Ilustração: Olavo Cabral Krauss (Pai Lavo) e Maria do Carmo Lisboa Pereira (Vilhena) Krauss (Vó Maria), na varanda do Casarão da Rua dos Italianos
Neste post, comentamos o laço familiar paterno de CELESTE KRAUSS, qual seja: [CABRAL KRAUSS/PEREIRA (VILHENA].
Em post futuro, falaremos de seu laço familiar materno [SALLES/BISPO].
Pois bem, CELESTE KRAUSS nasceu Celeste Emília Salles Krauss; depois do casamento, passou a assinar Celeste Emília Krauss Guimarães.
Adotou o nome literário de CELESTE KRAUSS.
Ela era filha de CÉLIO PEREIRA KRAUSS e TERESA SALLES KRAUSS.
Seus avós paternos eram: OLAVO CABRAL KRAUSS e MARIA DO CARMO LISBOA PEREIRA (VILHENA) KRAUSS.
Os maternos: JOAQUIM SALLES e EMÍLIA BISPO SALLES.
| Acesse a 2a. parte desta série (aqui) |
Nota importante: https://guimaguinhas.prosaeverso.net/





Aqui: https://rl.art.br/arquivos/8489780.pdf?1763588271
Esta é a ascendência de Olavo Cabral Krauss, conhecido por Pai Lavo:

(*) O nome do casal é tradicionalmente grafado assim:
Francisco Alfredo Cabral Krauss e América Perciliana Cabral Krauss
Algumas fotos contam um pouco da história da família.
Confira:

Família Krauss/Vilhena. Da esquerda para direita. Frente: José Vargas, Célio, Maria do Carmo, Cordélia, Serafim (Finzinho), Maria Rita, Marluce, Aloísio e Fabiano. Atrás: Fernando, Mimita, Wilson, Pai Lavo, Sebastião Vilhena, Mário Santoro, Waldomira, Serafim, Pedro e Raul.


Pai Lavo e Vó Maria no casarão da rua dos Italianos


Pai Lavo e Vó Maria em dia de casamento na Igreja Matriz

Pai Lavo no ofício


Pai Lavo, Vó Maria e primeiros filhos: Pedro, Wílson, José Vargas, Fernando, Raul e Mimita


Ao centro, Pai Lavo e vó Maria do Carmo. Da esquerda para direita. No fundo: Zezinho e Mimita (Delmira); Zé Lorenzo, Waldomira, Fernando, Pedro, Wilson. À frente: Arlete, Cordélia, Serafim, (menino), Raul e Fabiano

Da esquerda para direita, do fundo para frente da foto: 1a. fila fundos: Reinaldo, Noeme e Tóia [Antônio] = 2a. fila fundos: Clemente, José, Delmira, Márcia, José Vargas, Fernando, Fabiano, Maria de Andrade, Ângela, Wilson, Pedro, Serafim === 3a. fila fundos: (criança) Fernando, Valéria, Ampire, Maria do Carmo [Camita], Bebel , Fátima, (criança), Benites, Aparecida, Arlete, Waldomira, (criança), Pedrinho === 4a. fila frente: (criança), Mônica (moça), Vó Maria, Pai Lavo, (criança), (criança), (criança)=== 5a. fila frente: Lorenzo, Magali (criança), (criança), Maria Rita, Fabíola e Ana Paula


Pai Lavo, vó Maria, filhos, noras, netos e sobrinhos em Aparecida


Olavo Cabral Krauss, dona Maria do Carmo Krauss e Marluce Krauss, na inauguração da escola rural que levou seu nome

Em 2025/26, comemorou-se as Efemérides de 160 Anos de Nascimento e 70 Anos de Falecimento de AMÉRICA KRAUSS, mediante a realização de oito homenagens compondo um conjunto de 160 ações, organizadas pela Afesmil, Ecossistema e Territórios Literários sul-mineiros.
Tratou-se de uma série de homenagens em câmaras municipais de cidades sul-mineiras, onde viveram os filhos de AMÉRICA KRAUSS e reside boa parte de seus descendentes.


Por Sílvia Helena Reis - aqui: https://www.facebook.com/silviahelena.reis.9/videos/227721720156632

Vó Maria e Pai Lavo, fotos oferecidas à sua mãe América Krauss (1933)
Promovida pela Academia Feminina Sul-Mineira de Letras, a AFESMIL - Academia Feminina Sul-Mineira de Letras, ocorreu dia 16 de dezembro de 2005, na CÂMARA MUNICIPAL DE LAMBARI, Homenagem e a Moção de Aplausos (Post Mortem) a CELESTE KRAUSS, bisneta da Narradora AMÉRICA KRAUSS, Patrona da Cadeira 8 daquela casa literária.

Veja: CELESTE KRAUSS - HOMENAGEM CÂMARA MUNICIPAL DE LAMBARI - Poemas pra Celeste, por Silvana Viola
Aqui: https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=69024
Esta é a ascendência de Maria do Carmo Lisboa Pereira, conhecida por Vó Maria:

Serafim de Vilhena Paiva, tratado por seu Finzinho, nasceu em Campanha e depois mudou-se, no final dos anos 1800, para Águas Virtuosas de Lambari.
Foi casado com Delmira Xavier Lisboa Pereira, com quem teve 5 filhos.

Finzinho com seus filhos: Sebastião (ao centro), Maria Rita (à direita) e Maria do Carmo (à esquerda)
Foi dono do Hotel Vilhena e neste imóvel montou seu escritório de advocacia, a qual exerceu na condição de advogado provisionado, ou rábula.

O Hotel Vilhena deu origem ao atual Parque Hotel
Serafim de Vilhena Paiva exerceu com brilhantismo a advocacia, na condição de Rábula ou provisionado.

(*) Rábula ou provisionado, no Brasil, era o advogado que, não possuindo formação acadêmica em Direito (bacharelado), obtinha a autorização do órgão competente do Poder Judiciário (no período imperial), ou da entidade de classe (primeiro do Instituto dos Advogados; a partir da década de 1930 da OAB), para exercer, em primeira instância, a postulação em juízo (Wikipedia)
A casa residencial de Serafim de Vilhena Paiva, na Rua Wenceslau Braz (subida pro Hospital) — que resiste bravamente à passagem dos anos — foi construída por ele com materiais importados da Europa, seguindo modernas técnicas de edificação da época (porões altos, aberturas de ventilação, forros de estuque, etc.)
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Nessa casa se deram muitas histórias, contadas e recontadas pela vó Maria, que CELESTE KRAUSS anotou e que vamos divulgar oportunamente.
Eis uma dessas histórias:

Contava Vó Maria do Carmo que ela e sua irmã Maria Rita quando jovenzinhas dormiam na parte de cima da casa, dividindo uma enorme cama de casal, toda de ferro e molas. Ocorreu que certa noite de tempestade um raio caiu sobre a casa, atravessando a abertura frontal de ventilação, passando pela cama das meninas, que nada sofreram, isoladas, talvez, pelo enorme colchão de palhas. O raio deixou marcas pelas paredes e tal foi o estrondo que a vizinhança correu para ver se alguém da família havia sido atingido.
Serafim era irmão de Afonso de Vilhena Paiva, também campanhense, um bem-sucedido comerciante que exerceu intensa atividade política em Lambari ao lado de seu cunhado Dr. João Bráulio Júnior.
Aqui foi eleito vereador e exerceu interinamente o cargo de prefeito municipal.
Em 1911, durante sua breve administração, fez ele doação do terreno para construção do Asilo e Hospital São Vicente de Paulo. (Mileo, 1970)
O casal Serafim e Delmira teve 5 filhos, pela ordem:
Como era comum à época, nem todos os filhos levaram o sobrenome VILHENA. Somente o filho varão tomou o sobrenome do pai.

Família (Serafim de) Vilhena Paiva e (Delmira) Xavier Lisboa. Em pé, ao fundo: no centro, Serafim e Delmira, ladeados pelas filhas Maria do Carmo (direita) e Francisca (esquerda) . À frente, as filhas Alice e Maria Rita e o filho Sebastião. De terno, sentado, Afonso de Vilhena Paiva, irmão de Serafim

Da esquerda para direita. Na frente: Tugucha e Nenê. Atrás: Ronaldo, Toínho, Sebastião Vilhena e Fabinho

Maria Rita, Mário e os sobrinhos adotados: Delmira e Sebastião
Na Farmácia São José de Mário Santoro, esposo de Maria Rita, trabalharam como aprendizes os filhos de sua irmã Maria do Carmo, casada com Olavo Krauss.
A farmácia recebeu esse nome em homenaem ao santo de devoção de Mário Santoro.
Quando se aposentou, Mário Santoro passou o ponto comercial para o farmacêutico Aluísio Junho.

Entrada da Farmácia São José, onde aparecem os irmãos Aloísio Krauss (de camisa branca), Raul Krauss (blusa azul) e Fabiano Krauss (de camisa listrada)
Maria Rita, não tendo filhos, ajudou na criação e formação dos sobrinhos, filhos de Olavo Krauss/Maria do Carmo.

Casa de Maria Rita e Mário Santoro (esquina de Wadih Bacha com Garção Stockler), onde ficava a Farmácia São José
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Quando em 23 de dezembro de 1955 nasceu a primeira filha do casal Célio Pereira Krauss e Teresa Salles Krauss, dona Maria do Carmo — a avó paterna — quis que a menina se chamasse Stela Celeste, em homenagem à esposa de seu filho Sebastião, falecida em 29 de março de 1953. Mas, por outro lado, a menina era também a primeira neta de Joaquim Salles/Emília Bispo, os avós maternos... Resolveram a questão dando à recém-nascida o nome de Celeste Emília, agradando assim tanto à avó Maria do Carmo quanto à avó Emília Bispo. |
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A seguir, fez o curso secundário no Ginásio Duque de Caxias, atualmente chamada Escola Estadual Professora Maria Rita Lisboa Pereira Santoro. Depois formou-se em Contabilidade e Administração, e fez pós-graduação em Contabilidade e Finanças públicas. Maria Rita Lisboa Pereira Santoro, citada acima, ou Dona Maria Rita, como era tratada, foi excelente professora de Português. Ela foi uma mestra à antiga — exigente, meticulosa, disciplinadora — mas uma educadora completa. Maria Rita era irmã de Maria do Carmo Lisboa Pereira (Vilhena) Krauss, portanto tia-avó de Celeste Krauss. Celeste teve aulas particulares com a tia Maria Rita, da qual recebeu outras lições além de literatura e língua pátria: notas de etiqueta, postura, asseio, exercícios de leitura em voz alta — na qual ensinava a correta dicção de palavras, expressões e frases —, dicas de leitura, noções de civismo e moral cristã. |
OS FILHOS E NETOS DE OLAVO KRAUSS E MARIA DO CARMO
Os descendentes — filhos e netos — de Olavo Krauss e Maria do Carmo:
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OLAVO CABRAL KRAUSS e MARIA DO CARMO LISBOA PEREIRA KRAUSS Serafim Pereira Krauss e Waldomira Santoro Pinto ► Marluce e Olavo |
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Pedro Pereira Krauss e Arlete Krauss ► Pedro, Valéria, Cristina, Ângela, Ana Paula |
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Wilson Pereira Krauss e Maria de Andrade Krauss ► Maria Inês, Clemente, Maria do Carmo, Mônica, Antônio, Márcia, Wilsinho, Noeme, José, Maria Aparecida e Magali. |
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Fernando Pereira Krauss e Benites Silva Krauss ► Fernando Olavo, Fátima, Cristina |
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Olavo Raul Pereira Krauss e Isabel Krauss ► Maria Isabel, América, Dulcinéia, Raul e Mário |
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Delmira Pereira Krauss e José Ferreira da Silva ► Fausto, Delmira, José Luiz, Flávio, Mauro e Fernando |
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José Vargas Pereira Krauss e Conceição Krauss ► José Vargas, Maria de Lourdes, Lucimara, Francisco Olavo, Lúcio Mauro |
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Fabiano Pereira Krauss e Aparecida Salles Krauss ► Olavo, Juscelino, Emília, Márcio, Maria Rita, Fabíola, Maria Rita e Lilia |
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Célio Pereira Krauss e Teresa Salles Krauss ► Celeste Emília, Maria Dorothéa, Denise, Celio Júnior, Adriana e Juliana |
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Aloísio Pereira Krauss e Maria Lúcia Gonçalves Krauss ► Eloisa Helena, Erica Selma, Ligia Maria |
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Cordélia Pereira Krauss e José de Lorenzo Filho ► Josélia e Lorenzo |
Abaixo vai a lista dos irmãos e sobrinhos de Celeste Krauss:
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CÉLIO PEREIRA KRAUSS e TERESA SALLES KRAUSS ►MARIA DOROTHEA KRAUSS LOBO - Miguel Arcanjo Lobo
►DENISE MARIA SALLES KRAUSS COSTA – Eliseu da Costa
► JULIANA SALLES KRAUSS COSTA – Zuingleio Ribeiro Costa ► CÉLIO PEREIRA KRAUSS JÚNIOR - Teresa Cristina viola dos Santos Krauss |

Celeste e os pais: Célio e Teresa (Tal)

Celeste, os pais e as irmãs

Celeste, a mãe e irmãs, aniversário da Celeste (dezembro de 2024)
Abaixo vai a lista dos filhos, noras e netos de Celeste Krauss:
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CELESTE EMÍLIA KRAUSS GUIMARÃES e ANTÔNIO CARLOS GUIMARÃES ► Antônio Carlos Guimarães Júnior – Flávia Mileo Moreira Guimarães Leonardo Mileo Moreira Krauss Guimarães Rafael Mileo Moreira Krauss Guimarães ► Carlo Emílio Guimarães – Viviane Cristina Couto Cocco Guimarães Maria Elisa Cocco Guimarães Paulo Emílio Cocco Guimarães ► José Batista Guimarães Neto – Paula Renata Moreira Miranda Guimarães Isabela Moreira Miranda Krauss Guimarães Rafaela Moreira Miranda Krauss Guimarães ► Alan Augusto Guimarães – Carolina Jorge Perez Guimarães Cecília Perez Guimarães Gustavo Perez Guimarães |
Aniversário Celeste, 23/12/2024 - Da esquerda para direita: Flávia, Guima Jr., Maria Elisa, Carlo, Viviane, Carolina, Alan, José Batista, Isabela, Paula, Rafaela, Cecília, CELESTE, Guima, Gustavo, Leonardo, Paulo Emílio e Rafael


OS SARAUS NA VARANDA DO CASARÃO DO PAI LAVO
A residência de OLAVO KRAUSS – Pai Lavo – um antigo casarão na Rua dos Italianos – era um espaço cultural, em razão das festas, saraus e tertúlias lá organizadas.

Na rua dos Italianos, próximo da rua Wadih Bacha (antiga São Paulo) situava-se o casarão do Pai Lavo/Vó Maria do Carmo (imagem gerada por IA)

Neste casarão, havia uma grande varanda que dava para o jardim da residência (imagem gerada por IA)

Muitos saraus, cantorias, declamações, contação de causos e histórias se deram nessa varanda famosa. À esquerda, Pai Lavo com violão e Vó Maria com a letra de uma canção (imagem gerada por IA)

Uma das atrações desses saraus eram a declamações da neta Marluce Krauss (imagem gerada por IA)
| Marluce Santoro Krauss, a neta mais velha do Pai Lavo e Vó Maria, preferia ser chamada pelos primos por tia Marluce, a qual nos saraus no casarão do Pai Lavo cantava e declamava lindamente e Celeste Krauss aprendeu, ao menos, imitá-la nas suas performances de contação de histórias para os netos. |

Pai Lavo e vó Maria contando causos da família e outras histórias, divertindo a criançada.
Nesse ambiente foi que Celeste Krauss aprendeu os bordões com que abria a contação de histórias assustadoras para os netos. (imagem gerada por IA)
Veja o tópico: Livros, histórias e bordões aqui: https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=69185#BOR
FILHOS, NETOS E NETAS MANTIVERAM A TRADIÇÃO DAS CANTORIAS
Pai Lavo gostava também de violões e serestas, e seus filhos seguiram o costume — Pedro, Fernando, Aluísio... E assim também alguns netos e bisnetos se inclinaram para a música.
Do clássico ao sertanejo, neto e bisneto trilhando os caminhos da música...
Entre eles, o neto MÁRIO KRAUSS (filho de Olavo Raul Pereira Krauss e Isabel Krauss), cantor e professor de canto, com uma carreira notável na área de música e educação musical - https://www.instagram.com/mario.krauss/

O bisneto DU KRAUSS (neto de Delmira Pereira Krauss e José Ferreira da Silva) segue cantando na noite e fazendo shows
https://www.instagram.com/p/DWwRKoLkV8k/
Desse modo, a tradição das cantorias e contação de histórias de Pai Lavo e Vó Maria manteve-se nas gerações seguintes da família Krauss.
Toda vez que a família se reunia, sempre havia muitas histórias, cantorias e violões...
Confiram:

Pedro Krauss e Aloísio Krauss no violão, ao lado de filhos e esposas
No livro ABIGAIL [Mediunidade e redenção] (aqui), no qual conto a história de minha tia, falecida na década de 1930, anotei esta passagem dos seresteiros Fernando e Aluísio Krauss:

Aloísio Krauss, de todos os filhos de Pai Lavo/Vó Maria, talvez fosse aquele que se tivesse seguido a carreira musical teria feito muito sucesso.
Mas foi no seio dos amigos e da parentela que ele cultivou sua arte.
Celeste tinha especial carinho por ele, que cantava Cabecinha no ombro pra ela em seus aniversários da meninice...
Ela nunca se esqueceu disso!
Muito amigo de meu pai (Dé da Farmácia) e de meu tio (Joãozinho Bode), mudou-se para Florianópolis, mas sempre que vinha a Lambari os procurava.
Nos fundos do açougue do seu amigo e compadre Acácio de Barros, formou-se, certa época, o Estúdio Musical Faixa Preta, onde Aloísio alegrou muitas e muitas tardes/noites de cantoria.
Confiram neste post:
Acácio, Aloísio, João e Dé
O Estúdio Musical Faixa Preta - https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=41523

Ouça aqui Aloísio Krauss cantando Lambari em serenata: https://guimaguinhas.prosaeverso.net/audio.php?cod=61934
Neste vídeo de 2015, Aloísio Krauss canta Meu endereço, explicando que gostava muito desta música por ser a letra muito bonita!
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MEU ENDEREÇO Composição de Carlinhos Rios / Cezar / Miguel Costa Eu vou lhe dar o endereço onde moro O sol penetra entre as folhas da candeia Meu endereço não tem rua asfaltada É a lua branca o farol da avenida A grama verde é o tapete da chegada Não bata forte quando passar a porteira Meu endereço não tem rua asfaltada É a lua branca o farol da avenida |
Pedro e Arlete
Em 2012, por ocasião do aniversário de 90 anos de Pedro Krauss, boa parte da família se reuniu em Volta Redonda — e a cantoria, a alegria e os goles rolaram soltos.
Confiram esta amostra de frames de vídeo da festa:

Marluce Krauss e José de Lorenzo (esposo de Cordélia Krauss)

Célio Krauss e Teresa Salles, os pais de Celeste Krauss, cantando Beijinho doce — sua música-tema do namoro

Ao centro, Antônio Krauss (Tóia) — a memória da família Krauss, ao lado de Mimita (Delmira Krauss). Atrás do Tóia, sua mulher Lúcia e Pedrinho Krauss. À direita do Tóia. Aline, neta de Célio Krauss; em pé, Fausto, filho de Mimita. À esquerda, em pé, Tatiane, neta de Célio Krauss

À frente, Marluce. Ao fundo, sentadas, as filhas de Wílson Krauss: Mônica e Tida Krauss (e seu esposo)
O vídeo a seguir dá bem uma ideia do que foram as cantorias nos saraus do Casarão do Pai Lavo e Vó Maria!
Confiram:
Comentários na postagem acima (Facebook Antônio Carlos Guimarães1675)
Bem, quanto a esses pode-se dizer que apreciam toda espécie de música, alguns dos seus filhos aprenderam o básico de violão e gostam de cantoria quanto se junta a família.
Vamos lá conferir!

Maio de 2024: Celeste cantarolando Volare, numa Serata Italiana, na APULIA, em Brasília
https://www.instagram.com/p/DW-_HvDjtgw/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==
Comentário na postagem acima (Instagran Guimaguinhas)

José Batista e Carlo Emílio, adolescentes, ensaiando cifras de moda sertaneja raiz

José Batista e Guima Jr. sextando em jantar familiar em Brasília (2024)

Alan arranhando qualquer coisa no violão

Final de 2024: Os filhos de Celeste: Carlo Emílio, José Batista, Guima Jr. (no violão) e Alan cantarolando em jantar familiar em Brasília. Em pé, Flávia, esposa do Júnior

A neta Maria Elisa e seu pai Carlo Emílio: ela aprendeu violão e sempre dá uma canja nas reuniões de família

Celeste estimulando a fantasia e a "cantoria" da neta Cecília

As netas Cecília e Rafaela treinando bateria para a festa de final de ano na Casa Gorda

Dezembro de 2023, aniversário de Celeste (entre os filhos Carlo Emílio e Guima Jr.) ouvindo um roquinho brazuca com as sobrinhas-netas Bruna e Samira Krauss
LINHA DO TEMPO FAMÍLIA KRAUSS & VILHENA
Mediante um comando deste autor, tendo como referência este post, a IA/CoPilot criou esta Linha da tempo da Família Krauss & Vilhena.
Confira:

LINHA DO TEMPO FAMÍLIA KRAUSS & VILHENA
(1) Serafim de Vilhena Paiva (Pai de Vó Maria —Maria do Carmo Lisboa Pereira (Vilhena) Krauss
(2) América Krauss (Mãe de Pai Lavo — Olavo Cabral Krauss)
(3) Celeste Krauss — Nascimento: 23 de dezembro de 1955
(4) Saraus no Casarão do Pai Lavo — Anos 1950/60/70
(5) AFESMIL: 16 de dezembro de 2025 - Homenagem para a autora Celeste Krauss, bisneta de América Krauss (6) Autora Celeste Krauss — falecida em 2025, com a Coletânea Recordações do meu bem-querer, publicada por este autor
(6) Celeste Krauss jovem — observando a linha do tempo de sua família (1880-2025)
(7) Raio na Casa do bisavô — História familiar contada por Celeste Krauss
(8) Livros — Livros representando a Formação Sentimental de Celeste Krauss
(9) Saraus — Imagem alusiva aos saraus realizados no casarão do Pai Lavo
(10) Hotel Vilhena — Imagem alusiva ao antigo Hotel Vilhena, posteriormente transformado no Parque Hotel, em Lambari
CELESTE KRAUSS - HOMENAGEM CÂMARA MUNICIPAL DE LAMBARI - Poemas pra Celeste, por Silvana Viola - https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=69024
Ilustração: Caricatura representando Celeste e Guima, quando se "viram" (mas "não se falaram") pela primeira vez, no Pasto do Fubá (onde o menino morava), fundos da Estação Férrea, onde residiam os avós da menina.
Como já contei aqui no site GUIMAGÜINHAS, no primeiro dia de namoro, num banco da Praça da Fonte Luminosa, eu disse à Celeste que ia me casar com ela e ia também escrever um livro sobre os causos e modos da parentalha.
Pois bem, esse livro foi o MENINO-SERELEPE, no qual pus essa dedicatória:

Além da dedicatória, em algumas outras partes desse Menino-Serelepe fiz menções à Celeste:
Vamos recordar essas passagens.
O livro Menino-Serelepe - Um antigo menino levado contando vantagem trata-se de uma ficção baseada em fatos da vida do autor, numa cidadezinha do interior de Minas Gerais, nos anos 1960.
O livro é de autoria de Antônio Lobo Guimarães, pseudônimo com que Antônio Carlos Guimarães (Guima, de Aguinhas) assina a série MEMÓRIAS DE ÁGUINHAS.
Veja o tópico Livros à Venda, aqui: https://guimaguinhas.prosaeverso.net/livros.php#2735
O último verso da estrofe do poema Da famosa aventura de ter sido criança em Aguinhas foi dedicado à Celeste:
Oh! e quem nunca viveu um flerte, um amor platônico com
uma veranista qualquer ou não carregou solícito a mochila de
uma colega? E quem não namorou escondido ao portão ou,
na Praça da Fonte, meloso, não fez juras de amor pra casar?
(— Um pobre diabo desses, certamente, se passou por Aguinhas, a vida que se vivia aqui não viveu!) [Grifei.]
(Fonte: Menino-Serelepe – I – Da famosa aventura de ter sido criança em Aguinhas)
No dia 9 de dezembro de 1972, na Fonte Luminosa, no primeiro dia de namoro, eu disse a Celeste: Vou me casar com você! [Ela então tinha 16 para 17 anos, e eu completara 19, em novembro daquele ano...]
A ESTAÇÃO FÉRREA E O PASTO DO FUBÁ
A gravura abaixo dá uma ideia de onde Celeste e Guima morávamos, lá pelos anos 1964/65.
Nela vemos:


Celeste, 1 ano, sentada em frente da Estação Ferroviária de Lambari, onde nasceu

TIA FINA (a maior do grupo), dando a mão pra Celeste, e mais os irmãos menores ÂNGELA E NOZINHO. No "virador" do trem, na Estação, onde morava Joaquim Salles, o agente da Estação Ferroviária nos anos 1950. No fundo, à direita, o Pasto do Fubá.
Assim descrevi no livro Menino-Serelepe (XVII – No Pasto do Fubá):
Alto da Boa Vista, Pasto do Fubá, o novo e remoto endereço: uma casinha com porão, construída quase no centro de um morro, que ficava dentro de uma enorme área, na qual se fizera um loteamento, ainda completamente deserto, que possuía umas poucas casas, pingadas lá e acolá, ligadas por duas estradinhas de terra cortadas a enxadão e por trilhos formados pelos animais reiúnos que por lá pastavam soltos.
Da janela da frente se defrontava com a imponente Serra das Águas Virtuosas e se avistava bem todo o lado de baixo: a Estação Férrea, a linha do trem, o bairro Campinho e o loteamento Silvestrini, fundado por essa família pioneira do lugar. Da janela de cima, via-se na crista do morro o valo que assinalava a divisa com a Vila Nova à esquerda, com o Morro do Machado pelo centro e pela direita com o Alto da Bela Vista, esse uma larga gleba de terreno que fazia jus ao nome, pois que dava frente para o Lago Guanabara, o Cassino e o centro da cidade de Aguinhas.
......................
Mas — obras do destino! — duas coisas das mais preciosas da minha vida estavam por lá e eu as vi, estive próximo delas, mas em nada antevendo o meu futuro. Os fundos da Bela Vista, lugar em que viria a construir minha casa, e, vagando pela casa dos avós na Estação Férrea, um par de pernas, as mais lindas do Pasto do Fubá e de toda a Aguinhas... (Grifei)
(Fonte: Menino-Serelepe – XVII – No Pasto do Fubá)
Por essa época eu não a conhecia, mas vi, — vagando pela casa dos avós na Estação Férrea — um par de pernas, as mais lindas do Pasto do Fubá e de toda a Aguinhas...
Éramos assim nos anos 1964/65:

No fundo da Estação, a casa de Joaquim Salles/Emília Bispo, avós de Celeste

Figura representando Celeste e Guima, aos 10 anos, em frente da Estação Ferroviária, com ele jogando charme e colhendo flores...
Mas, de fato, ele só foi fazer isso 10 anos depois, como se conta aqui: https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=67822#SERE

Celeste e Guima, aos 10 anos
Tempos depois, reencontro a menina de pernas bonitas novamente...
Confira:
Mas um dia — de novo o destino! — uma menina percebeu os dois olhos castanhos do Guima por entre os vãos da folha de antúrio. Não disse nada, mas voltou brava, cuspindo marimbondo, trazendo a tiracolo o avô e mostrando numa coxa já bem delineada a marca do “tiro de milho”. E o avô, muito educado, nos pediu que não fizéssemos mais aquilo com sua neta — a mesma menina de pernas bonitas que anos antes eu tinha visto lá pelos lados da Estação Férrea, perto do Pasto do Fubá... (Grifei.)

(Fonte: Menino-Serelepe – XXIX – A Guerra das Espingardinhas)
Algumas fotos de Celeste e Guima, do Acervo da família Salles Krauss/Lobo Guimarães:

Celeste menina

Celeste e Guima, aos 12 anos

Celeste e Guima, estudantes

Celeste e Guima, aos 15 anos (foto acima, restaurada e colorizada por IA)

Celeste e Guima, início de namoro, em Poços de Caldas com Cordélia e Zezé Lorenzo (foto acima, restaurada e colorizada por IA)

Celeste e Guima, 2 anos de namoro, no aniversário de Margareth Nascimento (Aluísio)
INDICE DA COLETÂNEA RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER
Celeste, eu vou me casar com você! - https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=66642
Delícias do namoro - https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=67897
Flores para minha flor predileta - https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=67822
Livro Menino-Serelepe - Capítulos: I – Da famosa aventura de ter sido criança em Aguinhas - XVII – No Pasto do Fubá - XXIX – A Guerra das Espingardinhas
Fotos: Acervo da família Salles Krauss/Lobo Guimarães
Ilustrações: ChatGPT - CoPilot/Microsoft
Ilustração: Caricatura. Celeste e Guima. Caminhada ao sol, de mãos dadas, na Volta do Lago de Lambari (Fonte: chatgpt)
Dentre os guardados da Celeste, estava esta pequena caderneta de anotações, que ela ganhara de uma amiga no Natal de 2023, e que encontramos meses depois de sua passagem.
Na caderneta há 5 páginas com "anotações do meu dia a dia" — que Celeste escreveu com a letra castigada pela neuropatia, a qual, por efeito da quimio, lhe dificultava movimentos musculares de mãos e pés, com sintomas de dor, formigamento, cãibras.
De modo que, aos poucos, foi decaindo a bela letra que ela cultivara em seus anos de escriturária contábil...
(Foi tio Edson [Rambaldi] que me ajudou a melhorar a letra — ela contava.)
Pois bem, hoje colhemos um trechinho em que ela fala de nossas caminhadas.
Vamos lá!
CAMINHAR AO SOL, VENTO NO ROSTO...
Num certo trecho, Celeste escreveu:
............

Print - Diário Celeste Krauss - 2024
Andar de mãos dadas sempre foi um costume nosso, o que se acentuou depois do seu tratamento oncológico, em vista da fraqueza que sentia nas pernas e tontura que muitas vezes a acometia.
Pois bem, hoje caminho solitário pela Volta do Lago — e sinto imensa saudade de tê-la ao meu lado de mãos dadas...
E quando vejo certos casais caminhando, digo a eles: — Caminhem de mãos dadas!
E explico o porquê...
Pois é... a gente não sabe se um dia vamos sentir falta de não ter feito isso...
Depois que eu e Celeste nos aposentamos, em 2014, deixamos Belo Horizonte e retornamos a Lambari.
Com a vida mais sossegada daqui, duas coisas fazíamos com frequência: caminhadas pela manhã na Volta do Lago e passeios à tarde pelo centro da cidade, para pequenas compras, um café ou apenas "olhar vitrines" — como ela dizia. Ou ainda, caminhadas à tarde pelo Alto Boa Vista...
Pois bem, em Brasília, a partir de 2023, também fazíamos isso, mesmo porque ela devia caminhar como parte do seu tratamento.
— Os médicos que trataram da Celeste recomendavam que ela andasse diariamente ao menos 2 km... E assim o fazíamos.
Mas houve muitos dias em que ela se encontrava prostrada, pernas bambas, em face da medicação e das 3 cirurgias a que se submeteu.
E lá ia eu cantarolando para animá-la — Vamu lá, vamu lá, vamu lá...
E ainda ameaçava — Vamu lá se não eu conto pro dr. Diego e pro dr. Bruno... (os médicos que cuidaram dela com extremo carinho)
Diversas fotos mostram esses momentos...

Celeste e Guima. Volta do Lago de Lambari. Ano de 2022, meses antes de irmos para Brasília, para seu tratamento oncológico

No Alto Boa Vista, Lambari, julho de 2024 [eu de cabeça raspada (corte solidário)]

Em Brasília, no Sudoeste, caminhada da tarde, 2024

Em Brasília, no Sudoeste, em nossa caminhada diária

Em Brasília, no Parque do Sudoeste

Passeando por Pirenópolis (GO), em janeiro de 2024
Ilustração: Na imagem, a menina Celeste Krauss conta/encena histórias para suas irmãs e amigos da vizinhança do Alto Boa Vista. [Imagem da IA/CoPilot]
Já publicamos aqui no site GUIMAGÜINHAS diversas postagens sobre o aprendizado de Celeste Krauss como contadeira/inventeira/encenadeira de histórias, e bem assim como contava histórias para os netos e como passou o gosto pela leitura e contação de histórias para eles (V. tópico REFERÊNCIAS abaixo).
E como visto, a escritora Celeste Krauss cresceu ouvindo e contando histórias.
Este post recria um pouco desses cenários (com a ajuda da IA/CoPilot).
Vamos lá!
O APRENDIZADO COM OS AVÓS E TIOS
Ora, Celeste não só escrevia, mas também contava, inventava e encenava histórias, lembranças familiares e outros casos divertidos. Ao seu dom natural somou-se o legado da contação de histórias das Famílias Krauss e Salles.
Como já dissemos:



Na varanda do casarão do Pai Lavo, na Rua dos Italianos, davam-se concorridos saraus reunindo os Krauss e diversos outros familiares e amigos da família.
Pai Lavo na varanda do casarão da Rua dos Italianos
Nessa enorme varanda, eram contadas e declamadas histórias, causos e poesias das tradições da Vó Meca - América Krauss — mãe do Pai Lavo — e assim também dos Vilhenas de Campanha, família da Vó Maria (esposa do Pai Lavo e filha de Serafim de Vilhena Paiva).

(Fonte: Facebook/Delmira Maria Vilhena)

Casa de Serafim Vilhena, onde se deram muitas histórias contadas por Vó Maria e recontadas por Celeste Krauss...
Pai Lavo gostava também de violões e serestas, e seus filhos e netos seguiram a tradição — Pedro, Fernando, Aluísio...

Gerações de lambarienses passam por esta rua sem conhecer sua importância na história de nossa cidade, surdas ao vozerio de suas pedras centenárias, indiferentes aos ecos de suas antigas casas...

A Rua dos Italianos, em Lambari, passou a ser assim chamada em 1894, por ser a rua em que moravam diversas dessas famílias italianas, vindas em sua maioria de Latronico para Águas Virtuosas de Lambari, a partir dos anos 1870/80.
Mas não foram só italianos que fizeram essa rua famosa: espanhóis, alemães, portugueses (Castilho, Pinto, Silva, Cruz, Sá e Silva, Krauss) também ali residiram, aproximando culturas e originando diferentes núcleos familiares: SANTORO e KRAUSS, SANTORO e PINTO, BIASO e PINTO, GRANDINETTI e CRUZ.

Foto dos anos 1960. Guima (à direita) desfilando no 7 de Setembro. Ao fundo, a Rua dos Italianos, com o casarão do sr. Olavo Krauss.
Na esquina, à direita, uma antiga casa, onde residiu Joaquim Salles.

Os Krauss gostavam de música e declamações. Nestas, brilhava a neta (tia) Marluce Krauss, excelente declamadora

Pai Lavo e vó Maria contando causos da família e outras histórias, divertindo a criançada.
Nesse ambiente foi que Celeste Krauss aprendeu os bordões com que abria a contação de histórias assustadoras para os netos. (Veja o tópico Livros, histórias e bordões logo abaixo)
Na Granja da Volta do Lago, onde Celeste Krauss passou parte da infância com os pais e irmãs, sempre apareciam Joaquim Salles e sua mulher Emília Bispo, além de Binga (irmã de Emília) e Egídio (irmão de Joaquim) para uma roda de conversas e contação de causos e histórias.

Na Granja da Volta do Lago avós e tios-avós de Celeste Krauss apareciam sempre pra conversar e contar histórias
Como já contamos nos posts relacionados no item 8 do tópico REFERÊNCIAS, logo abaixo, Celeste Krauss ensinou os netos a gostarem de livros e de histórias — especialmente das histórias assustadoras...

Vó Celeste Krauss contando histórias "assustadoras" para os netos, fazendo uso dos bordões abaixo


Paulo Emílio, entre os seus 4/5 anos, já entoava os bordões da Vó Celeste.
Veja aqui: https://www.instagram.com/reel/DURIm5MitOT/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==
Pois é... os bordões declamados pela Vó Celeste ficaram pra história...
Desde cedo, seus netos decoraram os bordões e os repetem toda vez que vão ouvir — ou contar — uma história...
A sementinha plantada pela avó contadeira de história brotou na família Krauss Guimarães!
Benza Deus!
Ilustração: Netos de Celeste Krauss segurando os livros da Coletânea CASA GORDA - RECANTO DOS NETOS
Conforme já contamos no post
Celeste Krauss e eu, durante anos, publicamos no SITE GUIMAGÜINHAS memórias familiares e de nossa terra natal, e contamos histórias e acontecidos dos nossos netos, dentro de uma série intitulada RECANTO DOS NETOS.
Pois bem, parte destes posts e outras histórias foram editadas e transformadas na coletânea CASA GORDA - RECANTO DOS NETOS.
Com essa coletânea, quisemos trazer à memória histórias e fotos de passagens divertidas de nossa família, especialmente aquelas em que os personagens principais foram os netos — para os quais Celeste sempre contou, inventou e encenou histórias, ensinando-lhes também a narrar, ler e escrever suas próprias histórias.
Pois bem, para celebrar tudo isso foi que no último Natal este avô deu de presentes aos nossos netos a coletânea CASA GORDA - RECANTO DOS NETOS.
Confira.
Como vimos dizendo, Celeste semeou histórias e livros entre seus netos e a semeadura deu frutos...
Na Casa Gorda, como já dissemos, vó Celeste montou estante própria de livros infantis para os netos, estimulando a visão e contato com o livro impresso — e bem assim o passar das páginas, a visão das gravuras, a leitura em voz alta...
E os frutos disso foram que os netos aprenderam a gostar de livros e a montar suas próprias estantes...

Guga folheia o livro, vê as figuras e escuta a explicação do vovô Guimão
Cecília desde menininha ia conferir os livros do vovô....

Paulinho lia e relia o livro da vovó

Rafa folheando livro

Isabela e Rafaela lêem, e Maria mostra os livros que ganhou de presente


Bem, para alegria da vovó e do vovô, Leo e Rafa tornaram-se leitores fervorosos de boa literatura, como se pode ver da amostra acima...
Ah, para orgulho dos avós, alguns desses livros foram "surrupiados" das estantes da Casa Gorda
Com os exemplos da vovó Celeste, o incentivo do vô Guimão e o apoio dos pais, os netos foram montando suas bibliotecas...
Há tempos, Cecília tem uma estante de livro

Paulo Emílio tem na estante livros infanto-juvenis e o volume I da Coletânea Casa Gorda

Maria Elisa gosta de livros de aventuras e suspense, como Agatha Cristhie, mas tem outras preciosidades: Minha vida de menina (H. Morley), Paulo e Estevão (Emmanuel/FC Xavier), O Mundo de Sofia (J. Gaarder), O Profeta (G. Khalil), Vidas Secas (G. Ramos), Uma vida em segredo (A. Dourado)... Ah, e não poderia faltar A Guerra das espingardinhas do vovô Guimarães


Os livros de Isabela e Rafa ficam juntos, inclusive a Coletânea da Casa Gorda

As estantes dos gêmeos Rafael e Leonardo estão bem fornidas, com clássicos russos, romances famosos e obras de grandes escritores estrangeiros e brasileiros



Netos e a Coletânea CASA GORDA
Vó Celeste certamente está radiante com estas fotos:




O objetivo inicial era destinar a maior parte da coletânea ao âmbito familiar.
Mas, com a partida da vó Celeste (3/2/25), resolvemos compartilhar com os demais familiares e amigos.
Confira:

A coletânea está disponível gratuitamente, em formato e-book, neste link:
Em formato impresso (Capa brilho, sem orelha, tamanho 18x26, impressão colorida, papel couchê, média 65 páginas), a coletânea está à venda aqui:
