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17/05/2017 19h13
SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DO A.V.F.C. (13) Taça Guaraína, 1941 - (2a. parte)

Ilustração: Dondinho, pai de Pelé, campeão da Taça Guaraína - Região Sul Mineira, 1941 - Fonte: http://ospeles.blogspot.com.br


SUMÁRIO


Apresentação

 

Já contamos aqui a primeira parte da história da participação do Águas Virtuosas na Taça Guaraína de 1941, a mais importante disputa regional de futebol da época.

De fato, a disputa da Taça Guaraína ocorria em diversas regiões do País. O time do São Paulo F.C., por exemplo, conquistou o troféu em 1936 (aqui).

No Rio de Janeiro a taça também foi disputada em 1943.


Fonte: Reprodução - Diário da Noite, 28, maio, 1943


Neste post, está a parte final dessa história.

Vamos lá.

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O Águas Virtuosas discute a perda de pontos

Como se recorda, o Águas Virtuosas venceu sua primeira partida, disputada em Lambari, em 27 de julho de 1941, contra a agremiação da AVEA (Associação Varginhense de Esportes Athleticos), de Varginha, por 3 a 1. 

Mas a Liga de Futebol de Varginha (LFV) cassou-lhe os pontos, em face da suspeita levantada pela AVEA de que o Águas Virtuosas escalara alguns atletas que "residiriam em Cambuquira e não em Lambari". Argumentava a AVEA que as normas desportivas do torneio exigiam que os atletas residissem na cidade do clube.

Pois bem, o caso demandou longa discussão no Conselho de Representantes das cidades participantes, presidido por Armando Nogueira, dirigente da LFV, com o procurador do Águas Virtuosas — Nelson Scaldaferri — peticionando em favor do time de Lambari.



Não temos nenhum registro acerca da decisão final do Conselho, mas o fato é que o Águas Virtuosas não passou às fases seguintes da disputa.

 

A seleção de  Lavras, que vencera o jogo contra o Alfenas por 4 x 0, também fora punida com a perda dos pontos, em razão de um erro na súmula do árbitro. O caso rendeu enorme discussão e o dirigente da L.F.V — que presidia o Conselho de Representantes das cidades participantes da disputa — acabou por renunciar e uma nova eleição foi marcada para 9 de agosto de 1941.



Mas a disputa prosseguiu e a final da Taça Guaraína de 1941 se deu entre a seleção de Itajubá e a de Três Corações, como se verá a seguir.

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Dondinho, pai de Pelé, campeão da Taça Guaraína - Região Sul Mineira, de 1941

Como se sabe, o Dondinho [João Ramos do Nascimento (Campos Gerais - 2 de outubro de 1917 – Santos - 16 de novembro de 1996) era o pai de Pelé (Edson Arantes do Nascimento) e nos anos 1940 morava em Três Corações e jogava pelo Atlético local.


Dondinho chegou a jogar no Atlético, mas lesionado no joelho não foi bem sucedido no Galo Mineiro e - Reprodução - Fonte: Wikipedia


Dondinho também jogou em Lambari, contra o Águas Virtuosas, no antigo campo da Rua Francisco de Biaso. Era excelente cabeceador, dizem antigos lambarienses que o viram jogar.


1949: Gol de Nenê Nascimento, no antigo campo do Águas Virtuosas


Pois bem, Dondinho participou da final da Taça Guaraína contra o Itajubense, tornando-se campeão, em 1941.


Dondinho, pai de Pelé clube de futebol (Foto: Divulgação)

Dondinho (ao centro, em pé) em time de Três Corações - Reprodução - Fonte: http://ospeles.blogspot.com.br

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Final da Taça Guaraína

Conforme o regulamento da Taça Guaraína - Região Sul Mineira, de 1941, a decisão se daria em Varginha, entre Zona Sapucaí e a Zona Rio Verde.



Desse modo, na forma do artigo 17 do regulamento acima, a final da Taça Guaraína - 1941 deu-se em Varginha, no Stadium Varginhense (Estádio do Flamengo), entre Itajubense (Campeão da Zona Sapucaí) e o Campeão da Zona do Rio Verde (Seleção da L.E.T. - Liga Esportiva Tricordiana, de Três Corações - [que reunia jogadores do Atlético, Raul Chaves (Canto do Rio) e Colégio Estadual]


Fonte: http://ospeles.blogspot.com.br


Por 4 x 1, o selecionado de Três Corações superou a seleção de Itajubá, sagrando-se campeão da Taça Guaraína de 1941.


Fonte: http://www.portalentretextos.com.br

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Referências

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Publicado por Guimaguinhas em 17/05/2017 às 19h13
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
 
09/05/2017 17h22
EM BREVE: Coletânea ÁGUAS VIRTUOSAS DE LAMBARY

Ilustração: Capa do livro ÁGUAS VIRTUOSAS DE LAMBARY, de Roberto Capri, 1918


SUMÁRIO


Apresentação

Informamos ao visitante do site GUIMAGUINHAS que a Coletânea ÁGUAS VIRTUOSAS DE LAMBARY está em preparo, e logo, logo daremos mais detalhes do projeto

Abaixo, vão as primeiras informações.

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O que é a Coletânea

A Coletânea ÁGUAS VIRTUOSAS DE LAMBARY tem por objetivo disponibilizar em novos formatos os temas mais relevantes divulgados aqui no site GUIMAGUINHAS, costumeiramente classificados em Séries dispostas ao lado direito desta página eletrônica.

Assim, além do texto on-line, a Coletânea estará disponível em

  • texto eletrônico (e-book) ou
  • texto impresso (livreto),

     

Capas de alguns títulos em preparo


Nesses novos formatos, os textos, fotos e documentos dos diversos posts ganham unidade e exposição didática e cronológica, com índices e referências bem ordenados, facilitando o manuseio, a leitura e a pesquisa.

Com isso esperamos que as informações, fotos e memórias de acontecimentos da história de nossa ÁGUAS VIRTUOSAS DE LAMBARY, e bem assim das pessoas e famílias que a construíram e lhe deram identidade, possam ser mais bem divulgados, chegando especialmente ao conhecimento das novas gerações de lambarienses e dos veranistas e viajantes que se encantaram com essas paragens da Serra das Águas Virtuosas — e aprenderam a estimar as águas puras, o clima benfazejo e as belezas naturais do Circuito das Águas das Minas Gerais.

Como está posto ao pé desta página eletrônica (Licença Creative Commons), e nas condições ali especificadas, os textos, e-books, coletâneas, apresentações e artigos do site GUIMAGUINHAS são de livre circulação, e você pode baixá-los gratuitamente para uso pessoal ou de instrução, divulgação ou preservação da memória da cidade das Águas Virtuosas. Veja também estas informações aqui

Os formatos CD ou Livreto serão objeto de uma promoção de divulgação do site e das memórias de nossa cidade, cujos detalhes estão ainda em estudo.

Assim, logo, logo, os visitantes desta página eletrônica serão informados sobre as condições para obter, como brinde, um CD ou um Livreto de um dos títulos da Coletânea. 

Aguardem.

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Os títulos em preparo

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E-books gratuitos já disponíveis no site

Lembramos ao visitante que há e-books disponíveis aqui no site, que podem ser baixados gratuitamente.

Confira:


  • Literatura infantil - O galo e a coruja cupinzeira - aqui

  • Falar Melhor - Preparando o improviso - aqui

  • Ler Melhor - Para ler e entender melhor o que ler - aqui

  • Redigir Melhor - Facilitando a vida do leitor - aqui

  • Redigir Melhor - Ferramentas eletrônicas de apoio à redação - aqui

  • Artigos e Estudos - Gestão do Conhecimento e Doutrina Espírita - aqui

  • Contos e Casos Espíritas - Os mortos consolam os vivos - aqui

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Informações importantes

O site GUIMAGUINHAS, como está dito na página de abertura, objetiva

compatilhar informações, fotos, histórias e outros acontecimentos antigos da outrora ÁGUAS VIRTUOSAS DA CAMPANHA, depois ÁGUAS VIRTUOSAS DE LAMBARY e hoje LAMBARI.

Desse modo, o site GUIMAGUINHAS:

  •  Declara que não faz propaganda comercial, não vende produtos ou serviços.
  • Informa que os direitos de autor, dos livros divulgados no site, foram doados a obras assistenciais.
  • Declara que hospeda somente livros, textos e e-books e coletâneas próprios. Eventuais textos de terceiros foram disponibilizados, citados ou transcritos com autorização ou de conformidade com a legislação própria.
  • Informa que textos, e-books, coletâneas, apresentações e artigos aqui disponibilizados são de livre circulação, desde que de forma gratuita e para fins de divulgação da memória, religiosidade, tradições e culturas de nossa terra. Pedimos, apenas, a gentileza de citar a fonte original: Guimaguinhas.prosaeverso.net.
  • Solicita a informação de quaisquer problemas relativos a textos, sites, links, ​para que façamos a correção. Contato: (http://www.guimaguinhas.prosaeverso.net/contato.php)
  • Declara que o objetivo é compartilhar informações, histórias e fotos de nossa cidade, com vista à preservação de sua memória.
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Publicado por Guimaguinhas em 09/05/2017 às 17h22
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
 
08/05/2017 15h28
Memórias de Aguinhas - As versões de A LENDA DAS ÁGUAS VIRTUOSAS

Ilustração: Painel histórico de Águas Virtuosas do Lambary, existente nos Supermercados GF em Lambari, MG


SUMÁRIO


Apresentação

Como se sabe, em A LENDA DAS ÁGUAS VIRTUOSAS narra-se que uma jovem de nome Cecília adoeceu e, tendo feito uso da água virtuosa, curou-se de seus males. Em agradecimento, pediu, então, ao pai que erguesse uma capelinha em homenagem à Nossa Senhora da Saúde.

O fundo mítico-religioso dessa estória: a fé na Virgem Santíssima e os poderes curativos milagrosos atribuídos às águas virtuosas – em cima do qual se construiu a lenda – veio naturalmente da tradição oral que surgiu nas primeiras décadas do Século XIX, logo após a descoberta das águas.

Com efeito, com a descoberta das fontes, as virtudes miraculosas da água medicinal [1] passaram a ser apregoadas por todos, e elas começaram a ser designadas, já a partir de 1801, por águas santas. [8] A expressão águas virtuosas começa a ser utilizada a partir de 1805, e acabou por nomear toda a região detrás da serra da Campanha por aquele nome: Águas Virtuosas[8] E também a serra divisória entre Campanha e Lambari passou a ser conhecida, desde 1805, como Serra da Água Virtuosa ou Água Santa da Campanha. [1]

Desse modo, foi possivelmente a crença e a fé populares que associaram os efeitos medicinais e curadores da água aos milagres da Virgem Maria, como ficou assentado nos costumes devocionais católicos da Região das Águas Virtuosas. Aliás, a lenda bem apanhou esse aspecto: a cura de Cecília associa-se à devoção da Virgem Maria.

Segundo o monsenhor e historiador José Lefort [1], o criador da lenda teria sido Américo Werneck, que o fez para efeito de propaganda das águas minerais.

Mas há, também, derivadas daquela, as versões de Armindo Martins e João Carrozzo, memorialistas de Águas Virtuosas do Lambari.

É o que veremos a seguir.


Veja também

  • A expressão ÁGUAS VIRTUOSAS - aqui
  • Àguas Virtuosas do Lambary e Nossa Senhora da Saúde - aqui

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Versão atribuída a Américo Werneck

O primeiro texto escrito da lenda sobre os poderes curativos das águas de Lambari , de que se tem notícia, apareceu em O Lambary, de 18/12/1910, cujo autor adotou o pseudônimo de Gratz.

Se considerarmos os aspectos relativos à data — 1910 — e ao estilo literário [2], essa é a possível versão escrita por Américo Werneck, num esforço de propaganda das águas minerais [1], quando veio a residir em Águas Virtuosas do Lambary e trabalhou com o Dr. Garção Stockler, criador da estância de Águas Virtuosas e primeiro grande propagandista das águas de Lambari. (aqui)

Esta versão pode ser examinada aqui

Veado pastando junto às sete quedas, 1910. Fonte: Museu Américo Werneck – Lambari, MG

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Versões de Armindo Martins

O livro de Armindo Martins – Lambari, cidade das Águas Virtuosas – teve duas edições: 1949 e 1971. Nessa última edição, o texto sobre A Lenda das Águas Virtuosas aparece ligeiramente alterado em relação à 1ª. edição.

Abaixo reproduzimos ambas as versões:

 

Versão da 1a. edição, 1949, p. 25.



     

Versão da 2a. edição, 1971, págs. 17 e 18.

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Versão de João Carrozzo

A versão de João Carrozzo, bastante elaborada, apareceu em 1964, na 1a. edição do seu livro Lambari (Outrora: Cidade de Águas Virtuosas da Campanha), que teve mais duas edições: 1977 e 1985.

Ela também foi reproduzida em 1988 neste seu outro livro: História cronológica de Lambari. 

 


 

A versão abaixo foi retirada do livro Lambari, 3a. edição, páginas 35 a 40:

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Fatos históricos e a lenda

Baseados em Francisco Lefort [1], vejamos os fatos históricos, alguns deles apropriados e deformados pela lenda:

  • Antônio de Araújo Dantas realmente existiu. Era um caboloco, nascido em Campanha e batizado a 21 de fevereiro de 1741. Filho de Francisco de Araújo Dantas e de Catarina Pedrosa de Almeida, vindos de Pitangui para Campanha, logo após o descobrimento de Cipriano J. da Rocha (fundador do Arraial de São Cipriano, em 1737, que deu origem a Campanha).
  • Foi nas terras de Antônio de Araújo Dantas, entre 1780 e 1790, que foram descobertas as minas das águas minerais.
  • No início dos anos 1800, o Poder Público de Campanha adquiriu de Antônio de Araújo Dantas 12 alqueires de terreno, para proteção das fontes.
  • No entorno das fontes, surgiu um povoado, depois vila, depois freguesia e, por fim, município  a atual cidade de Lambari.
  • Antônio de Araújo Dantas é nome de uma rua em Lambari.
  • Cecília, seu pai Antônio Trancoso, e seu noivo Tancredo são personagens fictícios. A família Trancoso teria vindo de Passos, mas não havia nenhuma família Trancoso em Passos nem no Sul de Minas.


Fonte: Ruas de Lambari, MILEO, 1970, págs. 36-37

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Referências

  1. LEFORT, José do Patrocínio. A Diocese da Campanha. Belo Horizonte : Imprensa Oficial de MG, 1993, p. 206.
    1. Escreveu LEFORT:  "Sem fundamento algum, a não ser a imaginação fantástica de um contista, é a lenda de Cecília, filha de Antônio Alves Trancoso, [que] teria feito uso da água e se curado de um mal grave. É estoria de Werneck para efeito de propaganda, pois não existia a família Trancoso nem em Passos nem no Sul de Minas." [A sublinha é do original.] 
  2. O estilo e as obras literárias de Américo Werneck podem ser vistos no post AS OBRAS LITERÁRIAS DE AMÉRICO WERNECK, publicado aqui
  3. MARTINS, Armindo. Lambari, cidade das Águas Virtuosas, 1949.
  4. MARTINS, Armindo. Lambari, cidade das Águas Virtuosas. Rio de Janeiro, Linográfica Rio Ltda., 1971.
  5. CARROZZO, João. Lambari (Outrora: Cidade de Águas Virtuosas da Campanha) - 3a. edição, 1985
  6. CARROZZO, João. História cronológica de Lambari - Piracicaba, SP,  Editora Shekinah, 1988
  7. MILEO, José Nicolau. Ruas de Lambari. Guaratinguetá, SP, Graficávila, 1970.
  8. MILEO, José Nicolau. Subsidios para a história de Lambari. Guaratinguetá, SP, Graficávila, 1970.

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Publicado por Guimaguinhas em 08/05/2017 às 15h28
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05/05/2017 16h03
SUBSÍDIOS PARA A HISTORIA DO A.V.F.C. (12) - Águas Vice-campeão - 1953 - A controvertida final do campeonato

Ilustração: Escudo do Águas Virtuosas, estampado em camisa do início dos anos 1990, com a estrelas do tri-campeonato.


SUMÁRIO


Apresentação

A final do Campeonato da liga de São Lourenço de 1953 é uma dessas histórias que minha geração ouviu muitas e muitas vezes, sempre narrada com um misto de revolta e decepção, seja pelos atletas que dela participaram, seja pelos diretores do clube, seja pelos torcedores do Águas que assistiram à partida.

Contudo, não tínhamos nenhum registro — nem fotos, nem recortes de jornal, nem súmula, nem nada — que pudesse nos ajudar a reconstituir, não só as principais partidas do campeonato, mas sobretudo a partida final — a terceira de uma melhor de três — certamente a mais controvertida da história do Águas Virtuosas.

Pois bem, hoje vamos publicar uma resenha dessa partida, feita pelo professor do Ginásio Duque de Caxias Carlos Rodrigues Eufrázio. O professor acompanhava os jogos do Águas Virtuosas em 1953 e escrevia uma resenha que era semanalmente divulgada no jornal O ÁGUAS VIRTUOSAS, que circulou em Lambari naquele ano.

 

Os pontos principais desse relato foram confirmados por jogadores e torcedores, daquela triste tarde de domingo de 22 novembro de 1953, em Baependi.

Vamos lá.

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O time campeão

Abaixo o escudo e a camisa do Esporte Clube São Lourenço.

Fonte: http://cacellain.com.br

Esporte Clube São Lourenço - Campeão da Liga Caxambuense de 1949. Fonte: Youtube

Na foto, entre outros: Perrela, Lauro, Jair, Rui, Casca, Pinellinho, Quezar, Eneas, Pinelle e Araújo. 

  • Veja no Youtube filme sobre essa conquista do Esporte - aqui
  • Dos jogadores citados acima, atuaram na decisão de 1953:
    • Rui, Pinelle, Eneas e Araújo, 
    • Pinellinho (atuou pelo Águas)

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O time do Águas Virtuosas vice-campeão

As fotos abaixo são do acervo da família de Eward Bacha (Vavá), e foram cedidas por Tuy Bacha.

 

Quinzinho, Val, Alair, Hélio Fernandes, Pinelli, Nicola, João André, Nenê, Vavá Bacha e Crisóstomo

Uma foto rara: Águas dos anos 1950, colorizada a mão. Em pé, entre outros: Crisóstomo, Hélio, Vavá Bacha, João André, Nicola, Gidão e professor Fernandes. Agachados: Pinellinho, Val, Alair, Nenê e Quinzinho.

Da esquerda para direita: entre outros: Quinzinho, Val, Alair, Hélio, Nenê, Gidão, João André, Crisóstomo (cabeça baixa) e Vaca

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Os goleiros de 1953

O Águas Virtuosas terminou em 1o. lugar o returno do Campeonato, e os goleiros Nicola, Capeta e Nambu receberam a seguinte avaliação, dada pelo comentarista prof. Carlos Eufrázio:


Na controvertida final, no entanto, Eli Capeta — que era um grande goleiro — foi muito criticado por sua má atuação. Mesmo hoje, aqueles que participaram do jogo — como Quinzinho e João André — ou os que assistiram à partida confirmam a crítica.

O prof. Carlos atribuiu ao goleiro nota zero, visto que, além de ter atuado muito mal, falhando em 3 gols e saindo em falso no quarto gol, na véspera da partida, o atleta teria participado de uma serenata e dormido às 4,30h da manhã.


1    2                    

     3    4   

  • 1. O goleiro Vaca ao lado de Manoel Correia, no time do Águas dos anos 1950  
  • 2. Nicola
  • Eli (Capeta) foi goleiro do Flamengo de Varginha, e atuou também no Águas, nos anos 1950. 
  • 3.  Nambu atuou em algumas partidas

A resenha da partida

Como já dissemos, o professor do Ginásio Duque de Caxias Carlos Rodrigues Eufrázio acompanhou os jogos do Águas Virtuosas naquele ano de 1953 e escreveu uma resenha semanalmente divulgada no jornal O ÁGUAS VIRTUOSAS, que circulou em Lambari naquele ano.

  • Veja a resenha da 1a. partida das finais: aqui
  • Veja a resenha da 2a. partida das finais: aqui

A seguir, vão alguns pontos da resenha referida, que confirmamos com pessoas que ou participaram do jogo ou assistiram à partida:

  • Responsabilidade geral dos atletas, pois poucos salvaram naquela terceira partida da final do Campeonato de 1953.
  • Responsabilidade total da diretoria, que aceitou um regulamento exdrúxulo para a escolha do campeão: uma melhor de 3 partidas, em que o Águas Virtuosas, tendo vencido a primeira, em casa, e empatado a segunda, no campo do adversário, teve ainda de realizar uma terceira partida, em campo neutro (Baependi), na qual foi derrotado e perdeu o campeonato.
  •  A péssima atuação do goleiro Eli Capeta, que falhou nos gols.
  • Jogadores fora de forma que atuaram na partida final.
  • O estranho comportamento do técnico (vindo de Itanhandu), barrando Quinzinho, Euclides e Reli, que vinham jogando muito bem. Aliás, Quinzinho foi o artilheiro e melhor jogador do time, e mesmo assim ficou de fora. 
  • Um gol contra —  João André — e uma expulsão: Hélio Fernandes.

Quanto ao mais, o Águas jogou muito mal, o Esporte jogou muito bem, o juiz teve ótima atuação, e, merecidamente, o Esporte venceu o jogo por 4 x 1 e levou o bi-campeonato.



Reprodução - Diário da Noite, 19, nov, 1953

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Referências

  • Semanário O ÁGUAS VIRTUOSAS, n. 21, de 22 de novembro de 1953
  • Diário da Noite - 19, nov, 1953 - www.bn.digital
  • Entrevistas do autor com: Joaquim Modesto (Quinzinho)  - João André (Zé do Diabo) - Célio Pereira Krauss (Celinho - In memorian)
  • http://cacellain.com.br

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Publicado por Guimaguinhas em 05/05/2017 às 16h03
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02/05/2017 08h31
Memórias de Aguinhas - Quando LAMBARI era ÁGUAS VIRTUOSAS DA CAMPANHA

SUMÁRIO


Apresentação

Nas Minas Gerais, Lambari foi a primeira localidade onde se encontraram as águas minerais, ditas Águas Santas e depois Águas Virtuosas, como já vimos (aqui). Quando foram descobertas, eram conhecidas em todo território nacional apenas duas fontes hidrominerais: a fonte do Cipó, na Bahia, descoberta em 1730, e a fonte de Caldas Novas, em Goiás, descoberta em 1737. [3]

Encontradas as nascentes da ágoa virtuosa, em 1780, pouco depois, foi alterada a rota da estrada para o Rio de Janeiro, via Itamonte e Guaratinguetá (Caminho Velho), fazendo-a passar próxima ao manancial das águas, dando origem à Paragem da Ágoa Virtuosa. [1]

O surgimento das águas foi um “acontecimento de vulto”, “uma célebre descoberta”, que chamou a “atenção popular”, trazendo benefício para a região. [2] E deve ter “repercutido em toda a Comarca do Rio das Mortes [que tinha sede em São João Del Rey e jurisdicionava então o termo de Campanha] e em toda a Capitania de Minas Gerais, como um acontecimento de grande significação.” [3]

A partir daí, o pequeno grupamento de pessoas reunido em torno das fontes formou um povoado, depois uma vila, despertando, assim, o interesse dos poderes públicos de Vila da Campanha do Rio Verde (futura cidade de Campanha) que, em 1826, tomou as primeiras providências administrativas para proteção das fontes. A seguir, Águas Virtuosas passou, sucessivamente, à condição de freguesia, paróquia e distrito, até a criação do muncípio, em 1901.

Lambari foi conhecida por Águas Virtuosas de Campanha do Rio Verde, Águas Santas da Campanha e Águas Virtuosas da Campanha. 

Em 1874, o Almanach Sul-Mineiro, editado por Bernardo Saturnino da Veiga [4], fez um breve relato sobre as condições do povoado, naqueles anos da década de 1870: situação geográfica, condições do lugar e das fontes, economia local, lista de autoridades, etc., quando então o lugar era conhecido por ÁGUAS VIRTUOSAS DA CAMPANHA.

É um documento importante, para conhecimento da história de nossa cidade. Veja a seguir.


  • Paróquia:  Divisão territorial de uma diocese sobre a qual tem jurisdição ordinária um sacerdote, o pároco.
  • Povoação: Os habitantes de um determinado lugar ou região
  • Povoado: Lugarejo ou pequeno lugar habitado; arraial.
  • Vila: Povoação de maior importância e graduação que a aldeia e menor que a cidade.
  • Distrito: Subdivisão administrativa de um município, província ou cidade, que geralmente abrange mais de um bairro.

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Evolução administrativa de Águas Virtuosas do Lambary

Abaixo, vai um quadro-resumo da evolução administrativa de nossa cidade.

Confira:


 Águas Virtuosas da Campanha, centro da vila - meados Século XIX

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Águas Virtuosas da Campanha - Como era nos anos 1870

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Referências

  • CARROZZO, João. História Cronológica de Lambari - Nascida Águas Virtuosas da Campanha. Piracicaba, SP, Ed. Shekinah, 
    1988. 
  • LEFORT, José do Patrocínio. A Diocese da Campanha. Belo Horizonte, Imprensa Oficial de MG, 1993. 
  • MILEO, José N. Subsídios para a história de Lambari. Guaratinguetá, SP, Graficávila, 1970. 
  • Almanach Sul-Mineiro para 1874. Bernardo Saturnino da Veiga. Campanha,MG, Typographia do Monitor Sul-Mineiro, 1874

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Publicado por Guimaguinhas em 02/05/2017 às 08h31
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