Guimagüinhas
Memórias familiares e de minha terra natal
Meu Diário
15/11/2025 08h01
RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER (19) Celeste Krauss — a menina que aprendeu a contar, inventar e encenar histórias

Ilustração: Celeste Krauss, em 23 de dezembro de 2024, último aniversário que comemorou neste lado da Vida... [Ao fundo, o centro de Lambari e a Igreja Matriz de N. S. da Saúde, padroeira da cidade]


SUMÁRIO


APRESENTAÇÃO

Da nora, Viviane (Vivi), no grupo de zap da Família Guimarães


CELESTE KRAUSS - A MELHOR DE TODAS SUAS PERSONAS FOI SER AVÓ… E QUE VÓ!!!

Desde 2013, no site GUIMAGÜINHAS, Celeste Krauss e eu vínhamos contando histórias e acontecidos dos nossos netos, dentro de uma série intitulada RECANTO DOS NETOS.

Em 2023/24, nos mudamos de Lambari para Brasília em razão de seu tratamento oncológico, e em março de 2024, revisitando a coletânea acima, notamos que ela formava um conjunto que ficaria bem no formato livro e/ou e book. 

Daí, selecionamos alguns daqueles textos e fotos da família, e Celeste foi recordando, contando, ditando e, quando podia, escrevendo ou digitando novas histórias — mas isso com dificuldade, por causa da neuropatia.

Na verdade, no fundo, no fundo, ela queria deixar para a família uma memória escrita de suas ORATURAS e do seu modo de contar histórias...

Ora, Celeste não só escrevia, mas também contava, inventava e encenava histórias, lembranças familiares e outros casos divertidos. Ao seu dom natural somou-se o legado da contação de histórias das Famílias Krauss e Salles.

De fato, ela recebeu o legado da narradora América Krauss — grande referência das Oraturas da Serra da Mantiqueira e Bacia do Rio Grande — e a tradição dos saraus de contação de histórias que se davam na casa do Pai Lavo (seu avô paterno, Olavo Cabral Krauss, filho de América) e das cantorias e declamações da “tia” Marluce Krauss.

Além disso, tinha memórias dos tempos da Estação Ferroviária e da Granja da Volta do Lago onde morou com seus pais, e ouvia histórias contadas pelos avós maternos — Joaquim Salles e Emília Bispo — tratados por Vô Salles e Mãe Milha, e também por tios e tias-avós, como BINGA, com suas memórias são-gonçalenses, e EGÍDIO, com lembranças e histórias de viajantes da linha de trem da REDE MINEIRA (vários irmãos SALLES foram ferroviários).

Na esteira de tudo isso — ela que foi menina que andava de latinha, jogava finca, bolinha de gude e bete, rodava pião, soltava pipas e vendia garrafas para ir ao cinema — tomou gosto pela coisa e INVENTOU histórias, escreveu livros e adorava fazer CONTAÇÃO de histórias para os netos, como as narrativas tradicionais (O homem do saco, João e o pé de feijão, Os três porquinhos), os mitos do folclore (Saci Pererê, Caipora, Mula sem cabeça, etc.), os contos de fada (Chapeuzinho vermelho, A bela adormecida), ou uma história bem "assombrada", ou, ainda, fazer a ENCENAÇÃO de monstros galáticos!
E as histórias e causos da família KRAUSS & SALLES também entravam na programação:

A maior piaba do Rio Mumbuca que vô Salles pescou — A cobra que comia os pintinhos da granja, que vô Salles pegou no laço — A charrete que o condutor Nélson enfiou lago adentro — A carne de cachorro que Pai Lavo consumia por carne de cabrito — A lata de "falsas sardinhas" que Pai Lavo lacrou, botou pra curtir e que explodiu — O bar da tia Binga e a história do sindicalista cachaceiro na greve da Vigor — A histórias de estranhos viajantes de trem, contadas pelo tio Egídio — e outras mais...

E eu, ora redigi, ora digitei, ora editei (ela estava com limitações para redigir ou digitar, por efeito da neuropatia provocada pela quimio) — e foi desse modo que montamos a coletânea de histórias de nossos netos, intitulada 

  • CASA GORDA — O RECANTO DOS NETOS - Coletânea Histórias da Casa Gorda.

 



 

Celeste contando histórias para o Guga, o netinho caçula, em fins de 2024


  

Fogueira acesa na Casa Gorda era sinal de contação de histórias "assustadoras"


 

Histórias "assustadoras", fogueira e marshmallow — ou histórias debaixo do cobertor, em noites de frio


Celeste ensinou aos netos o amor das histórias e dos livros...

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FOTOS

Pai Lavo, na varanda de sua casa, onde se davam os tradicionais saraus e contação de histórias


Pai Lavo, Vó Maria e os primeiros dos 11 filhos que tiveram

Pai Lavo, Vó Maria e parte dos filho


Ao centro, Olavo Krauss, sua mulher Maria do Carmo e sua neta mais velha, Marluce Krauss. Inauguração de escola na zona rural de Lambari


Celeste nasceu e passou parte da infância nesta casa, no fundo da Estação Ferroviária, onde seu avô foi agente


 

Celeste na Estação Ferroviária de Lambari, ao fundo, vagões dos trens. Ao lado, no colo da Mãe Milha, na janela da casa na Estação


Celeste (de vestidinho), no virador do trem, na Estação Ferroviária de Lambari, com os tios Josefina, Agenor e Ângela


Meu pai (Dé Guimarães, ao fundo), meu sogro Célio Krauss (à direita) e Joaquim Salles, filhas, filhos, genros e netos, no casamento de Celeste (1976)


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ÍNDICE DA SÉRIE RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER

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REFERÊNCIAS

  • Documentos e fotos do acervo da família Salles Krauss/Lobo Guimarães
  • Texto de Antônio Carlos Guimarães, sobre documentos, notas e recordações de Celeste Krauss.

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Publicado por Guimaguinhas
em 15/11/2025 às 08h01
 
13/11/2025 15h01
RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER (18) Celeste Krauss - E-books disponíveis gratuitamente

Ilustração: Montagem. Capas de livros infanto juvenis de Celeste Krauss disponíveis para download gratuito aqui no site GUIMAGÜINHAS


SUMÁRIO


APRESENTAÇÃO

Da nora, Viviane (Vivi), no grupo de zap da Família Guimarães


Segue relação de títulos dos livros infanto juvenis de Celeste Krauss disponíveis para download gratuito aqui neste site. 

Veja abaixo os links.

A edição impressa de O galo e a coruja cupinzeira está disponível para venda no site da UICLAP (link abaixo).

As edições impressas dos Tomos da Coletânea HISTÓRIAS DA CASA GORDA também estão à venda no site da UICLAP.


Uma coletânea destinada à Família Guimarães, especialmente aos nossos netos

Como já dissemos, ano passado imprimimos os 8 tomos da Coletânea HISTÓRIAS DA CASA GORDA (em 2 volumes) para uso da família.

Vejam:


Volumes I e II da Coletânea, condensando os 8 tomos, foram impressos para uso da família


O objetivo inicial da Coletânea HISTÓRIAS DA CASA GORDA era deixar impressa para o âmbito familiar memórias dos momentos passados na nossa casa residencial em Lambari, que na verdade foi durante 30 anos "uma casa de férias", visto morarmos fora anos e anos.

Essa casa é chamada de Casa Gorda pelos netos, e nos são muito caros os momentos lá passados com a família — as férias, os aniversários, as festas de finais de ano, as brincadeiras e diversões dos netos — e especialmente a contação e encenação de histórias que a vó Celeste preparava para sua turminha: Leonardo (Léo), Rafael (Rafa), Maria Elisa (Maria), Isabela (Isa), Rafaela (Rafinha), Paulo Emílio (Paulinho), Cecília (Céci) e Gustavo (Guga).

Desse modo estaríamos deixando um registro familiar para que no futuro eles mostrem para os próprios netos a importância da família e da convivência harmoniosa no lar.

Pois bem, todas essas razões ficaram mais acentuadas com a partida da Vó Celeste!

De modo que resolvemos compartilhar nossa experiência com outros pais e avós, ressaltar a importância das brincadeiras, dos passeios, das conversas em família, da "comilança" da turma, da contação de histórias e do estímulo à leitura, desde os primeiros anos da criança, esperando incentivar a que venham a fazer o mesmo que nós.

 

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O GALO E A CORUJA CUPINZEIRA


Disponível gratuitamente neste link: https://rl.art.br/arquivos/4273942.pdf?1402659908


O galo e a coruja cupinzeira

 A edição impressa está à venda aqui: https://loja.uiclap.com/titulo/ua22456/

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HISTÓRIAS DA CASA GORDA - Tomo I - Casa Gorda - O Recanto dos netos


Disponível gratuitamente neste link: https://rl.art.br/arquivos/8487229.pdf?1763056689


A edição impressa estará brevemente à venda na editora UICLAP

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HISTÓRIAS DA CASA GORDA - Tomo II – Ler, Contar e Escrever Histórias


Disponível gratuitamente neste link: https://rl.art.br/arquivos/8487240.pdf?1763056785


A edição impressa estará brevemente à venda na editora UICLAP

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HISTÓRIAS DA CASA GORDA - Tomo III – Férias na Casa Gorda


Disponível gratuitamente neste link: https://rl.art.br/arquivos/8487835.pdf

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HISTÓRIAS DA CASA GORDA - Tomo IV – Mais Férias na Casa Gorda


Disponível gratuitamente neste link: https://rl.art.br/arquivos/8488159.pdf

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HISTÓRIAS DA CASA GORDA - Tomo V – Passeios nas Férias na Casa Gorda

Disponível gratuitamente neste link: https://rl.art.br/arquivos/8488239.pdf

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DISPONIBILIZADA TODA A COLETÂNEA HISTÓRIAS DA CASA GORDA

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ÍNDICE DA SÉRIE RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER

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Publicado por Guimaguinhas
em 13/11/2025 às 15h01
 
13/11/2025 05h51
RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER (17) Celeste Krauss - o dom, as raízes e a educação da contadora de histórias

Ilustração: Montagem. Celeste Krauss, os netos gêmeos Leonardo e Rafael e os monstros inventados e encenados pela avó


SUMÁRIO


APRESENTAÇÃO

Da nora, Viviane (Vivi), no grupo de zap da Família Guimarães


Como vimos contando aqui no site GUIMAGÜINHAS, na Série RECANTO DOS NETOS, CELESTE KRAUSS não só ESCREVIA, mas também CONTAVA, INVENTAVA e ENCENAVA histórias, lembranças familiares e outros casos divertidos.

Assim foi que durante anos CELESTE recordou/ditou/contou/escreveu e eu, Antônio Carlos Guimarães, ora redigi, ora editei as histórias que deram origem à 

  • COLETÂNEA HISTÓRIAS DA CASA GORDA e ao livro 
  • CELESTE KRAUSS - Memórias pessoais, profissionais e familiares, a ser lançado futuramente.

Veja aqui:

Pois bem, hoje vamos falar do dom e das raízes do aprendizado de Celeste Krauss para a contação/criação/encenação de histórias. 

Vamos lá!

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ESCREVER, CONTAR, INVENTAR E ENCENAR HISTÓRIAS

Como anotamos nestes posts:

Celeste Krauss não só ESCREVIA, mas tinha talento para CONTAR, INVENTAR e ENCENAR histórias, lembranças familiares e outros casos divertidos.

Quando pequena, irmãs e primos eram o seu público. Depois, seus filhos. E mais à frente, sua extrema felicidade era contar e encenar histórias para os seus netos, sobrinhos-netos e amiguinhos desses.

Como já dissemos também, foi nos círculos das famílias KRAUSS e SALLES, que Celeste seguiu a trilha dos KRAUSS (en)contadores de histórias, personificada na sua bisavó, a quase lendária AMÉRICA KRAUSS — DONA MECA — cuja obra 

  • (...) é um mosaico que reúne narrativas daqui, dali, de lá, de acolá. E que encantam gerações, notadamente, na região da Serra da Mantiqueira e da Bacia do Rio Grande.  
    América foi uma coletora de relatos —
     
    contados, cantados e encantados — que circulavam pela Serra da Mantiqueira e alcançavam a Cordilheira dos Andes, bem como pela Bacia do Rio Grande e desaguavam no Rio da Prata.  [Post de Silvia Helena Reis - aqui]

Mas Celeste teve duas outras grandes inspiradoras: as tias Marluce Krauss e Maria Rita Santoro.

Além dos livros, é claro!

Vejamos!                          

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MARLUCE KRAUSS  

Como já referido, a residência de OLAVO KRAUSS – Pai Lavo – um antigo casarão na Rua dos Italianos – era um espaço  cultural, em razão  das festas, saraus e tertúlias lá organizadas.

Pois bem, um dos destaques desses eventos era a saudosa tia Marluce Santoro Krauss, a neta mais velha do Pai Lavo e Vó Maria, que preferia ser chamada pelos primos por tia Marluce, a qual nos saraus no casarão do Pai Lavo cantava e declamava lindamente e Celeste aprendeu, ao menos, imitá-la nas suas performances perante os netos.


A belíssima e talentosa Marluce Krauss, ao lado da mãe Valdomira, num concurso de beleza

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PROFESSORA MARIA RITA, ORIENTADORA DE CELESTE KRAUSS

Celeste fez o curso primário em Lambari, no Grupo Escolar João Bráulio Júnior, e aprendeu a ler na Cartilha da Lili.

A seguir, fez o curso secundário no Ginásio Duque de Caxias, atualmente chamada Escola Estadual Professora Maria Rita Lisboa Pereira Santoro.

Depois formou-se em Contabilidade e Administração, e fez pós-graduação em Contabilidade e Finanças públicas.

A citada Maria Rita Lisboa Pereira Santoro, Dona Maria Rita, como era tratada, foi excelente professora de Português.

Ela foi uma mestra à antiga — exigente, meticulosa, disciplinadora — mas uma educadora completa.

Maria Rita era irmã de Maria do Carmo Pereira Vilhena Krauss, portanto tia-avó de Celeste Krauss.

Celeste teve aulas particulares com a tia Maria Rita, da qual recebeu outras lições além de literatura e língua pátria:

notas de etiqueta, postura, asseio, exercícios de leitura em voz alta — na qual ensinava a correta dicção de palavras, expressões e frases —, dicas de leitura, noções de civismo e moral cristã.


 

Professora Maria Rita Lisboa Pereira Santoro

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A "EDUCAÇÃO SENTIMENTAL"

Orientada pela tia Maria Rita, Celeste foi leitora de poesias e livros infantis das lambarienses Alaíde e Henriqueta Lisboa.


 


E se deliciou também com A canção dos tamanquinhos, de Cecília Meireles:


Mas o Grande Sertão: Veredas, que tia Maria Rita emprestou e orientou a leitura, foi livro marcante na sua formação. 

Grande Sertão: Veredas foi também o último presente que ganhou dos netos Rafael e Leonardo, por ocasião de seu aniversário, em 23 de dezembro de 2024, no qual escreveram esta dedicatória: Para a querida vó Celeste, dos netos Rafa e Léo, para que faça uma (re)leitura do livro que marcou sua juventude!


 


Outros autores que cultivou: Castro Alves, Cora Coralina, Mário Quintana Adélia Prado, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles, Rubem Alves.


Veja essa história aqui: https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=67822#TRE

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ÍNDICE DA SÉRIE RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER

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REFERÊNCIAS

  • RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER (13) Celeste Krauss — uma contadora de histórias e seus netos amantes de livros - https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=68876
  • RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER (14) Celeste Krauss – Contadora, inventora e encenadora de histórias - https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=68878
  • Facebook/Post de Sílvia Helena Reis - Dia A de América Krauss - aqui
  • A expressão "Educação Sentimental" refere-se à formação e desenvolvimento dos sentimentos e emoções humanas, especialmente no contexto de um romance que explora esses temas.
  • A obra de Gustave Flaubert, "A Educação Sentimental", é um exemplo icônico de como a literatura pode refletir e influenciar a compreensão e a experiência do amor e da ambição - https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Educa%C3%A7%C3%A3o_Sentimental
  • Fotos: Acervo das famílias Salles/Krauss e Lobo/Guimarães

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Publicado por Guimaguinhas
em 13/11/2025 às 05h51
 
12/11/2025 06h36
RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER (16) Celeste Krauss - Vó, que santo é esse?

Ilustração: Rafaela (Rafa) e Paulo Emílio (Paulinho) - Festa de aniversário da Rafa - Brasília - junho/2019


SUMÁRIO


APRESENTAÇÃO

Da nora, Viviane (Vivi), no grupo de zap da Família Guimarães


Os primos Rafaela e Paulo Emílio — Rafa e Paulinho, para os familiares — são dois netos de Celeste Krauss, quase da mesma idade, mas que parecem irmãos gêmeos — quando se encontram, não se desgrudam, não discutem, não brigam!

Mas, por outro lado, gostam de travessuras, como, por exemplo, trolar o vovô Guimão!

Ah, mas hoje vamos ver um caso, narrado por Celeste Krauss no Tomo VI - Mais passeios de férias na Casa Gorda, da Coletânea Histórias da Casa Gorda.

Vamos lá!

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VÓ, QUE SANTO É ESSE?

Pois bem, numa das férias que passaram na Casa Gorda, vó Celeste levou os netos para passear pela cidade.

Visitaram o Parque das Águas, o Cassino, o Farol — e depois foram visitar a Igreja Matriz de N. S. da Saúde e fazer orações, como Celeste sempre ensinou aos netos.

Pois bem, vejam o que ocorreu:


Que santo é esse?

Quando entramos na igreja, Paulinho, que mora em Brasília, então, notou que havia dois "novos santos" nos altares da igreja.



— Vó, que santo é esse? — foi logo perguntando.

— Ora, Paulinho, ainda não são santos, são beatos — vovó respondeu.

— Não entendi nada! Se tá no altar da igreja, é porque é santo, vó!

— Não, Paulinho! — vovó respondeu — Beato é um título dado pela Igreja Católica aos que estão passando pelo processo de canonização. Depois de canonizados, serão chamados santos.

— Agora quem não entendeu nadinha fui eu! — disse a Rafinha, balançando a cabeça.

— Gente, a Igreja tem um conjunto de leis que regem sua estrutura e funcionamento. É o Direito Canônico. E nele está descrito um processo chamado canonização.

— Canonização??? — Tá complicando mais ainda, vó!

— Tô não! Por meio dessa canonização é que o Santo Papa declara que um indivíduo falecido terá seu nome inscrito no cânone dos santos. Após isso, é concedido a ele o culto público incondicional.

— Táááá bem...!!! Mas e o beato?

— Então! É declarado beato aqueles que estão passando pelo processo de canonização. Não são ainda considerados santos, mas podem ser cultuados em sua região de origem e no local em que viveram.

— E por que eles viraram beatos?

— Porque tiveram uma vida cristã de virtude e santidade: foram piedosos, caridosos e exemplos de virtude para as pessoas.

— E também porque foi comprovado que, por sua intercessão, ocorreu um milagre.

— Então, a gente pode rezar pros beatos, vó!

— Sim, podemos, com muita fé! Vamos lá!

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LANÇAMENTO DA COLETÂNEA HISTÓRIAS DA CASA GORDA

 


A Coletânea HISTÓRIAS DA CASA GORDA (acima, o conjunto das capas da  Coletânea) escrita por Celeste Krauss com histórias dos netos quando de suas férias passadas em Lambari, na CASA GORDA (aqui), está sendo editada e deverá ser publicada ainda neste mês de novembro.

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Parte dessas histórias já foram publicadas no site GUIMAGÜINHAS (Tomos I e II) e podem ser vistas aqui:

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ÍNDICE DA COLETÂNEA RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER

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REFERÊNCIAS

https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=66338#TO5

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Publicado por Guimaguinhas
em 12/11/2025 às 06h36
 
07/11/2025 07h15
RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER (15) Celeste Krauss – Contadora, inventora e encenadora de histórias

Ilustração: Frames de vídeo. Celeste Krauss e seus netos gêmeos Léo e Rafa, encenando a aventura O ROBÔ GALÁTICO, com fantasias elaboradas pela avó.


SUMÁRIO


APRESENTAÇÃO

Da nora, Viviane (Vivi), no grupo de zap da Família Guimarães


No TOMO II da COLETÂNEA HISTÓRIAS DA CASA GORDA, intitulado LER, CONTAR E ESCREVER HISTÓRIAS, a contadora, inventora e encenadora de histórias – CELESTE KRAUSS – anotou que

ouviu muitas e muitas histórias — algumas delas "assombrosas" — contadas por seus pais e avós, além de ter o legado da narradora AMÉRICA KRAUSS — grande referência das Oraturas da Serra da Mantiqueira e Bacia do Rio Grande — e a tradição dos saraus de contação de histórias que se davam na casa do PAI LAVO (seu avô paterno, OLAVO CABRAL KRAUSS, filho de AMÉRICA), e foi influenciada também pelas cantorias e declamações da “tia” MARLUCE KRAUSS.

E assim também tinha

gratas memórias da Estação Ferroviária e da Granja da Volta do Lago, onde morou com seus pais, e ouvia histórias contadas pelos avós maternos — Joaquim Salles e Emília Bispo — e também por tios e tias-avós, como Binga, com suas memórias são-gonçalenses, e Egídio, com lembranças e histórias de viajantes da linha de trem da Rede Mineira (entre os Salles houve alguns ferroviários).

Na esteira de tudo isso — ela que foi menina que andava de latinha, jogava finca, bolinha de gude e bete, rodava pião, soltava pipas e vendia garrafas para ir ao cinema — tomou gosto pela coisa e INVENTOU histórias, escreveu livros e adorava fazer CONTAÇÃO de histórias para os netos, como as narrativas tradicionais (O homem do saco, João e o pé de feijão, Os três porquinhos), os mitos do folclore (Saci Pererê, Capora, Mula sem cabeça, etc.), os contos de fada (Chapeuzinho vermelho, A bela adormecida), ou uma história bem "assombrada", ou, ainda, fazer a ENCENAÇÃO de monstros galáticos!

E as histórias e causos da família SALLES & KRAUSS também entravam na programação:

A maior piaba do Rio Mumbuca que vô Salles pescou — A cobra que comia os pintinhos da granja, que vô Salles pegou no laço — A charrete que o condutor Nélson enfiou lago adentro — A carne de cachorro que Pai Lavo consumia por carne de cabrito — A lata de "falsas sardinhas" que Pai Lavo lacrou, botou pra curtir e que explodiu — O bar da tia Binga e a história do sindicalista cachaceiro na greve da Vigor — As histórias de estranhos viajantes de trem, contadas pelo tio Egídio — e outras mais...

Vamos conferir!

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A NARRADORA AMÉRICA KRAUSS

A tradição de contação de história da FAMÍLIA KRAUSS tem raízes em AMÉRICA PEREIRA CABRAL KRAUSS, "grande referência das Oraturas da Serra da Mantiqueira e Bacia do Rio Grande".


 América Krauss, bisavó de Celeste Krauss


Fonte: Facebook/Post de Sílvia Helena Reis - Dia A de América Krauss


Pai Lavo: Olavo Cabral Krauss e Maria do Carmo Pereira Vilhena Krauss — avós de Celeste Krauss


VÔ SALLES E VÓ EMÍLIA

Além da tradição da Família Krauss, Celeste — cujo nome civil era Celeste Emília Salles Krauss — guardou gratas memórias dos tempos da Granja da Volta do Lago, onde morou com seus pais, e ouvia histórias contadas pelos avós maternos — Joaquim Salles e Emília Bispo — tratados por Vô Salles e Mãe Milha, e também por tios e tias-avós, como Egídio e Binga com suas memórias são-gonçalenses e tempos da linha de trem da Rede Mineira, visto que membros da família Salles foram ferroviários.


 

Emília Bispo e Joaquim Salles, avós de Celeste

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OS PALCOS DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

Como já narramos, pra contar uma história, é preciso um público interessado e atento e um bom palco.

Confira:


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AS HISTÓRIAS "HORRIPILANTES"

Mas o que vovó Celeste e as crianças gostavam mesmo é de uma história bem "assombrada"...



 

Quando o frio aperta, bom é ficar na cama ouvindo histórias assustadoras

Noite fria e histórias horripilantes — melhor é ficar todo mundo juntinho...

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ENCENAÇÃO DE HISTÓRIAS

Algumas histórias, para serem bem contadas, necessitam ser caracterizadas e encenadas.

E Celeste adorava encenar histórias de monstros para os gêmeos Léo e Rafa e criava fantasias para si e para os netos, como se deu nos casos de:

  • O Monstro da Antena
  • O T-Rex Atômico
  • O Robô Galático

O Monstro da Antena

O T-Rex Atômico

O Robô Galático

Léo e Rafa prontos para enfrentar o Robô Galático


Fonte: 2.    HISTÓRIAS DA CASA GORDA - O RECANTO DOS NETOS  - Tomo VIII - Outras histórias da Casa Gorda


Confiram essa história completa aqui: https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=57074

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LIVROS DE CELESTE KRAUSS

Celeste Krauss escreveu algumas histórias e narrativas infanto-juvenis, principalmente tendo os netos como protagonistas.


O galo e a coruja cupinzeira

 Este trata-se de um livro infantil, contando uma história "assustadora", que se deu com os netos Leo e Rafa.

Vejam este trechinho:

Três horas da manhã um barulho estranhíssimo acordou o Leo. Era um barulho assustador. Não era aquele barulhão do caminhão que pega o lixo de madrugada e nem era o barulhão dos ônibus que passam perto da sua janela lá na cidade grande. Era uma coisa horrível, que o Leo nunca tinha escutado antes. Ele ficou em pânico. Primeiro, berrou tanto que acordou o irmão, o Rafa. Depois o Rafa também escutou aquele barulho horrível e, como eles são gêmeos, o que um faz o outro faz igual, começou a chorar também.

(O galo e a coruja cupinzeira por Celeste Krauss).


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Coletânea Histórias da Casa Gorda

 

Em 2023/24, moramos em Brasília para tratamento oncológico de Celeste Krauss, e naquele período ela recordou/ditou/contou/escreveu (com dificuldades) e eu Antônio Carlos Guimarães ora redigi, ora editei (ela estava com limitações para redigir ou digitar, por efeito da neuropatia provocada pela quimio) e assim foi montada uma coletânea de histórias de nossos netos, intitulada CASA GORDA - O RECANTO DOS NETOS - Coletânea Histórias da Casa Gorda.


► O conjunto das capas da  Coletânea Histórias da Casa Gorda está na figura acima

► Veja Como surgiu a expressão "casa gorda" - https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=66248#como


Parte dessas histórias já foram publicadas no site GUIMAGÜINHAS e o conjunto dessa coletânea está sendo editado e deverá ser publicado ainda neste mês de novembro.

Veja abaixo os links para acessar os Tomos I e II da Coletânea Histórias da Casa Gorda 


 

Disponível gratuitamente neste link: https://rl.art.br/arquivos/8487229.pdf?1763056689


 

Disponível gratuitamente neste link: https://rl.art.br/arquivos/8487240.pdf?1763056785


Disponível gratuitamente neste link: https://rl.art.br/arquivos/8487835.pdf


Disponível gratuitamente neste link: https://rl.art.br/arquivos/8488159.pdf


Disponível gratuitamente neste link: https://rl.art.br/arquivos/8488239.pdf


Celeste Krauss - Memórias pessoais, profissionais e familiares

  Como descrito acima, também Celeste Krauss — juntamente comigo — recordou/contou/ditou/escreveu — e eu — Antônio Carlos Guimarães — estou editando esse livro intitulado CELESTE KRAUSS - Memórias pessoais, profissionais e familiares, que conta os 53 anos de nossa história, desde o início do nosso namoro (9/12/1972) até seu desencarne (03/02/2025).

Esse livro deverá ser finalizado mais à frente.


ÍNDICE DA COLETÂNEA RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER


REFERÊNCIAS

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Publicado por Guimaguinhas
em 07/11/2025 às 07h15
Página 11 de 128

Espaço Francisco de Paula Vítor (Padre Vítor)

 

Aprendizado Espírita Net

 

 

PEQUENA HISTÓRIA DO ÁGUAS VIRTUOSAS FUTEBOL C... R$ 84,74
HISTORINHAS DO MEU POVO MIÚDO R$ 0,00
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A Guerra das Espingardinhas R$ 35,19
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As Águas Virtuosas de Lambari e a devoção a N... R$ 22,87
Os Curadores do Senhor R$ 36,40
Abigail [Mediunidade e redenção] R$ 33,55
Menino-Serelepe R$ 41,35
Site do Escritor criado por Recanto das Letras

Formas de interação com o site GUIMAGUINHAS

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