Guimagüinhas
Memórias familiares e de minha terra natal
Meu Diário
17/03/2026 07h29
RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER (25) Celeste no livro MENINO-SERELEPE

Ilustração: Caricatura representando Celeste e Guima, quando se "viram" (mas "não se falaram") pela primeira vez, no Pasto do Fubá (onde o menino morava), fundos da Estação Férrea, onde residiam os avós da menina.


SUMÁRIO


APRESENTAÇÃO

Como já contei aqui no site GUIMAGÜINHAS, no primeiro dia de namoro, num banco da Praça da Fonte Luminosa, eu disse à Celeste que ia me casar com ela e ia também escrever um livro sobre os causos e modos da parentalha.

Pois bem, esse livro foi o MENINO-SERELEPE, no qual pus essa dedicatória:



Além da dedicatória, em algumas outras partes desse Menino-Serelepe fiz menções à Celeste:

  • Num verso de um poema, quando falo dos flertes do menino-serelepe (I – Da famosa aventura de ter sido criança em Aguinhas)
  • Quando morei no Pasto do Fubá e vi um "par de pernas perambulando" pelas proximidades (XVII – No Pasto do Fubá)
  • Quando, brincando de espingardinha de milho, acertei um "petardo" na coxa da menina que vira anos antes no Pasto do Fubá (XXIX – A Guerra das Espingardinhas)

Vamos recordar essas passagens.

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O LIVRO MENINO-SERELEPE

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O livro Menino-Serelepe - Um antigo menino levado contando vantagem trata-se de uma ficção baseada em fatos da vida do autor, numa cidadezinha do interior de Minas Gerais, nos anos 1960.

O livro é de autoria de Antônio Lobo Guimarães, pseudônimo com que Antônio Carlos Guimarães (Guima, de Aguinhas) assina a série MEMÓRIAS DE ÁGUINHAS.

Veja o tópico Livros à Venda, aqui: https://guimaguinhas.prosaeverso.net/livros.php#2735 

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JURAS DE AMOR

O último verso da estrofe do poema Da famosa aventura de ter sido criança em Aguinhas foi dedicado à Celeste:

Oh! e quem nunca viveu um flerte, um amor platônico com 
uma veranista qualquer ou não carregou solícito a mochila de 
uma colega? E quem não namorou escondido ao portão ou, 
na Praça da Fonte, meloso, não fez juras de amor pra casar? 

(— Um pobre diabo desses, certamente, se passou por Aguinhas, a vida que se vivia aqui não viveu!)   [Grifei.]

(Fonte: Menino-Serelepe – I – Da famosa aventura de ter sido criança em Aguinhas)


No dia 9 de dezembro de 1972, na Fonte Luminosa, no primeiro dia de namoro, eu disse a Celeste: Vou me casar com você! [Ela então tinha 16 para 17 anos, e eu completara 19, em novembro daquele ano...]

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A ESTAÇÃO FÉRREA E O PASTO DO FUBÁ

A gravura abaixo dá uma ideia de onde Celeste e Guima morávamos, lá pelos anos 1964/65.

Nela vemos:

  • 1. a estação férrea onde Celeste nasceu (casa dos seus avós, nos fundos da estação)
  • 2. O morro representa o então chamado PASTO DO FUBÁ
  • 3. As casinhas próximas da linha férrea representam as moradias da D. Nega/Seu Geraldo e Dade/Seu Osvaldo Modesto
  • 4. A casinha no alto do morro representa a casa onde fui morar, por aquela época (atual casa da família de Zé de Melo/Maroca)
  • 5. A casinha da esquerda, próxima dos cavalos, representa a casa onde Celeste foi morar mais tarde (atual casa de Teresa Salles Krauss)

Celeste, 1 ano, sentada em frente da Estação Ferroviária de Lambari, onde nasceu

TIA FINA (a maior do grupo), dando a mão pra Celeste, e mais os irmãos menores ÂNGELA E NOZINHO. No "virador" do trem, na Estação, onde morava Joaquim Salles, o agente da Estação Ferroviária nos anos 1950. No fundo, à direita, o Pasto do Fubá.


Assim descrevi no livro Menino-Serelepe (XVII – No Pasto do Fubá):

Alto da Boa Vista, Pasto do Fubá, o novo e remoto endereço: uma casinha com porão, construída quase no centro de um morro, que ficava dentro de uma enorme área, na qual se fizera um loteamento, ainda completamente deserto, que possuía umas poucas casas, pingadas lá e acolá, ligadas por duas estradinhas de terra cortadas a enxadão e por trilhos formados pelos animais reiúnos que por lá pastavam soltos. 

Da janela da frente se defrontava com a imponente Serra das Águas Virtuosas e se avistava bem todo o lado de baixo: a Estação Férrea, a linha do trem, o bairro Campinho e o loteamento Silvestrini, fundado por essa família pioneira do lugar. Da janela de cima, via-se na crista do morro o valo que assinalava a divisa com a Vila Nova à esquerda, com o Morro do Machado pelo centro e pela direita com o Alto da Bela Vista, esse uma larga gleba de terreno que fazia jus ao nome, pois que dava frente para o Lago Guanabara, o Cassino e o centro da cidade de Aguinhas.

......................

Mas — obras do destino! — duas coisas das mais preciosas da minha vida estavam por lá e eu as vi, estive próximo delas, mas em nada antevendo o meu futuro. Os fundos da Bela Vista, lugar em que viria a construir minha casa, e, vagando pela casa dos avós na Estação Férrea, um par de pernas, as mais lindas do Pasto do Fubá e de toda a Aguinhas... (Grifei)

(Fonte: Menino-Serelepe – XVII – No Pasto do Fubá)


Por essa época eu não a conhecia, mas vi, — vagando pela casa dos avós na Estação Férrea — um par de pernas, as mais lindas do Pasto do Fubá e de toda a Aguinhas...

Éramos assim nos anos 1964/65:


No fundo da Estação, a casa de Joaquim Salles/Emília Bispo, avós de Celeste

Figura representando Celeste e Guima, aos 10 anos, em frente da Estação Ferroviária, com ele jogando charme e colhendo flores...

Mas, de fato, ele só foi fazer isso 10 anos depois, como se conta aqui: https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=67822#SERE 

Celeste e Guima, aos 10 anos

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ESPINGARDINHA DE MILHO

Tempos depois, reencontro a menina de pernas bonitas novamente...

Confira:


Mas um dia — de novo o destino! — uma menina percebeu os dois olhos castanhos do Guima por entre os vãos da folha de antúrio. Não disse nada, mas voltou brava, cuspindo marimbondo, trazendo a tiracolo o avô e mostrando numa coxa já bem delineada a marca do “tiro de milho”. E o avô, muito educado, nos pediu que não fizéssemos mais aquilo com sua neta — a mesma menina de pernas bonitas que anos antes eu tinha visto lá pelos lados da Estação Férrea, perto do Pasto do Fubá... (Grifei.)

(Fonte: Menino-Serelepe – XXIX – A Guerra das Espingardinhas)

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FOTOS

Algumas fotos de Celeste e Guima, do Acervo da família Salles Krauss/Lobo Guimarães:


Celeste menina

Celeste e Guima, aos 12 anos

Celeste e Guima, estudantes

Celeste e Guima, aos 15 anos (foto acima, restaurada e colorizada por IA)

Celeste e Guima, início de namoro, em Poços de Caldas com Cordélia e Zezé Lorenzo (foto acima, restaurada e colorizada por IA)

Celeste e Guima, 2 anos de namoro, no aniversário de Margareth Nascimento (Aluísio)

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INDICE DA COLETÂNEA RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER


REFERÊNCIAS

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Publicado por Guimaguinhas
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