Guimagüinhas
Memórias familiares e de minha terra natal
Meu Diário
17/04/2026 06h09
MEMÓRIAS DE CELESTE KRAUSS (1) - Anotações e rascunhos de CELESTE KRAUSS

Ilustração: Figura estilizada de foto de cadernetas de anotações de minha mulher CELESTE KRAUSS (feita por IA/CoPilot)


SUMÁRIO


APRESENTAÇÃO

Iniciamos hoje a série Memórias de Celeste Krauss, com a qual pretendemos resgatar anotações dessa autora, como planos, memórias familiares, histórias e brincadeiras dos netos, que ela deixou registrados em diversos cadernos/cadernetas e dispositivos de informações digitais.

Entre essas notas, estão esboços/rascunhos de causos familiares e histórias inventadas/recriadas que Celeste contava aos netos, que vamos editar com carinho, mais à frente.

Neste post número 1 da série vamos falar sobre as Cadernetas de anotações de CELESTE KRAUSS.

Vamos lá!


  • Observe-se que essa série Memórias de Celeste Krauss será, em parte, narrada pela autora, sendo outra parte redigida/editada por este autor com base em diversas cadernetas, notas e arquivos digitais que ela deixou, nas muitas conversas sobre memórias/histórias/causos familiares com que nos entretemos e nas trocas de ideias sobre escrita literária que fazíamos.

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ANOTAÇÕES DE CELESTE KRAUSS

CELESTE KRAUSS trabalhou desde menina — ajudando nos trabalhos da casa, auxiliando nas costuras da mãe, faxinando casas de parentes e de gente conhecida — e assim se viu sempre ocupada com muitas tarefas/atividades/compromissos e pouco tempo teve para desenvolver suas escrituras [*]. 

[*] A palavra escritura aqui é tomada no sentido amplo de ato/estilo de escrever e se expressar literariamente.

Criou quatro meninos (mais uma filha adotiva), trabalhou com contabilidade, gerenciou empresas, fez curso técnico, faculdade e pós-graduação a noite, assumiu funções em cargos públicos, viajou intensamente a serviço, deu atenção aos seus e aos meus familiares, foi ouvido ponderado para colegas e amigos, participou de atividades assistenciais em casas espíritas — e adorava cuidar dos filhos, cozinhar e organizar festas para a família, viajar, ler/contar/encenar histórias e divertir os netos.

Tinha assim compromissos de toda ordem — filhos, netos, família, assuntos domésticos, estudo, trabalho, voluntariado...

  • Em meio a tudo isso ainda me poupou de muitas tarefas e preocupações, quer na infância dos nossos filhos/netos, quer nos trabalhos profissionais da contabilidade, quer nos compromissos dos cargos que ocupei no serviço público. Por essa razão, tive mais tempo do que ela para ler, estudar, escrever — fossem assuntos técnicos, doutrinários ou literários. 

Com tantas atividades, Celeste ia anotando de tudo em suas cadernetas: — receitas, telefones, ideias, recados, horários de consultas, lembretes de aniversários, compromissos, planos, esboços de memórias familiares, histórias e brincadeiras dos netos...

  • Por agir assim, assumindo e realizando tantas tarefas ao mesmo tempo, nossos filhos costumavam brincar com ela: — A mãe quer salvar o mundo!

Pode parecer um sistema caótico, mas sabemos que pessoas inteligentes criam seus próprios métodos de organização pessoal e funcional.

E Celeste Krauss era assim!

Desse modo, para escrever essas Memórias de Celeste Krauss fui revendo anotações (algumas datilografadas), áudios, mensagens eletrônicas, ordenando datas, organizando logicamente suas ideias, rememorando nossas conversas, desenvolvendo seu pensamento.

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AMOSTRAS DAS CADERNETAS E NOTAS

 

Cadernos e cadernetas às dúzias...


Anotações de ideias, planos e brincadeiras dos netos...


  

Carinho das amigas e atividades do voluntariado espírita


Recortes de personagens inspiradores

Versão datilogafada do conto infantojuvenil O galo e a coruja cupinzeira (que foi editado em 2013)

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REFERÊNCIAS

  • Documentos e fotos do acervo da família Salles Krauss/Lobo Guimarães
  • Texto de Antônio Carlos Guimarães, sobre documentos, notas e recordações de Celeste Krauss.

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Publicado por Guimaguinhas
em 17/04/2026 às 06h09
 
16/04/2026 08h04
MEMÓRIAS DE AGUINHAS - Linha do tempo ilustrada do site GUIMAGÜINHAS

Ilustração: Linha do tempo ilustrada do site GUIMAGÜINHAS montada com recursos da IA/CoPilot/Microsoft


SUMÁRIO


APRESENTAÇÃO

A figura Linha do tempo ilustrada do site GUIMAGÜINHAS, adotada como capa deste site, e assim também da página deste autor no Facebook, foi montada com recursos da IA/CoPilot/Microsoft.

Confira a seguir como procedemos.

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O COMANDO PARA A IA/COPILOT

A IA/CoPilot/Microsoft utilizada por este autor faz parte de uma assinatura do pacote Microsoft, e funciona como uma extensão do navegador Edge.

Pois bem, selecionamos alguns itens/seções do site GUIMAGÜINHAS e comandamos a feitura de uma linha do tempo.

Com base na seleção que propusemos, a IA nos devolveu o resumo abaixo, com o qual montou a linha do tempo mostrada no tópico seguinte.


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A LINHA DO TEMPO ILUSTRADA

Eis a figura Linha do tempo ilustrada do site GUIMAGÜINHAS


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REFERÊNCIAS

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Publicado por Guimaguinhas
em 16/04/2026 às 08h04
 
14/04/2026 07h47
MEMÓRIAS DE AGUINHAS - A Província do Rio Sapucahy

Ilustração: Figura ilustrada da linha do tempo do Projecto de lei para criação da Província do Rio Sapucahy, de 1889, de J. Floriano de Godoy, elaborado pela IA/CoPilot


SUMÁRIO


APRESENTAÇÃO

O projeto de criação da Província do Rio Sapucahy, apresentado ao Senado do Império em 1887, foi uma tentativa de reorganização territorial no Sul de Minas Gerais durante o final do Segundo Reinado, feita pelo Senador Joaquim Floriano de Godoy.

A ideia central era desmembrar partes das províncias de Minas Gerais e São Paulo para criar uma nova unidade administrativa, facilitando a gestão de uma região que já demonstrava grande pujança econômica, mas se sentia negligenciada pelas capitais (Ouro Preto e São Paulo).

Abaixo comentamos aspectos principais da projeto e do livro que o Senador Godoy escreveu para justificar sua proposta, que, como sabemos, acabou rejeitada.

Embora a província nunca tenha saído do papel, o movimento ajudou a consolidar a identidade política do Sul de Minas, que passaria a ser uma força determinante na política nacional durante a República Velha (a famosa "Política do Café com Leite").

Vamos lá!

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DADOS BIOGRÁFICOS DO SENADOR JOAQUIM FLORIANO DE GODOY

 Joaquim Floriano de Godói (São Paulo, 4 de janeiro de 1826 — 20 de novembro de 1907) foi um médico e político brasileiro.

Formou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, foi deputado geral de 1869 a 1872 e presidente da província de Minas Gerais, de 1872 a 1873.

Foi também senador do Império do Brasil entre 1873 e 1889, e tornou-se sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

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ASPECTOS PRINCIPAIS DA PROPOSTA

  • O Contexto e o Autor

O projeto foi apresentado pelo Senador Joaquim Floriano de Godoy. A ideia central era desmembrar partes das províncias de Minas Gerais e São Paulo para criar uma nova unidade administrativa, facilitando a gestão de uma região que já demonstrava grande pujança econômica, mas se sentia negligenciada pelas capitais (Ouro Preto e São Paulo).
 

  • Território e Capital

A nova província abrangeria a próspera região cafeeira e hidromineral do Sul de Minas e partes do Vale do Paraíba paulista.

•    Capital proposta: A cidade de Taubaté foi designada para ser a sede administrativa da nova província.
•    Abrangência: Incluiria cidades importantes como Itajubá, Baependi, Cristina, Campanha e áreas limítrofes com o estado de São Paulo.

Justificativas do Projeto

O Senador Godoy fundamentou a proposta em três pilares principais:

•    Distância Administrativa: A dificuldade de comunicação e transporte entre o Sul de Minas e a capital Ouro Preto. Para muitos habitantes da região, era mais fácil ir ao Rio de Janeiro ou a São Paulo do que à própria capital provincial.

•    Homogeneidade Econômica: A região do Rio Sapucaí possuía uma identidade econômica própria, baseada na cafeicultura e no comércio, que se diferenciava da região mineradora central de Minas.

•    Eficiência Fiscal: A arrecadação de impostos seria revertida diretamente para o desenvolvimento local, especialmente em infraestrutura ferroviária.

  • O Destino da Proposta

Apesar do entusiasmo das elites locais sul-mineiras, o projeto enfrentou forte oposição:

•    Resistência Política: O governo da Província de Minas Gerais não aceitava perder uma de suas regiões mais ricas e populosas.
•    O Advento da República: A tramitação do projeto foi atropelada pelos eventos políticos que levaram à Proclamação da República em 1889. Com a nova Constituição de 1891, o foco mudou para a autonomia dos estados, e a ideia de retalhamento territorial perdeu força em prol da consolidação do estado de Minas Gerais (que viria a mudar sua capital para Belo Horizonte logo depois).


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O LIVRO DO SENADOR

 

O autor, senador do Império entre 1873 e 1889, apresentou ao Senado, no dia 5 de outubro de 1887, projeto propondo a criação da Província do Rio Sapucaí, que englobaria, para seu território, o Sul de Minas e o Norte de São Paulo.

Joaquim Godoy foi alvo de violentos ataques da mídia da época e também do governo paulista.

Para justificar o projeto, e defender-se das críticas, publicou a presente obra, acompanhada de documentos estatísticos.


O PREFÁCIO DO AUTOR

Eis o que o autor diz no prefácio do livro:


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REFERÊNCIAS

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Publicado por Guimaguinhas
em 14/04/2026 às 07h47
 
08/04/2026 05h42
MEMÓRIAS DO JOÃO BRÁULIO - No gabinete da diretora

Ilustração: Pátio do Grupo João Bráulio - anos 1950. Fonte original: Museu Américo Werneck (imagem colorizada por IA)


SUMÁRIO


APRESENTAÇÃO

No meu livro de memórias — MENINO-SERELEPE — anotei algumas histórias do tempo de vida escolar no Grupo João Bráulio, vividas nos anos 1960.

Foram ocorrências que, tantos anos depois, continuavam — e continuam — muito vivas em meu espírito.

E uma das passagens mais tristes daquele tempo — e, que acabou tendo um final feliz — é a que narro no Capítulo XX, intitulada No gabinete da diretora.

E talvez por essa razão eu a tenha narrado com tantos detalhes e emoção.

Ah, deve ter sido também por esse episódio que vim a gostar tanto de livros e bibliotecas...

Vamos lá!

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O QUE ACONTECEU?

Os três primeiros anos do estudo primário que fiz no João Bráulio se deram com a professora Marcela Krauss, a quem dediquei bons trechos do livro MENINO-SERELEPE, como estes:


 Marcela Krauss

Quando relembro esses anos de grupo escolar com alguns colegas daquele tempo — como Rubens Nélson Miranda e Aluísio Machado — sinto neles o mesmo carinho que sempre dediquei a essa mestra inesquecível!


Pois bem, nos meses finais do terceiro ano escolar, Dona Marcela se casou e mudou-se de Lambari, deixando a turma inteira numa profunda tristeza, em vista da perda da inesquecível mestra que ela fora naqueles felizes anos da década de 1960.

Foi então que veio uma professora substituta, pra completar o restante do ano letivo!

E eu — que era um menino arteiro, mas respeitador — acabei tendo um entrevero com essa professora, e, assustado, saí correndo da sala de aula, pulei o muro dos fundos e fui à farmácia contar ao meu pai o ocorrido...

Pois bem, no outro dia fui parar no gabinete da diretora...

Vamos lá, recordar isso!

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NO GABINETE DA DIRETORA


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VOCABULÁRIO DE AGUINHAS

  • Estar no azeite: Estar em situação difícil
  • Desdar: Desatar (nó, laçada, etc.)
  • Desqueixolado: De queixo caído.

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O LIVRO MENINO-SERELEPE

 Este trecho da narrativa No Grupo João Bráulio faz parte do livro Menino-Serelepe - Um antigo menino levado contando vantagem, uma ficção baseada em fatos da vida do autor, numa cidadezinha do interior de Minas Gerais, nos anos 1960.

O livro é de autoria de Antônio Lobo Guimarães, pseudônimo com que Antônio Carlos Guimarães (Guima, de Aguinhas) assina a série MEMÓRIAS DE AGUINHAS. Veja aqui: https://guimaguinhas.prosaeverso.net/livros.php#2735

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Publicado por Guimaguinhas
em 08/04/2026 às 05h42
 
05/04/2026 05h31
CELESTE KRAUSS - LAÇO FAMILIAR PATERNO (2) — CABRAL KRAUSS [Pai Lavo] e LISBOA PEREIRA (VILHENA) [Vó Maria]

Ilustração: Ligações genealógicas das famílias lambarienses VILHENA-LISBOA-PEREIRA. Figura ilustrativa incompleta, elaborada apenas para a finalidade do presente texto. (Imagem feita por IA/ChatGPT)


SUMÁRIO


APRESENTAÇÃO

No primeiro post desta série CELESTE KRAUSS - LAÇO FAMILIAR PATERNO (1) — CABRAL KRAUSS [Pai Lavo] e LISBOA PEREIRA (VILHENA) [Vó Maria], comentamos o laço familiar paterno de CELESTE KRAUSS, ou seja: KRAUSS & VILHENA.


Acesse a 1a. parte desta série (aqui)

 

(*) O nome do casal é tradicionalmente grafado assim:

Francisco Alfredo Cabral Krauss e  América Perciliana Cabral Krauss


  • Nota 1: Há divergências de grafia e/ou extensão dos nomes civis (prenomes e sobrenomes) aqui transcritos, fato comum em nomes familiares antigos. Desse modo, grafamos os nomes de conformidade com as certidões de nascimento/casamento mencionadas, ou pela grafia fixada pela tradição, motivo pelo qual alguns prenomes/sobrenomes podem aparecer entre parênteses para indicar essa ocorrência.
  • Nota 2: Um costume da época era a inclusão de sobrenomes dos padrinhos de batismo ao nome da criança (VALLADÃO, 1973, p. 335)
  • Nota 3: Outro costume das antigas famílias era a repetição de nomes nos descendentes, o que dificulta, muitas vezes, a correta identificação das pessoas, como é o caso, por exemplos, de Maria Rita, Maria de Jesus, Delmira e Serafim.

  • Correções/complementações

Nota importante: https://guimaguinhas.prosaeverso.net/

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Neste segundo post da série, vamos pesquisar brevemente a genealogia de Olavo Cabral Krauss (Pai Lavo) e de Maria do Carmo Lisboa Pereira (Vilhena) Krauss (Vó Maria).

Em post futuro, falaremos de seu laço familiar materno [SALLES/BISPO].

Vamos lá!

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PEQUENA ÁRVORE GENEALÓGICA DE CELESTE KRAUSS

 CELESTE KRAUSS nasceu Celeste Emília Salles Krauss; depois do casamento, passou a assinar Celeste Emília Krauss Guimarães.

Adotou o nome literário de CELESTE KRAUSS.

Ela era filha de CÉLIO PEREIRA KRAUSS e TERESA SALLES KRAUSS.

Seus avós paternos eram: OLAVO CABRAL KRAUSS e MARIA DO CARMO LISBOA PEREIRA (VILHENA) KRAUSS.

Os maternos: JOAQUIM SALLES e EMÍLIA BISPO SALLES.

No breve estudo abaixo, vamos explorar as origens CABRAL/KRAUSS & PEREIRA/VILHENA.


Aqui: https://rl.art.br/arquivos/8489780.pdf?1763588271


Fonte: FamilySearch

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ORIGENS DE CABRAL KRAUSS


OLAVO CABRAL KRAUSS era filho de Francisco Alfredo Cabral Krauss e de América Perciliana Cabral Krauss.


  • Francisco Alfredo Cabral Krauss

América casou-se com Alfredo Krauss, de Diamantina, passando a assinar América Krauss, como ficou conhecida.


  • América Krauss

Segundo o historiador e escritor Sargento Juliano, América Krauss foi uma das mais importantes narradoras e difusoras das tradições orais do Sul de Minas Gerais. Nascida em 1865, na cidade de São Gonçalo do Sapucaí, destacou-se ao longo de sua trajetória como dentista, maestrina, declamadora e, sobretudo, como guardiã das histórias populares da região. Dotada de extraordinária memória e sensibilidade cultural, reuniu ao longo da vida diversas narrativas, lendas e cantos transmitidos pelas antigas gerações, contribuindo para preservar um valioso patrimônio da chamada tradição das “oraturas sul-mineiras”.

Ainda segundo o historiador, sua influência cultural expandiu-se por toda a região por meio de sua própria família.

América Krauss teve 8 filhos, que se estabeleceram em diferentes cidades do Sul de Minas, levando consigo os costumes, as histórias e o espírito cultural herdado de sua mãe, o que contribuiu para difundir e perpetuar esse legado em várias comunidades.

(Transcrito do https://www.portalondasul.com.br/)


  • Os 8 filhos de América (e sua localização) são os seguintes:
    • 1 - Júlio Cabral Krauss: Três Corações
    • 2 - José Cabral Krauss: Guaxupé
    • 3 - Daniel Cabral Krauss: Poços de Caldas 
    • 4 - Laura Alexandrina Cabral Krauss: Varginha 
    • 5 - João Cabral Krauss: Heliodora 
    • 6 - Abrilino Cabral Krauss: Alpinópolis 
    • 7 - Olavo Cabral Krauss: Lambari e 
    • 8 - Maria Alexandrina Cabral Krauss: Campanha 

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ORIGENS DE PEREIRA VILHENA


MARIA DO CARMO LISBOA PEREIRA (VILHENA) KRAUSS era filha de Serafim de Vilhena (Antônio de) Paiva (Pereira) e Delmira Lisboa Pereira.


  • Serafim de Vilhena Paiva

Serafim de Vilhena Paiva era filho de 

  • SERAFIM ANTÔNIO DE PAIVA PEREIRA - Português radicado no Brasil, fazendeiro e comerciante em Águas Virtuosas da Campanha (atual cidade de Lambari).
  • MARIA RITA DE PAIVA PEREIRA (conhecida por Sinhá Grande) - Filha do Major Matias Antônio de Vilhena e Escolástica Joaquina de Oliveira Carvalho, oriundos de Campanha (MG).


Esse casal — o português Serafim Antônio e (Maria) Rita de Vilhena — foram pais dos seguintes:

 

          1. Serafim de Vilhena Paiva (Júnior)

  • Casou-se em 22/05/1890 com Delmira Lisboa Pereira
    • Foram pais de: Maria do Carmo Lisboa Pereira; Alice Lisboa Pereira; Francisca Lisboa Pereira; Maria Rita Lisboa Pereira e Sebastião de Vilhena Paiva

2. Maria Rita de Vilhena Lisboa (tratada por Sinhá)

  • Casou-se em 27/12/1893 com João de Almeida Lisboa
    • Foram pais de: João Lisboa Jr.; Maria de Jesus Lisboa; José Carlos Lisboa; Henriqueta Lisboa; Alaíde Lisboa; Oswaldo Lisboa; Waldir Lisboa; Abigail Lisboa e Pedro Lisboa.

          3. Elisa Emília Paiva de Vilhena

  • Casou-se com João Bráulio Moinhos de Vilhena Júnior
    • Foram pais de: Serafim Maria Paiva de Vilhena; João do Espirito Santo de Vilhena; Manoel Maria Paiva de Vilhena; Maria da Conceição Lisboa; Maria de Jesus Vilhena, entre outros.
  •  4. Ana (Donana) de Vilhena Lisboa
    • Casou-se com José Manoel de Almeida Lisboa
      • Foram pais de: Serafim Lisboa, Paulo Lisboa, Maria de Lisboa Santos, Maria de Lourdes  Lisboa, Afonso Lisboa, João Lisboa
  • 5. Afonso de Vilhena Paiva
  • 6. José Serafim de Vilhena Paiva

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  • Delmira Lisboa Pereira

Delmira era da família Lisboa Pereira, com origens em Campanha (MG).

Seus pais eram José Vicente Xavier Lisboa e Francisca de Paula Rezende Lisboa.

O casamento de Serafim e Delmira se deu em 22 de maio de 1890.


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PARENTESCO E POLÍTICA

Na povoação de Águas Virtuosas, na última década dos anos 1800, encontraram-se tanto na vida familiar, quanto política, as seguintes pessoas referidas acima:

  • João de Almeida Lisboa
  • João Bráulio Moinhos de Vilhena Júnior e os irmãos 
  • Serafim de Vilhena Paiva e Afonso de Vilhena Paiva 

JOÃO DE ALMEIDA LISBOA e JOÃO BRÁULIO MOINHOS DE VILHENA JÚNIOR se casaram, respectivamente com duas irmãs: MARIA RITA DE VILHENA (Lisboa) e ELISA EMÍLIA PAIVA (Vilhena).

Essas duas — MARIA RITA e ELISA EMÍLIA — a seu turno — eram irmãs de Serafim de Vilhena Paiva e  Afonso de Vilhena Paiva (também irmãos, claro). 

E, como visto, todos esses últimos citados acima — MARIA RITA, ELISA EMÍLIA, AFONSO e  SERAFIM — eram filhos de Serafim Antônio de Paiva Pereira e Maria Rita de Paiva Pereira (conhecida por Sinhá Grande).



  • Na Certidão pública acima, do Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais (CNS 056184) de Lambari (MG), consta a realização, em data de 27/12/1893, do casamento dos seguintes:
  • JOÃO DE ALMEIDA LISBOA JÚNIOR (Macaé, RJ - 04/10/1870), filho de João de Almeida Lisboa e Henriqueta de Paiva Lisboa, com
  • MARIA RITA DE VILHENA PEREIRA FILHA (Campanha, MG - 09/07/1879), filha de Serafim Antônio de Paiva Pereira e Maria Rita de Vilhena Pereira, que passou a assinar MARIA RITA VILHENA LISBOA.

  • João de Almeida Lisboa e Maria Rita (Sinhá) Vilhena Lisboa tiveram 14 filhos, dos quais nove sobreviveram para a idade adulta: João, Maria (minha mãe), Henriqueta, José Carlos, Alaíde, Oswaldo, Abigail, Waldyr e Pedro. (...)

Natural de Campanha, minha avó Sinhá casou-se com meu avô Lisboa em Lambari, com apenas 14 anos e meio de idade. (Ele tinha 23). Passou os próximos 21 anos dando seus 14 filhos à luz e o resto da vida zelando por meu avô e pelos nove filhos que sobreviveram. Psicóloga inata e com ideias avançadas para a época, vó Sinhá fez questão de dar às filhas mulheres uma educação primorosa: todas fizeram o curso normal no Colégio Sion de Campanha. (Fonte: Edmar Lisboa Bacha. Os Lisboa: fragmentos da memória)

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  • Na Certidão pública acima, do Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais (CNS 056184) de Lambari (MG), consta o registro de nascimento, em 24 de janeiro de 1904. de
  • SERAPHIM, filho de ANNA DE VILHENA PAIVA LISBOA e JOSÉ MANOEL DE ALMEIDA LISBOA.
  • Ela — ANNA — filha de SERAPHIM ANTÔNIO DE PAIVA PEREIRA e MARIA RITA DE VILHENA PAIVA
  • Ele — JOSÉ MANOEL — filho de JOÃO DE ALMEIDA LISBOA e HENRIQUETA EDWIGES DE PAIVA LISBOA.

  • Pelos registros acima, vê-se que dois irmãos — JOÃO e JOSÉ MANOEL — foram casados com duas irmãs — MARIA RITA e ANNA.

AS FAMÍLIAS LISBOA, VILHENA, PEREIRA

JOÃO DE ALMEIDA LISBOA JÚNIOR [Macaé, RJ – 04/10/1870, filho de JOÃO DE ALMEIDA LISBOA e HENRIQUETA DE PAIVA LISBOA] e MARIA RITA DE VILHENA PEREIRA (FILHA) [Campanha, MG – 09/07/1879, filha de SERAFIM ANTÔNIO DE PAIVA PEREIRA e MARIA RITA DE VILHENA PEREIRA] se casaram em 27 de dezembro de 1893 e tiveram 14 filhos, dos quais nove sobreviveram para a idade adulta:

  • João, Maria, Henriqueta, José Carlos, Alaíde, Oswaldo, Abigail, Waldyr e Pedro.

O casal viveu em Lambari até 1924, quando JOÃO DE ALMEIDA LISBOA JR. se elegeu Deputado Federal e parte da família se mudou para o Rio de Janeiro, deixando aqui inúmeros familiares, entre tios, irmãos e primos.

Alguns de seus filhos – como João, Oswaldo e Maria – permaneceram em Lambari.

JOÃO, médico, foi prefeito da cidade de 1935/1945 e de 1951/54.

OSWALDO, farmacêutico, estabeleceu-se com a FARMÁCIA DA EMPRESA, que fora de seu pai.  

MARIA, casou-se que com FELÍCIO BACHA e foi diretora do Grupo Escolar João Bráulio Jr.

Além disso, os demais membros da família LISBOA sempre visitavam Lambari nas férias e datas festivas.


Familiares de João de Almeida Lisboa/Maria Rita Vilhena - Bodas de Ouro - Lambari, 1943


JOSÉ MANOEL DE ALMEIDA LISBOA, irmão de JOÃO DE ALMEIDA LISBOA JR., foi casado com ANA (DONANA) DE VILHENA LISBOA, a qual, por sua vez, era irmã de MARIA RITA DE VILHENA PEREIRA (FILHA) – esposa de JOÃO DE ALMEIDA LISBOA JR. 

Um caso de dois irmãos  – João e José Manoel –  casados com duas irmãs  – Maria Rita e Ana.


De outra parte – ELISA EMÍLIA e SERAFIM DE VILHENA – irmãos de MARIA RITA – foram casados, respectivamente, com JOÃO BRÁULIO MOINHOS DE VILHENA JÚNIOR e DELMIRA LISBOA PEREIRA.

E todas essas famílias citadas acima moravam em Águas Virtuosas de Lambari.


Ou seja, além da família de JOÃO DE ALMEIDA/MARIA RITA, por aqui viviam, nas primeiras décadas dos anos 1900, os seguintes:

  • JOSÉ MANOEL/ANA E FILHOS: Serafim Lisboa, Paulo Lisboa, Maria de Lisboa Santos, Maria de Lourdes  Lisboa, Afonso Lisboa, João Lisboa
  • JOÃO BRÁULIO/ELISA EMÍLIA E FILHOS: Serafim Maria Paiva de Vilhena; João do Espírito Santo de Vilhena; Manoel Maria Paiva de Vilhena; Maria da Conceição Lisboa; Maria de Jesus Vilhena, entre outros.
  • FILHOS DE SERAFIM VILHENA/DELMIRA E FILHOS: Maria do Carmo Lisboa Pereira; Alice Lisboa Pereira; Francisca Lisboa Pereira; Maria Rita Lisboa Pereira e Sebastião de Vilhena Paiva

E muitos descendentes desses últimos continuam vivendo em Lambari...   


Daí podemos extrair os seguintes quadros genealógicos:

  • Quadro resumo dos laços de família

Quadros elaborados por IA/ChatGPT

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  • Família e política

Ligados por laços de família, vão atuar na política lambariense:

  • JOÃO DE ALMEIDA LISBOA
    • Desde 1890 passou a residir em Lambari, atuando como prático de farmácia. Juntamente com João Bráulio Moinhos de Vilhena Júnior (seu concunhado), Américo Werneck e Eustáquio Garção Stockler foi redator do periódico de combate A PELEJA. Com a morte de João Bráulio Júnior, em 1908, tornou-se herdeiro natural da política da cidade. Foi eleito seguidamente vereador, deputado estadual e depois federal. Político de expressão na Primeira República, muito atuou em favor do desenvolvimento de Águas Virtuosas.
  • JOÃO BRÁULIO MOINHOS DE VILHENA JÚNIOR
    • Médico e político de grande prestígio no Sul de Minas, nascido em Campanha (MG), em 23 de julho de 1.860, e que se estabeleceu em Lambari em 1890. Foi eleito deputado por diversas legislaturas. No Governo João Pinheiro ocupou o cargo de Secretário de Finanças de Minas Gerais. Faleceu em um acidente automobilistico em Paris, em julho de 1908.
  • AFONSO DE VILHENA PAIVA
    • ​​​​​Nascido em Campanha (MG) estabeleceu-se em Águas Virtuosas em 1890 como comerciante e desenvolveu aqui intensa atividade política, ao lado de João Bráulio Júnior, seu cunhado. Elegeu-se vereador por diversas legislaturas. Exerceu interinamente o cargo de prefeito municipal.
  • SERAFIM DE VILHENA PAIVA
    • Foi proprietário de hotel (Hotel Vilhena) e advogado provisionado (rábula). Ocupou cargos públicos em Lambari e seguiu os cunhados João Bráulio Júnior e João de Almeida Lisboa em diversas campanhas políticas.

João de Almeida Lisboa e seu cunhado Afonso de Vilhena Paiva, em correspondência de natureza política-partidária - 14/02/1911 - Fonte: Internet/ albertolopesleiloeiro

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  • Fontes de consulta

As informações acima são referenciadas também nas seguintes fontes:


Revista Cultura Histórica & Patrimônio, vol. 2, nº 2, 2014

MILEO, 1970-b, pág. 27

MILEO, 1970-b, pág. 34

CARROZZO, 1988


HISTÓRIAS DAS FAMÍLIAS

Há disponíveis na internet plataformas de histórias das famílias, geralmente gratuitas, que oferecem acesso a vasta coleção de registros históricos, documentos (certidões, etc.), fotos.

Nesta pesquisa da genealogia de Celeste Krauss, consultamos as plataformas Geni, FamilySearch e Geneaminas, e delas extraímos as seguintes informações:


Trisavós de Celeste Krauss (Cadastro feito por José Carlos Lisboa Junior)

Trisavô de Celeste Krauss, casado com Maria Rita de Paiva Pereira (Cadastro feito por Tarcisio Brandão de Vilhena)

Trisavó de Celeste Krauss, casada com Serafim Antônio de Paiva Pereira (Cadastro feito por Tarcisio Brandão de Vilhena)

Bisavô de Celeste Krauss (Cadastro feito por Tarcisio Brandão de Vilhena)

Tio-bisavô de Celeste Krauss (Cadastro feito por Tarcisio Brandão de Vilhena)

Árvore genealógica de Celeste Krauss (Cadastro feito por Antônio Carlos Guimarães)

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FOTOS

Vó Maria e Pai Lavo, fotos oferecidas à sua mãe América Krauss (1933) (Colorizada por IA)


Família (Serafim de) Vilhena Paiva e (Delmira) Xavier Lisboa.

Em pé, ao fundo: no centro, Serafim e Delmira, ladeados pelas filhas Maria do Carmo (direita) e Francisca (esquerda) . À frente, as filhas Alice e Maria Rita e o filho Sebastião. De terno, sentado, Afonso de Vilhena Paiva, irmão de Serafim


Família Lisboa: João de Almeida Lisboa e Maria Rita de Vilhena Lisboa ladeados pelos filhos: (Atrás) João, Maria, José Carlos e Henriqueta, Alaíde; (na frente) Oswaldo e Pedro


João Bráulio Júnior faleceu em Paris (FR), em acidente ocorrido em julho de 1908, aos 48 anos.

Sua esposa Elisa Emília faleceu octogenária. [Foto. Recorte/fonte: site www.geni.com (Cadastro feito por Tarcisio Brandão de Vilhena)]

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LAMBARI DOS ANOS 1900

Lambari não era uma cidade comum, com rotina diária mais ou menos estática. Suas águas virtuosas atraíam, para temporadas anuais, personalidades destacadas das principais cidades do país, como até mesmo a família do presidente Getúlio Vargas. Elas traziam temas, reflexões e informações que lhe davam um certo ar metropolitano. A farmácia de João Lisboa, patriarca que exercia significativa liderança na região, era um espaço natural para o estabelecimento de relações que frequentemente se transferiram para o ambiente doméstico. [........]

GUY DE ALMEIDA. No homem, o mestre. In José Carlos Lisboa, o mestre, o homem. Ed. UFMG, 2004


A cidade de Águas Virtuosas de Lambari dos anos 1900 ligava-se desde 1894 por via férrea às três principais cidades do País — Rio de Janeiro (então Capital da República), Belo Horizonte (Capital do Estado) e São Paulo (principal cidade do País) — e esse fator, como é certo,  possibilitou a afluência de turistas, políticos e outras personalidades, dando-lhe um "um certo ar metropolitano" que a influenciou política e culturalmente.

Na verdade, desde o final do século XIX, Águas Virtuosas gozava de "destacada posição política nos meios sociais sul-mineiros" [1],  e o grupamento político formado por Garção Stockler — do qual faziam parte Américo Werneck, João de Almeida Lisboa, João Bráulio Moinhos de Vilhena Júnior — agregou considerável capital político ao longo da década de 1890 [2]

Esse grupo editava o semanário A PELEJA — uma tribuna de divulgação de ideias políticas —, o qual,

pelo valor dos colaboradores, se tornou o mais importante arauto político noticioso e literário da época, em todo o sul de Minas. Américo Werneck, Ferreira Brandão, João Brandão, João Luiz Alves, grandes figuras do jornalismo mineiro, mantiveram suas colunas na A PELEJA, o jornal dirigido por Dr. Eustáquio Garção Stockler, dando-lhe realce e concorrendo para manter a brilhante posição política e social que a povoação de Águas Virtuosas conquistara naquele final do século 19, por mercê de seus homens públicos que, mais do que simples chefes políticos de um Distrito de Paz, eram autênticos líderes em toda região sul-mineira campanhense. (O grifo não é do original.) [1] [3]

De fato, por essa época, João de Almeida Lisboa, João Bráulio Júnior, Afonso de Vilhena Paiva, Serafim de Vilhena Paiva exerceram elevados cargos públicos e/ou larga influência política.

Nesse cenário, por mais de 4 décadas, a família de João de Almeida Lisboa e a de sua esposa Maria Rita Vilhena (irmã de Serafim de Vilhena Paiva e Afonso de Vilhena Paiva, e  cunhada de João Bráulio Moinhos de Vilhena Júnior) dominaram o cenário político de Lambari. [4]

O casal Vilhena-Lisboa teve nove filhos, 

entre os quais se destacaram João Lisboa Júnior (prefeito de Lambari por 20 anos, escritor, deputado estadual, professor universitário), Henriqueta Lisboa (poeta, ensaísta e a primeira mulher eleita para a Academia Mineira de Letras), José Carlos Lisboa (professor catedrático da Universidade Federal de Minas Gerais e da Universidade Federal do Rio de Janeiro), Alaíde Lisboa de Oliveira (professora da Universidade Federal de Minas Gerais e membro da Academia Mineira de Letras) (O grifo é nosso.) [4]  [5]  [6]  [7]


Henriqueta, João Lisboa, Alaíde e José Carlos (Fonte: Acervo de Atineia Maria Lisboa)


[1] MILEO, 1970-a, págs. 119/20

[2] O agrupamento político de Águas Virtuosas. GUIMARÃES, 2021, págs. 23/24

[3] CASTILHO, 2012, p. 124

[4]  João de Almeida Lisboa. Resumo biográfico. Por Ioneide Piffano Brion de Souza  - https://cpdoc.fgv.br/

[5] (Os Lisboas) Uma família de escritores e poetas - https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=36384

[6] Dr. João Lisboa Júnior, o prefeito que por mais tempo governou Lambari - https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=57167

[7] José Carlos Lisboa, um lambariense que se tornou o maior hispanista do Brasil - https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=66192

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AS PRIMAS VILHENA-LISBOA

Nascida em 1901 na cidade de Lambari, sul de Minas Gerais, a formação intelectual de Henriqueta é marcada por uma trajetória típica das filhas de famílias mais abastadas do interior, a que se ministra educação rigorosa, ilustrada pela literatura, música e desenho.

Realiza os estudos primários na cidade natal, ocasião em que já desponta nela o gosto pela poesia, pela língua, arriscando-se a escrever os primeiros versos, seduzida pelo jogo das rimas e sílabas poéticas, em contato com poemas de Raimundo Correia e Fagundes Varela. Já o curso secundário é feito como aluna interna em colégio de freiras, o Sion, de Campanha, cidade próxima a Lambari. Aí frequenta de modo mais contínuo os clássicos portugueses e franceses, lê os poetas românticos, parnasianos e simbolistas do Brasil, de Portugal e da França, identificando-se especialmente com a poesia de Alphonsus de Guimaraens, no caso brasileiro.

Sua origem mineira marcará profundamente sua personalidade, que considera um espaço propício ao “recolhimento dos líricos”, numa clara referência ao bardo de Mariana, haverá de dedicar mais tarde um tríptico poético, com os livros Madrinha lua (1952), Montanha viva – Caraça (1959) e Belo Horizonte bem querer (1972). (Grifos deste autor.)

Lisboa, Henriqueta. Poesia: Obra completa v. 1 (p. 20). Editora Peirópolis. Edição do Kindle.


(...) vó Sinhá fez questão de dar às filhas mulheres uma educação primorosa: todas fizeram o curso normal no Colégio Sion de Campanha.

(Fonte: Edmar Lisboa Bacha. Os Lisboa: fragmentos da memória) 


A formação básica

 As irmãs Maria do Carmo Lisboa Pereira [Vilhena Krauss] e Maria Rita Lisboa Pereira [Vilhena Santoro] e suas primas Alaíde Lisboa [de Oliveira] e Henriqueta Lisboa, todas essas seguiram a "trajetória típica das filhas de famílias mais abastadas do interior, a que se ministra educação rigorosa, ilustrada pela literatura, música e desenho."

Elas estudaram no Grupo Escolar em Lambari, MG, obra do deputado João Bráulio Júnior, que deu nome àquele estabelecimento de ensino, e passaram pelo Colégio Nossa Senhora do Sion, em Campanha (MG), fundado em 15 de outubro de 1904, por religiosas de origem francesa.


Alaíde Lisboa no Colégio SION, Campanha (MG) (Fonte: tre-mg.jus.br)

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As atividades profissionais

 Todas foram professoras.

Maria do Carmo foi professora primária. Maria Rita, renomada professora de Português e diretora de colégios. Essas irmãs permaneceram em Lambari e aqui faleceram. 

Alaíde e Henriqueta se mudaram para o Rio de Janeiro (1924) e depois para Belo Horizonte (1935), onde vieram a falecer.

Ambas construíram extensa carreira literária e universitária. 

Alaíde foi pedagoga, escritora, acadêmica, política e jornalista.


  • Alaíde Lisboa de Oliveira publicou dezenas de livros, muitos deles ensinando a seus alunos como ensinar. Mas sua grande paixão eram mesmo as crianças, às quais dedicou boa parte de sua produção literária. Começando com “O Bonequinho Doce” e com “A Bonequinha Preta”, ela desenvolveu histórias que fizeram parte do imaginário da meninada por muitas e muitas décadas, histórias que são contadas até hoje em muitas escolas a partir de outros de seus livros, como a série didática “Meu Coração” e as obras “Ciranda”, “Gato que te quero gato”; “O avião de Alexandre”; “Como se fosse gente”; “Recontos das fábulas de Fedro”; “Cirandinha”; “Mimi fugiu”; “Simbad, o marujo” e “Era uma vez um abacateiro”, entre várias outras. (Fonte: tre-mg.jus.br)


Henriqueta, poeta, escritora, educadora e acadêmica.


  • Ao longo de sua trajetória, Henriqueta Lisboa consolidou-se como um dos nomes centrais da lírica brasileira do século XX, conhecida pela depuração formal, pela concisão expressiva e pela espiritualidade de sua poesia. Desenvolveu também importante produção para o público infantil, sendo marcante o livro "O Menino Poeta" (1943), amplamente reeditado.

    Além da poesia, Henriqueta produziu crítica literária, especialmente dedicada a autoras e autores latino-americanos, com destaque para estudos sobre Cecília Meireles e Gabriela Mistral. Traduziu poetas franceses, espanhóis e hispano-americanos, além de se dedicar à organização de antologias, à correspondência literária e à preservação de arquivos culturais. (Fonte: www.crroma.art.br)



https://pt.wikipedia.org/wiki/Ala%C3%ADde_Lisboa

https://pt.wikipedia.org/wiki/Henriqueta_Lisboa

Alaíde Lisboa de Oliveira - https://www.tre-mg.jus.br/institucional/memoria-eleitoral/mulheres-na-memoria 

Alaíde e Henriqueta Lisboa - https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=50951

Museu Américo Werneck (MAW) - Alaíde Lisboa de Oliveira https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=36378

Professora Maria Rita e a Redação Nota 10 - https://guimaguinhas.prosaeverso.net/visualizar.php?idt=5339102

Dona Maria Rita (Formação sentimental de Celeste Krauss) - https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=68889#DON

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Álbum de fotografias

Dos álbuns das Famílias Vilhena e Lisboa, colhemos as fotos abaixo.

Registre-se que a foto de Alaíde Lisboa, posta logo a seguir, foi um presente dado à prima Maria Rita, e encontra-se no álbum dessa, preservado pela sobrinha Delmira Maria Vilhena.


     

As primas Maria do Carmo, Maria Rita, Alaíde e Henriqueta


  

As irmãs Maria Rita e Maria do Carmo, em dois momentos


Maria Rita e a sobrinha Delmira Maria Vilhena (Tugucha), cujas fotos e memórias de muito me serviram para escrever este post


Henriqueta Lisboa e as irmãs Alaíde, Maria e Abigail

Henriqueta, Alaíde e Maria, as irmãs Lisboa, desfile no Club das Fontes, em março de 1927

Exposição Henriqueta Lisboa - Banco do Brasil - Lambari, MG - 2006

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REFERÊNCIAS


  • BUENO, Júlio. Almanaque do município de Campanha. Ed. Monitor Sul Mineiro, 1900
  • CARROZZO, João. Lambari - Outrora "Cidade de Águas Virtuosas da Campanha". Piracicaba, SP : Shekinah Editora, 3a. edição, 1985
  • CARROZZO, João. História Cronológica de Lambari. Piracicaba, SP : Shekinah Editora, 1ª. edição, 1988
  • LEFORT, Mons. José do Patrocício - Famílias campanhenses - dados genealógicos - Campanha, MG, 1995
  • MILEO, José N. Subsídios para a história de Lambari. Guaratinguetá, SP : Graficávila, 1a. edição, 1970-a
  • MILEO, José N. Ruas de Lambari. Guaratinguetá, SP : Gráfica Vila, 1ª. edição, 1970-b
  • GUIMARÃES, Antônio Carlos. A era Stockler. Edições Guimagüinhas, 2021 - https://www.recantodasletras.com.br/arquivos/7457109.pdf
  • REZENDE, Francisco de Paula de. Minhas Recordações. Belo Horizonte : Imprensa Oficial, 1987
  • VALLADÃO, Alfredo, Centenário de casamento de Manoel Ignacio Gomes Valladão e Maria Amália de Vilhena Valladão - Enlace de duas tradicionais famílias mineiras. In Outros trabalhos históricos - Rio de Janeiro, RJ, 3a. edição, Freitas Bastos, 1973
  • VEIGA, Bernardo Saturnino da. O Almanach Sul-Mineiro para 1874-1884 - Monitor Sul Mineiro. Campanha, MG, 1874. Disponívem aqui: http://memoria.bn.br/DOCREADER/docreader.aspx?BIB=213462 
  • MEMÓRIAS POLÍTICAS DE AGUINHAS - Dr. João Bráulio Moinhos de Vilhena Júnior: médico, político e benfeitor de Lambari - https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=64254
  • MEMÓRIAS POLÍTICAS DE AGUINHAS - João de Almeida Lisboa - https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=52990
  • CASTILHO, Fábio Francisco de Almeida. A Construção da Estância Balneária de Águas Virtuosas.In Como Esaú e Jacó: as oligarquias sulmineiras no final do Império e Primeira República. Tese (Doutorado em História). Universidade Estadual Paulista, 2012, págs.129/130 - Disponível aqui: https://www.franca.unesp.br/Home/Pos-graduacao/FABIO.pdf 
  • Isto é Campanha. Blog do Tarcício Vilhena - https://istoecampanha.blogspot.com/ [Resultado pesquisa "Vilhena"] [Visitado em 30/04/2026]
  • Isto é Campanha. Blog do Tarcício Vilhena - https://istoecampanha.blogspot.com/ [Resultado pesquisa "Serafim de Vilhena Paiva"] [Visitado em 30/04/2026]
  • Genealogia dos Lemes. Blog Ana Paula Lemes - https://genealogiadoslemes.wordpress.com/ [Família Vilhena vem dos Bueno também!] [Visitado em 30/04/2026]
  • América Krauss (dados biográficos) - https://www.portalondasul.com.br/cultura-e-memoria-camara-de-alpinopolis-e-afesmil-realizarao-homenagem-a-narradora-america-krauss-e-ao-seu-trineto-o-escritor-dimas-ferreira-lopes/ [Visitado em 30/04/2026]
  • CELESTE KRAUSS - LAÇO FAMILIAR PATERNO (1) — CABRAL KRAUSS [Pai Lavo] e LISBOA PEREIRA (VILHENA) [Vó Maria] - https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=69423
  • Entrevistas:
  • Tugucha (Delmira Maria Vilhena - Filha de Sebastião de Vilhena Paiva e neta de Serafim de Vilhena Paiva/Delmira Xavier Lisboa Pereira)
  • Atineia (Atineia Maria Lisboa - Filha de Pedro Lisboa e neta de João de Almeida Lisboa/Maria Rita de Vilhena Lisboa)
  • Cidinha Vilhena (Maria Aparecida Lamounier de Vilhena - Neta de João Bráulio Júnior, filha de João do Espírito Santo Vilhena, viúva de Antônio Augusto Vilela de Vilhena [Toínho], nora de Sebastião de Vilhena Paiva) [*] Com a colaboração de seu filho João do E. S. Vilhena.

Este autor, na companhia de Cidinha Vilhena e filhos (Julho/2026. Fonte: João E.S. Vilhena)

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Publicado por Guimaguinhas
em 05/04/2026 às 05h31
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