Ilustração: Figura estilizada de foto de cadernetas de anotações de minha mulher CELESTE KRAUSS (feita por IA/CoPilot)
Iniciamos hoje a série Memórias de Celeste Krauss, com a qual pretendemos resgatar anotações dessa autora, como planos, memórias familiares, histórias e brincadeiras dos netos, que ela deixou registrados em diversos cadernos/cadernetas e dispositivos de informações digitais.
Entre essas notas, estão esboços/rascunhos de causos familiares e histórias inventadas/recriadas que Celeste contava aos netos, que vamos editar com carinho, mais à frente.
Neste post número 1 da série vamos falar sobre as Cadernetas de anotações de CELESTE KRAUSS.
Vamos lá!
CELESTE KRAUSS trabalhou desde menina — ajudando nos trabalhos da casa, auxiliando nas costuras da mãe, faxinando casas de parentes e de gente conhecida — e assim se viu sempre ocupada com muitas tarefas/atividades/compromissos e pouco tempo teve para desenvolver suas escrituras [*].
[*] A palavra escritura aqui é tomada no sentido amplo de ato/estilo de escrever e se expressar literariamente.
Criou quatro meninos (mais uma filha adotiva), trabalhou com contabilidade, gerenciou empresas, fez curso técnico, faculdade e pós-graduação a noite, assumiu funções em cargos públicos, viajou intensamente a serviço, deu atenção aos seus e aos meus familiares, foi ouvido ponderado para colegas e amigos, participou de atividades assistenciais em casas espíritas — e adorava cuidar dos filhos, cozinhar e organizar festas para a família, viajar, ler/contar/encenar histórias e divertir os netos.
Tinha assim compromissos de toda ordem — filhos, netos, família, assuntos domésticos, estudo, trabalho, voluntariado...
Com tantas atividades, Celeste ia anotando de tudo em suas cadernetas: — receitas, telefones, ideias, recados, horários de consultas, lembretes de aniversários, compromissos, planos, esboços de memórias familiares, histórias e brincadeiras dos netos...
Pode parecer um sistema caótico, mas sabemos que pessoas inteligentes criam seus próprios métodos de organização pessoal e funcional.
E Celeste Krauss era assim!
Desse modo, para escrever essas Memórias de Celeste Krauss fui revendo anotações (algumas datilografadas), áudios, mensagens eletrônicas, ordenando datas, organizando logicamente suas ideias, rememorando nossas conversas, desenvolvendo seu pensamento.
AMOSTRAS DAS CADERNETAS E NOTAS

Cadernos e cadernetas às dúzias...






Anotações de ideias, planos e brincadeiras dos netos...



Carinho das amigas e atividades do voluntariado espírita

Recortes de personagens inspiradores
Versão datilogafada do conto infantojuvenil O galo e a coruja cupinzeira (que foi editado em 2013)
Ilustração: Linha do tempo ilustrada do site GUIMAGÜINHAS montada com recursos da IA/CoPilot/Microsoft
A figura Linha do tempo ilustrada do site GUIMAGÜINHAS, adotada como capa deste site, e assim também da página deste autor no Facebook, foi montada com recursos da IA/CoPilot/Microsoft.
Confira a seguir como procedemos.
A IA/CoPilot/Microsoft utilizada por este autor faz parte de uma assinatura do pacote Microsoft, e funciona como uma extensão do navegador Edge.
Pois bem, selecionamos alguns itens/seções do site GUIMAGÜINHAS e comandamos a feitura de uma linha do tempo.
Com base na seleção que propusemos, a IA nos devolveu o resumo abaixo, com o qual montou a linha do tempo mostrada no tópico seguinte.

Eis a figura Linha do tempo ilustrada do site GUIMAGÜINHAS
x
Ilustração: Figura ilustrada da linha do tempo do Projecto de lei para criação da Província do Rio Sapucahy, de 1889, de J. Floriano de Godoy, elaborado pela IA/CoPilot
O projeto de criação da Província do Rio Sapucahy, apresentado ao Senado do Império em 1887, foi uma tentativa de reorganização territorial no Sul de Minas Gerais durante o final do Segundo Reinado, feita pelo Senador Joaquim Floriano de Godoy.
A ideia central era desmembrar partes das províncias de Minas Gerais e São Paulo para criar uma nova unidade administrativa, facilitando a gestão de uma região que já demonstrava grande pujança econômica, mas se sentia negligenciada pelas capitais (Ouro Preto e São Paulo).
Abaixo comentamos aspectos principais da projeto e do livro que o Senador Godoy escreveu para justificar sua proposta, que, como sabemos, acabou rejeitada.
Embora a província nunca tenha saído do papel, o movimento ajudou a consolidar a identidade política do Sul de Minas, que passaria a ser uma força determinante na política nacional durante a República Velha (a famosa "Política do Café com Leite").
Vamos lá!
DADOS BIOGRÁFICOS DO SENADOR JOAQUIM FLORIANO DE GODOY
Joaquim Floriano de Godói (São Paulo, 4 de janeiro de 1826 — 20 de novembro de 1907) foi um médico e político brasileiro.
Formou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, foi deputado geral de 1869 a 1872 e presidente da província de Minas Gerais, de 1872 a 1873.
Foi também senador do Império do Brasil entre 1873 e 1889, e tornou-se sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.
ASPECTOS PRINCIPAIS DA PROPOSTA
O projeto foi apresentado pelo Senador Joaquim Floriano de Godoy. A ideia central era desmembrar partes das províncias de Minas Gerais e São Paulo para criar uma nova unidade administrativa, facilitando a gestão de uma região que já demonstrava grande pujança econômica, mas se sentia negligenciada pelas capitais (Ouro Preto e São Paulo).
A nova província abrangeria a próspera região cafeeira e hidromineral do Sul de Minas e partes do Vale do Paraíba paulista.
• Capital proposta: A cidade de Taubaté foi designada para ser a sede administrativa da nova província.
• Abrangência: Incluiria cidades importantes como Itajubá, Baependi, Cristina, Campanha e áreas limítrofes com o estado de São Paulo.

O Senador Godoy fundamentou a proposta em três pilares principais:
• Distância Administrativa: A dificuldade de comunicação e transporte entre o Sul de Minas e a capital Ouro Preto. Para muitos habitantes da região, era mais fácil ir ao Rio de Janeiro ou a São Paulo do que à própria capital provincial.
• Homogeneidade Econômica: A região do Rio Sapucaí possuía uma identidade econômica própria, baseada na cafeicultura e no comércio, que se diferenciava da região mineradora central de Minas.
• Eficiência Fiscal: A arrecadação de impostos seria revertida diretamente para o desenvolvimento local, especialmente em infraestrutura ferroviária.
Apesar do entusiasmo das elites locais sul-mineiras, o projeto enfrentou forte oposição:
• Resistência Política: O governo da Província de Minas Gerais não aceitava perder uma de suas regiões mais ricas e populosas.
• O Advento da República: A tramitação do projeto foi atropelada pelos eventos políticos que levaram à Proclamação da República em 1889. Com a nova Constituição de 1891, o foco mudou para a autonomia dos estados, e a ideia de retalhamento territorial perdeu força em prol da consolidação do estado de Minas Gerais (que viria a mudar sua capital para Belo Horizonte logo depois).

O autor, senador do Império entre 1873 e 1889, apresentou ao Senado, no dia 5 de outubro de 1887, projeto propondo a criação da Província do Rio Sapucaí, que englobaria, para seu território, o Sul de Minas e o Norte de São Paulo.
Joaquim Godoy foi alvo de violentos ataques da mídia da época e também do governo paulista.
Para justificar o projeto, e defender-se das críticas, publicou a presente obra, acompanhada de documentos estatísticos.
Eis o que o autor diz no prefácio do livro:



Ilustração: Pátio do Grupo João Bráulio - anos 1950. Fonte original: Museu Américo Werneck (imagem colorizada por IA)
No meu livro de memórias — MENINO-SERELEPE — anotei algumas histórias do tempo de vida escolar no Grupo João Bráulio, vividas nos anos 1960.
Foram ocorrências que, tantos anos depois, continuavam — e continuam — muito vivas em meu espírito.
E uma das passagens mais tristes daquele tempo — e, que acabou tendo um final feliz — é a que narro no Capítulo XX, intitulada No gabinete da diretora.
E talvez por essa razão eu a tenha narrado com tantos detalhes e emoção.
Ah, deve ter sido também por esse episódio que vim a gostar tanto de livros e bibliotecas...
Vamos lá!
Os três primeiros anos do estudo primário que fiz no João Bráulio se deram com a professora Marcela Krauss, a quem dediquei bons trechos do livro MENINO-SERELEPE, como estes:
Marcela Krauss
Quando relembro esses anos de grupo escolar com alguns colegas daquele tempo — como Rubens Nélson Miranda e Aluísio Machado — sinto neles o mesmo carinho que sempre dediquei a essa mestra inesquecível!
Pois bem, nos meses finais do terceiro ano escolar, Dona Marcela se casou e mudou-se de Lambari, deixando a turma inteira numa profunda tristeza, em vista da perda da inesquecível mestra que ela fora naqueles felizes anos da década de 1960.
Foi então que veio uma professora substituta, pra completar o restante do ano letivo!
E eu — que era um menino arteiro, mas respeitador — acabei tendo um entrevero com essa professora, e, assustado, saí correndo da sala de aula, pulei o muro dos fundos e fui à farmácia contar ao meu pai o ocorrido...
Pois bem, no outro dia fui parar no gabinete da diretora...
Vamos lá, recordar isso!




Este trecho da narrativa No Grupo João Bráulio faz parte do livro Menino-Serelepe - Um antigo menino levado contando vantagem, uma ficção baseada em fatos da vida do autor, numa cidadezinha do interior de Minas Gerais, nos anos 1960.
O livro é de autoria de Antônio Lobo Guimarães, pseudônimo com que Antônio Carlos Guimarães (Guima, de Aguinhas) assina a série MEMÓRIAS DE AGUINHAS. Veja aqui: https://guimaguinhas.prosaeverso.net/livros.php#2735
Ilustração: Ligações genealógicas das famílias lambarienses VILHENA-LISBOA-PEREIRA. Figura ilustrativa incompleta, elaborada apenas para a finalidade do presente texto. (Imagem feita por IA/ChatGPT)
No primeiro post desta série CELESTE KRAUSS - LAÇO FAMILIAR PATERNO (1) — CABRAL KRAUSS [Pai Lavo] e LISBOA PEREIRA (VILHENA) [Vó Maria], comentamos o laço familiar paterno de CELESTE KRAUSS, ou seja: KRAUSS & VILHENA.
| Acesse a 1a. parte desta série (aqui) |
(*) O nome do casal é tradicionalmente grafado assim:
Francisco Alfredo Cabral Krauss e América Perciliana Cabral Krauss

Nota importante: https://guimaguinhas.prosaeverso.net/

Neste segundo post da série, vamos pesquisar brevemente a genealogia de Olavo Cabral Krauss (Pai Lavo) e de Maria do Carmo Lisboa Pereira (Vilhena) Krauss (Vó Maria).
Em post futuro, falaremos de seu laço familiar materno [SALLES/BISPO].
Vamos lá!
PEQUENA ÁRVORE GENEALÓGICA DE CELESTE KRAUSS
CELESTE KRAUSS nasceu Celeste Emília Salles Krauss; depois do casamento, passou a assinar Celeste Emília Krauss Guimarães.
Adotou o nome literário de CELESTE KRAUSS.
Ela era filha de CÉLIO PEREIRA KRAUSS e TERESA SALLES KRAUSS.
Seus avós paternos eram: OLAVO CABRAL KRAUSS e MARIA DO CARMO LISBOA PEREIRA (VILHENA) KRAUSS.
Os maternos: JOAQUIM SALLES e EMÍLIA BISPO SALLES.
No breve estudo abaixo, vamos explorar as origens CABRAL/KRAUSS & PEREIRA/VILHENA.




Aqui: https://rl.art.br/arquivos/8489780.pdf?1763588271

Fonte: FamilySearch

OLAVO CABRAL KRAUSS era filho de Francisco Alfredo Cabral Krauss e de América Perciliana Cabral Krauss.
América casou-se com Alfredo Krauss, de Diamantina, passando a assinar América Krauss, como ficou conhecida.
Segundo o historiador e escritor Sargento Juliano, América Krauss foi uma das mais importantes narradoras e difusoras das tradições orais do Sul de Minas Gerais. Nascida em 1865, na cidade de São Gonçalo do Sapucaí, destacou-se ao longo de sua trajetória como dentista, maestrina, declamadora e, sobretudo, como guardiã das histórias populares da região. Dotada de extraordinária memória e sensibilidade cultural, reuniu ao longo da vida diversas narrativas, lendas e cantos transmitidos pelas antigas gerações, contribuindo para preservar um valioso patrimônio da chamada tradição das “oraturas sul-mineiras”.
Ainda segundo o historiador, sua influência cultural expandiu-se por toda a região por meio de sua própria família.
América Krauss teve 8 filhos, que se estabeleceram em diferentes cidades do Sul de Minas, levando consigo os costumes, as histórias e o espírito cultural herdado de sua mãe, o que contribuiu para difundir e perpetuar esse legado em várias comunidades.
(Transcrito do https://www.portalondasul.com.br/)

MARIA DO CARMO LISBOA PEREIRA (VILHENA) KRAUSS era filha de Serafim de Vilhena (Antônio de) Paiva (Pereira) e Delmira Lisboa Pereira.
Serafim de Vilhena Paiva era filho de

Esse casal — o português Serafim Antônio e (Maria) Rita de Vilhena — foram pais dos seguintes:
1. Serafim de Vilhena Paiva (Júnior)
2. Maria Rita de Vilhena Lisboa (tratada por Sinhá)
3. Elisa Emília Paiva de Vilhena
Delmira era da família Lisboa Pereira, com origens em Campanha (MG).
Seus pais eram José Vicente Xavier Lisboa e Francisca de Paula Rezende Lisboa.
O casamento de Serafim e Delmira se deu em 22 de maio de 1890.

Na povoação de Águas Virtuosas, na última década dos anos 1800, encontraram-se tanto na vida familiar, quanto política, as seguintes pessoas referidas acima:
JOÃO DE ALMEIDA LISBOA e JOÃO BRÁULIO MOINHOS DE VILHENA JÚNIOR se casaram, respectivamente com duas irmãs: MARIA RITA DE VILHENA (Lisboa) e ELISA EMÍLIA PAIVA (Vilhena).
Essas duas — MARIA RITA e ELISA EMÍLIA — a seu turno — eram irmãs de Serafim de Vilhena Paiva e Afonso de Vilhena Paiva (também irmãos, claro).
E, como visto, todos esses últimos citados acima — MARIA RITA, ELISA EMÍLIA, AFONSO e SERAFIM — eram filhos de Serafim Antônio de Paiva Pereira e Maria Rita de Paiva Pereira (conhecida por Sinhá Grande).

Natural de Campanha, minha avó Sinhá casou-se com meu avô Lisboa em Lambari, com apenas 14 anos e meio de idade. (Ele tinha 23). Passou os próximos 21 anos dando seus 14 filhos à luz e o resto da vida zelando por meu avô e pelos nove filhos que sobreviveram. Psicóloga inata e com ideias avançadas para a época, vó Sinhá fez questão de dar às filhas mulheres uma educação primorosa: todas fizeram o curso normal no Colégio Sion de Campanha. (Fonte: Edmar Lisboa Bacha. Os Lisboa: fragmentos da memória)

AS FAMÍLIAS LISBOA, VILHENA, PEREIRA
JOÃO DE ALMEIDA LISBOA JÚNIOR [Macaé, RJ – 04/10/1870, filho de JOÃO DE ALMEIDA LISBOA e HENRIQUETA DE PAIVA LISBOA] e MARIA RITA DE VILHENA PEREIRA (FILHA) [Campanha, MG – 09/07/1879, filha de SERAFIM ANTÔNIO DE PAIVA PEREIRA e MARIA RITA DE VILHENA PEREIRA] se casaram em 27 de dezembro de 1893 e tiveram 14 filhos, dos quais nove sobreviveram para a idade adulta:
O casal viveu em Lambari até 1924, quando JOÃO DE ALMEIDA LISBOA JR. se elegeu Deputado Federal e parte da família se mudou para o Rio de Janeiro, deixando aqui inúmeros familiares, entre tios, irmãos e primos.
Alguns de seus filhos – como João, Oswaldo e Maria – permaneceram em Lambari.
JOÃO, médico, foi prefeito da cidade de 1935/1945 e de 1951/54.
OSWALDO, farmacêutico, estabeleceu-se com a FARMÁCIA DA EMPRESA, que fora de seu pai.
MARIA, casou-se que com FELÍCIO BACHA e foi diretora do Grupo Escolar João Bráulio Jr.
Além disso, os demais membros da família LISBOA sempre visitavam Lambari nas férias e datas festivas.

Familiares de João de Almeida Lisboa/Maria Rita Vilhena - Bodas de Ouro - Lambari, 1943
JOSÉ MANOEL DE ALMEIDA LISBOA, irmão de JOÃO DE ALMEIDA LISBOA JR., foi casado com ANA (DONANA) DE VILHENA LISBOA, a qual, por sua vez, era irmã de MARIA RITA DE VILHENA PEREIRA (FILHA) – esposa de JOÃO DE ALMEIDA LISBOA JR.
Um caso de dois irmãos – João e José Manoel – casados com duas irmãs – Maria Rita e Ana.
De outra parte – ELISA EMÍLIA e SERAFIM DE VILHENA – irmãos de MARIA RITA – foram casados, respectivamente, com JOÃO BRÁULIO MOINHOS DE VILHENA JÚNIOR e DELMIRA LISBOA PEREIRA.
E todas essas famílias citadas acima moravam em Águas Virtuosas de Lambari.
Ou seja, além da família de JOÃO DE ALMEIDA/MARIA RITA, por aqui viviam, nas primeiras décadas dos anos 1900, os seguintes:
E muitos descendentes desses últimos continuam vivendo em Lambari...
Daí podemos extrair os seguintes quadros genealógicos:

Quadros elaborados por IA/ChatGPT

Ligados por laços de família, vão atuar na política lambariense:

João de Almeida Lisboa e seu cunhado Afonso de Vilhena Paiva, em correspondência de natureza política-partidária - 14/02/1911 - Fonte: Internet/ albertolopesleiloeiro
As informações acima são referenciadas também nas seguintes fontes:


Revista Cultura Histórica & Patrimônio, vol. 2, nº 2, 2014

MILEO, 1970-b, pág. 27

MILEO, 1970-b, pág. 34

CARROZZO, 1988
Há disponíveis na internet plataformas de histórias das famílias, geralmente gratuitas, que oferecem acesso a vasta coleção de registros históricos, documentos (certidões, etc.), fotos.
Nesta pesquisa da genealogia de Celeste Krauss, consultamos as plataformas Geni, FamilySearch e Geneaminas, e delas extraímos as seguintes informações:

Trisavós de Celeste Krauss (Cadastro feito por José Carlos Lisboa Junior)

Trisavô de Celeste Krauss, casado com Maria Rita de Paiva Pereira (Cadastro feito por Tarcisio Brandão de Vilhena)

Trisavó de Celeste Krauss, casada com Serafim Antônio de Paiva Pereira (Cadastro feito por Tarcisio Brandão de Vilhena)

Bisavô de Celeste Krauss (Cadastro feito por Tarcisio Brandão de Vilhena)

Tio-bisavô de Celeste Krauss (Cadastro feito por Tarcisio Brandão de Vilhena)

Árvore genealógica de Celeste Krauss (Cadastro feito por Antônio Carlos Guimarães)

Vó Maria e Pai Lavo, fotos oferecidas à sua mãe América Krauss (1933) (Colorizada por IA)

Família (Serafim de) Vilhena Paiva e (Delmira) Xavier Lisboa.
Em pé, ao fundo: no centro, Serafim e Delmira, ladeados pelas filhas Maria do Carmo (direita) e Francisca (esquerda) . À frente, as filhas Alice e Maria Rita e o filho Sebastião. De terno, sentado, Afonso de Vilhena Paiva, irmão de Serafim

Família Lisboa: João de Almeida Lisboa e Maria Rita de Vilhena Lisboa ladeados pelos filhos: (Atrás) João, Maria, José Carlos e Henriqueta, Alaíde; (na frente) Oswaldo e Pedro

João Bráulio Júnior faleceu em Paris (FR), em acidente ocorrido em julho de 1908, aos 48 anos.
Sua esposa Elisa Emília faleceu octogenária. [Foto. Recorte/fonte: site www.geni.com (Cadastro feito por Tarcisio Brandão de Vilhena)]
Lambari não era uma cidade comum, com rotina diária mais ou menos estática. Suas águas virtuosas atraíam, para temporadas anuais, personalidades destacadas das principais cidades do país, como até mesmo a família do presidente Getúlio Vargas. Elas traziam temas, reflexões e informações que lhe davam um certo ar metropolitano. A farmácia de João Lisboa, patriarca que exercia significativa liderança na região, era um espaço natural para o estabelecimento de relações que frequentemente se transferiram para o ambiente doméstico. [........]
GUY DE ALMEIDA. No homem, o mestre. In José Carlos Lisboa, o mestre, o homem. Ed. UFMG, 2004
A cidade de Águas Virtuosas de Lambari dos anos 1900 ligava-se desde 1894 por via férrea às três principais cidades do País — Rio de Janeiro (então Capital da República), Belo Horizonte (Capital do Estado) e São Paulo (principal cidade do País) — e esse fator, como é certo, possibilitou a afluência de turistas, políticos e outras personalidades, dando-lhe um "um certo ar metropolitano" que a influenciou política e culturalmente.
Na verdade, desde o final do século XIX, Águas Virtuosas gozava de "destacada posição política nos meios sociais sul-mineiros" [1], e o grupamento político formado por Garção Stockler — do qual faziam parte Américo Werneck, João de Almeida Lisboa, João Bráulio Moinhos de Vilhena Júnior — agregou considerável capital político ao longo da década de 1890 [2]
Esse grupo editava o semanário A PELEJA — uma tribuna de divulgação de ideias políticas —, o qual,
pelo valor dos colaboradores, se tornou o mais importante arauto político noticioso e literário da época, em todo o sul de Minas. Américo Werneck, Ferreira Brandão, João Brandão, João Luiz Alves, grandes figuras do jornalismo mineiro, mantiveram suas colunas na A PELEJA, o jornal dirigido por Dr. Eustáquio Garção Stockler, dando-lhe realce e concorrendo para manter a brilhante posição política e social que a povoação de Águas Virtuosas conquistara naquele final do século 19, por mercê de seus homens públicos que, mais do que simples chefes políticos de um Distrito de Paz, eram autênticos líderes em toda região sul-mineira campanhense. (O grifo não é do original.) [1] [3]
De fato, por essa época, João de Almeida Lisboa, João Bráulio Júnior, Afonso de Vilhena Paiva, Serafim de Vilhena Paiva exerceram elevados cargos públicos e/ou larga influência política.
Nesse cenário, por mais de 4 décadas, a família de João de Almeida Lisboa e a de sua esposa Maria Rita Vilhena (irmã de Serafim de Vilhena Paiva e Afonso de Vilhena Paiva, e cunhada de João Bráulio Moinhos de Vilhena Júnior) dominaram o cenário político de Lambari. [4]
O casal Vilhena-Lisboa teve nove filhos,
entre os quais se destacaram João Lisboa Júnior (prefeito de Lambari por 20 anos, escritor, deputado estadual, professor universitário), Henriqueta Lisboa (poeta, ensaísta e a primeira mulher eleita para a Academia Mineira de Letras), José Carlos Lisboa (professor catedrático da Universidade Federal de Minas Gerais e da Universidade Federal do Rio de Janeiro), Alaíde Lisboa de Oliveira (professora da Universidade Federal de Minas Gerais e membro da Academia Mineira de Letras) (O grifo é nosso.) [4] [5] [6] [7]

Henriqueta, João Lisboa, Alaíde e José Carlos (Fonte: Acervo de Atineia Maria Lisboa)
[1] MILEO, 1970-a, págs. 119/20
[2] O agrupamento político de Águas Virtuosas. GUIMARÃES, 2021, págs. 23/24
[3] CASTILHO, 2012, p. 124
[4] João de Almeida Lisboa. Resumo biográfico. Por Ioneide Piffano Brion de Souza - https://cpdoc.fgv.br/
[5] (Os Lisboas) Uma família de escritores e poetas - https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=36384
[6] Dr. João Lisboa Júnior, o prefeito que por mais tempo governou Lambari - https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=57167
[7] José Carlos Lisboa, um lambariense que se tornou o maior hispanista do Brasil - https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=66192
Nascida em 1901 na cidade de Lambari, sul de Minas Gerais, a formação intelectual de Henriqueta é marcada por uma trajetória típica das filhas de famílias mais abastadas do interior, a que se ministra educação rigorosa, ilustrada pela literatura, música e desenho.
Realiza os estudos primários na cidade natal, ocasião em que já desponta nela o gosto pela poesia, pela língua, arriscando-se a escrever os primeiros versos, seduzida pelo jogo das rimas e sílabas poéticas, em contato com poemas de Raimundo Correia e Fagundes Varela. Já o curso secundário é feito como aluna interna em colégio de freiras, o Sion, de Campanha, cidade próxima a Lambari. Aí frequenta de modo mais contínuo os clássicos portugueses e franceses, lê os poetas românticos, parnasianos e simbolistas do Brasil, de Portugal e da França, identificando-se especialmente com a poesia de Alphonsus de Guimaraens, no caso brasileiro.
Sua origem mineira marcará profundamente sua personalidade, que considera um espaço propício ao “recolhimento dos líricos”, numa clara referência ao bardo de Mariana, haverá de dedicar mais tarde um tríptico poético, com os livros Madrinha lua (1952), Montanha viva – Caraça (1959) e Belo Horizonte bem querer (1972). (Grifos deste autor.)
Lisboa, Henriqueta. Poesia: Obra completa v. 1 (p. 20). Editora Peirópolis. Edição do Kindle.
(...) vó Sinhá fez questão de dar às filhas mulheres uma educação primorosa: todas fizeram o curso normal no Colégio Sion de Campanha.
(Fonte: Edmar Lisboa Bacha. Os Lisboa: fragmentos da memória)
As irmãs Maria do Carmo Lisboa Pereira [Vilhena Krauss] e Maria Rita Lisboa Pereira [Vilhena Santoro] e suas primas Alaíde Lisboa [de Oliveira] e Henriqueta Lisboa, todas essas seguiram a "trajetória típica das filhas de famílias mais abastadas do interior, a que se ministra educação rigorosa, ilustrada pela literatura, música e desenho."
Elas estudaram no Grupo Escolar em Lambari, MG, obra do deputado João Bráulio Júnior, que deu nome àquele estabelecimento de ensino, e passaram pelo Colégio Nossa Senhora do Sion, em Campanha (MG), fundado em 15 de outubro de 1904, por religiosas de origem francesa.

Alaíde Lisboa no Colégio SION, Campanha (MG) (Fonte: tre-mg.jus.br)
Todas foram professoras.
Maria do Carmo foi professora primária. Maria Rita, renomada professora de Português e diretora de colégios. Essas irmãs permaneceram em Lambari e aqui faleceram.
Alaíde e Henriqueta se mudaram para o Rio de Janeiro (1924) e depois para Belo Horizonte (1935), onde vieram a falecer.
Ambas construíram extensa carreira literária e universitária.
Alaíde foi pedagoga, escritora, acadêmica, política e jornalista.

Henriqueta, poeta, escritora, educadora e acadêmica.
Ao longo de sua trajetória, Henriqueta Lisboa consolidou-se como um dos nomes centrais da lírica brasileira do século XX, conhecida pela depuração formal, pela concisão expressiva e pela espiritualidade de sua poesia. Desenvolveu também importante produção para o público infantil, sendo marcante o livro "O Menino Poeta" (1943), amplamente reeditado.
Além da poesia, Henriqueta produziu crítica literária, especialmente dedicada a autoras e autores latino-americanos, com destaque para estudos sobre Cecília Meireles e Gabriela Mistral. Traduziu poetas franceses, espanhóis e hispano-americanos, além de se dedicar à organização de antologias, à correspondência literária e à preservação de arquivos culturais. (Fonte: www.crroma.art.br)

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ala%C3%ADde_Lisboa
https://pt.wikipedia.org/wiki/Henriqueta_Lisboa
Alaíde Lisboa de Oliveira - https://www.tre-mg.jus.br/institucional/memoria-eleitoral/mulheres-na-memoria
Alaíde e Henriqueta Lisboa - https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=50951
Museu Américo Werneck (MAW) - Alaíde Lisboa de Oliveira https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=36378
Professora Maria Rita e a Redação Nota 10 - https://guimaguinhas.prosaeverso.net/visualizar.php?idt=5339102
Dona Maria Rita (Formação sentimental de Celeste Krauss) - https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=68889#DON
Dos álbuns das Famílias Vilhena e Lisboa, colhemos as fotos abaixo.
Registre-se que a foto de Alaíde Lisboa, posta logo a seguir, foi um presente dado à prima Maria Rita, e encontra-se no álbum dessa, preservado pela sobrinha Delmira Maria Vilhena.

As primas Maria do Carmo, Maria Rita, Alaíde e Henriqueta
As irmãs Maria Rita e Maria do Carmo, em dois momentos


Maria Rita e a sobrinha Delmira Maria Vilhena (Tugucha), cujas fotos e memórias de muito me serviram para escrever este post

Henriqueta Lisboa e as irmãs Alaíde, Maria e Abigail

Henriqueta, Alaíde e Maria, as irmãs Lisboa, desfile no Club das Fontes, em março de 1927

Exposição Henriqueta Lisboa - Banco do Brasil - Lambari, MG - 2006

Este autor, na companhia de Cidinha Vilhena e filhos (Julho/2026. Fonte: João E.S. Vilhena)