Ilustração: Capa do livro Cypriano Joseph da Rocha - Relato de uma vida entre Portugal e o Brasil na "Idade do Ouro" - do português António Andresen Guimarães, hexaneto de Cypriano - Poços de Caldas, MG - Krauss Editora, 2024 [Montagem. Inserimos na capa o título deste artigo]
O livro Cypriano Joseph da Rocha - Relato de uma vida entre Portugal e o Brasil na "Idade do Ouro" - António Andresen Guimarães - Poços de Caldas, MG - Krauss Editora, 2024, percorre o trajeto de vida do Ouvidor Cypriano, privada e pública, com enfoque no período brasileiro,
Neste post, vamos comentar a jornada empreendida em 1737 por Cypriano Rocha, de São João Del Rey aos Sertões da Serra da Mantiqueira e à Confluência do Rio Verde e Sapucaí, um roteiro turístico-histórico-literário citado hoje como Caminho do Ouvidor Cypriano (COCY), e bem como o percurso do Rio Lambari, assim denominado por Cypriano, e que deu nome a toda uma histórica região do Sul de Minas.
Vamos lá!

Fonte: Andrade & Cardoso. 2023
Alguns comentários sobre o livro:
[III] Não se lhe conhecem qualidades excecionais que justificassem que o seu nome ficasse gravado na História. (...)
Então, por que estamos a falar dele aqui e agora, tantos séculos depois? É que ele gostava muito de escrever cartas, tanto missivas oficiais aos seus superiores, relatando detalhes profissionais, quanto cartas familiares para a sua esposa e outros familiares deixados além-mar. Há alguns poucos anos, seu hexaneto, ANTÔNIO ANDRESEN GUIMARÃES, encontrou em um antigo baú da família documentos e cartas do seu ancestral e tratou de levar aqueles com valor histórico relevante para as autoridades portuguesas. E foi justamente desse material que nos adveio o primeiro momento literário da região, bem como o primeiro roteiro histórico de nosso território sul-mineiro. (Grifo deste autor) [Ref. 14]
A função do ouvidor no Império Português no Brasil era fundamental para a administração da justiça e a fiscalização institucional. Os ouvidores eram responsáveis por ouvir partes, despachar processos, presidir audiências, fiscalizar oficiais locais e garantir a execução da justiça dentro dos limites da jurisdição em que serviam. Eles atuavam em ouvidorias, capitanias, comarcas e terras senhoriais, desempenhando funções análogas às dos corregedores nas terras diretamente subordinadas à Coroa Portuguesa. (Wikipedia)
PEQUENA HISTÓRIA DE ÁGUAS VIRTUOSAS DE LAMBARI
Para entendimento do tema a ser exposto, recomenda-se a leitura dos seguintes tópicos do estudo HISTÓRIA DE ÁGUAS VIRTUOSAS DE LAMBARI- Sertão do Rio Verde, Região do Lambari, Campanha da Princesa:
Tal estudo está disponível no site GUIMAGÜINHAS:
MAPAS, ESTRADAS E ROTAS AO TEMPO DO DESCOBRIMENTO
Já comentamos sobre esse tema em algumas oportunidades aqui no site GUIMAGÜINHAS.
Confira, por exemplos, os seguintes mapas/rotas postos logo abaixo:
Fonte: Ref. 2 - Memórias de Aguinhas - Os caminhos e estradas para Águas Virtuosas de Lambari (1)

Mappa da Capitania de Minas Geraes. José Joaquim da Rocha, 1777 - Reprodução bn.digital.gov.br (melhorado com recursos IA/ChatGPT)

(1) - MILEO, José Nicolau. Subsídios para a História de Lambari - Guaratinguetá, SP : Graficávila, 1970, p. 12
(2) - LEFORT, José do Patrocínio. 8º Anuário Eclesiástico da Diocese de Campanha, 1946

MAPA EXTENSÃO CAMPANHA. Francisco Salles, 1800. Fonte: Cidade Difusa. Cícero Ferraz Caldas, 2016
Neste mapa aparece o Rio Lambari, da nascente até desembocar no Rio Verde



Diz ANDRESEN GUIMARÃES [Ref. 1, p. 185] que a primeira referência à jornada do descobrimento está na carta de 5 de junho de 1737 de Cypriano/Martinho de Mendonça [I], na qual o ouvidor diz:
estou com a resolução de ir repartir um descobrimento de terras minerais que fica nos fins da comarca... a que dispensarei 15 ou 20 dias nas diligências. [II]
Sobre a viagem e seus preparativos, anotou Cypriano [Ref. 1, p. 186]:
servem-se por um rio dois ou três dias; porém eu tenho modo de fazer a diligência para se abrir caminho por terra que me dizem será mais breve jornada.
Como necessitará de apoio militar, pede ao governador que inste esforços junto ao capitão-mor de Aiuruoca.
Cypriano anuncia repetidas vezes que partirá a caminho do Rio Verde [III] e em carta de 23 de julho escreve:
o caminho do Rio Verde se vai abrindo, com cuidado e por respeito dele, não partirei em 29 ou no primeiro de agosto, mas a dous ou três dias, porque o abridor me avisou lhe desse mais dous ou três dias. [Ref. 1, p. 189]
Novamente ocorre atraso na partida, e em carta de 3 de agosto volta a escrever:
ontem me chegou aviso do caminho, já em alta hora [..] e por este motivo não parti, até agora; porém quarta-feira, 7 do corrente, faço, com o favor de Deus, jornada desta vila. [Ref. 1, p. 198]
E ainda não foi desta feita que Cypriano seguiu viagem, pois incômodos de saúde e efeitos da medicação o detiveram. No entanto, está inquieto e informa ao governador:
Do Rio Verde todos os dias, quase, tenho cartas a dizer-me que se não for haverá dissenções e desinquietações (...) eu lhes tenho assegurado que vou, porque já vou sentindo melhora, e em rede ou cavalo faço planos de ir o mais breve que poder. Ser-me-ão necessários mais alguns soldados, havendo-os suposto as notícias que tenho; porém se não os puder escusar, com estes de cá me remediarei. Estando capaz vou. [Ref. 1, p. 199]
Refeito da doença, mas ainda enfraquecido, em que pese às dificuldades, não há como Cypriano adiar mais a partida.
Nesse passo, anota ANDERSEN GUIMARÃES que do "Rio Verde chegam insistências para que inicie a jornada, para que possa avançar a repartição das datas, dos direitos de exploração mineira, embora nem todos o queiram lá" — e transcreve trecho de carta de 11 de setembro :
Do Rio Verde se me está escrevendo todos os dias a falta que faço, uns me querem na repartição, outros não, estes os mais poderosos e como muitas partes das gentes partiram na ocasião que adoeci, estão com ânsia esperando; nesta semana que entra, pelo meio dela, dia mais ou menos, faço planos de partir; tenho rede e a cavalo, porque as forças não me ajudam ainda muito. Mas as necessidades das gentes e o tempo me obrigam; se puderem vir logo dois ou três soldados, estimá-los-ei, porque serão necessários. [Ref. 1, p. 201]
A jornada do descobrimento durou 10 dias — Cypriano partiu no dia 23 de setembro de 1737 e chegou em 2 de outubro de 1737.
Com efeito, ele narra ao governador Martinho de Mendonça em carta de de 4 de outubro que:
cheguei a este descobrimento a 2 do corrente, fiz dez dias de jornada e destes descansei dous que me foi preciso por razão de mantimentos. [Ref. 1, p. 201]
Neste ponto, ANDERSEN GUIMARÃES resume a viagem:
A viagem terá sido feita, como previra, em rede, transportada por escravos, atendendo ao seu estado de saúde que desaconselharia a deslocação a cavalo, numa comitiva que incluiria oficiais administrativos para o auxiliar nas tarefas de demarcação das minas e atribuição das datas, alguns mineiros, um pequeno contingente de soldados, a pé e a cavalo, e algum criado pessoal. Quatro léguas por dia era o ritmo provável do avanço, face às dificuldades em percorrer terras acidentadas, atravessadas por rios, seguindo pelo caminho recentemente aberto.
(*) Adite-se que a diligência de Cypriano durou 73 dias e que entre os componentes da expedição estava o meirinho-geral. [Ref. 1, p. 213].
(**) Meirinho, na época colonial no Brasil, era um oficial de justiça responsável por aplicar a lei e fiscalizar a sua execução nas terras senhoriais. Ele tinha a função de prender, citar, penhorar e cumprir mandados judiciais, atuando como um intermediário entre as autoridades judiciárias e os cidadãos. O termo "meirinho" substituiu o de "tenente" e foi utilizado para designar magistrados que representavam o Rei de Portugal na administração local. [https://mapa.an.gov.br/]
(*) Note-se também que:
"A região que Cypriano atravessa já havia sido percorrida por bandeirantes paulistas, quando estes deixaram as suas terras em busca de índios e também de ouro. Vindos de São Paulo tiveram de atravessar a Serra da Mantiqueira, atingindo depois as cabeceiras do Rio Verde, que dava nome a esta região, conhecida por Minas do Rio Verde ou sertão do Rio Verde, tal como Cypriano refere.
Cypriano tem como missão desbravar aquelas terras, que permaneciam numa semiclandestinidade, fora de qualquer jurisdição efetiva, seja da Capitania de São Paulo, seja de Minas Gerais. Era área de fronteira, disputada pelas autoridades de ambas as capitanias. Cypriano deveria reinvindicá-la para a capitania de Minas Gerais, de acordo com o que fora confirmando por ordem régia de 22 de abril de 1722. (Grifos deste autor) [Ref. 1, p. 202/3].

Ilustração: 1º fólio da 1ª Carta de Cypriano, de 4 de outubro de 1737
Na famosa carta de 4 de outubro de 1737 , Cypriano escreveu o seguinte:
Cheguei a este descobrimento a 2 do corrente, fiz dez dias de jornada e destes descansei 2, que me foi preciso por razão de mantimentos. Tenho passado sem maior moléstia seja Deus Louvado; de Caponari [Capivari] veio um só soldado chamado Manuel da Costa e me disse o outro (?) estava como se não tivesse cavalo por estar incapaz de serviço.
[IV] (1) Caça e pesca devem ter sido os meios de se conseguir mais mantimentos para a viagem — (2) Capivari: é nome de um afluente do Rio Grande, onde havia uma povoação, provavelmente com o mesmo nome. [Ref. 1, p. 188]
As terras destas Minas é uma dilatada Campanha do Rio Lambari para dentro; excepto uma serra que tem seu princípio no mesmo rio e se dilata por espaço de uma légua, toda coberta de matos, por onde vem a estrada que mandei abrir e achei muito capaz. São os ares muito alegres de maravilhosa vista e com melhor assento que as terras de S João de El Rei; tem o rio Lambari copiosa abundância de peixe grosso e miúdo, de admiravel sabor e gosto; por ser todo de pedras o Rio; e com as redes que trouxe fiz uma bem grande pescaria sem muito trabalho. Também me dizem que o Rio Verde é copioso de peixe depois que nele desagua o Rio Baependi que é o rio que se atravessa para estas Minas. [Grifei.]
[V] Três pontos importantes aqui: (1) A abertura da estrada — (2) A descoberta e a nomeação do Rio Lambari, que acabou por designar toda uma região: Região do Lambari — (3) A citação de dois importantes rios da região: Verde e Baependi.
Alguma parte das gentes que estão nestas Minas quiseram fazer oculta a bondade da sua fertilidade para que depois de eu retirado as partirem entre si e sendo eu advertido mandei por um edital que os que encobrirem terras ou corgos que faiscassem seriam degradados para fora das minas e tendo tirado ouro seriam confiscados seus bens para a Fazenda Real; logo se desfez a parcialidade que tanto queriam e com a fama de que as terras não tinham ouro; que ainda na véspera da minha chegada disseram publicamente que não queriam terras e só vieram a país para me obsequiar, mas brevemente desenganados todos querem terras e está sabida a bondade delas. Como trouxe alguns mineiros escolhidos para me informarem que mandei logo fazer experiências se tem avisado que não só os corgos, mas também as terras faço, que pelo que neste breve tempo de dous dias se tem visto entendem ser a ponta geral e serão cinco ou seis léguas de terras minerais; 2ª feira passo a terra chamada Palmela que donde vão continuando as minas que dista daqui três léguas e me informam tem maior potência de ouro; e que continuam as minas por muitas léguas aonde se poderão acomodar uma grande parte da gente destas minas com jornais seguros de meias patacas sem embargos e que tem havido jornais de 8ª e meia cruzados e meios 8ªs os mais comuns e ter havido outros de dois tostões.
[VI] (1) A notícia confirmando a existência das minas de ouro, certamente o mais importante ponto da missão: cinco ou seis léguas de terras minerais e outras léguas a mais... — (2) A distribuição dos lotes aos mineradores — (3) A menção a Palmela, terra aurífera, cortada pelo rio de mesmo nome.
Escolhi a beneplácito de todos sítio para o Arraial adonde mandei fazer um rancho para mim à minha custa; e ordenei que todos fizessem para si no mesmo sítio com ordem de ruas, praça e Igreja; também demarquei terra para Casa de Intendência se vier a ser necessário, como entendo sem dúvida há-de ser necessário e que em breves tempos será preciso mandar a Sua Magestade fazer Vila e por isso dei forma ao Arraial para que não suceda a irregularidade de que se acha nas vilas destas minas.
Tenho intentado que se abra caminho destas minas para o Sapuchai [Grifei.] e tenho esperança de sair com o projecto, se Deus me ajudar e o tempo durar.
[VII] (1) A demarcação/construção do arraial de São Cipriano — (2) Em carta posterior vai afirmar que "descobriu" o Rio Sapucaí
O caminho que mandei abrir que são dez léguas de mato foi o que facilitou a entrada destas minas e a elas vêm todos os mantimentos ainda que caríssimos.
Nos matos houve muita ambição; mandei pôr edital cada um manifesta-se os matos que ocupava, advertindo-lhe não podia ser mais de meia légua e que haviam de ser por sesmarias mandadas passar por V Sa. com pena de as perderem e de dar V Sa. a quem as pedisse, porque há homem que tem ocupado 6 e 8 e 12 léguas e me parecia dar providência para suspender tanta ambição e fazer que todos se acomodem com igualdade.
Suponho me será necessário maior dilação da que entendi antes de entrar neste dilatado País, porém tudo dou por bem empregado no serviço de El Rei sem embargo de que reconheço ser obrigação minha.
Os criminosos por informação que se me deu se retiraram antes da minha chegada.
São as notícias que nestes 2 dias pode a minha diligência alcançar para remeter a V Sa. que, ajudando-me Deus, servindo-me a saúde, ainda não está de todo firme, mas não há-de ficar coisa que não o seja pessoalmente.
Mande-me V. Sa. em que lhe obedeça que me tem sempre certo aos seus pés. Deus me guarde a V. Sa. muitos anos. [*]
[VIII] (1) Menciona novamente o caminho (estrada) que mandou abrir: 10 léguas de mato — (2) Demarcação das datas segundo as normas vigentes — (3) Como fazia parte da missão também prender 2 criminosos procurados, ele informa que haviam se retirado
[*] A transcrição da carta acima foi feita com base em publicação do Polígono Sul-Mineiro do Livro, disponível na Internet, com pequenas retificações por este autor.
Destacamos das últimas cartas oficiais de Cypriano [Ref. 1, págs. 201 e seguintes] os seguintes pontos:
(*) Esse ufanismo foi ressaltado por Paulo [Ref. 13] e Lima [Ref. 14] como comparável à Carta de Pero Vaz de Caminha.
De fato, a missão de Cypriano foi exitosa em muitos aspectos [Ref. 1, p. 212]:
E, por fim, anota ANDRESEN GUIMARÃES que a "passagem de Cypriano pelas terras da Campanha do Rio Verde deixou o seu nome associado ao nascimento de diversos povoados, que o identificam na gênese da sua criação." [Ref. 1, p. 211]

Desdobramento de municípios mineiros a partir da criação, em 1711, do município de Vila Rica. Reprodução. Águas Virtuosas aparece em 1901
[*] REZENDE, Francisco de Paula Ferreira de. Minhas Recordações. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1987.

Os dois caminhos da Estrada Real. Reprodução. Fonte: Instituto Estrada Real.
Os locais assinalados em VERDE são referências do caminho seguido por Cypriano
(*) Capivari, assinalado no mapa, é nome de um afluente do Rio Grande, onde havia uma povoação, provavelmente com o mesmo nome. [Ref. 1, p. 188]
Para facilitar o entendimento deste tópico, vejamos alguns conceitos e termos geográficos.


Referências: https://www.diferenca.com/jusante-e-montante/ e outros sites da internet
O RIO LAMBARI nasce em CRISTINA, vai em direção a OLÍMPIO NORONHA e prossegue em direção ao RIO VERDE.
De OLÍMPIO NORONHA, vai em direção a JESUÂNIA e prossegue até receber o RIO LAMBARI PEQUENO (nome dado ao RIO MUMBUCA ao receber as águas do Lago Guanabara, em Lambari).
Após receber as águas do RIO LAMBARI PEQUENO, o RIO LAMBARI — num ponto conhecido por BARRA DO RIO ITAICI — passa ser tradicionalmente referido por RIO ITAICI.

Mapa dos Rios e córregos do município de Lambari, MG. Fonte: João Carrozzo

Ponte sobre o Rio Itaici
Com o nome de RIO ITAICI, prossegue passando ao largo de CAMBUQUIRA.
A partir daí, o RIO ITAICI segue em direção a TRÊS CORAÇÕES e deságua no RIO VERDE.
Abaixo, vão dois mapas:






DISTÂNCIA DAS POVOAÇÕES NOS ANOS 1700
Vamos comentar superficialmente a questão das medidas utilizadas naquele período colonial, visto que:
Hoje tem-se que uma légua corresponde a 4,82804 quilômetros.
Nos trechos do livro que estamos comentando [Ref. 1, págs. 185 a 206], os documentos se referem diversas vezes a léguas, como nestes exemplos:
Apenas para ilustração, veja-se o mapa a seguir, de 1800, que mostra a distância em léguas entre Campanha (MG) e diversas povoações no seu entorno.

Fonte: MAPA EXTENSÃO CAMPANHA. Francisco Salles, 1800. Fonte: Cidade Difusa. Cícero Ferraz Caldas, 2016
O lançamento da edição brasileira do livro Cypriano Joseph da Rocha - Relato de uma vida entre Portugal e o Brasil na "Idade do Ouro", de António Andresen Guimarães, foi feito pela Krauss Editora, no dia 6 de setembro de 2024, no maior evento cultural e literário da América Latina, a 27a Bienal Internacional do Livro de São Paulo.
Naquela oportunidade, além do lançamento da edição brasileira, aconteceu a assinatura de um Acordo de Cooperação Turística Internacional entre a Quinta de Cypriano, no Norte de Portugal, representada por António Andresen Guimarães e o Museu da Conversa Macanuda, MuCMac, no Sul de Minas Gerais, representado por Magda Krauss. Este, um espaço museal, que conterá todos os fac-símiles das cartas oficiais e particulares do Ouvidor Cypriano e um polo de internacionalização do turismo literário do e no Sul de Minas Gerais, uma vez que já conta com cerca de uma centena de roteiros turísticos literários, como é o caso do Caminho do Ouvidor Cypriano, o COC.

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