Ilustração: Celeste Krauss, em 23 de dezembro de 2024, último aniversário que comemorou neste lado da Vida... [Ao fundo, o centro de Lambari e a Igreja Matriz de N. S. da Saúde, padroeira da cidade]

Da nora, Viviane (Vivi), no grupo de zap da Família Guimarães
CELESTE KRAUSS - A MELHOR DE TODAS SUAS PERSONAS FOI SER AVÓ… E QUE VÓ!!!
Desde 2013, no site GUIMAGÜINHAS, Celeste Krauss e eu vínhamos contando histórias e acontecidos dos nossos netos, dentro de uma série intitulada RECANTO DOS NETOS.
Em 2023/24, nos mudamos de Lambari para Brasília em razão de seu tratamento oncológico, e em março de 2024, revisitando a coletânea acima, notamos que ela formava um conjunto que ficaria bem no formato livro e/ou e book.
Daí, selecionamos alguns daqueles textos e fotos da família, e Celeste foi recordando, contando, ditando e, quando podia, escrevendo ou digitando novas histórias — mas isso com dificuldade, por causa da neuropatia.
Na verdade, no fundo, no fundo, ela queria deixar para a família uma memória escrita de suas ORATURAS e do seu modo de contar histórias...
Ora, Celeste não só escrevia, mas também contava, inventava e encenava histórias, lembranças familiares e outros casos divertidos. Ao seu dom natural somou-se o legado da contação de histórias das Famílias Krauss e Salles.
De fato, ela recebeu o legado da narradora América Krauss — grande referência das Oraturas da Serra da Mantiqueira e Bacia do Rio Grande — e a tradição dos saraus de contação de histórias que se davam na casa do Pai Lavo (seu avô paterno, Olavo Cabral Krauss, filho de América) e das cantorias e declamações da “tia” Marluce Krauss.
Além disso, tinha memórias dos tempos da Estação Ferroviária e da Granja da Volta do Lago onde morou com seus pais, e ouvia histórias contadas pelos avós maternos — Joaquim Salles e Emília Bispo — tratados por Vô Salles e Mãe Milha, e também por tios e tias-avós, como BINGA, com suas memórias são-gonçalenses, e EGÍDIO, com lembranças e histórias de viajantes da linha de trem da REDE MINEIRA (vários irmãos SALLES foram ferroviários).
Na esteira de tudo isso — ela que foi menina que andava de latinha, jogava finca, bolinha de gude e bete, rodava pião, soltava pipas e vendia garrafas para ir ao cinema — tomou gosto pela coisa e INVENTOU histórias, escreveu livros e adorava fazer CONTAÇÃO de histórias para os netos, como as narrativas tradicionais (O homem do saco, João e o pé de feijão, Os três porquinhos), os mitos do folclore (Saci Pererê, Caipora, Mula sem cabeça, etc.), os contos de fada (Chapeuzinho vermelho, A bela adormecida), ou uma história bem "assombrada", ou, ainda, fazer a ENCENAÇÃO de monstros galáticos!
E as histórias e causos da família KRAUSS & SALLES também entravam na programação:
A maior piaba do Rio Mumbuca que vô Salles pescou — A cobra que comia os pintinhos da granja, que vô Salles pegou no laço — A charrete que o condutor Nélson enfiou lago adentro — A carne de cachorro que Pai Lavo consumia por carne de cabrito — A lata de "falsas sardinhas" que Pai Lavo lacrou, botou pra curtir e que explodiu — O bar da tia Binga e a história do sindicalista cachaceiro na greve da Vigor — A histórias de estranhos viajantes de trem, contadas pelo tio Egídio — e outras mais...
E eu, ora redigi, ora digitei, ora editei (ela estava com limitações para redigir ou digitar, por efeito da neuropatia provocada pela quimio) — e foi desse modo que montamos a coletânea de histórias de nossos netos, intitulada


Celeste contando histórias para o Guga, o netinho caçula, em fins de 2024

Fogueira acesa na Casa Gorda era sinal de contação de histórias "assustadoras"

Histórias "assustadoras", fogueira e marshmallow — ou histórias debaixo do cobertor, em noites de frio

Celeste ensinou aos netos o amor das histórias e dos livros...

Pai Lavo, na varanda de sua casa, onde se davam os tradicionais saraus e contação de histórias

Pai Lavo, Vó Maria e os primeiros dos 11 filhos que tiveram

Pai Lavo, Vó Maria e parte dos filho

Ao centro, Olavo Krauss, sua mulher Maria do Carmo e sua neta mais velha, Marluce Krauss. Inauguração de escola na zona rural de Lambari

Celeste nasceu e passou parte da infância nesta casa, no fundo da Estação Ferroviária, onde seu avô foi agente

Celeste na Estação Ferroviária de Lambari, ao fundo, vagões dos trens. Ao lado, no colo da Mãe Milha, na janela da casa na Estação

Celeste (de vestidinho), no virador do trem, na Estação Ferroviária de Lambari, com os tios Josefina, Agenor e Ângela

Meu pai (Dé Guimarães, ao fundo), meu sogro Célio Krauss (à direita) e Joaquim Salles, filhas, filhos, genros e netos, no casamento de Celeste (1976)

ÍNDICE DA SÉRIE RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER
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