Ilustração: Montagem. Celeste Krauss, os netos gêmeos Leonardo e Rafael e os monstros inventados e encenados pela avó

Da nora, Viviane (Vivi), no grupo de zap da Família Guimarães
Como vimos contando aqui no site GUIMAGÜINHAS, na Série RECANTO DOS NETOS, CELESTE KRAUSS não só ESCREVIA, mas também CONTAVA, INVENTAVA e ENCENAVA histórias, lembranças familiares e outros casos divertidos.
Assim foi que durante anos CELESTE recordou/ditou/contou/escreveu e eu, Antônio Carlos Guimarães, ora redigi, ora editei as histórias que deram origem à
Veja aqui:
Pois bem, hoje vamos falar do dom e das raízes do aprendizado de Celeste Krauss para a contação/criação/encenação de histórias.
Vamos lá!

ESCREVER, CONTAR, INVENTAR E ENCENAR HISTÓRIAS
Como anotamos nestes posts:
Celeste Krauss não só ESCREVIA, mas tinha talento para CONTAR, INVENTAR e ENCENAR histórias, lembranças familiares e outros casos divertidos.
Quando pequena, irmãs e primos eram o seu público. Depois, seus filhos. E mais à frente, sua extrema felicidade era contar e encenar histórias para os seus netos, sobrinhos-netos e amiguinhos desses.
Como já dissemos também, foi nos círculos das famílias KRAUSS e SALLES, que Celeste seguiu a trilha dos KRAUSS (en)contadores de histórias, personificada na sua bisavó, a quase lendária AMÉRICA KRAUSS — DONA MECA — cuja obra
Mas Celeste teve duas outras grandes inspiradoras: as tias Marluce Krauss e Maria Rita Santoro.
Além dos livros, é claro!
Vejamos!
Como já referido, a residência de OLAVO KRAUSS – Pai Lavo – um antigo casarão na Rua dos Italianos – era um espaço cultural, em razão das festas, saraus e tertúlias lá organizadas.
Pois bem, um dos destaques desses eventos era a saudosa tia Marluce Santoro Krauss, a neta mais velha do Pai Lavo e Vó Maria, que preferia ser chamada pelos primos por tia Marluce, a qual nos saraus no casarão do Pai Lavo cantava e declamava lindamente e Celeste aprendeu, ao menos, imitá-la nas suas performances perante os netos.

A belíssima e talentosa Marluce Krauss, ao lado da mãe Valdomira, num concurso de beleza
PROFESSORA MARIA RITA, ORIENTADORA DE CELESTE KRAUSS
Celeste fez o curso primário em Lambari, no Grupo Escolar João Bráulio Júnior, e aprendeu a ler na Cartilha da Lili.
A seguir, fez o curso secundário no Ginásio Duque de Caxias, atualmente chamada Escola Estadual Professora Maria Rita Lisboa Pereira Santoro.
Depois formou-se em Contabilidade e Administração, e fez pós-graduação em Contabilidade e Finanças públicas.
A citada Maria Rita Lisboa Pereira Santoro, Dona Maria Rita, como era tratada, foi excelente professora de Português.
Ela foi uma mestra à antiga — exigente, meticulosa, disciplinadora — mas uma educadora completa.
Maria Rita era irmã de Maria do Carmo Pereira Vilhena Krauss, portanto tia-avó de Celeste Krauss.
Celeste teve aulas particulares com a tia Maria Rita, da qual recebeu outras lições além de literatura e língua pátria:
notas de etiqueta, postura, asseio, exercícios de leitura em voz alta — na qual ensinava a correta dicção de palavras, expressões e frases —, dicas de leitura, noções de civismo e moral cristã.

Professora Maria Rita Lisboa Pereira Santoro
Orientada pela tia Maria Rita, Celeste foi leitora de poesias e livros infantis das lambarienses Alaíde e Henriqueta Lisboa.

E se deliciou também com A canção dos tamanquinhos, de Cecília Meireles:

Mas o Grande Sertão: Veredas, que tia Maria Rita emprestou e orientou a leitura, foi livro marcante na sua formação.
Grande Sertão: Veredas foi também o último presente que ganhou dos netos Rafael e Leonardo, por ocasião de seu aniversário, em 23 de dezembro de 2024, no qual escreveram esta dedicatória: Para a querida vó Celeste, dos netos Rafa e Léo, para que faça uma (re)leitura do livro que marcou sua juventude!

Outros autores que cultivou: Castro Alves, Cora Coralina, Mário Quintana Adélia Prado, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles, Rubem Alves.

Veja essa história aqui: https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=67822#TRE
ÍNDICE DA SÉRIE RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER