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Ilustração: Alan, Jô e Carlão brincando de trolinhos de rolimã construídos pelo avô Célio Krauss

SUMÁRIO

     - Apresentação
          - Fábrica de brinquedos
          - Trolinhos de cabo de vassoura
     - O palco dos trolinhos de cabo vassoura
     - Fotos
     - O livro Menino-Serelepe

Apresentação

No livro
Menino-Serelepe* eu falo das brincadeiras com trolinhos em duas oportunidades. 

 
Fábrica de brinquedos

E aí se dava uma mudança no mercado de brincadeiras e tínhamos que incursionar por outros ramos, tais como o de trolinhos de rolimã, trolinhos de cabo de vassoura, sinuquinhas de bola de gude, campos de futebol de botão, campinhos de futebol em que os jogadores eram pregos fincados e a bola uma moeda, fincos de garfo ou de cabo de colher. Mas ventava e chovia e o departamento que fabricava estoques de bambu, estilingues e espingardinhas de milho, esse nunca era desativado.
 

Trolinhos de cabo de vassoura

Pra resumir e pra contar só o diferente, se brincava de trolinho de cabo de vassoura que a gente fabricava pra descer, a jato, o morro da Paradinha Melo. Os trolinhos eram dois cabos de vassouras postos em paralelo, com a parte de baixo untada de sebo de vaca, travados pelo assento e pelo apoio de pé, feitos de madeira. Na lateral do assento, preso por um prego grande, um toco de madeira revestido de pneu, formando uma manivela, que quando acionada tocava o chão, frenando os trolinhos. A pista: o inclinado passeio em frente ao Hotel Imperial, que começava na Parada Melo e terminava fronteiro à porta do sobradão da vó. O trolinho era montado de forma a se encaixar perfeitamente na greta do passeio, que era feito de ladrinhos lá da fábrica do seu Tonico Fernandes.

Do Posto Gregatti, que ficava logo abaixo do sobradão, vinha o óleo para lubrificar as fendas da calçada, que antes eram lavradas, alargadas e aparadas por meio de uma ferramenta improvisada, feita de cinta metálica, do tipo com que antigamente se lacravam os caixotes de mercadorias. E aí se organizavam disputas e campeonatos ferrados. Arranhões, escoriações, a toda hora aconteciam; saía-se, às vezes, meio esfrangalhado, mas de quebraduras, não me lembro.
 

O palco dos trolinhos de cabo vassoura

Que eu me lembre, os trolinhos de cabo de vassoura eram utilizados somente no passeio que descia da Paradinha Mello em direção ao Posto Gregatti, defronte ao Hotel Imperial
(v. foto abaixo).

A descida inclinada e longa, o encaixe perfeito nas fendas do passeio, a proximidade do Posto Gregatti (fornecedor de lubrificantes), fizeram deste local a "pista perfeita" para nossas brincadeiras.

 
Vista atual da nossa "pista" de trolinhos de cabo de vassoura. Por aquela época, os postes eram de ferro e localizavam-se no meio da rua.

  
Os lubrificantes das fendas do passeio: sobras de latas de óleo automotivo (Reprodução: site mercado livre)
 
Fotos
 
Tinha carro próprio: o trolinho de madeira quem fazia geralmente eram os moleques mais velhos. Mas a gente ajudava. O rolimã era a roda: a gente ganhava nas oficinas mecânicas. O volante era um pedaço de corda velha. O freio era à sola. Do pé, claro. 

A MELHOR DE TODAS AS VIDAS
Texto de Aloísio Dozza Dias (Blog do professor)




Final dos anos 1980: Crianças brincando de trolinho de rolimãs, que o vô Célio Krauss construía


Trolinhos modernos: imitando carros de corrida da Fórmula 1
 
 

O livro Menino-Serelepe

  (*) Estes trechos fazem parte do livro Menino-Serelepe - Um antigo menino levado contando vantagem, de Antônio Lobo Guimarães, pseudônimo com que Antônio Carlos Guimarães (Guima, de Aguinhas) assina a coletânea HISTÓRIAS DE ÁGUINHAS. V. o tópico Livros à Venda.

 
Guimaguinhas
Enviado por Guimaguinhas em 28/04/2018
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