Guimagüinhas
Memórias familiares e de minha terra natal
Meu Diário
10/06/2013 06h37
RECANTO DOS NETOS (2) - Netos musicais

Ilustração: Capa do CD Eu olho pra você, dos gêmeos Leonardo e Rafael Moreira Mileo Krauss Guimarães


SUMÁRIO


Apresentação

Nossos netos — meus e de Celeste —, como dissemos no RECANTO DOS NETOS (1) [*], são quatro: os gêmeos Léo e Rafa, e as meninas Maria Elisa e Isabela. Pois bem, eles não só nos renderam livros e histórias, mas também música. Vejamos como foi.

*Atualmente (2020), já são 8 netos, com a chegada de Paulo Emílio, Rafaela, Cecília e Guga.


Uma renca de netos

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Eu olho pra você - Léo e Rafa

Em certa noite do ano de 2011, os gêmeos Léo e Rafa (que contavam, então, pouco mais de 6 anos), rabiscavam uma redação interminável, e  não queriam dormir, embora a insistência da mãe. Crianças, vamos deitar! Amanhã tem aula, anda! - e nada de os meninos obedecerem, tão concentrados estavam na tarefa. Finalmente, após resmungos e choros, foram se deitar.

Quando Flávia arrumava a mesa bagunçada dos deveres escolares, notou que a tal "redação" era na verdade uma espécie de "poesia" que falava de "amor"... Então, ordenou como pode aquelas anotações, e no dia seguinte perguntou o que era aquilo. É uma música, mãe. Estamos fazendo uma música.

A "faina criativa" durou mais um ou dois dias de rabiscos, cortes, emendas, até que finalmente terminaram a "letra da música" e a cantarolaram para a mãe, dizendo que ela deveria ser cantada daquela maneira. Depois, o pai - Guiminha - viu/ouviu a letra e a música, e no dia comentou o fato com Bruno Camarcio, um vizinho que gosta de música, toca violão e tem um pequeno estúdio. Resultado: gravaram um CD, cuja capa abre este post.

A música, na voz de Léo e Rafa, pode ser ouvida neste link:

http://www.guimaguinhas.prosaeverso.net/audio.php?cod=56028

E na voz de Bruno Camarcio, neste outro link:

http://www.guimaguinhas.prosaeverso.net/audio.php?cod=56031

Como os meninos são meio "goianos" (nasceram em Brasília) pode ser que isso resulte numa dupla "sertaneja", visto que já está em produção a música número 3...

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Hino de Lambari - Maria Elisa

No livro A Guerra das Espingardinhas [1], há uma passagem que foi inspirada em minha neta Maria Elisa. Trata-se da cena em que a heroína Maria Bela retorna do Rio de Janeiro, trazida pelo avô paterno, depois de ter morado alguns anos com a avó materna. A história se passa nos anos 1960, e é ela própria - a personagem Maria Bela - quem narra o fato:

E quando chegou à Volta do Lago, mandou Digofrê parar o fordinho debaixo de uma paineira; aí descemos e cantamos juntos, como ele me ensinara, com a mão direita sobre o coração, o hino da cidade: Aguinhas terra fagueira / Onde a gente sofredora / Encontra na alma mineira / Acolhida encantadora / Águas santas, milagrosas e um jardim cheio de rosas... Águas santas...

Aguinhas é o nome literário da cidade de Lambari.

Essa inspiração me surgiu pelo fato de Maria Elisa, que mora em Brasília, só vir a Lambari em certas épocas  férias, festas, finais de semana prolongados. Tentando afeiçoá-la à nossa Aguinhas, meu filho Carlo Emílio , que é lambariense, toda vez que aqui chega, para o carro em frente à subestação da Cemig e faz que a menina cante o hino da cidade, com a mãozinha sobre o coração, pois foi assim que ele aprendeu, no Grupo João Bráulio, onde estudou o primário, antes de nos mudarmos de Lambari. [2]


   

Maria Elisa e Isabela (festa de aniversário de 2 anos)

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Hino a Nossa Senhora - Isabela

Isabela frequenta a escola, desde os dois anos. E agora em 2013, com 2 anos e meio de idade, vem aprendendo algumas cantigas infantis e hinos sacros, que canta, ora a plenos pulmões, ora envergonhadamente, dependendo do momento e do contexto. 

Pois bem, no Evangelho no Lar [3], que fazemos semanalmente, sempre botamos, na abertura, como fundo musical, a Ave Maria [4]

Na última reunião, tivemos também a participação de Isabela, cantando, baixinho e timidamente, Mãezinha do Céu:

Mãezinha do céu, eu não sei rezar
Eu só sei dizer quero te amar
Azul é teu manto, branco é teu véu
Mãezinha eu quero te ver lá no céu

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Referências

[1] https://loja.uiclap.com/titulo/ua13587/

[2] https://guimaguinhas.prosaeverso.net/audio.php?cod=59394

[3] https://www.oconsolador.com.br/ano2/75/claudia_schmidt.html

[4]  https://www.oconsolador.com.br/linkfixo/musicas/principal.html


SÉRIE RECANTO DOS NETOS

Confira os posts já publicados:

  1. Netos e livros
  2. Netos musicais
  3. Coitado do Lobo Mau
  4. A Casa Gorda
  5. O monstro da antena
  6. As profissões de Maria
  7. Cecília chegou!
  8. Os gols do Paulinho
  9. O vocabulário da Rafa
  10. Desenhos, leituras e contação de histórias
  11. Histórias assustadoras da Vó Celeste
  12. Ano Novo na Casa Gorda/Shangrilá
  13. Chuva feia na Casa Gorda
  14. Um "estranho animal" visita a Casa Gorda
  15. Vai morar com os "arrenígenas"...

Confira os áudios vinculados aos posts:

  1. (12) Chuva feia na Casa Gorda (1)
  2. (12) Chuva feia na Casa Gorda (2)
  3. (12) Chuva feia na Casa Gorda (3)
  4. (13) Um "estranho animal" (1)
  5. (13) Um "estranho animal" (2)

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Publicado por Guimaguinhas
em 10/06/2013 às 06h37
 
09/06/2013 18h24
A Seleção em Aguinhas - Autógrafos de Pelé e Garrincha

Na narrativa A Seleção em Aguinhas, que faz parte do livro Menino-Serelepe, publicada na seção de Textos deste site (1), contei como consegui os autógrafos de Pelé e de Garrincha, quando da temporada da Seleção Brasileira de 1966 em Lambari. 

Eis o texto:


A garotada de Aguinhas, do mesmo modo que todas as crianças do mundo, vivia também acotovelada à entrada do Hotel Itaici, no costumeiro empurra-empurra, olhos fixos na portaria, na expectativa de qualquer um que pudesse dar-lhes um autógrafo. Munido de uma pequena caderneta, eu estava lá também e num dia de sorte, pois Pelé veio saindo e todos corremos para ele, e o Rei do Futebol levou a mão, em meio a uma centena de pequenas mãos que empunhavam papel e lápis, e tomou exatamente a “minha caderneta” e anotou: P-e-l-e e, rematou, pondo como acento do “e”, uma bolinha: º . Me desembaracei da multidão, corri à farmácia e mostrei ao pai; corri pra casa, mostrei à mãe; corri pro campinho da igreja e exibi orgulhoso o troféu, enchendo d’água a boca da criançada, pois que fui o primeiro da turma a obter tal preciosidade.
 
                             
 
Tão preciosa quanto a assinatura de Pelé, era também a de Garrincha. E numa tarde, lá pelas duas horas, vi que o craque conversava com dois companheiros, os três quase encobertos pelos carros que estavam estacionados à porta do hotel. Fui me aproximando, rondando, cismado, com medo de interromper a conversa, e sem sacar do bolso os equipamentos daquele novo esporte que inflamara os miúdos de Aguinhas: disputar autógrafos dos craques da Seleção. Mané, já acostumado ao cerco dos fãs, voltou-se, me olhou e ele próprio me disse: — Me dá aí, garoto, que eu assino. E colheu das mãos assustadas e tímidas do menino o lápis e a caderneta, nela deixando registrado um todo garranchado Manoel dos Santos, tortuoso, insinuante e mágico, como os dribles que aplicava. E eu pude fazer outra exibição vaidosa à turma do futebol, dessa vez, acrescentando: — E o homem ainda falou comigo!
 
                                                           
 

Pois bem, hoje, com a ajuda de um leitor - e já grande colaborador - deste site (2), consegui cópia de um texto e uma foto que documentam o clima que reinava em meio à garotada de Aguinhas à vista dos jogadores da Seleção, especialmente de PeléMané Garrincha. Incrível como a foto - que eu não conhecia - coincide com o relato constante do trecho acima do livro Menino-Serelepe, editado em 2009.

Trata-se de uma reportagem publicada no O Estado de São Paulo, edição de 15/04/1966, que vai divulgada abaixo. Em vão, me procurei entre os meninos que aparecem na foto, porquanto fui presença constante no entorno do Hotel Itaici durante os 15 dias em que a Seleção permaneceu entre nós. Mas certamente os moradores de Aguinhas vamos conseguir identificá-los. Um deles me parece o Sérgio Buruti. Confiram:



Reprodução


(1) http://www.guimaguinhas.prosaeverso.net/visualizar.php?idt=4179693

(2)  Wagner Augusto


(1) Ver os posts: 

- Caderneta de autógrafos - http://www.guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=37722

A Seleção em Aguinhas: http://www.guimaguinhas.prosaeverso.net/visualizar.php?idt=4179693

AVFC - Visitantes ilustres: http://www.guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=36972

- Treinos da Seleção em Aguinhas - http://www.guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=37347


 

 

 

Publicado por Guimaguinhas
em 09/06/2013 às 18h24
 
07/06/2013 07h29
Memórias de Aguinhas (3) - Álbum da Copa de 1962

Álbum da Copa de 1962

 

Em o Menino-Serelepe (*) registrei como consegui meu primeiro álbum de figurinhas. Por aquela época eu  menino de 7 para 8 anos morava no Pasto do Fubá, na casa que ainda hoje pertence aos filhos da Maroca, do José de Melo. Maroca foi costureira de minha mãe, por muitos anos.

Me lembro de ter decorado os nomes de todos os jogadores do álbum, e recitava-os vaidoso de minha memória para os amigos e parentes. Eu pronunciava os nomes como os lia - literalmente; hoje fico imaginando como teria sido a mistura do mineirês da Vila Nova com as grafias estrangeiras que vi pela primeira vez...

Eis como narrei o caso: 

          

Pelo meio do ano, seu Luiz trouxe um sobrinho, Jorge, e ficamos amigos. Jorge vinha com uma novidade que me encantou (e que até hoje encanta): um álbum de figurinhas da Copa de 62. Insisti, chorei, e o pai, com grande sacrifício, começou a coleção pra mim.

Decorei os nomes dos jogadores de todas as seleções: Chile: Escutti...; México: Carbajal...; Iugoslávia: Soskic...; Espanha: Sedrun...; Inglaterra: Springett ...; e, claro, da do Brasil, que ainda trago fresca na memória: Gilmar, Djalma Santos...

Aqui nasceu a paixão por Garrincha, Didi, Nilton Santos, Amarildo, que esses, ao lado de Pelé e uns poucos, eram todos figurinhas carimbadas, as últimas que pus no álbum.


   


   


Interessante notar que Antonio Felix Carbajal Rodríguez (Cidade do México, 7 de junho de 1929), foi o goleiro que mais Copas do Mundo disputou. Esteve presente em cinco, de 1950 até 1966 pela seleção mexicana. Ainda continua em atividade, com 83 anos, orientando e treinando meninos e jovens pobres, oriundos de reformatórios e casas de correção juvenil, na cidade do México.


 (*) Esta narrativa faz parte do livro Menino-Serelepe - Um antigo menino levado contando vantagem, uma ficção baseada em fatos reais da vida do autor, numa cidadezinha do interior de Minas Gerais, nos anos 1960.

O livro é de autoria de Antônio Lobo Guimarães, pseudônimo com que Antônio Carlos Guimarães (Guima, de Aguinhas) assina a série MEMÓRIAS DE ÁGUINHAS. Veja acima o tópico Livros à Venda.

 

Publicado por Guimaguinhas
em 07/06/2013 às 07h29
 
06/06/2013 16h21
Águas Virtuosas Futebol Clube (18) - Águas x Vasco da Gama (1991)

Em julho e agosto de 1991, o Vasco da Gama (RJ) realizou em Lambari seus preparativos para o segundo semestre daquele ano.

No dia 28 de julho, houve um jogo-treino contra o Águas Virtuosas, vencido pelo Vasco por 3 x 0. O time do Águas resistiu bem e segurou o empate até os 30 minutos do segundo tempo. Depois, prevaleceu a técnica e o preparo físico dos profissionais do Vasco. William fez um gol e Bismarck fez dois, que estão registrados neste site:


Fotos do amistoso


      

                           Gabriel e Bismarck                                             Bebeto e Beto Biaso

Vasco da Gama. Em pé: Cássio, Ayupi, Missinho, Carlos Germano, Jorge Luiz e França. Agachados: Mauricinho, Luizinho, Bebeto, William e Bismarck. Técnico: Antônio Lopes.

As fotos acima são do Águas Virtuosas de 1991. Dos jogadores que nela aparecem, todos atuaram contra o Vasco da Gama, em 1991. Entre eles: Márcio, Ricardinho, Jorge André, Joãozinho, Gabriel, Beto, Zé Amauri, Nambu, Bié, Gadjego, Pedro. Técnico: Guinho Gregatti.
 


Mais fotos deste amistoso, aqui


Para ler esta SÉRIE ÁGUAS VIRTUOSAS FUTEBOL CLUBE, ordene os textos clicando, no SITE, na seção Meu Diário, o item: Ordem alfabética

Publicado por Guimaguinhas
em 06/06/2013 às 16h21
 
06/06/2013 14h07
Memórias de Aguinhas (2) - Recortes de jornais e fotos antigos

Aguinhas de antigamente

Da série Memórias de Aguinhas, abaixo vão alguns comentários e fotos do início do século XX:

 

 Carro-restaurante da RMV, que seguia para Águas Virtuosas, faz parada em Passo Quatro

À direita, o antigo Hotel Melo, que foi anexado pelo Hotel Imperial. Na frente desse hotel, construiu-se também a Parada Melo. Ao fundo, pode-se divisar a antiga igreja.

Sobre Joaquim Manoel de Melo, fundador do Hotel Melo e nome de rua em Lambari (a rua que passa pela Parada Melo e continua subindo em direção à saída para Cambuquira/Caxambu), escreveu José N. Mileo (1):

Joaquim Manoel de Melo. Fazendeiro. Nasceu em Campanha, em 1842, e faleceu nesta cidade, em 1915. Fixou sua residência nesta localidade, em princípios de 1880 e, em 1884, exerceu o cargo de 4o. Juiz de Paz, época em que fundou o seu hotel - o Hotel Melo - um dos mais antigos de toda região sul-mineira e que, em 1938, foi totalmente reformado, tomando o nome de Hotel Imperial. Foi proprietário da Fazenda Retiro Feliz, de onde provinha o leite consumido por quase toda população da localidade, nas décadas de 1890 e na primeira do século atual. Pela instalação da Câmara Municipal em 1902, fez parte da primeira mesa de vereadores do município.

Hotel Melo e linha férrea - 1906

Vista de Lambari, 1920


(1) Ruas de Lambari. José Nicolau Mileo. Guaratinguetá : Graficávila, 1a. edição, 1970

(*) Fonte: Museu Américo Werneck - Lambari. 

(**) Com a colaboração do leitor Wagner Augusto.

   Sobre o museu, veja este link: http://www.guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=36378

   Sobre o Hotel Melo, veja estes links: 

http://www.guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=37587

http://www.guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=37860

 

Publicado por Guimaguinhas
em 06/06/2013 às 14h07
Página 102 de 113

Espaço Francisco de Paula Vítor (Padre Vítor)

 

Aprendizado Espírita Net

 

 

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