Ilustração: Capa do livro A CASA GORDA - Recanto dos netos - Tomo III — por Celeste Krauss e Antônio Carlos Guimarães — editado por este último. A figura da capa do livro foi elaborada por Canva/Gerador de imagem por IA/Copilot/Microsoft
Este texto faz parte do livro A CASA GORDA - Recanto dos netos - Tomo III — por Celeste Krauss e Antônio Carlos Guimarães — editado por este último.

Aqui no SITE GUIMAGÜINHAS, numa série de posts intitulada A CASA GORDA - Recanto dos netos, contamos histórias e acontecidos da FAMÍLIA GUIMARÃES, como a construção da nossa casa nos anos 1980, a origem do nome Casa Gorda — apelido dado pelos netos à nossa residência em Lambari —, lances da vida em família, brincadeiras e travessuras dos netos, etc.
Como moramos fora de Lambari por mais de 30 anos, a Casa Gorda se transformou na casa de férias da família.
Nesse compasso, a Casa Gorda ficou sendo, na prática, a casa dos netos — na qual tem muita comida, guloseimas, brincadeiras, histórias, carinho — e muita, muita diversão!
Pois bem — desse modo, vamos recordando os anos em que os netos foram chegando, crescendo e passando férias na Casa Gorda — e nela deixando suas histórias/memórias: brincadeiras, atividades, passeios, aventuras...
E vai tudo numa linguagem simples, leve, brincalhona — como somos nós os Guimarães: brincalhões, leves e simples...
Agora vem o número 3 da Série: Férias na Casa Gorda
Vamos lá!
OBJETIVO DA COLETÂNEA HISTÓRIAS DA CASA GORDA
Eis os motivos por que resolvemos compartilhar nossas memórias familiares, especialmente após a partida da nossa Celeste:





Como ficou dito, a Casa Gorda é a casa dos netos — e onde passam boa parte de suas férias, feriados, finais de semana prolongados.
Vamos então aqui recordar o que essa renca de crianças fizeram/fazem/farão durante esses períodos de descanso.
Descanso? Sim, descansam da rotina diária, de suas casas, da escola...
E vêm se "cansar" no reencontro com os primos, tios e avós, nas atividades, brincadeiras, jogos, leituras, passeios — um mundo de coisas a que os miúdos têm direito.
Vamos trazer à memória um pouco disso tudo e deixar um registro para que no futuro eles mostrem para os próprios netos a importância da família e da convivência harmoniosa no lar.
Em frente!
Muitas são as brincadeiras, diversos são os brinquedos.
Há brinquedos comprados/ganhados, há brinquedos fabricados, há brinquedos inventados.
Os brinquedos inventados e fabricados vêm da criatividade dos avós.
Os comprados vêm geralmente da Loja 1,99 ou da Loja da Mirna — e nas férias a turminha lembra a vó Celesta desta "importante tarefa:
— Leva a gente na Loja da Miiirrrnaaa, vó!
E isso é dito em alto tom e carregado sotaque mineiro, pra zoar a avó.
E, claro, trazem os presentes que os outros avós sempre dão nas épocas festivas.

Mara e Paulão, avós de Isabela e Rafaela===== Janete e Nélson, avós de Maria e Paulinho

Miriam e Zé Roberto, avós de Cecília e Guga========Beatriz e Alencar (¶) — avós de Leo e Rafa - (¶) in memorian
Tão logo chegam, os menorezinhos correm ao armário de brinquedos, para ver o que há pra se fazer.
Vó Celeste já tratou de organizar o armário, limpar e higienizar os brinquedos.
E as crianças vão encontrar brinquedos antigos, alguns restaurados, outros faltando peças, mas não importa — criança brinca de qualquer modo.
Bonecas, cozinha infantil, ferramentas de plástico, telefones de brinquedo, carrinhos, fantasias, blocos de montar, massinhas, pião, raquetes, petecas, redes, bomba de ar — e uma bola para cada coisa: futebol, basquete, vôlei, tênis, queimada.
E ainda tem quadro de giz, gizes coloridos, folhas para desenho, lápis de cor, aquarela, pincéis, material para artesanato...

Do armário saem quadro de giz, lápis de cor, chapéus e mais uma montoeira de brinquedos

Cecília já vasculhou o armário de brinquedos, esticou o tapete e começou a brincar

Rafa e a coleção de ursos, cachorros e bonecas

Eita, Paulinho encontrou o baú de brinquedos e se prepara pra cair na piscina

Cecília e Carol brincando no salão

Cecília improvisou uma pescaria na banheirinha das bonecas

Quando está frio, as brincadeiras vão para a sala de TV
E memória de criança é fantástica — tempos depois se lembram de velhos brinquedos:
— Vó, cadê tal brinquedo que tava aqui?

O Guga pegou os priminhos e foi brincar também

Brincar de torre é bom quando se tem ajuda
Se não tiver amigo, a brincadeira não é tão gostosa. Assim, além dos primos próprios, vêm também os filhos dos primos e amigos da vizinhança. E a turma aumenta: Bruna, Samira, João Marcos, Maria Clara, Gabriel, Juliano... E mais: Helena e Isabela, da família Gozzo, nossos vizinhos.

Desde pequenas, as primas Samira e Bruna estão sempre por perto

Helena e Isabela Gozzo, amigas da vizinhança

Bebela e a prima Samira
Muitos são os jogos com que a criançada se diverte: War, Quest, Imagem & Ação, Mico, quebra-cabeça.
Há os que exigem destreza e equilíbrio: Jenga, Mega construções, Pega-varetas.


Bebela se divertindo com o quebra-cabeça
Sempre há um álbum de figurinhas a ser preenchido...

Paulinho e sua coleção de figurinhas da Copa
Ah, tem também os jogos de baralhos para crianças: Quatro Cartas, Rouba montinho, Burrico, Papa-tudo... Esses as crianças aprendem com facilidade e dão show nos avós, pais e tios.

Tia Vivi no comando da jogatina

Se tá frio, vovó acende a lareira e vai contar e ler histórias para as crianças
Brincam ainda de sinuquinha, pebolim, pingue-pongue, futebol de botão...
Tem ainda os videogames, que, conforme o tempo passou, foram se atualizando: Wii Nitendo, Play Station e outros.
Depois vieram os joguinhos on-line, os filmes, os desenhos, seja na TV, no tablet ou no celular.
E a febre do pokemon!

E nóis na rua caçando pokemon com os netos!


Celular/tablet na medida e páginas certas distraem, instruem e divertem as crianças

Desde pequena a Cecília dava suas tacadas
Todos os anos fazemos um bingo em família, para o qual convidamos bisavós, avós, tios e primos das crianças,
É uma festa animada, que dá bons prêmios aos sortudos.
O cantador do bingo é o José, que se veste a caráter e canta as pedras entoando os conhecidos bordões:

Essa tal de Rafaela sempre faturando prêmios no bingo em família
Nem todos os brinquedos são comprados prontos.
Há muita coisa que vó Celeste e vô Guimão produzem: cavalinhos de pau, espadas de cabo de vassoura, banquinhos de madeira, carretilha, lata com linha de pipa, varetas e papagaios, armaduras de monstros e super-heróis, fantasias...
E o primeiro carrinho de todos os netos sempre foi uma caixa de papelão...
Rafaela e Paulinho

A aventura de Cecília morro abaixo na caixa de papelão

Os melhores esconderijos são as caixas de papelão

Quem nunca morou numa casinha de papelão?

Num tem nada mió: um escorrega de papelão no colo da vovó!
Iniciando o Paulinho na brincadeira do escorrega

Povinho cresce e não abandona costumes da infância: Leo descendo a ladeira num carrinho de papelão
Rafa e Leo sempre gostaram de carros e tem boas histórias pra contar.
Vamos lá!

Logotipos de automóveis
Quando ainda bem pequenos, entre 2 e 3 anos, decoraram no visual todas as marcas de automóveis.
Morando em Brasília, incluindo carros importados, chegaram a decorar duas dezenas de marcas só olhando o logotipo.

Ilustração. Montagem. Reprodução/autoesporte
Os gêmeos, sempre disputando, corriam ao ver um carro para falar bem alto:
— Toyota, Fiat, Bugatti, Ford, Ferrari, Renault, Chevrolet, Volks, Jeep, Mercedes...
Dirigindo na quadra
Tinham Leorafa uns 3 para 4 anos e queriam por toda a lei dirigir o carro do vovô.
Celeste explicava que não podia, que era perigoso, que a polícia podia prender o vovô, mas não havia meio:
— A gente quer dirigir, vovó! — disseram bem alto, pois quando interessava um apoiava o outro.
E vovô disse: — Tá bem, vamos dirigir!
— Tá loco, Guima! Num faz isso! — vovó falou apavorada.
Vovô subiu com os meninos para a quadra, onde estava estacionado seu carro, e Celeste subiu atrás: — Guima, não faz isso!
Então vovô botou os meninos no banco da frente, e disse: — Primeiro o Leo dirige, depois o Rafa. Tá bem? ... sem brigas!
E os avós foram empurrando o carro e orientando o motorista da vez — Vira pra cá, vira pra lá... Pisa no freio! Olha o muro! Freia! Vamos dar ré!
E durante muitas férias Leo e Rafa dirigiram o carro do vovô, dando voltas e voltas na quadra da Casa Gorda.

Em Brasília, sempre levávamos Rafa e Leo no kartódromo
Num deixa trapacear, vovô!
Durante algum tempo, nas férias e feriados, Flávia e os gêmeos vinham de avião de Brasília até Belo Horizonte, onde morávamos eu e Celeste. E daí levávamos os gêmeos de automóvel até Lambari.
Eram dois meninozinhos ativos, que disputavam tudo um com o outro. Coisas de irmãos gêmeos. E Flávia se virava, no banco de trás, para agradar os dois ao mesmo tempo: abria uma sacola de brinquedos, com bolas de soprar, bandeirinhas, apitos, pirulitos, enfim, uma parafernália, para distraí-los durante a viagem. E assim era, na ida e na volta!
Pois bem, então Celeste primeiro inventou que o vovô iria disputar uma corrida com os outros carros! Ah, disputa era com eles mesmos!
E, assim, a cada carro que o vovô naturalmente ultrapassava, vovó dizia: — Passamos mais um, Rafaleo! E os meninos vibravam!
E assim íamos, durante boa parte da viagem, eles vigiando os demais pilotos da pista de corrida...
E quando surgia um carro mais veloz, eles gritavam — Num deixa trapacear, vovô! Num deixa trapacear!!!
Mas se qualquer carro ultrapassava o vovô, era certo: — Esse tá discassificado, vovô!
E assim correu o tempo e o vovô nunca perdeu uma corrida BH-Lambari <> Lambari-BH...
Caminhão rosso, vovó?!
A história da corrida BH-Lambari <> Lambari-BH funcionou durante certo tempo. Depois Flávia e Celeste foram inventando outros meios de distrair os meninos.
Aí foi que Celeste criou outra disputa:
— Rafaleo, quem enxergar primeiro um caminhão verde, ganha!
Pronto, eles corriam às janelas do carro à procura de caminhões verdes!
E a Celeste ia mudando as cores: — Agora um caminhão amarelo!
E outro, este bastante raro: — Agora um caminhão roxo!
— Rosso, vovó?! — disse o Rafa.
Durante muito tempo reclamaram que o tal caminhão rosso era difícil, mas isso os mantinha atentos por um bom trecho de estrada...
Pode dar ré!!!
Nas viagens de Lambari a Belo Horizonte, quando se cansavam, Leo e Rafa dormiam um pouquinho, mas logo acordavam a mil por hora, presos nas cadeirinhas...
Assim, até chegar à Serra de Itaguara era dureza, e a gente inventando coisas para distraí-los!
Numa dessas subidas/descidas da serra, Leo e Rafa dispararam a chorar e não havia meio de pararem! Depois de algum tempo, o Leo parou, mas o Rafa continuou na choradeira... Era cansaço, calor, sono — como acontece com crianças em viagens demoradas.
Aí o vô Guimão viu um caminhãozinho carregado de abacaxis e, de pronto, inventou uma musiquinha:
— Caminhão subiu a serra, pra comprar abacaxi! Tio Miguel comeu tudo, e fez muito xixi!!!
E assim fomos repetindo o bordão, até chegar à Avenida Amazonas, com os meninos mais calmos, acompanhando a cantoria.
Fim de semana, avenida lotada, milhares de carros, e, ao passar em frente de um posto, Celeste fala:
— Olha, Rafaleo! Uma escavadeira!
Rafaleo pularam às janelas — um na direita e outro na esquerda — à cata da tal escavadeira!
Então, Rafa gritou: — Eu vi, vovó! Olha lá! Olha lá!...
Num repente, o Leo, que estava na janela oposta, gritou!
— Cadê? Cadê? Eu não vi, vó! Eu não vi!
E, muito bravo, rematou — Pode dar ré!!! Pode dar ré!!!
E eu na Avenida Amazonas transbordando de veículos, 5 horas da tarde, cansado, doido pra tomar um banho, pensando se dava ré ou acabava de chegar em casa pra ver o jogo do Botafogo!
Outro brinquedo inventado pela vó Celeste é a luta contra os monstros siderais.
Ela fabrica fantasias para si e para os netos, e eles se batem em lutas épicas, geralmente vencidas pelos pequenos heróis.
Os materiais: papelão coberto de folha prateada vira armadura e capacete. CDs velhos: equipamentos. Meias de pano recheadas de papel: granadas. Tampas de panela: escudos...

Vó Celeste se fantasia de monstro para lutar com os netos
Veja este post: RECANTO DOS NETOS (4) Léo e Rafa contra o Monstro da antena

Rafa bate os escudos para assustar o monstro sideral

Rafa e Leo combatem o pavoroso monstro da antena
Uma pequena quadra (8m x 10m) de cimento, com iluminação, possibilita uma série de atividades para as crianças: peteca, futebol, vôlei, basquete, frescobol, ginástica.
E também: guerra de mamonas, batalha de bombas d'água, pique, altinho.

Imagem gerada por IA/Copilot/Microsoft
Que tal um frescobol na quadra da Casa Gorda?

A quadra ao entardecer, com as lâmpadas ligadas

Nem tiraram o pijama e já querem jogar bola

Vovó ensinando ginástica para Cecília, Maria e Paulinho

Cecília não participa da guerra de mamonas, mas usa um chapéu típico

Foi na quadra da Casa Gorda que Isabela tomou gosto pelo volei

E atualmente joga no São Lourenço Voleibol

Paulinho está sempre na quadra jogando futebol
Adultos e crianças se divertem na quadra:

Os irmãos disputam uma dupla de basquete: Jô, Carlo, Guiminha e Alan

Bem, por enquanto, Rafa e Paulinho vão de cesta um pouco mais baixa
Pois é, Lambari terra de extremos: ou tá muito frio, ou tá muito calor.
No calorão, as crianças saltam da piscina para banheira — e dessas para o banho de mangueira e a batalha de bombas d'água.
E desse modo gastam parte da inesgotável energia, se refrescam e divertem a valer.
Confira:
Calor e piscina! É tudo que a criançada gosta.


Em razão do frio intenso de Lambari e o fato de a piscina não ser aquecida, 5 anos atrás resolvemos investir numa banheira de hidromassagem.
E acertamos em cheio, pois a criançada adorou a ideia!
Bem, com casa cheia de gente e de crianças, às vezes, vó Celeste improvisa o banho.
Se a criança dormiu: dá-lhe um banho de toalhinha!
Se está quase dormindo, dá-lhe banho de um minuto!
Seja na pia, seja no balde — sempre pode se refrescar uma criança...
Bem, os marmanjos se viram com o chuveirão da varanda externa!

Rafa e Paulinho se refrescando na pia

O banho da Cecília hoje é no balde

José se refresca no chuveirão da área externa

Imagem gerada por IA/Copilot/Microsoft
Umas das delícias da Casa Gorda é o banho de mangueira.
Desse ninguém escapa:


Ah, isso é divertido demais, pois envolve guerra e água refrescante.
Vejam só:
Leo e Rafa, Isabela e Maria e as primas em batalha de bombas d'água.
Cecília e Carol iniciam Guga na brincadeira
Em ocasiões especiais, vovó libera a sauna pra criançada.
Mas é preciso que tenha adultos a tomar conta...


Imagem gerada por IA/Copilot/Microsoft
Mas os netos também ajudam a vó Celesta.
Seja aguando as flores, seja cuidando do jardim e da hortinha, seja na montagem do artesanato, seja nas compras, seja arrumando armário de brinquedos, seja "organizando" o armário de mantimentos, seja fazendo massagem nos pés ou maquiando, ou, ainda, arrumando lindamente seus cabelos...
Em todas essas atividades, vamos encontrar as crianças dando sua contribuição à manutenção da casa.
Vejam:

Rafinha vai ao supermercado ajudar nas compras — e quer um carrinho só pra ela...

Rafaela ajuda a vovó na confecção de pulseiras
Desde pequenos, vó Celesta ensinou Rafa, Cecília e Paulinho a aguar as plantas da casa


Cecília e Rafa ajudando a plantar um pé de pitanga

Olha o Guga organizando os mantimentos da vó Celesta

Rafaela aprendeu com sua mãe a fazer massagem nos pés

— Não ficou lindo seu cabelo, vovó? — Cecília pergunta
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