Ilustração: Na imagem, a menina Celeste Krauss conta/encena histórias para suas irmãs e amigos da vizinhança do Alto Boa Vista. [Imagem da IA/CoPilot]
Já publicamos aqui no site GUIMAGÜINHAS diversas postagens sobre o aprendizado de Celeste Krauss como contadeira/inventeira/encenadeira de histórias, e bem assim como contava histórias para os netos e como passou o gosto pela leitura e contação de histórias para eles (V. tópico REFERÊNCIAS abaixo).
E como visto, a escritora Celeste Krauss cresceu ouvindo e contando histórias.
Este post recria um pouco desses cenários (com a ajuda da IA/CoPilot).
Vamos lá!
O APRENDIZADO COM OS AVÓS E TIOS
Ora, Celeste não só escrevia, mas também contava, inventava e encenava histórias, lembranças familiares e outros casos divertidos. Ao seu dom natural somou-se o legado da contação de histórias das Famílias Krauss e Salles.
Como já dissemos:



Na varanda do casarão do Pai Lavo, na Rua dos Italianos, davam-se concorridos saraus reunindo os Krauss e diversos outros familiares e amigos da família.
Pai Lavo na varanda do casarão da Rua dos Italianos
Nessa enorme varanda, eram contadas e declamadas histórias, causos e poesias das tradições da Vó Meca - América Krauss — mãe do Pai Lavo — e assim também dos Vilhenas de Campanha, família da Vó Maria (esposa do Pai Lavo e filha de Serafim de Vilhena Paiva).

(Fonte: Facebook/Delmira Maria Vilhena)

Casa de Serafim Vilhena, onde se deram muitas histórias contadas por Vó Maria e recontadas por Celeste Krauss...
Pai Lavo gostava também de violões e serestas, e seus filhos e netos seguiram a tradição — Pedro, Fernando, Aluísio...

Gerações de lambarienses passam por esta rua sem conhecer sua importância na história de nossa cidade, surdas ao vozerio de suas pedras centenárias, indiferentes aos ecos de suas antigas casas...

A Rua dos Italianos, em Lambari, passou a ser assim chamada em 1894, por ser a rua em que moravam diversas dessas famílias italianas, vindas em sua maioria de Latronico para Águas Virtuosas de Lambari, a partir dos anos 1870/80.
Mas não foram só italianos que fizeram essa rua famosa: espanhóis, alemães, portugueses (Castilho, Pinto, Silva, Cruz, Sá e Silva, Krauss) também ali residiram, aproximando culturas e originando diferentes núcleos familiares: SANTORO e KRAUSS, SANTORO e PINTO, BIASO e PINTO, GRANDINETTI e CRUZ.

Foto dos anos 1960. Guima (à direita) desfilando no 7 de Setembro. Ao fundo, a Rua dos Italianos, com o casarão do sr. Olavo Krauss.
Na esquina, à direita, uma antiga casa, onde residiu Joaquim Salles.

Os Krauss gostavam de música e declamações. Nestas, brilhava a neta (tia) Marluce Krauss, excelente declamadora

Pai Lavo e vó Maria contando causos da família e outras histórias, divertindo a criançada.
Nesse ambiente foi que Celeste Krauss aprendeu os bordões com que abria a contação de histórias assustadoras para os netos. (Veja o tópico Livros, histórias e bordões logo abaixo)
Na Granja da Volta do Lago, onde Celeste Krauss passou parte da infância com os pais e irmãs, sempre apareciam Joaquim Salles e sua mulher Emília Bispo, além de Binga (irmã de Emília) e Egídio (irmão de Joaquim) para uma roda de conversas e contação de causos e histórias.

Na Granja da Volta do Lago avós e tios-avós de Celeste Krauss apareciam sempre pra conversar e contar histórias
Como já contamos nos posts relacionados no item 8 do tópico REFERÊNCIAS, logo abaixo, Celeste Krauss ensinou os netos a gostarem de livros e de histórias — especialmente das histórias assustadoras...

Vó Celeste Krauss contando histórias "assustadoras" para os netos, fazendo uso dos bordões abaixo


Paulo Emílio, entre os seus 4/5 anos, já entoava os bordões da Vó Celeste.
Veja aqui: https://www.instagram.com/reel/DURIm5MitOT/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==
Pois é... os bordões declamados pela Vó Celeste ficaram pra história...
Desde cedo, seus netos decoraram os bordões e os repetem toda vez que vão ouvir — ou contar — uma história...
A sementinha plantada pela avó contadeira de história brotou na família Krauss Guimarães!
Benza Deus!