (2), José Alcântara (1), Lúcio Carneiro (1) e Olavo (1). Para a Associação Lambaryense marcou Zico. 

Fonte: http://www.guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=49009#amistoso%20lambaryense


 

Escalação do Águas Virtuosas. Abril de 1927

Amistoso contra um combinado da empresa Western Telegraph, do Rio de Janeiro, em abril de 1927. O time AVFC foi composto por jogadores da terra, com a participação dos atletas Marcos, de Campanha (MG) e Mineiro e Gattini, de Três Corações (MG). 

Escalação completa: Synval, Ditão e Marcos (Campanha); Carmello, Tatu e Mineiro (Três Corações); Paiva, Eduardo Gattini (Três Corações), Pinto e Affonso.

Fonte: http://www.guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=45254#1920


Década de 1930

Águas do anos 1930. Por essa época, destacavam-se o goleiro Pelota, e os craques: Mané Matos, Azarias Nico Rosatti. [1]


Década de 1940

Águas de 1944. Por essa época, destacavam-se Joãozinho Fernandes e Quinzinho Modesto, entre outros craques.

Entre outros: em pé: João Fernandes, Crisóstomo, Val, Maurício Souza, Nenen Nascimento e Betinho Santoro


Jogadores do Águas Virtuosas em 1941, durante a disputa da Taça Guaraína

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Referências

[1] Esta foto foi encaminhada ao GUIMAGUINHAS pelo sr. Sebastião Pinto, e tem, no verso, os seguintes dizeres: Para o sr. Guimarães. Time do Águas Virtuosas de 1930. Lembrança de Antonio Rossatt (sic).

[2] Cozi, autor da crônica acima (Bate papo) talvez seja Geninho Cozzi Bacci, radialista esportivo da Rádio São Lourenço, à época.


  • Semanário O Crack - São Lourenço, MG - 26, jul,1953
  • Arquivo pessoal do autor
  • Agradecemos a Antonio (Nico) Rosatti a remessa da foto do time do Águas Virtuosas de 1930.

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Publicado por Guimaguinhas em 16/05/2019 às 16h06
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15/05/2019 14h12
FUTEBOL NO SUL DE MINAS - Campeonatos da Liga de São Lourenço - 1951/53 - 1a. Parte

JORNAL O CRACK e a RÁDIO SÃO LOURENÇO - LDSL/1951-53


Ilustração: Título/capa do jornal O CRACK, de São Lourenço, MG, circulou no início dos anos 1950


SUMÁRIO


Apresentação

 

No início dos anos 1950, a Liga Desportiva de São Lourenço (LDSL) organizou memoráveis campeonatos regionais, dos quais participaram equipes de São Lourenço, Caxambu, Lambari, Soledade, Silvestre Ferraz (atual Carmo de Minas), Itamonte, Passa Quatro, Virgínia, Baependi.

Por essa época, o jornal O Crack e a Rádio São Lourenço faziam completa cobertura dos eventos.

Com base em edições do jornal O Crack que possuímos (anos 1951/53), vamos resgatar um pouco dessa história.

Vamos lá.

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O semanário O Crack

Dirigido por Synezio Fagundes, sendo secretário Luiz F. Rocha Fragoso, e com José di Lorenzo e José Bacha Filho como diretores e redatores, o semanário O Crack era, por aqueles inícios dos anos 1950, "a única folha esportiva do Sul de Minas".

Reprodução. Jornal O Crack, 29, ago, 1951

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A Rádio São Lourenço

Os mesmos José di Lorenzo e José Bacha Filho apresentavam pela Rádio São Lourenço, às segundas e sextas-feiras, às 19 horas, o programa Rádio Esporte U-3.

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Os campeões da LDSL de 1951 a 1953

Com base nas informações que obtivemos, no início dos anos 1950, conquistaram os campeonatos da Liga Desportiva de São Lourenço (LDSL) os seguintes:

  • 1950 - Esporte Clube São Lourenço
  • 1951 - Ubiratan - Silvestre Ferraz
  • 1952 - Esporte Clube São Lourenço
  • 1953 - Esporte Clube São Lourenço

Campeonato da Liga Desportiva Caxambuense - 1949

Esporte Clube São Lourenço - Campeão da Liga Caxambuense de 1949.

Confira o vídeo abaixo. Fonte: Youtube

Na foto, entre outros: Perrela, Lauro, Jair, Rui, Casca, Pinellinho, Quezar, Eneas, Pinelle e Araújo. 

Veja no Youtube filme sobre essa conquista do Esporteaqui


Campeonato da LDSL de 1951

O Ubiratan de Silvestre Ferraz (Carmo de Minas, a partir de 1953) sagrou-se campeão da LDSL de 1951, ficando em segundo lugar o time do Esporte Clube São Lourenço.

Abaixo, instantes fotográficos dos times:

Ubiratan. Silvestre Ferraz. Campeão de 1951. 

Na foto: Julino, Bacelar, João do Brás, Didi, Renato, José Fernando, Jota. Agachados: Pinelinho, Luís Carmelino, Pinelão, Jairo e Passo Quatro.

Reprodução. http://folhanova.com.br/


Esporte. São Lourenço. Vice-campeão de 1951.

Na foto: Jahi, Velho, Lita, Rui, João, Paulino. Agachados: Afonso, Hélio, Henrique, Enéas e Araújo

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Campeonato da LDSL de 1953

O Campeonato da LDSL de 1953 foi decidido numa melhor de três partidas entre o Águas Virtuosas Futebol Clube e o Esporte Clube São Lourenço.

Sobre essa disputa, vencida pelo Esporte, veja-se os posts seguintes, publicados aqui no GUIMAGUINHAS em 2017:

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O Esporte Clube São Lourenço no GUIMAGUINHAS

O Esporte Clube São Lourenço e o Águas Virtuosas Futebol Clube são tradicionais rivais do futebol Sul Mineiro, com uma longa história de jogos, vitórias, derrotas e conquistas de campeonatos.

Nos anos 1970, o autor deste site GUIMAGUINHAS, como atleta do G.R. ABI e do Águas Virtuosas, jogou muitas vezes contra o Esporte de São Lourenço. E assim também nos anos 1980, no time de Veteranos.


1975: Gol do Águas, contra o Esporte de São Lourenço. Pela ordem: Jorginho, Gabriel (de costas) e Guima, comemorando.

[Sobre Jorginho (Coca-cola), já falecido, veja este post: aqui]


Nos links abaixo, há diversos posts do site GUIMAGUINHAS que ajudam a resgatar pedaços dessa história.

Confira.

Camisa do Esporte Clube São Lourenço (Casa Barros)

Camisa do Águas Virtuosas, com as estrelas das conquistas de campeonatos da LDSL


Reprodução de uma revista sobre a Copa de 1958, mostrando a Taça Jules Rimet

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Veja também

  • A Série Águas Virtuosas Futebol Clube - aqui
  • A Série Futebol no Sul de Minas - aqui

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Recado aos visitantes

  • Se você tiver notícias, informações e fotos relativos aos fatos aqui mencionados, ou quiser fazer alguma correção ou complementação aos textos aqui publicados, entre em contato conosco neste e-mail:

Referências

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Publicado por Guimaguinhas em 15/05/2019 às 14h12
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13/05/2019 07h55
ÁGUAS VIRTUOSAS FUTEBOL CLUBE (71) - Os grandes times do Águas Virtuosas - Anos 1950

Ilustração: Recorte foto time do Águas Virtuosas dos anos 1950 (Pinellinho, Val, Alair, Nenê e Quinzinho)


SUMÁRIO


Apresentação

Desde os anos 1930, o Águas Virtuosas Futebol Clube se destacou como um dos grandes times de futebol amador do Sul de Minas, como já contamos aqui no GUIMAGUINHAS.



Retrospectivamente, podemos visualizar os grandes times do Águas Virtuosas por gerações, deste modo:

  • Geração 1920/30
  • Geração 1940/50
  • Geração 1960/70
  • Geração 1980/90

E certamente os maiores times da história do Águas Virtuosas — e os atletas mais destacados —se formaram nos anos 1940/50.

Veja um pouco dessa história, a seguir.

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Os grandes craques dos anos 1940/1950

Muitos são os craques desse período, e entre eles podemos citar:

  • Gidão, Zé do Diabo, Vaca, Crisóstomo, Alemão, Terinho, Pinellão, Pinellinho, Quinzinho, Hélio Fernandes, Laerte, Lilico

Veja algumas histórias sobre os seguintes craques dessa geração:

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Os grandes times do Águas Virtuosas dos anos 1940/1950

 

Águas Virtuosas dos anos 1950. Na foto, entre outros, em pé: Dr. Ferreira, Cunha, Rely, Crisóstomo, Gidão, João André, Lilico, Vaca e Manoel Correia . Agachados: Professor Raimundo, Quinzinho, Nenê Nascimento, Laerte, Hélio Fernandes, Pinellinho e Chico de Castro.


Em pé, entre outros: Crisóstomo, Hélio, Vavá, Zé do Diabo, Gidão. Agachados: Pinellinho, Val, Nenê e Quinzinho

Em pé, entre outros: Hélio Fernandes, Crisóstomo, João André. Agachados: João Rely, Pinelinho.

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Propaganda dos jogos dos anos 1940/1950

Bombásticos e pomposos, os cartazes de propaganda anunciavam os jogos e os destaques das partidas. 


A "esquadra rubra"

Jogo Águas Virtuosas X E. C. Itanhandu - 18/set/1955

O cartaz destacava a "esquadra rubra" como uma das expressões máximas do futebol sul-mineiro e citava os craques Crisóstomo, Laerte, Alemão, Vaca, Zé do Diabo, Rely, entre outros.

Grandes craques do time

Jogo Águas Virtuosas X T.A.C. de Três Pontas - Anos 1950

Diz a propaganda: Salientam-se no "onze Lambariense", Vaca, arrojado e seguro guardião; Alemão Joãozinho (João André, o Zé do Diabo) exímios defensorses que, juntamente com o notável centro médio Crisóstomo formam uma perfeita linha de médios.

Na ofensiva, deve-se destacar os nomes de Hélio Fernandes, infiltrador, ponta de lança de grandes méritos e os irmãos Pinelli, estes, já defenderam as cores do UBIRATAN e SELECIONADO MINEIRO DE AMADORES.


A mais poderosa e respeitada equipe do Sul de Minas

Jogo Águas Virtuosas X C. E. Passense - 18 de julho de 1954

[O Águas Virtuosas conta] em seu plantel grandes craques que constituem a mais poderosa e respeitada equipe de futebol do Sul de Minas, que conta em seu cartel nada menos de 25 jogos invictos (...)

 

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Referências

  • Acervo de João Crisóstomo Fernandes
  • Acervo do site Guimaguinhas
  • Agradecemos a Pedro Guela a cessão dos cartazes de jogos do Águas Virtuosas citados acima

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Publicado por Guimaguinhas em 13/05/2019 às 07h55
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