Guimagüinhas
Memórias familiares e de minha terra natal
Textos

Ilustração: Com base na fotografia que ilustra a capa do meu livro MENINO-SERELEPE — na qual estamos eu e NELI — minha mãe — pendurados numa porteira — recriamos a foto e nela juntamos minhas avós — IRACEMA e MARGARIDA — e abaixo o rosto de CELESTE, minha futura mulher, ainda menina) [ChatGPT - CoPilot/Microsoft]


AS MULHERES DA MINHA VIDA...


SUMÁRIO

- Apresentação

- As mulheres da minha vida

- Neli — minha mãe

- Iracema — minha avó materna

- Margarida — minha avó paterna

- Celeste — minha (então) futura mulher

- O livro MENINO-SERELEPE

- Referências


APRESENTAÇÃO

No livro de memórias de minha infância — MENINO-SERELEPE — anotei recordações de muitas mulheres que foram importantes na minha formação — mãe, avós, tias, primas, vizinhas, colegas, amigas, "paixões da meninice", etc.

Mas hoje — dia 8 de março de 2026 —  DIA INTERNACIONAL DA MULHER — neste post intitulado —  AS MULHERES DE MINHA VIDA — homenageio as MULHERES que visitam esta página eletrônica.

Vamos lá.

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AS MULHERES DA MINHA VIDA...

No livro MENINO-SERELEPE há inúmeras passagens/histórias/casos envolvendo as AS MULHERES DE MINHA VIDA — minha mãe, minhas avós e minha futura mulher — mas, para este post, selecionei os tópicos abaixo, nos quais falo das mulheres de minha vida com carinho e gratidão.

Confira:



Neli — minha mãe

Mãe conversava muito comigo, acarinhava, contava histórias, repetidas vezes falava da vida difícil que levara, recitava toda a genealogia da parentalha Gentil-Lobo e desfiava o rosário de lembranças da família. Me criou na fé católica de missas, terços, novenas, jejuns e promessas. Me fez frequentar catecismo, confessar, fazer primeira comunhão, levar flores para o Sagrado Coração e ajudar na enfeitação das ruas, por ocasião das procissões de Corpus Christi e, na Semana Santa, acompanhar a procissão do Encontro e a do Senhor Morto. 

Na malhação do Judas, não fica perto do foguetório, cuidava de recomendar. No Natal, colhe lodo no jardim e me ajuda a montar o 
presépio em cima do tager, ela dizia. E, toda tarde, era só tocar a Ave-Maria no alto-falante da igreja de Nossa Senhora da Saúde e lá vinha: “faça-a-prece-pra-padroeira, meu filho, seis-horas”. (Só quem viveu no interior sabe, com dorida saudade, o encanto de uma Ave-Maria tocada numa igrejinha...)

 



Iracema — minha avó materna

Ao anoitecer, ainda bem cedo porque se deitava com as galinhas, me punha na sua cama pra me fazer dormir. 

O colchão era enorme, de palha, mexido e remexido pro catre não machucar; os lençóis de sacos, quarados e alvejados; a fronha, bordada nos cantos, guardava bem guardado o cheiro do travesseiro de macela. Abria então a janela, apontava o São Jorge coruscando na lua e falava das lutas dele contra o dragão. Ou me mostrava o céu formigando de estrelas, dizendo não conte estrelas, que dá verruga. Ou me exibia um velho quadro com o Arcanjo Gabriel lancetando o dragão e me contava a história, “que está na Bíblia”, ela dizia. E pai falava: — Neli, sua mãe anda cocorando muito esse menino! 

E ‘tava mesmo, pois eu vivia enfiado debaixo das asas dela, que ali ninguém tinha coragem de chegar.



Margarida — minha avó paterna

E vó Margarida, quando me via borocoxô, naquela consumição, passando a dor do gato, dizia: — Meu filho, ocê num nasceu empelicado, mas Deus te deu anjo da guarda forte. Se não, cumé que ocê pode aturar tudo isso? E vó falava da doença de minha mãe, das brigas e das confusões com meu pai, da gastura e do desespero que tomou conta da família.
Mas, na terra, meus anjos de guarda foram de fato minhas avós e foi graças à fé e à energia dessas duas — uma católica e outra espírita — que, lentamente, mãe começou a melhorar, muito embora jamais voltasse a ser como antes.



Celeste — minha (então) futura mulher

(...) e, vagando pela casa dos avós na Estação Férrea, um par de pernas, as mais lindas do Pasto do Fubá e de toda a Aguinhas...
(...) a mesma menina de pernas bonitas que anos antes eu tinha visto lá pelos lados da Estação Férrea, perto do Pasto do Fubá...
 


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O LIVRO MENINO-SERELEPE

1669076.png (*) O livro Menino-Serelepe - Um antigo menino levado contando vantagem, trata-se de uma ficção baseada em fatos da vida do autor, numa cidadezinha do interior de Minas Gerais, nos anos 1960.

O livro é de autoria de Antônio Lobo Guimarães, pseudônimo com que Antônio Carlos Guimarães (Guima, de Aguinhas) assina a série MEMÓRIAS DE ÁGUINHAS. Veja o tópico Livros à Venda, aqui: https://guimaguinhas.prosaeverso.net/livros.php#2735

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REFERÊNCIAS

- Fotos: Acervo da família Salles Krauss/Lobo Guimarães

- Ilustrações: ChatGPT - CoPilot/Microsoft

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Enviado por Guimaguinhas em 08/03/2026
Alterado em 08/03/2026
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