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13/05/2016 19h32
MEMÓRIAS DE AGUINHAS - As Congadas de Lambari

Ilustração: Título da reportagem sobre nossas Congadas, publicada na Revista Geográfica Universal, de maio/1979


SUMÁRIO


Introdução

Sobre nossas tradicionais congadas, já postamos no GUIMAGUINHAS estes textos:

  • Recordações de um terno de Congadas (aqui) e
  • Congadas de antigamente (aqui)
  • As Congadas (aqui)

Neste post, vamos recordar uma reportagem sobre as Congadas de Lambari, feita em 1979, com texto de Antônio Callado de Paiva e fotos de Carlos Humberto Toc, divulgada na Revista Geográfica Universal de maio daquele ano.

Vamos lá.

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Capa da Revista Geográfica Universal, de maio de 1979, que trouxe a reportagem: As Congadas de Lambari (aqui)

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Flagrante de nossas Congadas (Fonte: Foto Sabiá)

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As Congadas de Lambari

Entrevistando personagens históricos de nossas Congadas — como José Vicente, José Marques e Zé de Souza, todos herdeiros das tradições de Joaquim Baiano —, a reportagem busca as origens dos festejos no folclorista Luís da Câmara Cascudo e constata que as Congadas de Lambari "adquiriram um aspecto puramente regional, muito provavelmente devido à concepção de cada chefe de terno, no que diz respeito à interpretação da estrutura dos festejos".


Zé Marques, Zé Vicente, Zé de Sousa e Neném Lucas

(Reprodução - Revista Geográfica Universal - maio de 1979)


Os autores da reportagem entrevistaram e fotografaram os encarregados dos preparativos dos festejos: a confecção e retoque das roupas, a revisão e manutenção dos instrumentos, o preparo das comidas, que são consumidas pelos participantes e também vendidas para angariar fundos para a manutenção dos ternos.

Comentam também o autores que os santos homenageados pelos ternos são aqueles tradicionalmente tidos como protetores dos negros: São Benedito, N. S. Aparecida, N. S. do Rosário e Santa Efigênia. Mas há também nas cantorias a evocação de entidades ligadas aos ritos africanos, como o Preto-Velho e Iemanjá (a rainha do mar).

A seguir, detalham o ritual dos ternos: suas danças, movimentos, evolução, as músicas e o trajeto que percorrem na cidade: Saída do bairro Campinho, visita à Igreja de São Benedito, ao Morro do Cruzeiro, à Igreja Matriz de N. S. da Saúde.

E destaca também os estribilhos das músicas mais tocadas, como estes:

  • Quede, quede, quede o Capitão-General / Quero que me dá licença pra começar a Embaixada.
  • Passear na rua, por mandado de papai / Com a Senhora do Rosário, São Benedito também vai.
  • Pra não fechá congo / Meu pai não mandou fechá / Pra não fechá congo / Mamãe, sereia do mar
  • Adeus, adeus, que nós já vamo embora / Com a benção de Deus e de Nossa Senhora.
  • Imperador, ô, Imperador / Treze de Maio demorou, mas já chegou. (1)

(1) Sobre a origem dessa última música, intitulada Princesa Isabel, de autoria de Fernando Dias, veja (aqui)

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Fotos

Dona Lisinha, esposa de José de Souza, e Sílvia, esposa de Neném Lucas, no preparo do doce de abóbora

(Reprodução - Revista Geográfica Universal - maio de 1979)

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(1) O Imperador Ismal e a Imperatriz Vanilda                       (2) Um terno em evolução

(Reprodução - Revista Geográfica Universal - maio de 1979)

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Referências

  • Foto Sabiá - Lambari
  • Revista Geográfica Universal - maio de 1979
    • Texto de Antônio Callado de Paiva
    • Fotos de Carlos Humberto Toc

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Publicado por Guimaguinhas em 13/05/2016 às 19h32
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
 
06/05/2016 17h04
LITERATURA DE AGUINHAS (23) - Paulo Roberto Viola

SUMÁRIO


Introdução 

 Paulo Roberto Viola, advogado, jornalista, pesquisador e escritor, filho do lambariense Paulo Grandinetti Viola, é o autor do livro  Lambari, como eu gosto de você!, diversas vezes mencionado aqui no site GUIMAGUINHAS (aqui, aquiaquiaquiaqui).

 Paulo Roberto faleceu no dia dia 29 de abril de 2011, e hoje lhe prestamos essa singela homenagem, recordando sua obra literária e mediúnica de inspiração.

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Série de livros de inspiração espírita-cristã sobre o Segundo Reinado

Sob a inspiração espírita-cristã, Paulo Roberto, grande admirador de Dom Pedro II e da Princesa Isabel, escreveu uma série de livros sobre o período do Segundo Reinado. 

Os livros dessa série são estes:

  • Dom Pedro II e a Princesa Isabel
  • No Tempo do Império - Bons tempos aqueles
  • Princesa Isabel - Uma Viagem no Tempo
  • Barão de Santo Ângelo - O Espírita da Corte

 ​Além desses, escreveu também dois outros livros de fundo espírita:

  • Bezerra de Menezes - O Abolicionistda do Império
  • Francisco de Paula - O Eremita da Caridade

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Sinopse dos livros

Fonte: oconsolador.com.br



  • Bezerra de Menezes - O Abolicionista do Império - Aqui o autor resgata e comenta uma obra histórica de Bezerra de Menezes, que dormia esquecida nos arquivos da Fundação Biblioteca Nacional: A Escravidão no Brasil e as Medidas que Convém Tomar para Extingui-la sem Dano para a Nação, um opúsculo do grande médico, escritor e político brasileiro, e expressão grandiosa do Espiritismo em nosso País.
  • Princesa Isabel - Uma viagem no tempo - Você sabia que a princesa Isabel, primeira governante de nossa História, como princesa regente, tinha uma musa espiritual na qual se inspirava para governar? Uma rainha da Turíngea que viveu ao tempo de Francisco de Assis, no século 13. Linda jovem que entrou para a História com a frase: "Como posso eu usar uma coroa preciosa, se meu Rei usava uma coroa de espinhos". Isabel da Hungria, que desencarnou com apenas 24 anos de idade, outra coisa não fez durante sua curta existência no planeta senão dedicar-se aos excluídos, aos enfermos e aos esquecidos da providência dos homens. Foi canonizada pela igreja católica por suas virtudes elevadas. Ela era portadora de mediunidade prodigiosa, própria daqueles que sustentam alto padrão vibratório.

Muita gente pergunta qual a ligação de Dom Pedro II e da princesa Isabel com o espiritismo. A ligação deles é a mesma de Teresa de Calcutá, de Francisco de Assis e de todos os demais ícones de nosso credo: os elevados valores morais. (Fonte: Edições Correio Fraterno do ABC)

  • Dom Pedro II e a Princesa Isabel - Pela primeira vez na literatura pátria, o Imperador Dom Pedro II e sua filha, a Princesa Isabel, tiveram direito a uma defesa histórica diante dos acontecimentos que precipitaram a República, quando derradeiramente esses nobres personagens sofreram malediências e humilhações absolutamente imerecidas, depois de meio século de trabalho e efetiva dedicação aos superiores interesses do Brasil. O livro, que foi lançado na Academia Brasileira de Letras, homenageia seis imortais: Humberto de Campos, Manoel de Araujo-Porto Alegre, Joaquim Nabuco, José do Patrocínio, Castro Alves e Joaquim Manuel de Macedo , sendo que a obra tem inspiração no livro de Francisco Cândido Xavier - o Mineiro do Século - denominado Brasil Coração do Mundo, Pátria do Evangelho. (Fonte: Googlebooks)

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Fotos

 Paulo Roberto ao lado do jornalista André Trigueiro, num evento espírita (Fonte: avozdoespiritismo.com.br)

 Lançamento do livro "Francisco de Paula, o Eremita da Caridade"- Paulo Roberto Viola, representando a Casa de Francisco de Paula, com o ator Renato Prieto (que protagonizou André Luiz no filme Nosso Lar) e o Presidente do Grupo Espírita Regeneração (fundado por Bezerra de Menezes em 1891), Walter Alves. (Fonte: http://revistadoespiritismo.blogspot.com.br/)


  

Grande estudioso da história do Segundo Império, Paulo Roberto colaborou com a historiadora Mary Del Priore, autora do livro Do Outro Lado - A história do sobrenatural e do espiritismo, que conta a história do sobrenatural na sociedade brasileira, principalmente desde os fins do século XIX. E dois de seus livros (Bezerra de Menezes, A Abolicionista do Império e Barão de Santo Ângelo, o Espírita da Corte) foram mencionados na bibliografia da autora.


Veja também:

  • 150 Anos de O Livro dos Espíritos - Paulo Roberto Viola (aqui)
  • O Segundo Reinado na visão do Espiritismo (aqui)
  • Entrevista: A missão libertadora de Dom Pedro II e a da Princesa Isabel (aqui)

Referências

  • VIOLA, Paulo Roberto. Lambari, como eu gosto de você. Rio de Janeiro : Editora Navona, 2ª. edição, 2002.
  • http://revistadoespiritismo.blogspot.com.br
  • revistadoespiritismo.blogspot.com
  • Editora Lorenz, RJ

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Publicado por Guimaguinhas em 06/05/2016 às 17h04
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
 
05/05/2016 09h47
MEMÓRIAS DE AGUINHAS - A Princesa Isabel em Aguinhas

Ilustração: Capa do livro Princesa Isabel do Brasil, de Roderick J. Barman (aqui)


SUMÁRIO


Introdução

Isabel (Rio de Janeiro, 29 de julho de 1846 – Eu, 14 de novembro de 1921), apelidada de "a Redentora", foi a segunda filha, a primeira menina, do imperador Pedro II do Brasil e sua esposa a imperatriz Teresa Cristina das Duas Sicílias. Como a herdeira presuntiva do Império do Brasil, ela recebeu o título de Princesa Imperial. [1]

A Treze de maio, como se sabe, comemora-se a Lei Áurea, assinada em 1888 por Isabel, que extinguiu a escravidão no Brasil. 


Lei Áurea.jpg

A Lei Áurea. Fonte: Wikipedia (aqui)


Assim, a propósito dessa data, vamos recordar a passagem da Princesa, em 1868, pelo Sul de Minas (ela esteve aqui em Águas Virtuosas de Lambari, inclusive), a busca das águas minerais que pudessem auxiliá-la a engravidar.

Vamos lá.


Veja também:

  • A visita da Princesa Isabel e Conde D'Eu (aqui)

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A infertilidade da Princesa

Capa Princesa Isabel do Brasil, de Roderick J. Barman (aqui)


É conhecida a busca da Princesa Isabel para a cura de sua infertilidade: depois de 10 anos de casada ainda não engravidara. Com efeito, Roderick Barman, no livro acima, escreveu:


Capa  O fato aparece registrado também no livro A história da Princesa Isabel: amor, liberdade e exílio , de Regina Echeverria (aqui).

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O nome Isabel liga três personagens da nobreza da Terra e do Espírito

Paulo Roberto Viola, advogado, jornalista, pesquisador e escritor, filho do lambariense Paulo Grandinetti Viola, é o autor do livro  Lambari, como eu gosto de você!, diversas vezes mencionado aqui no site GUIMAGUINHAS (aqui, aqui, aqui, aqui).

E foi sob a inspiração espírita-cristã que Paulo Roberto, grande admirador de Dom Pedro II e da Princesa Isabel, escreveu uma série de livros sobre o período do Segundo Reinado, entre eles a obra acima, intitulada Princesa Isabel - Uma viagem no tempo.

Nesse livro o autor fala da espiritualidade de Isabel do Brasil, a nossa magnífica Princesa, que era devota de duas outras nobres do mesmo nome, canonizadas pela Igreja Católica — Santa Isabel da Hungria e Santa Isabel de Portugal, santas essas reconhecidas pela intensa prática da caridade.

Paulo Roberto relata não só as ligações espirituais entre as três nobres mulheres, como anota que elas possuíam laços de parentesco. Com efeito, Isabel de Portugal (Séculos XIII/XIV) era sobrinha (pelo lado da mãe) de Isabel de Hungria (1271-1336).


 Santa Isabel da Hungrianuma escultura de Rudolf Moroder.


 Santa Isabel de Portugal curando as feridas de uma enfermaFrancisco Goya y Lucientes, 1799.

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A promessa e a construção da Igreja de Santa Isabel da Hungria, em Caxambu

Pois bem, foi em intenção de Santa Isabel da Hungria que a Princesa Isabel mandou construir, em Caxambu (MG), uma igreja, homenageando a rainha santa que tanto a inspirou a reinar para os enfermos, humildes e necessitados.


Igreja de Santa Isabel da Hungria, em Caxambu

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Fonte: Princesa Isabel - Uma viagem no tempo, Paulo Roberto Viola, Editora Lorenz.  O primeiro filho de Isabel nasceu em outubro de 1875.

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Veja também

O encontro de Chico Xavier com o Espírito de Santa Isabel de Portugal

  No livro Chico Xavier e Isabel, a Rainha Santa de Portugal, de Eduardo C. Monteiro, Ed. Madras, narra-se que em 1927, no início do afloramento dos dons mediúnicos de Chico Xavier, então com 17 anos, manifesta-lhe o Espírito de Isabel de Portugal por psicografia e depois por vidência mediúnica. Eis o relato que Chico faz desse encontro:


Chico, então um jovenzinho do interior de Minas, não compreendeu o alcance da mensagem e sequer sabia o significado de "gentes peninsulares" (habitantes da Península Ibérica: Portugal e Espanha), como ignorava também que Isabel se referia à sua vida missionária em torno do livro espírita, cujos direitos autorais ele viria a doar integralmente às obras de caridade e de divulgação espírita e evangélica.

E desde esse dia, Chico Xavier passou a distribuir semanalmente pães e alimentos aos pobres, tarefa que cumpriu até o fim de sua jornada na Terra. 

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Igreja de Santa Isabel Rainha (SP), um projeto do arquiteto Benedito Calixto

 Igreja de Santa Isabel Rainha, em São Paulo, projeto do arquiteto Benedito Calixto, que é também autor do projeto da nossa Igreja Matriz de N. S. Saúde (aqui) 

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Princesa Isabel - música de congadas de Fernando Reis

  • Princesa Isabel - Música de Fernando Dias, gravada por Sérgio Reis, e bastante tocada em nossas congadas (aqui)

Referências

  • [1] Wipipedia - Isabel do Brasil (aqui) e (aqui)
  • [2] Princesa Isabel do Brasil, Gênero e Poder no Século XIX, Roderick J. Barman, Ed. Unesp
  • [3] A história da Princesa Isabel: amor, liberdade e exílio, Regina Echeverria, Ed. Versal
  • [4] Princesa Isabel - Uma viagem no tempo, Paulo Roberto Viola, Editora Lorenz
  • [5] Chico Xavier e Isabel, a Rainha Santa de Portugal, Eduardo C. Monteiro, Ed. Madras

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Publicado por Guimaguinhas em 05/05/2016 às 09h47
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03/05/2016 09h09
MEMÓRIAS DE AGUINHAS - O fechamento dos cassinos

Ilustração: Recorte capa jornal O Globo, de 2 de maio de 1946


SUMÁRIO


Introdução

Os cassinos existiam no Brasil desde o Século XVIII, havendo referência histórica ao "Beira-Mar Cassino", localizado no antigo Passeio Público no centro do Rio de Janeiro. [1]

Em 1907 o Rio de Janeiro passou a oferecer incentivos para a construção de hotéis, e o "boom" hoteleiro começou (o hotel Copacabana Palace foi inaugurado em 1922). Tais hotéis eram projetados dentro do sistema "acomodação de classe com disponibilidade de alguns serviços". Claro está que entre os "serviços" encontrava-se o jogo. [1]

Nas estâncias hidrominerais de Minas, havia cassinos nas cidades de Araxá, Lambari, Poços de Caldas, São Lourenço e Caxambú.

Em São Lourenço oito estabelecimentos foram construídos. No Hotel Brasil, ainda existente, ao lado do jogo ocorriam shows com artistas de renome, como O Rei da Voz, Francisco Alves.

Poços de Caldas, a estância de maior movimento, ficou conhecida como a Las Vegas brasileira e chegou a possuir vinte cassinos, entre eles o Quisisana e o Imperial, ambos tocados por Vivaldi Leite Ribeiro, que em Lambari empreendeu o Hotel Imperial e o Grande Hotel.  [3]

Poços era o destino preferido do Presidente Getúlio Vargas, que gozava de uma suíte especial no Palace Hotelcom decoração idêntica àquela encontrada no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro. O aposento era conhecido como "Catetinho".

O Cassino de Lambari, de beleza ímpar, perfeito em cada detalhe, foi inaugurado em 1911, com a presença dos mais poderosos políticos do Brasil à época. Encantou a todos, porém só funcionou uma noite. [1]

Em 1933, Getúlio Vargas legalizou o jogo associado ao espetáculo de arte. A partir daí, os cassinos impulsionaram a indústria do turismo e a economia, empregando milhares de pessoas. [2]

Naqueles tempos, Lambari possuía cassinos e atraía levas e levas de turistas, quer a busca do jogo — e dos negócios e diversões que esse proporcionava , quer pelas águas e pelo clima — veranistas que aqui faziam demoradas "estações de águas", que essas, por aquela época, ainda eram programas regulares de muitas famílias brasileiras.

Neste 30 de abril de 2016, completaram-se 70 anos da proibição dos jogos, estabelecida mediante o Decreto-lei 9.215, de 30 de abril de 1946, no Governo Dutra.

No post a seguir, vamos lembrar um pouco dessa história.

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Lances dos cassinos em Lambari

Jogo de roleta - Cassino em Lambari, anos 1940 - Fonte: Facebook Lambari (aqui)


 No livro O caminho dos homens, de Fernando de Castro (Editora Pongetti, RJ, em 1962), já comentado no GUIMAGUINHAS (aqui), narra-se uma cena de jogo de roleta, ocorrida num cassino de Lambari.

Eis o trecho (p. 154):


Veja também:

  • Bailes e músicos famosos no Cassino Éden, em Lambari (aqui)
  • Anos 1940 - Distrações noturnas em Lambari (aqui)

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No Casssino de Lambari o jogo somente funcionou na noite de sua inauguração, em 1911 (aqui)


Cassino no Hotel Gloria em Caxambu (Fonte: http://jornalarte3.blogspot.com.br/)


Veja também:

  • Las Vegas brasileira (aqui)
  • Os cassinos de Poços de Caldas (aqui)
  • Cassino do Hotel Glória em Caxambu (aqui)
  • Antigos cassinos do Brasil (aqui)

Literatura da época do jogo no Sul de Minas

Além do livro O caminho dos homens, de Fernando de Castro, citado acima, que descreve lances de jogos num cassino de Lambari, nos anos dourados da jogatina, veja-se também esses outros dois livros:

(1)          (2) 

(1) Editora Scipione/Fundação Casa de Rui Barbosa-Instituto Moreira Salles, 3a. ed., 1992  (2) Ed. Civilização Brasileira, RJ, 1977


O desafios aos limites, de Martha Antiero, é a crônica de uma estância hidro-mineral  em decadência (Cambuquira, que recebe o nome fictício de Santa Quitéria), vivendo da nostalgia de uma época em que o jogo e as águas faziam o fausto da cidade.

Já o conhecido escritor João do Rio, no livro A correspondência de uma estação de cura, mediante bilhetes e cartas, escritos de Poços de Caldas durante o período mais animado da temporada de 1917, mostra pequenas ambições, misérias e intrigas de um grupo de pessoas de nível social diverso, construindo um malicioso painel da agitação mundana da mais elegante das nossas estações de águas no início do século.


As roletas giravam

Segundo o Jornal O Globo:

As roletas giraram sem parar no Cassino da Urca, no Cassino Atlântico, no Copacabana Palace, no Quitandinha (Petrópolis) e no Icaraí (Niterói), além de outros em quase todos os estados do país, como a mineira Poços de Caldas, com seus 20 grandes cassinos, que lhe valeram o apelido de “Las Vegas brasileira”. O jogo também era atração turística em todas as estâncias hidrominerais no Sul de Minas Gerais.

Mas até a banca perder para o governo, foram anos de sucesso, luxo e lucros milionários. Associados ao jogo, shows memoráveis. Carmen Miranda, Emilinha Borba, Dalva de Oliveira e Grande Otelo deram mais brilho à era de ouro dos cassinos. Carmen chegou a ser artista exclusiva do Cassino da Urca de 1937 a 1940. Eternizada com sua fantasia de baiana, saiu de lá para conquistar os Estados Unidos. O palco da Urca recebeu também astros internacionais, como Josephine Baker, Bing Crosby e Maurice Chevalier. Na plateia do teatro — e nas mesas dos salões e jogos —, políticos, artistas, autoridades diversas e renomadas figuras públicas.

(Fonte: Jornal O Globo   16/07/13 - aqui)


Palácio Quitandinha, em Petrópolis, construído em 1944 para ser o maior cassino do Brasil (Fonte: Wikipedia)


Veja também

  •  Imagens raras do Quitandinha, na época áurea dos cassinos (aqui)
  • Vídeo: 70 anos do Palácio Quitandinha (aqui)
  • Reforma do Cassino da Urca (aqui)

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A proibição do jogo

A proibição dos jogos de azar no Brasil foi estabelecida por força do decreto-lei 9 215, de 30 de abril de 1946, assinado pelo presidente Eurico Gaspar Dutra sob o argumento de que o jogo é degradante para o ser humano. Muitos destacam, no entanto, a forte influência que a esposa de Dutra, Carmela Teles Leite Dutra, teria exercido na proibição, motivada por sua forte devoção à Igreja Católica. [Fonte: Wikipedia - aqui]


Veja também:

  • Por “moral e bons costumes”, há 70 anos general Eurico Gaspar Dutra decretava fim dos cassinos no Brasil (aqui)

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Reprodução: http://acervo.oglobo.globo.com/​ - (aqui)


Referências

  1. O Brasil no tempo do cassino (aqui)
  2. Jornal O Globo (aqui)
  3. http://serqueira.com.br/mapas/cassino.htm (aqui)
  4. Facebook/Lambari (aqui)
  5. Wikipedia - aqui
  6. http://jornalarte3.blogspot.com.br (aqui)

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(**) Se você, caro(a) visitante, tiver notícias, informações, casos e fotos dessa época, ou quiser fazer alguma correção ou complementação ao texto aqui publicado, entre em contato conosco neste e-mail: historiasdeaguinhas@gmail.com


 

 

 


Publicado por Guimaguinhas em 03/05/2016 às 09h09
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01/05/2016 10h46
MEMÓRIAS DE AGUINHAS - Aguinhas nos anúncios de jornais (1)

SUMÁRIO


Introdução

Abaixo vai uma coletânea de antigos anúncios de jornais, que entremostra um pouco da história de nossa cidade.


O início de Águas Virtuosas

Em 1872, o Dr. Eustáquio Garção Stockler fixou residência na então povoação das Águas, e durante os anos de 1884 e 1885 realizou intensa propaganda acerca das virtudes da água, criando para isso um periódico quinzenal intitulado Águas Virtuosas.

Em 1888, lei estadual conferiu-lhe o direito de exploração das águas, e em sua gestão foi reformado o estabelecimento hidroterápico, que, inaugurado em 1872, jamais entrara em funcionamento e aumentada a área do parque das fontes, formando o respectivo jardim. Stockler fundou também a primeira empresa exportadora das águas e formou a temporada de veraneio (de janeiro a março e de setembro a dezembro). [MARTINS, Armindo. Lambari - A cidade das Águas Virtuosas. 1a. edição, 1949, p. 49]

Por essa época, o Hotel Brazil já publicava esta propaganda em jornais de São Paulo:


Anúncio do Hotel Brazil, de 10 de abril de 1888


O Hotel Brazil ficava próximo do Parque das Águas


Anúncio de copos em 1898 - Jornal A Peleja - Águas Virtuosas - 15/05/1898


 A Peleja, de 15/05/1898


             
Propagandas no jornal A Peleja (1898)


Hotel Mello - o início do Hotel Imperial

Sobre o Hotel Mello, veja este post (aqui)

Propaganda do Hotel Mello, em 1918


Propaganda: Revista O Malho (1923)


Lambari nos anos 1950/60

Anos 1940: propaganda dos latões ABI, já então famosos em todo o Brasil, lançava o desafio: Não tememos confronto com os similares


Anúncio, jornal Sputinik, agosto de 1960


  

Reprodução: Jornal O Globo - 15, maio, 1963


Hotel Itaici - Reprodução: Jornal O Globo - 12, dez, 1963


  

Reprodução: O Globo, 2, fev, 1959


Reprodução: O Globo, 10, jul, 1963


Reprodução: O Globo, 6, fev, 1964


Referências

  • MARTINS, Armindo. Lambari - A cidade das Águas Virtuosas. 1a. edição, 1949
  • Jornal Sputinik - Lambari, MG - Jornal O Malho - Jornal A Peleja
  • Jornal O Globo

 

 

 


Publicado por Guimaguinhas em 01/05/2016 às 10h46
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