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30/12/2017 06h56
RUAS DE LAMBARI (2) - Rua dos Italianos

Ilustração: Placa indicativa da Rua dos Italianos, na casa da esquina com Praça N. S. Saúde


SUMÁRIO


Apresentação

Não existe rua com pedras mudas nem casa sem eco.

Góngora


No começo dos anos 1850, os primeiros italianos chegaram ao Sul de Minas, instalando-se em Campanha (MG). A partir daí, essas famílias atraíram outros conterrâneos com destino àquela cidade. Nas décadas seguintes, diversos membros dessa colônia de italianos se instalaram em Águas Virtuosas de Lambari. 

Em 1894, em Águas Virtuosas, a rua em que moravam diversas dessas famílias passou a se chamar Rua dos Italianos.

É a história dessa rua que vamos narrar a seguir.


Vista da Rua dos Italianos

Gerações de lambarienses passam por esta rua sem conhecer sua importância na história de nossa cidade, surdas ao vozerio de suas pedras centenárias, indiferentes aos ecos de suas antigas casas...


Veja também:

  • Imigrantes italianos - aqui
  • Chegada dos italianos e a rua do mesmo nome - aqui

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As famílias italianas em Águas Virtuosas de Lambari

Na década de 1870, João Marçano e em seguida Lucas Zaccaro vieram para Águas Virtuosas de Lambari, sem as respectivas famílias, e aqui se instalaram como comerciantes; alguns anos depois, retornaram a Itália.

Vindo de Campanha, a partir de 1880, um grupo de famílias originárias da mesma região da Campânia — província de Basilicata, cuja capital é Potenza, situada entre as províncias de Nápoles e Calábria — se instalou em Águas Virtuosas e aqui se fixou.


Região da Basilicata, Itália (Reprodução: GoogleMaps)


Quase todos vinham do mesmo paese* e muitos eram parentes próximos. Ordeiros, operosos, respeitosos à lei, esse grupamento de italianos muito contribuiu para o progresso de nossa cidade. [3, p. 111] 


  • Paese [ital.]. sm. 1 aldeia, vilarejo.2 país.3 região, território. (Dic. Michaelis)

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Fonte: Paulo Roberto Viola [2, p. 72] 


Origem da Rua dos Italianos

Nos anos 1890, várias famílias de italianos estavam fixadas na Rua Camilo Fraga. Na eleição realizada em 15 de novembro de 1894, se decidiu pelo voto dos eleitores italianos — cerca de 30 imigrantes que aqui residiam.

Esses votos ajudaram na eleição do grupo político liderado por Garção Stockler e João Bráulio Júnior, que homenagearam a colônia de imigrantes dando o nome de Rua dos Italianos à antiga Camilo Fraga. Essa circunstância atraiu para aquela rua diversas outras famílias de origem italiana, que residiam em pontos diferentes da povoação. [1, p. 51] 

E a história de Mileos, Violas, Grandinettis, já de origens muito próximas, misturou-se ainda mais ao vozerio, às comidas, às profissões, às artes  de Lorenzos, Biasos, Raimundis. E novos laços familiares se formaram: MILEO e VIOLA. VIOLA e LORENZO. MILEO e RAIMUNDI. GRANDINETTI e VIOLA. BIASO e MILEO.

Mas não foram só italianos que fizeram essa rua famosa: espanhóis, alemães, portugueses (Castilho, Pinto, Silva, Cruz, Sá e Silva, Krauss) também ali residiram, aproximando culturas e originando diferentes núcleos familiares: SANTORO e KRAUSS, SANTORO e PINTO, BIASO e PINTO, GRANDINETTI e CRUZ.

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EgídioPelluse (ao centro) rodeado de membros das famílias Mileo e Viola

Família Grandinetti Cruz - José Honório, d. Silvia e filhos


Olavo Krauss, sua esposa Maria e filhos, ao tempo que moravam na Rua dos Italianos


História de crianças - Solta o Violento!

Os filhos do seu Olavo Krauss passaram parte da infância na Rua dos Italianos, misturados às crianças de lá e a muitas outras que apareciam para as brincadeiras de rua.

Uma dessas brincadeiras tem como personagem o cachorro Violento, que na verdade era um vira-latas ligeiro e brincalhão, caçador de tatus, que era a alegria dos meninos daquela época. O cão pertencia ao Expedito Guimarães (conhecido por Expedito-sem-braço), primo do meu pai (Dé da Farmácia) e é Expedito quem me recordou essa história, também contada pelo meu falecido sogro Célio Krauss.

Pois bem, a brincadeira consistia em levar o Violento para o alto da rua, segurá-lo e soltá-lo juntamente com alguns meninos, numa corrida tresloucada ladeira abaixo.

Dizem que o menino Célio Krauss era o único que vencia o Violento nessa brincadeira...


     

Os meninos Expedito Guimarães e Célio Krauss, personagens dessa história

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Rua dos Italianos nos tempos de Werneck

Em 1909, Américo Werneck assumiu a prefeitura de Águas Virtuosas de Lambary e a presidência da Comissão de Melhoramentos e a superintendência das obras de embelezamento da cidade. Para isso, adquiriu cerca de 100 terrenos e prédios, alguns na Rua dos Italianos, seja para dotar a cidade de novas ruas e avenidas, seja para construção de prédios e edificações que idealizara (cassino, lago, hotel, teatro, etc.), alguns dos quais não chegou a realizar.


Vista da Rua dos Italianos, nos anos 1900

Ao lado direito do Cassino, em 1911, ainda estavam de pé os prédios pertencentes a Manoel Viola e Salvador Priante, que foram demolidos para formação da esplanada onde deveria ser erguido um grande hotel

1911: Ao fundo, à direita do Cassino, veem-se antigos prédios da Rua dos Italianos, posteriomente demolidos


Rua dos Italianos nos anos 1950

Na foto abaixo, dos anos 1950, veem-se os principais prédios da Rua dos Italianos, alguns dos quais ainda existentes.

Vista da fachada das casas na Rua dos Italianos, anos 1950.

  • (1) Família Hélio Silva
  • (2) Família Sá e Silva
  • (3) Casarão seu Olavo Krauss
  • (4) Família Castilho
  • (5) Vila Santo Estevão

Anos 1940: Esquina da Rua dos Italianos com Silviano Brandão (atual Dr. José dos Santos), a chamada Esquina dos Três Poderes (em razão de 3 bares que existiam nas esquinas, entre eles o conhecido Bar Sete)


As Vilas

Com o morar muito próximos e a formação de novas grupos familiares, surgiram as vilas* de casas — pequenas casas construídas aos fundos dos prédios principais fronteiros à rua.


  • Vila: Conjunto de casas, geralmente iguais, dispostas ao longo de um beco ou ao redor de uma pequena praça interior, com uma saída para a rua; avenida. [Dic. Michaelis]

Arranjo de azulejos com imagem de Santo Estevão, que dá nome à vila, construída por José Freire das Neves

A fachada da Vila Santo Estevão foi preservada



O sobrado da família Sá e Silva ainda persiste

E também o sobrado da família Grandinetti Cruz


Mudanças na Rua dos Italianos

Em 5 décadas, muita coisa mudou na área urbana de Lambari. Como é natural — em prejuízo dos pósteros e da memória urbanística das cidades — antigos prédios cederam espaço a construções modernas.

Confira duas ocorrências nas fotos abaixo:


Foto dos anos 1960: Ao fundo, a Rua dos Italianos, com o Casarão do sr. Olavo Krauss. Na esquina, à direita, um antiga residência

O casarão do seu Olavo Krauss foi demolido

A antiga residência da esquina (Rua São Paulo - atual Wadih Bacha - com Rua dos Italianos) deu origem a uma casa moderna

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Fotos

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Os meus bisavós italianos: Bodegorni e Gentilli

Neste link (aqui), eu conto as origens dos meus bisavós, que, vindos de Massa (Itália), se instalaram primeiramente na região dos Ribeiros (próximo de Heliodora) e depois se fixaram em Águas Virtuosas, na Vargem (bairro Vila Nova), como horticultores.


 

Francesca Bodegorni (Chica Gorda) e Giuseppe Gentili (José Gentil), meus bisavós italianos

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Outras ruas e praças mencionadas no site GUIMAGUINHAS

  • Rua Comendador José Breves - aqui
  • Praça Edmundo Lins - aqui
  • Rua Domingos do Espírito Santo - aqui
  • Praça Vivaldi Leite Ribeiro - aqui
  • Praça Conselheiro João Lisboa - aqui
  • Rua Benício Chaves - aqui
  • Prefeitos e administradores que deram nomes a ruas:

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Informações ou correções

  • Se você, caro leitor, tiver notícias, informações e fotos de pessoas ou famílias aqui mencionadas, ou se quiser fazer alguma correção ou complementação ao texto aqui publicado, entre em contato conosco neste e-mail: historiasdeaguinhas@gmail.com ou pelo Facebook: https://www.facebook.com/historiasdeaguinhas/

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Referências

[1] MILÉO, José Nicolau. Ruas de Lambari. Guaratinguetá, SP : Graficávila, 1970, págs. 47 e 50

[2] VIOLA, Paulo Roberto. Lambari, como eu gosto de você. Rio de Janeiro : Ed. Navona, 2002, pág. 63 e 72.

[3] MILÉO, José Nicolau. Subsídios para a história de Lambari [A fixação do elemento italiano na cidade]. Guaratinguetá, SP : Graficávila, 1970, págs. 107 a 114

Fotos: Museu Américo Werneck e arquivo pessoal do autor.

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Publicado por Guimaguinhas em 30/12/2017 às 06h56
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
 
25/12/2017 13h36
ÁGUAS VIRTUOSAS FUTEBOL CLUBE - O hino do Águas Virtuosas

Ilustração: Montagem - Referência à canção do Águas Virtuosas e o escudo do clube


SUMÁRIO


Apresentação

Em 1976, na gestão de David Fonseca Reis (aqui), ao completar 50 anos de sua fundação, ocorrida em 2 de agosto de 1926 (aqui), o time do Águas Virtuosas Futebol Clube foi homenageado com uma canção, criada por J. R. de Almeida Netto e Maria Letícia Carvalho. Intitulado Canção do Águas Virtuosas Futebol Clube, este hino [canção ou poema que exprime admiração ou entusiasmo por algo ou alguém] não havia ainda sido gravado.

Agora, o site GUIMAGUINHAS faz um resgate histórico desse hino e você poderá ouvir na voz e guitarra de Bruno Camarcio uma palinha, visto que a versão final ainda está em preparo.

  • Confira a "Canção do Águas Virtuosas Futebol Clube", composta por J.R. de Almeida Neto e Maria Letícia Carvalho, e musicada e interpretada por Bruno Camarcio:
    • ​​​​​​​aqui

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A torcida do Águas Virtuosas

A imensa torcida do Águas Virtuosas, conhecida desde os anos 1920 por sua paixão ao clube da camisa vermelha, sempre acompanhou o time seja aqui em nossos domínios, seja nos jogos realizados fora de casa. Basta visitar as cidades do Sul de Minas e fazer referência ao clube, que as pessoas vão ter, como nós lambarienses, essa mesma impressão.



Infelizmente, talvez essa torcida fantástica nunca mais cante esse hino com o seu time em campo...

Sobre a torcida do Águas Virtuosas veja:

  • Homenagem à torcida pentacampeã - aqui
  • Uma torcida sempre apaixonada - aqui

Meus filhos (Alan, Guiminha e Carlo Emílio) e netos (Leonardo e Rafael) vestindo a camisa do Águas Virtuosas, em viagem a Orlando (EUA)


A letra da Canção do Águas Virtuosas Futebol Clube

CANÇÃO DO ÁGUAS VIRTUOSAS FUTEBOL CLUBE

J. R. de Almeida Neto

Maria Letícia Carvalho

1

VAMOS TODOS CORRENDO AO GRAMADO

VER O ÁGUAS PINGAR DE SUOR

LEMBRANDO SEU NOBRE PASSADO

NA CERTEZA DE SER O MELHOR

ESSE TIME QUE LANÇA CENTELHAS

INCENDEIA QUALQUER CORAÇÃO

QUANDO VESTE A CAMISA VERMELHA

FAZ VIBRAR IMORTAL TRADIÇÃO

Coro

NOSSO CANTO PRESENTE AO SAUDAR-TE

VALENTE E FELIZ CINQUENTÃO

SEJA SEMPRE UM SONORO ESTANDARTE

CLAMANDO O GENIAL CAMPEÃO

2

MARQUES SEMPRE A PRESENÇA DO FORTE

SOB O TETO DE ANIL DESTES CÉUS

NAS RENHIDAS BATALHAS DO ESPORTE

NAS CONQUISTAS DOS NOSSOS TROFÉUS

NESTE DIA, MAIS UMA VITÓRIA

ORNAMENTE TEU GRANDE VALOR

MAIS UM ANO COMPLETAS DE GLÓRIA

VIVA O ÁGUAS! LEAL LUTADOR!

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A pauta musical do hino

Abaixo, letra e cifra da Canção do Águas Virtuosas Futebol Clube

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Bruno Camarcio

 Bruno Camarcio é casado com Ju e pai de Amanda e Ana Clara. Engenheiro e músico. Mora em Brasília.


 

Capa do CD (pra saber), de Bruno Camarcio, lançado em 2012

  • Há algo muito lindo em Seu Olhar - Youtube - aqui

 Bruno Camarcio já participou do site GUIMAGUINHAS, quando musicou Eu olho pra você, uma "composição" de meus netos Leonardo & Rafael, caso que já contamos aqui.

  • Música Eu olho pra você  - aqui
  • Facebook de Bruno Camarcio - aqui

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Referências

  • Nossos agradecimentos aos autores do hino: J. R. de Almeida Netto e Maria Letícia Carvalho, e a Bruno Camarcio que está trabalhando na sua gravação e nos mandou esta palinha.
  • E também a David Fonseca Reis e Sérgio Raimundi, que preservaram o documento original.
  • O próximo passo será a gravação desse hino pelo Grupo Coral Arus, de Lambari, MG.

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Publicado por Guimaguinhas em 25/12/2017 às 13h36
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12/12/2017 15h43
AGUINHAS MUSICAL (9) - Os Mineirinhos - Luiz Paulo & Eduardo

Ilustração: Luiz Paulo & Eduardo - Os Mineirinhos - foto da dupla - Capa CD lançado em 2000


SUMÁRIO


Apresentação

No final dos anos 1980, dois jovens, oriundos do Sul de Minas Gerais,  afinaram a viola, soltaram a voz e puseram o pé na estrada, à busca de um lugar no cenário do sertanejo nacional. 

Era o começo tão parecido de tantas duplas pelo Brasil afora..

E assim também foi o começo da história que escreveram dois moços de Lambari, MG.

Vamos lá.


Não se faz uma dupla boa sem um bom nome

Os irmãos José Laércio Ferreira e Valdecir Fernandes Ferreira pensaram num primeiro nome para a dupla, o nome natural: Laércio e Valdecir. Não soava bem, não ornava um com o outro, como se diz aqui pela região do Lambari. Isso não dá nome de dupla.

Então, buscaram inspiração numa dupla afinada — no nome e no talento: Leandro e Leonardo. Daí, associando os nomes de dois sobrinhos, é que surgiu: Luiz Paulo & Eduardo - nome afinado, ornado, como pede a tradição sertaneja.

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Pé na estrada

 Nome escolhido, talento e vontade não faltavam. Era preciso agora mostrar o valor no palco, pois é lá que uma dupla de fato mostra seu valor. E o palco era modesto: bares, festas, pequenos rodeios no Sul das Gerais. 

Era preciso dar um passo à frente, e a dupla seguiu para São José dos Campos, onde o cenário era mais concorrido, claro, mas também mais promissor. E aí surgiram novas oportunidades nas casas de show, nas boites, nos rodeios, nas feiras, como a famosa FAPIJA, de Jacareí, onde chegaram a tocar.

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Reprodução: Logo da FAPIJA - Feira Agropecuária e Industrial de Jacareí (www.fapija.com.br)


E a dupla rodava pelo Vale do Paraíba afora...Trabalho não faltava, faltava mesmo era gravar... e estourar!

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O primeiro disco

E em 1993, enfim, o primeiro disco. O lançamento se deu na Danceteria Casa Blanca, São José dos Campos, com a participação da Banda Sol Maior, Valdir do Piston, e Rony (Dupla Tony e Rony). 

No Youtube está um vídeo desse lançamento. Confira Youtube


  

Ouça uma música deste disco:

  • Eu de cá, Você de lá (Youtube)

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Em 2000, veio o CD e o apelido OS MINEIRINHOS

O primeiro CD veio em 2000, e foi lançado no Programa do Ratinho. E o apresentador quando os chamou disse:

— Vamos receber agora dois mineirinhos, que vêm hoje mostrar aqui no programa o CD que acabaram de lançar.

E, a partir daí, a dupla começou a ser chamada de OS MINEIRINHOS.

Abaixo, a capa do CD:


Ouça uma música desse CD:

  • Você gosta de mim - aqui

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Apresentações e shows

  • Programa Viola na TV - Filme de amor - 2011 - aqui
  • Programa Viola na TV - Mundo velho - 2011 - aqui
  • Festa - 4° Boi no Rolete, na cidade de Liberdade-MG - aqui

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O grande sucesso não veio, mas valeu a jornada

Meados da Era Collor, e os valentes Mineirinhos se preparavam para um salto na carreira. Patrocínios confirmados, música nova, ensaios, ansiedade...Eles iam aparecer semanas sucessivas na TV. A primeira apresentação seria no Programa do Bolinha.

E a bomba estoura! Vem o impechment! Inflação descontrolada. Era a crise. E a crise abortou o sonho dos Mineirinhos!

Vinte e cinco anos de luta, de pé na estrada, de shows e viagens cansativas. E resolveram dar um tempo. A longa jornada em busca do sucesso, para eles, chegara ao fim. Mas a viagem valera, e muito!

De volta ao Sul de Minas, continuaram se apresentando em show e rodeios.

Ainda hoje, Eduardo Mineirinho faz apresentações. Quem quiser contratá-lo, ele está no Facebook, veja aqui:   

Foto do perfil de Eduardo Mineirinho, A imagem pode conter: 2 pessoas, close-up


Referências

  • Youtube
  • www.fapija.com.br
  • Entrevista com Eduardo (Valdecir Fernandes Ferreira)

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Publicado por Guimaguinhas em 12/12/2017 às 15h43
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11/12/2017 20h16
MEMÓRIAS DE AGUINHAS - Cassino de Lambari - A obra-prima de Américo Werneck

Ilustração: Cassino de Lambari, detalhes da fachada. Fonte: Site IEPHA/MG


SUMÁRIO


Apresentação

Sobre o nosso Cassino já publicamos diversos posts, como estes:

  • O centenário Cassino de Lambari - aqui
  • Obras de Werneck - O Cassino de Lambari -  aqui
  • O Cassino de Lambari e a homenagem ao sol - aqui
  • O fechamento dos cassinos -  aqui

Neste post vamos comentar a reforma por que vem passando o Cassino de Lambari e sua destinação para instalação do Museu das Águas.

Confira.

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Werneck, um visionário

As “águas virtuosas” desabrocharam a povoação que se fez sobre as propriedades terapêuticas de suas fontes. A partir de 1909, iniciou-se uma nova fase para a antiga Águas Virtuosas.

A Lambari atual tem sua origem em 1909, fruto do sonho visionário de um homem, e do apoio do Estado, que viu na pequena estância hidromineral o potencial para se tornar o maior complexo de lazer do país, uma “Vichy” brasileira em nada inferior aos balneários europeus. O símbolo máximo deste sonho, o Cassino, imponente edifício que impressiona ainda hoje pela grandiosidade e beleza de suas linhas, domina a paisagem da pequena cidade. Este grandioso edifício, destinado a se tornar o maior templo da indústria de entretenimento do pais, símbolo da ousadia empreendedora do Dr. Américo Werneck, infelizmente não conheceu as glórias  sonhadas. No entanto, resistindo ás intempéries políticas e contendas humanas, chegou até nossos dias ainda em sua arrogante magnitude merecendo do povo mineiro o seu reconhecimento como patrimônio cultural do Estado.

Carlos Henrique Rangel (Historiador)


Transformar a acanhada Vila de Águas Virtuosas numa estância hidromineral moderna, capaz de concorrer com as melhores da Europa — o sonho de Américo Werneck foi longamente visionado por mais de 20 anos.

De fato, desde que chegara a Águas Virtuosas de Lambary, em 1889, começou a devanear essa possibilidade. E nos anos seguintes, empregou todos os seus recursos — o gênio criador, a formação técnica, a atividade parlamentar, os contatos políticos, o trânsito no mundo das letras, o relacionamento com a imprensa — na realização da maior de suas fantasias.

O sonho começou a ser realizado quando, com o apoio político e financeiro do Governo de Minas, nas figuras de Wenceslau Braz e Bueno Brandão [presidentes do Estado em 1909/10 e em 1908/09 e /1910/14, respectivamente], contratou a empresa carioca Poley & Ferreira para projetar as edificações e melhorias, transformando a vila modesta, por cerca de 2 anos, num formidável canteiro de obras.

Parte desses projetos foram inaugurados em 24 de abril de 1911, e entre eles a joia do conjunto imaginado por Werneck - o Cassino.


O Cassino do Lago

Com linhas arquitetônicas de um gosto apurado, de estilo barroco e neoclássico, o prédio ocupa uma área de 2.800 m2 e situa-se defronte a um lago artificial, que era iluminado por um farol e oferecia aos turistas legítimas gôndolas de Veneza para passeios.

Cassino é palavra originária do italiano casinó, com o mesmo significado: Casa ou lugar de reunião para jogos de azar, geralmente com espetáculos de música e dança. 


Frontão da fachada principal do Cassino de Lambari (Reprodução: estilonacional.com.br)


Era isso que se esperava fosse o nosso Cassino do Lago, a mais bela obra de todo o conjunto arquitetônico e paisagístico pensado  e construído por Américo Werneck.

Mas assim não se deu. Na verdade, no cassino de Lambari, os caça-níqueis, as roletas e as mesas de apostas só funcionaram na noite da inauguração, e assim mesmo de forma parcial, visto que havia equipamentos de jogos e diversões ainda incompletos e/ou não instalados, e problemas na iluminação do imóvel. E foi nesse estado que a obra foi inaugurada em 24 abril de 1911.

Pouco mais de um ano depois, isto é, em 16 de maio de 1912, quando Werneck arrendou ao Governo de Minas a estância de Águas Virtuosas, as obras e instalações do cassino ainda não tinham sido concluídas. E, a partir de 27 de junho de 1913, data em que teve início a discussão judicial do contrato de arrendamento citado, nada mais se fez nas décadas seguintes para completar o projeto original.

  • Sobre essa demanda célebre, conhecida por Questão Minas x Werneck, veja aqui e aqui.

Retomado em 1922 pelo Governo do Estado, o prédio passou pelas mãos de órgãos estaduais e da municipalidade. Nesse tempo, sofreu diversas reformas, que descaracterizaram áreas internas, mas mantiveram a originalidade da fachada. 

Atualmente, o prédio passa pela quinta reforma de sua história, uma reforma predial e restauração de seus interiores, e nele se pretende instalar o Museu das Águas. Confira:

  • A reforma do Cassino de Lambariaqui 
  • De Cassino a Museu - aqui
  • O Museu das Águas - aqui.

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Descrições do Cassino de Lambari

Veja algumas descrições do Cassino de Lambari:

  • O Cassino de Lambari - Nélson de Senna e Armindo Martins - aqui
  • Jornal O PAIZ, de 25 de abril de 1911 - aqui
  • Os interiores do Cassino - Francislei Lima da Silva - aqui
  • Site www.circuitodasaguasdeminas.com.br - aqui

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Reformas ao longo das décadas

Segundo o historiador Carlos Henrique Rangel [4], ao longo das décadas, o Cassino de Lambari passou por algumas reformas, a saber:

  • 1923 - Governo Raul Soares - obras de conservação e restauração dos serviços de água e luz elétrica (a)
  • Anos 1950 - realizada sob direção de Mary Vieira, responsável por grandes mudanças no prédio. (b)
  • Década de 1960 -  O Cassino, o Lago e o Parque da Águas foram incorporados ao patrimônio da Hidrominas – Águas Minerais de Minas Gerais S/A. Ainda nos anos 60, o prédio sofreu nova intervenção descaracterizante, agora no ano de 1963. (c)
  • 1980 - Foi assinado um convênio entre a Codeurb - Companha de Desenvolvimento Urbano, as Secretarias Estaduais de Planejamento, da Indústria e Comércio, a Turminas - Empresa Mineira de Turismo - e a Prefeitura Municipal de Lambari, para uma grande reforma do imóvel. (d)
  • 1986 - Em 1o. de março de 1986, a Prefeitura Municipal de Lambari recebeu em comodato da Hidrominas o prédio do Cassino. Esse contrato, com duração de 5 anos, estabeleceu que a prefeitura deveria conservar, construir e executar às suas expensas, a restauração do prédio. (e)
  • 1998 - Nesse ano, sob o controle da Comig – Companhia Mineradora de Minas Gerais (criada em setembro de 1994), o imóvel sofreu nova reforma, visando sua transformação em um centro de convenções. O plano porém não foi completado, e houve diversas intervenções inadequadas, como retirada de calhas de colhe e madeiramento e do vitrô oval (que, se supõe, representava papel importante na observação do solstício de verão*)

  • (a) MENSAGEM dirigida pelo Presidente do Estado, Raul Soares de Moura, ao Congresso Mineiro; 1923. Bello Horizonte, Imprensa Official, 1923. p. 141. 
  • (b) FOLHA DAS ÁGUAS, mai/jun. 1998. p. 8
  • (c) ESTADO DE MINAS. 31 AGO. 1980. 1º CAD. p. 6.
  • (d) Estado de Minas, Belo Horizonte, 2 set. 1980. p. 8. 
  • (e) COMIG. CASSINO P. 131. Contrato de Comodato do Cassino 1 março 1986.
  • (f) FOLHA DAS ÁGUAS, maio/jun. 1998. p. 8.

 

(*) Veja:  O Cassino de Lambari e a homenagem ao sol - aqui

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Diversos usos do Cassino de Lambari

Na sua longa vida de mais de 100 anos, o Cassino foi objeto de diversas ocupações e funções, a maioria fora do plano original, intercaladas por períodos de abandono e subutilização. Entre os usos dados a ele, podemos citar:

  • Utilização em solenidades, bailes, formaturas e atividades culturais e serviços sociais.
  • Instalação da Prefeitura e da Câmara.
  • Instalação da Secretaria de Turismo e Cultura, da Biblioteca Pública Municipal e do Museu Américo Werneck.
  • Instalação de parte do Fórum da cidade.

A todo esse descaso, deve-se juntar também um incêndio ocorrido em 2000, num dos cômodos do andar térreo, que consumiu inúmeros livros  ali guardados. Felizmente, o incêndio foi contido e não houve maiores danos ao imóvel. (Veja aqui)


O conjunto arquitetônico e paisagístico do Cassino

O Conjunto Arquitetônico e Paisagístico do Cassino de Lambari compreende o Lago Guanabara, o Farol e o Parque Wenceslau Braz.

Atualmente o prédio do Cassino é tombado como Patrimônio Histórico e Cultural pelo município (Decreto 1.059/2000) e pelo IEPHA-MG (Conselho Curador do IEPHA/MG em 14 de agosto de 2002).



Confira: Site do IEPHA-MG - Tombamento do Cassino - aqui


O Cassino no Guia de Bens Tombados do IEPHA/MG

O volume 2 do Guia de Bens Tombados, do IEPHA/MG, traz um belo texto de Ailton Santana sobre o nosso Cassino.

Confira nas págs. 129-32, neste link aqui


Reprodução: texto sobre o Cassino de Lambari, no Guia de Bens Tombado, vol. 2, do IEPHA/MG


O Museu Folclórico

Gustavo Barroso, professor, ensaísta e romancista, membro da Academia Brasileira de Letras, autor de mais de 120 livros de história, folclore, ficção, biografias, memórias, política, arqueologia, museologia, economia, crítica e ensaios, além de dicionário e poesia, frequentou Lambari durante décadas e aqui possuía o Retiro do Lago — sua casa de veraneio, a qual visitava 8 temporadas por ano.

Pois bem, em 1952, Barroso dirigiu carta ao então Governador de Minas, Juscelino Kubitschek, propondo a transformação do Cassino de Lambari em um Museu Folclórico, e oferecendo ajuda para tal desiderato.

Recorde-se que o conhecido museólogo possuía capacidade técnica e gerencial para auxiliar na concepção e execução do projeto, visto tanto seus estudos, ensaios, assessoria e prática na área de história, museologia e folclore, como sua experiência como fundador e diretor do Museu Histórico Nacional. Veja aqui

Confira esta carta na íntegra:


Cópia datilografada - Reprodução. Fonte: Acervo Gustavo Barroso

Rascunho manuscrito - Reprodução. Fonte: Acervo Gustavo Barroso

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Outros textos e referências sobre o Cassino de Lambari

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Referências

  1. http://www.estilonacional.com.br/web/?portfolio=antigo-cassino-em-lambari-mg
  2. http://www.varginhaonline.com.br
  3. http://www.iepha.mg.gov.br
  4. Carlos Henrique Rangel (Historiador) - Lambari: o município ea estância hidromineral - Histórico elaborado para o Processo de Tombamento do Conjunto Arquitetônico do Cassino de Lambari – IEPHA/MG.
  5. SILVA, Francislei Lima da. Os monumentos da água no Brasil, 2011, p. 85 - Disponível aqui
  6. Guia de Bens Tombado, vol. 2, do IEPHA/MG - Disponível aqui
  7. Jornal O Paiz - Edições 24 e 25 de abril de 1911 (bn.digital)
  8. Acervo Gustavo Barroso - Disponível em: http://mhn.museus.gov.br/

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Publicado por Guimaguinhas em 11/12/2017 às 20h16
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09/12/2017 16h56
MEMÓRIAS DE AGUINHAS - Inauguração da "Vichy Brazileira" - 2a. parte

Ilustração:  Título da reportagem do jornal O Paiz, edição de 25 de abril de 1911 (Fonte: bn.digital)


SUMÁRIO


Apresentação

Como vimos postando na Série Américo Werneck, nosso primeiro prefeito foi o (re)fundador da Estância Hidromineral de Lambari, à vista do conjunto urbanístico por ele criado, que se mantém até nossos dias. Ou, como disse Armindo Martins, ele foi "o artífice de Lambari".

O conjunto de obras que inaugurou em 24 de abril de 1911, com a presença dos Presidentes da República e do Estado de Minas, além de outras personalidades, constitui um dos principais fatos históricos de nossa cidade. 

O evento foi coberto pelos principais órgãos de imprensa da época, e numa série de 2 posts estamos conhecendo a que foi feita pelo jornal O Paiz, do Rio de Janeiro.

Esta é a segunda parte. Vamos lá.


Veja também:

  • A 1a. parte desta Série - Inauguração da "Vichy Brazileira" - aqui
  • Série As obras de Werneck - aqui

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Lendo notícias de um jornal de 106 anos atrás...

Cara(o),

prepare-se para ler o  jornal O PAIZ que circulou numa segunda-feira, dia 25 de abril de 1911.

Ele traz uma completa reportagem sobre a inauguração das obras de Américo Werneck em Águas Virtuosas dE Lambary. Trata-se de uma reportagem histórica sobre um dos fatos mais notáveis da história de nossa cidade.

Na primeira página, o título grandiloquente diz:

ÁGUAS VIRTUOSAS

Uma obra considerável - Saneamento e embellezamento - Água e luz - O lago e o Casino - As festas de hontem

Naqueles dias, Belleza se escrevia com 2 eles, Casino com 1 esse só e hontem com agá. 

É uma viagem ao passado. Venha comigo.

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A reportagem do jornal O Paiz

Primeiro bloco - 3 colunas

Neste bloco, destacamos:

  • Informação de que a média variável da população de Águas Virtuosas de Lambary em 1911 era de 2.000 pessoas.
  • Inauguração de um serviço de água moderno, com canos de aço importados da Alemanha, utilizados pela primeira vez no Brasil.
  • Inauguração da usina de força e da iluminação da cidade.
  • Inauguração do holofote, que lançará sua luz sobre o lago e a cidade.
  • Inauguração do lago e do cassino, obras comparáveis à nova capital de Minas e à Avenida Central, naquela cidade.
  • Descrição da obra do lago (que se chamaria Lago Guanabara) e dos projetos inerentes a ele: embarcações, pesca, passeios, esportes etc.
  • Construção da barragem e cascata do lago, pontes de ferro e avenida em torno do lago.


Fotos

Vista do Cassino, lago, cascata e pontes de ferro, no dia da inauguração

Postal: Vista do Cassino e Parque Novo, no dia da inauguração

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Segundo bloco - 2 colunas

Neste bloco o destaque é para o magnífico Cassino: sua geografia, posicionamento, divisões, decoração, etc. Esta é uma das mais completas descrições do nosso Cassino.

Confira:

  • Geografia e posicionamento do Cassino: fachada posterior voltada para o lago, as laterais, para a futura estação férrea, de um lado, e de outro para o futuro Grande Hotel (ambos esses projetos não saíram do papel). E a fachada principal voltada para o Parque Novo e a Vila de Águas Virtuosas.
  • O Cassino é comparável aos melhores da Europa, pela sua beleza e perfeição.
  • Referências às linhas arquitetônicas, à divisão interna e ao luxo oriental de sua decoração.
  • Descrição da balaustrada fronteira, das rampas e das varandas laterais.
  • Descrição da escadaria da entrada e dos vestiários, donde se avança para o grande salão de festas do Cassino.
  • Descrição do grande salão: medidas, pavimentos (dois), varandas superiores, o nicho acústico e o palco, o piano.

 


Fotos

Vista aérea do monumental Cassino de Lambari (Reprodução: site Prefeitura Municipal de Lambari)

Cassino - fachada do lago. Reprodução internet

Fachada lateral do Cassino e plataforma futura Estação do trem (Reprodução.Fonte: Site IEPHA/MG)

Cassino - balaustrada fronteira. (Reprodução.Fonte: Site IEPHA/MG)

Cassino - Escadaria entrada e detalhes fachada principal (Reprodução.Fonte: Site IEPHA/MG)

Cassino - Salão nobre e sacadas (Reprodução.Fonte: Site IEPHA/MG)

Cassino - Vista das sacadas (Reprodução.Fonte: Site IEPHA/MG)

 

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Terceiro bloco - 2 colunas

Continua aqui a descrição do interior do Cassino.

Confira:

  • Descrição dos candelabros de bronze e de suas lâmpadas, dos estrados com cadeiras para as noites de baile.
  • Referências à decoração japonesa do Cassino: quadros sobre charão, pintados a ouro, com aspectos da paisagem japonesa, molduras de marfim e madrepérola com motivos de lendas orientais.
  • Referências aos reposteiros de seda e fio de ouro postos às portas das galerias e das corujas de marfim que as vigiam.
  • Descrição da área aos fundos do salão de festas: galeria com instalações sanitárias, alojamentos e escadas de acesso ao andar superior.
  • Descrição das varandas superiores.

  


Fotos

Quadros japoneses interior do Cassino

Cassino - Corredor interno (Reprodução.Fonte: Site IEPHA/MG)

Cassino - Antigo salão restaurante (Reprodução.Fonte: Site Fundação João Pinheiro)

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Quarto bloco - 2 colunas

Ainda o Cassino: mobiliário, decoração e toilletes.

Os objetos japoneses de decoração, verdadeiras obras de arte, foram encomendas diretamente no Japão e especificamente para o Cassino de Lambari.

Confira:

  • Descrição do mobiliário e decoração dos salões superiores: cadeiras luxuosas, porcelanas, leques e espelhos pintados com motivos japoneses, étagères de cerejeira.
  • Descrição do salão de toilette.
  • Descrição da ala dos homens: salão de bilhares e restaurante, cozinha, copa e instalações sanitárias.
  • Referências às salas de leitura e de fumantes.
  • Referência às varandas do terraço.

 


Fotos

Objetos do interior do Cassino

   

(1) Escarradeiras - (2) Caixa d'água inglesa de porcelana, painel da sala japonesa e caça níquel

Sofá, lustre e candelabro - (Reprodução.Fonte: Site Prefeitura Municipal de Lambari/Inventário Patrimônio Cultural de Lambari)

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Quinto bloco - 2 colunas

Aqui completa-se a descrição do terraço, e registra-se que essa descrição, feita em largos traços, está longe de mostrar a beleza dos detalhes da obra.

Confira:

  • As grandes varandas do terraço e os espaços para jogar o voltarete e o xadrez.

 


Fotos

Vista do segundo pavimento - (Reprodução. Fonte: Site Fundação João Pinheiro)

Vista segundo pavimento e do jardim interno - (Reprodução. Fonte: Site Fundação João Pinheiro)

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Referências


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Publicado por Guimaguinhas em 09/12/2017 às 16h56
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