Ilustração: Crianças se divertindo com jogos de salão. Imagem gerada por IA/Copilot/Microsoft
Este texto faz parte do livro A CASA GORDA - Recanto dos netos - Tomo IV — por Celeste Krauss e Antônio Carlos Guimarães — editado por este último.

Aqui no SITE GUIMAGÜINHAS, numa série de posts intitulada A CASA GORDA - Recanto dos netos, contamos histórias e acontecidos da FAMÍLIA GUIMARÃES, como a construção da nossa casa nos anos 1980, a origem do nome Casa Gorda — apelido dado pelos netos à nossa residência em Lambari —, lances da vida em família, brincadeiras e travessuras dos netos, etc.
Como moramos fora de Lambari por mais de 30 anos, a Casa Gorda se transformou na casa de férias da família.
Nesse compasso, a Casa Gorda ficou sendo, na prática, a casa dos netos — na qual tem muita comida, guloseimas, brincadeiras, histórias, carinho — e muita, muita diversão!
Pois bem — desse modo, vamos recordando os anos em que os netos foram chegando, crescendo e passando férias na Casa Gorda — e nela deixando suas histórias/memórias: vida em família, atividades, brincadeiras, passeios, aventuras...
E vai tudo numa linguagem simples, leve, brincalhona — como somos nós os Guimarães: brincalhões, leves e simples...
Agora vem o número 4 da Série: Mais férias na Casa Gorda.
Vamos lá!
OBJETIVO DA COLETÂNEA HISTÓRIAS DA CASA GORDA
Eis os motivos por que resolvemos compartilhar nossas memórias familiares, especialmente após a partida da nossa Celeste:





A bagunça das crianças é um meio de descobrir e aprender. O caos que eventualmente fica
é compensado pelo riso alegre que toma conta da casa!
Brincar e dormir em barracas é tradição com a qual a vó Celeste diverte muito os netos.
Pode ser barraca de lençol amarrado na mesa/cadeiras da sala ou uma barraca de verdade na quadra ou dentro de casa, ou ainda uma barraca no terreiro do Chalezinho do Serrote.
Mas barraca na quadra só de dia! A aventura termina hora de dormir, de noitinha, pois ninguém quer ficar fora de casa...

Barraca armada na sala de TV

Guga e Cecília hoje vão dormir na barraca

Bebela brincando na barraca no terreiro do Chalezinho
Bem, a história das barracas rendeu também uma noite de sustos na Casa Gorda.
Era julho, mês de férias, e vó Celeste foi dormir com as crianças no Chalezinho do Serrote e — claro — armou a barraca das crianças do lado de fora...
De madrugadinha, os menores pularam para o canto da vó, e os maiores continuaram dormindo na barraca.

Pois bem, terminada a aventura no Chalezinho, tempos depois vó Celeste armou a mesma barraca na varanda da Casa Gorda. E encheu a barraca de crianças...
Mas vez por outra vó Celeste, vô Guimão e o Guiminha íamos conferir se estava tudo bem com as crianças.
Numa dessas, vó Celeste, meio zonza de sono, viu uma cobra na sala! E gritou o vô Guimão:
— Guiiimmaaa, acorda, tem uma cobra aqui na sala!!! Corre, vem logo!!!
Vô Guimão acordou assustado e pensou que a mulher estava vendo coisas... Mas não, havia mesmo uma pequena cobra de cabeça erguida, em posição de defesa/bote, mirando a vó Celeste!
Neste instante, Guiminha, que também acordara com os gritos, veio correndo, tropeçando nos móveis e quase caindo sobre a cobra!
Ato incontinenti, vô Guimão apanhou a espada do He Man que estava sobre o sofá e afastou a cobra numa tacada certeira! Tratava-se de uma cobra castanho-claro e bege, presas à mostra.
De onde saíra tal cobra? Nunca aparecera um réptil desses na Casa Gorda!
A barraca!!! E todos corremos para ver se a cobra picara as crianças! Pegamos a criançada nos braços, corremos para o quarto, acendemos as luzes e vistoriamos cada centímetro do nosso povinho miúdo!
Ô susto! Mas não havia sinais de picadas, graças a Deus!
Contudo, não dormimos mais e ficamos observando a reação deles até de manhazinha!
Mas o que tinha acontecido? De onde tal cobra viera? Era mesmo cobra venenosa?
Dia seguinte, fomos passear no Horto Florestal e levamos a cobra, para ver se alguém reconhecia a espécie.
Tratava-se de uma urutu-cruzeiro, venenosa, portanto, e mesmo uma cobra pequena pode ter picada mortal.
E outra característica: ela havia perdido pedaço da cauda.

Mas, de onde viera tal cobra?
Pelas características da espécie — atividade crepuscular (no final da tarde e à noite), agressiva quando ameaçada, bote firme e certeiro, vive nas matas, campos e brejos — ela devia ter entrado na barraca que fora armada no Chalezinho, semanas atrás.
Mas como sobrevivera tanto tempo?
Cobras presas, estressadas, ficam confusas e desorientadas. Seu metabolismo pode aumentar, levando-as a ter uma falsa sensação de fome e o desejo de comer a primeira coisa que veem...
Imagem e referências: https://www.todabiologia.com/zoologia/urutu_cruzeiro.htm - https://hypescience.com/serpente-entra-no-modo-ouroboros-e-come-a-propria-cauda/ - https://gooutside.com.br/908-por-um-mundo-selvagem/

Imagem gerada por IA/Copilot/Microsoft
O Alto Boa Vista é um ótimo lugar pra se soltar pipas. Lá, dezenas de crianças (e alguns marmanjos) se reúnem para soltar e caçar pipas.
Há, inclusive, uma antiga tradição, chamada Lei do Pasto (essa área toda, no passado, era um pasto de animais), que diz o seguinte: pipa cortada é de quem pega primeiro!
Assim, a cada pipa que é cortada, um bando de crianças sai ao seu encalço. O ruim é que muitas vezes não se respeita os pipeiros menores nem os muros das residências.
E um outro grave problema é que alguns fazem uso de linha cortante, o que não é permitido.
Desse modo, nossas crianças aprenderam a se cuidar e evitar as pipas piratas, isto é, aquelas que usam cerol e assemelhados.
Pipas no céu do Alto Boa Vista

Cecília soltando sua primeira pipa

Bebela faz cara feita quando uma pipa pirata cai no terreiro da Casa Gorda

Leo e Rafa empinando pipas
Guiminha, que já soltou muita pipa neste alto, dá suporte para Leo e Rafa
Bem, a turminha ora faz arte, ora faz artes.
Na primeira costumam pintar, fazer artesanato, montar pipas.
Na segunda, pintam e bordam!
Aliás, Rafaela e Paulinho adoram fazer uma arte cabeluda (expressão de minha avó para significar artes arrojadas ou perigosas) com o vovô: a trolagem!


Maria Elisa rascunha no quadro ou no papel as ilustrações para seus livros
Veja aqui: Maria escritora

Desde menininha, Rafaela dá seu rabiscos no desenho
Isabela e Rafa ajudam tia Flávia a fazer pulseiras de artesanato

Maria fez esta pipa linda com auxílio da vó Celeste

Bem... Rafa e Leo tão aprontando das suas...
TROLANDO O VÔ GUIMÃO
Como eu disse, Rafaela e Paulinho adoram fazer uma trolagem com o vô Guimão.

Paulinho e Rafa tiraram esta selfie pra comemorar uma trolagem que fizeram com o vovô
Essa arte cabeluda está tão refinada que traçam planos escritos das pegadinhas que vão fazer com o coitado do avô.
E antes de aprender a escrever, eles desenhavam os planos que pretendiam executar...
São muitas as trolagens — que essas crianças são criativas —, mas podemos citar algumas:

Paulinho e Rafaela, olhando de soslaio a pegadinha que armaram pro vô Guimão

Vovô cochila e Paulinho prepara a trolagem

Rafa feliz, pois, cochilando, o vovô não vai escapar da trolagem
Vovó Celeste gosta de dançar e ensinar as netas. Em frente à TV, ensaia passos com a criançada.
Nas festas, rola um karaokê — com o Guiminha monopolizando a cantoria, pois acha que canta muito. Mas suas notas não convencem...
A verdade é que ninguém canta nada, mas todo mundo se diverte.
Nas festas, crianças e adultos dançam alegremente na pequena pista de dança do salão, com direito a piso de taco, projetor de luzes, fumaça, globo espelhado...

Vovó mostra pra Cecília e Rafaela como devem ser os passos

Vovó ensaiando passos com as netas

Maria ensaia os passos da dança da noite

Nas festas, todo mundo corre pra pista de dança

Hoje vai ter karaokê — olha a tralha montada...

Imagem gerada por IA/Copilot/Microsoft
Cantar cantigas e brincar de rodas era outra diversão para as crianças.
Escravos de Jó, Capelinha de Melão, Ciranda Cirandinha, Meu pé de limoeiro, Alecrim, Pirulito que bate, bate, Cai cai, balão, Samba lelê, Marcha soldado, Fui no Tororó, A canoa virou, Caranguejo, A barata diz que tem, Na loja do Mestre André..
Mas sucesso garantido, especialmente com Isabela, era A linda rosa juvenil!
Celeste e eu tivemos de (re)aprender a letra e cantar e dançar milhares de vezes com Isabela! Ela era a princesa: cantava, dançava, rodava e fazia mímica conforme o andamento da letra — o solar, a bruxa, o mato... — e, ao final, jogava-se ao chão e rolava de alegria! Isso repetidamente, até se cansar.
Foi um tempo inesquecível para nós dois! Hoje em dia, quando ouvimos a música, dizemos a uma só voz: — Olha a Bebela aí!
Aquelas são cantigas clássicas. Depois vieram outras, trazidas pela modernidade: O sapo não lava o pé, A galinha do vizinho, Pintinho amarelinho, Borboletinha e outras.
Havia uma cantiga que Celeste cantava sempre que dava banho nas crianças:
Samba criola, que veio da Bahia!
Pega essa criança e joga na bacia !
A bacia é de prata, ariada com sabão.
Depois de ariada, enxuga com roupão!
O roupão é de seda, camisinha de filó
Roupinha de veludo, prá dar benção à vovó.
À benção, vovó! À benção, vovó!
Á noitinha, de barriga cheia, cansados das brincadeiras e antes que o sono chegue, lá correm as crianças pra sala de TV.
— Vó, faz pipoca!
— Vó, traz coberta!
— Vóóoooo!!! — e vó isso, vó aquilo, que a vó Celesta não nega pedido de neto — Impressionante!
Os mais velhos pegam um livro ou vão varejar vídeos e jogos na Internet.
Como já contamos, há muitos livros para as crianças na Casa Gorda e os netos gostam muito das histórias que vó Celeste conta.
Mas se há filmes ou desenhos novos no streaming— vovó faz vontade e vovô paga a conta.
Conforme a idade, lá vem desenhos e filmes: Mundo Bita, o Gato de Botas, Naruto, desenhos, Harry Potter, Guerra nas estrelas, filmes e desenhos da Disney...
Dali a pouco, pai e mãe vão levando pra cama os menorzinhos que o sono venceu...
Sobre livros, leituras e contação de histórias, vejam estes posts:
No corredor da Casa Gorda há uma Árvore do Crescimento, onde anotamos anualmente a evolução do crescimento das crianças...
Todo final de ano atualizamos nossa árvore.

A Árvore do Crescimento com as anotações

Olha lá tia Vivi e tia Carol medindo a altura da criançada!
Em 2021, perto do final daqueles meses turbulentos da pandemia, tivemos a ideia de fazer uma Cápsula do tempo (ou Arca do tempo) e enterrar diversos objetos, juntando cartinhas com previsões de todos os membros da família, para serem reveladas em janeiro de 2031.
Desse modo, ninguém revelou que objeto guardou nem o conteúdo das cartinhas.
A ansiedade é grande e muitos querem descobrir onde o vovô enterrou a Cápsula do tempo.
Mas, como diz o Paulinho:
— Vovô é ninja! Só ele sabe o local, não adiante procurar!
Esperamos, com a Graça de Deus, estarmos todos na Casa Gorda em janeiro de 2031 para a abertura da cápsula...

Somente em janeiro de 2031, abriremos a Cápsula do Tempo

Eis o começo da carta do vovô Guimão
Como já narramos nos posts abaixo:
os longos meses da pandemia foram difíceis pra toda a gente.
Dia após dia, os jornais davam notícias de hospitais lotados, milhares de mortes, sufocamentos, enterros em massa...
Uma estatística macabra atualizava o número de mortos no Brasi!
Desse modo foi que nossa família, por meses, nos estabelecemos na Casa Gorda, trabalhando e estudando a distância.
Shangrilá: nome escolhido para identificar a família unida, porém reclusa na Casa Gorda, em razão da pandemia Covid19, e para augurar um 2021 mais alegre e feliz do que fora o difícil ano de 2020.
Tantas eram as incertezas — contágio, medicação, vacinas — que todos os adultos e crianças ficaram resguardados na Casa Gorda e somente vovó Celeste e vovô Guimão saíam de casa para fazer compras e tudo o mais.
A nota triste foi que nosso filho José, que mora em São Lourenço, contraiu o vírus covid19 em dezembro de 2020 e não participou com a família das festas de final de ano.
Naqueles dias difíceis, quando visitávamos nosso filho, nora e netos, mantínhamos distância, tal a insegurança com relação ao contágio. E, assim, víamos nossos familiares através do portão de sua casa...
Ele demorou semanas pra se livrar da covid19, mas não sofreu sequelas, graças a Deus.
A expressão Shangrilá vive! foi dita por nossa neta Rafaela, quando se deu o episódio narrado no post Chuva feia na Casa Gorda, cujo link anotamos acima.
Vale a pena conferir as palavras emocionantes de Rafaela no finalzinho deste áudio: RECANTO DOS NETOS (12) Chuva feia na Casa Gorda(2)

No Natal de 2021, hasteamos a bandeira de Shangrilá

José, Isabela e Rafaela, de máscaras e recebendo a família por detrás do portão de sua casa
Como já dissemos, a Casa Gorda tem árvores e plantas em seus jardins internos e uma natureza rica em seu entorno.
Assim, cerca de duas dezenas de diferentes espécies de pássaros — de jacus a socós, de tucanos a gralhas, de maritacas a pombas-trocais e diversos outros passarinhos costumam pintar no pedaço.
Vovó organizou casinhas para passarinhos botar ovos, fruteira e pote d'água pros beija-flores.
Ela também comprou um binóculo e vovô se põe a observar pássaros com a criançada, mostrando a espécie, explicando seus costumes.
Elas já identificam o pio de algumas aves e se mostram indignadas com os tucanos e gaviões que comem filhotinhos...
— É assim na natureza, crianças! Os outros passarinhos não comem bichinhos, minhocas? — vovô explica.
— Bem-te-vi come até ratos! — e as crianças dizem: — Eca, vovô!
— Olha a fruteira! Sanhaços adoram mamão!
— Beija-flor, olhem! Os antigos diziam que sua visita traz sorte e boas notícias, sabiam?
— Maritacas, que formam casais duradouros e bulhentos, resolvem seus problemas na gritaria! — vovô explica, dando risadas e apontando pra vovó... Mas as crianças não gostam da comparação, pois são fiéis defensoras da vó Celesta.
Todo ano, canários, marias-pretas, currilas, sanhaços, coleirinhos e tantos outros põem seus ovos por aqui, vovô conta..
E aí, diz a Rafaela com seu inconfundível jeitinho: "Shanguirá" vive, vovô!
As crianças observam os pássaros sentados na varanda externa da Casa Gorda

Casinha para passarinhos fazer ninhos e a fruteira dos pássaros

Ilustração. Cão Dachshund - TI/Canva
Eu e Celeste sempre tivemos cães quando residíamos em casas. Em apartamentos, sempre foi mais complicado pra nós, que viajávamos muito.
Assim, juntamente aos primeiros filhos, foram chegando os cachorros: Tommy, Xuxa, Piná, Leleca, Dick, Tarzan...
Certamente a mais duradoura (viveu 17 anos) foi Babi — uma Dachshund pretinha — xodó da Celeste, dos nossos filhos, dos nossos netos!
Babi foi comprada filhotinha numa petshop de Três Corações pelo Alan e José, com a "conivência" do tio Miguel, pois esconderam o fato de mim. Quando chegou, era tão pequena que parecia um rato preto, como disse, assustada, a vó Neli, quando a viu pela primeira vez.
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Uma aranha pica a Babi - Leo e Rafa tinham cerca de 4 anos e estavam na Casa Gorda quando Babi foi picada no focinho por uma aranha venenosa. Imediatamente o focinho inchou e a cachorrinha começou a respirar com dificuldade, parecendo sufocada. Celeste me chamou e saímos apressados a procura de socorro, com Leo e Rafa, segurando o choro, no banco de trás do carro, levando no colo a Babi já meio desfalecida. Por sorte encontramos a Dra. Daniela Lemos, que é nossa vizinha. Antes de entregarmos a Babi para ser medicada, o Leo falou bem alto: — Deus! Você tem um minuto pra salvar a Babi! — e pôs-se a chorar, com o Rafa lhe acompanhando. A médica-veterinária aplicou uma injeção na Babi e ficamos ansiosos, esperando que a medicação fizesse efeito. Aos poucos, Babi foi se recompondo e horas depois já estava boa. Bem, Deus não resolveu o problema num minuto, mas é certo que curou nossa Babi! |
Alan e Babi na Casa Gorda

Cão de companhia, Babi estava sempre ao lado das crianças e da família

A Babi marcou tanto nossa família que há uma Babi de pano sobre o sofá da sala de TV da Casa Gorda
Nos dias de hoje, nossos filhos possuem cachorros, que também visitam regularmente a Casa Gorda: Meg, Bono Vox, Cindy e Jack.

Babi, já velhinha acompanhada de Meg e Bono

A Meg, pertencente a Rafaela/Isabela, é uma Shihtzu amorosa e meiga com os familiares, mas que não gosta de estranhos.
Ela passou mais de 1 ano engaiolada numa petshop, e era muito agressiva quando chegou à casa da Bebela. Com o tempo, foi-se afeiçoando a cada um dos familiares.

Celeste e Meg na Casa Gorda
Quando Rafaela nasceu, a Meg passou certo tempo na Casa Gorda, convivendo com a já velhinha Babi. Essa já meio cega e surda, e bastante mau humorada, não dava trela pra Meg.
Mas Meg teve enorme paciência e acabou por conquistar a parceira:

Meg e Babi juntas, numa noite fria de Lambari

Bono é enfezado, mas gosta de brinquedos pra aliviar o estresse
Pois é, Leo e Rafa também tem seu cãozinho.
Trata-se do Bono Vox, um cachorrinho meio Shihtzu, meio sei-lá-o-quê, talvez por isso temperamental.
Não gosta de estranhos (até se acostumar), não gosta de outros cachorros, não gosta de visitas... Se sai à rua, puxa briga com qualquer outro cão, não importa o tamanho.
No ambiente familiar, é um cão dócil e brincalhão.

Quando em Lambari, ficava boa parte do tempo na casa da vó Bia, pra não arranjar confusão com os cachorros da Casa Gorda.
Mas, dava seus passeios por lá.

Bono é meio valentão, mas não tirava farinha com a Babi não!

Bem, a Cindy é aquela história: o cão se apaixona pelo dono!
Quando Vivi e Maria Elisa resolveram adotar um cão, foram a um abrigo. E lá viram uma caramelo pequenina. E foi um encantamento mútuo.
— Cresce muito? A gente mora em apartamento! — Não muito... — respondeu a cuidadora...
— Olha, ela tem um nome de princesa: Cindy! E se comporta muito bem!
O fato é que hoje a Cindy já completou 4 anos, tem 63 cm de altura e pesa 25 quilos e não se comporta como princesa coisíssima nenhuma!
É brincalhona, meiga, mas atabalhoada. Sobe na cama, no sofá! Abraça as pessoas! Late alto!
Mas que importa? Ela é a caçula da família e tem seus direitos!
Por outro lado, Cindy é mansinha, gosta de ser acariciada e se dá muito bem com crianças.

Guga acaricia Cindy no sofá da Casa Gorda

Pra alimentar a Cindy é preciso um osso tamanho família!

Ah, a Cindy participa de todas as festas da Casa Gorda
Todos se assustaram quando José apareceu com o Jack Paul na Casa Gorda!
Vó Celesta foi a primeira:
— Tá loco, Jô! Leva esse cachorro pra longe daqui que a casa tá cheia de crianças!
— Calma, mãe! Ele é feio, tem cara de brabo, mas é manso e gosta de crianças!
— Não é possível! Com essa boca enorme ele engole um, já, já!
Por essa e por outras é que a Vó Celesta, juntamente com a mãe e sua irmã Téia, tinham o apelido de Trio Pavoro... Qualquer barulhinho, corriam apavoradas pra ver o que estava acontecendo com as crianças!
Mas na verdade, foi o Jack quem se assustou com a Casa Gorda: muita gente, grandes espaços, gritaria! E se recolheu a um canto.
Nos primeiros dias, alojou-se na parte de baixo da casa. Depois, apontou a cara e subiu a rampa. Mais tarde, veio fazer um reconhecimento, dando uma cheirada no povinho miúdo.
E hoje o Jack já é da família, não obstante a Meg não lhe dar nenhuma atenção!

Jack Paul é um cão da raça American Bully Pocket. Parece um Pitt Bull, ameaçador, mas é um cão dócil e brincalhão

Bebela acaricia o Jack, mas é Rafa quem lhe dá mais atenção

Se queriam um vigia pra casa, o Jack está mais pra dorminhoco!

A família completa: Jô, Paula, Isabela, Rafa, Meg e Jack
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CASA GORDA (8) - Passeios nas férias (4) O Centro Histórico da Cidade
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