Guimagüinhas
Memórias familiares e de minha terra natal
Meu Diário
21/03/2025 04h59
RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER (7) - Juntinhos em Brasília — até você ir embora!

Ilustração:  Celeste e Guima, caminhando em Brasília, perto do Bosque do Sudoeste, 2024 -  [A expressão Bem-querer é tomada aqui como nome próprio, daí a grafia diferente da indicada pelo VOLP]


SUMÁRIO


APRESENTAÇÃO

  • Eu e Celeste Krauss — em tantas coisas parceiros 

Celeste Emília Salles Krauss, depois Celeste Emília Krauss Guimarães — que assinou seus livros como Celeste Krauss  — foi, por 52 anos, minha companheira de vida, de profissão e de livros.

Com ela escrevi em parceria a Série CASA GORDA - RECANTO DOS NETOS (aqui), que estou divulgando à medida que reviso os textos.


Aliás, o número 1 dessa Série está disponível aqui:

 A CASA GORDA - Recanto dos netos

https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=66248


Colaborei com Celeste também na edição do seu livro O galo e a coruja cupinzeira — que romanceia um caso ocorrido com nossos netos gêmeos: Leonardo e Rafael.

 Veja: aqui


  • Juntinhos em Brasília - até você ir embora!

Nos últimos dois anos (2023/2024), eu e Celeste moramos em Brasília, por conta do seu tratamento oncológico.

Isso nos aproximou ainda mais, à vista da rotina semanal de médicos, fisioterapeutas, hospitais, clínicas, laboratórios de exame, farmácias — fase em que me esforcei para ser marido, motorista, cuidador — e sobretudo companheiro presente dia e noite.

Nesse contexto, preenchemos horas vagas revendo fotos, relembrando e anotando diversos casos e passagens de nossas vidas — desde antes do início do nosso namoro (1972) até os últimos dias passados em Brasília.

Sabe?...


Trecho de um capítulo inédito do livro A GUERRA DAS ESPINGARDINHAS, inspirado no nosso início de namoro, o qual foi narrado pela heroína da história: — a menina MARIA BELA (veja aqui: https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=57716#QUEM)


Foi assim que surgiu a Série CASA GORDA - RECANTO DOS NETOS, referida acima.


  • Série Recordações do meu bem-querer

Pois bem, agora que meu bem-querer se foi (faleceu no dia 3/2/2025), pretendo contar — numa série intitulada RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER — episódios da nossa vida pessoal e familiar, que juntos vimos recordando nos últimos tempos.

Dentre as nossas lembranças, por exemplo, estão:

  • o início do nosso namoro;
  • os filhos, a vida familiar, as amizades;
  • nossa vida profissional, nossos empreendimentos, nossos estudos e trabalhos; 
  • nossas mudanças de cidade — Cascavel, Varginha, Juiz de Fora, Brasília, Belo Horizonte — que se deram em razão dos cargos públicos que ocupamos (eu na Receita Federal, e ela na Receita Estadual). Sobre isso, chegamos mesmo a montar uma linha do tempo com as idas e vindas que enfrentamos com a filharada...
  • e outros casos mais...

Então é isto: uma amostra do que vou compartilhar aqui na Série RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER.

Um modo de aliviar a saudade e deixar memórias para nossos filhos, netos, parentes, amigos...


  • Série Saudades

Anteriormente a este post nº. 7 da Série RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER, publiquei 6 posts com notas e recordações sobre o passamento de minha mulher. 

Confira:


Série Saudades

► RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER (1) - 49 anos de casados! — Falando do nosso aniversário de casamento

► RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER (2) - Que o mestre Jesus te conduza, Celeste! — Anúncio do falecimento de Celeste 

►RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER (3) - A família de Celeste Emília agradece  — Agradecimento às centenas de pessoas que se manifestaram nas redes sociais sobre o passamento de Celeste

► RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER (4) - E então eu me vejo sozinho como estou agora... — Expressando a imensa solidão em que me encontrei após a partida de minha mulher

► RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER (5) - Os casamentos são feitos no céu? — Convites para as Missas de Sétimo Dia de Celeste, realizadas em Lambari e Belo Horizonte

► RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER (6) - Celeste, eu não disse que ia me casar com você? — Recordações sobre o nosso primeiro encontro, no banco da Fonte Luminosa, dia em que prometi que ia me casar com ela e escrever um livro sobre a parentalha.


Retomemos a Série RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER com esta narrativa:

  • A caixa de guardados de Celeste Emília

A CAIXA DE GUARDADOS DE CELESTE EMÍLIA

Trecho de um bilhete romântico que dei à Celeste em 9/2/73, no início do nosso namoro, que mais de 50 anos depois soou profético...


De volta a Lambari, um mês depois do passamento de Celeste, começo a reorganizar nossa casa, que ficou praticamente fechada nos últimos 2 anos. Entre seus guardados, uma caixinha de cartas e bilhetes que lhe escrevi, anos e anos atrás...

E isso me fez lembrar, com imensa saudade, do bobinho romântico que fui durante nosso namoro: — contava-lhe histórias do tempo do onça, declamava versos de moda caipira e poemas de amor, cantava imitando a voz e os trejeitos do Joselito, soprava-lhe no ouvido trechos de músicas românticas, narrava passagens evangélicas e histórias do Cristianismo nascente, escrevia bilhetinhos de amor com letra talhada...


BILHETES ROMÂNTICOS

Com uma caprichada letra de escriturário-contador, escrevi em papel especial bilhetes românticos, como os que vão abaixo, com trechos de poemas de Gibran Khalil Gibran.

A data: fevereiro e maio de 1973, meses após o início do namoro.

A sigla: S.P.C.E. — ao pé do bilhete — queria dizer: Simplesmente porque Celeste existe...

De fato: — ela foi musa inspiradora, mão auxiliadora, porto seguro, para tudo aquilo que realizamos na vida!



MEU NOME NA CADERNETA ESCOLAR

E na caderneta escolar de Celeste, de 1974 (ela cursava o 3º. Ano Colegial), encontrei o meu nome escrito em letra caprichada...

Coisa de adolescente sonhadora e enamorada...


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A MÚSICA-TEMA

Começamos a namorar em dezembro, mês de Natal.

E por aquela época (1972), na TV Globo, havia uma propaganda do Banco Nacional, em que um coral de crianças cantava a música Quero ver você não chorar.

E a cançãozinha se tornou a música-tema do nosso namoro, a qual eu cantava, olhando ternamente em seus olhos, no banco da Fonte Luminosa — onde tudo começou...

Eu cheguei a dar-lhe um bilhete com a letra da música, que ela guardou até o fim...



Comercial do Banco Nacional - https://www.youtube.com/watch?v=I0JzRS0f9Zs


Como começou a história da nossa família - https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=66642#com

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ÍNDICE DA COLETÂNEA RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER


REFERÊNCIAS

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Publicado por Guimaguinhas
em 21/03/2025 às 04h59
 
08/03/2025 10h54
RECANTO DOS NETOS (25) - A CASA GORDA (10) - Vó Celesta e os fogos de artifício

Ilustração: Crianças e cães se divertem soltando "bagulhos" (=nome dado pelos nossos netos aos fogos de artifícios que não produzem estampido). Imagem gerada por IA/Copilot/Microsoft


SUMÁRIO


APRESENTAÇÃO

 

Este texto faz parte do livro A CASA GORDA - Recanto dos netos - Tomo VII — por Celeste Krauss e Antônio Carlos Guimarães — editado por este último.



 Aqui no SITE GUIMAGÜINHAS, numa série de posts intitulada A CASA GORDA - Recanto dos netos, contamos histórias e acontecidos da FAMÍLIA GUIMARÃES, como a construção da nossa casa nos anos 1980, a origem do nome Casa Gorda — apelido dado pelos netos à nossa residência em Lambari —, lances da vida em família, brincadeiras e travessuras dos netos, etc.


Como moramos fora de Lambari por mais de 30 anos, a Casa Gorda se transformou na casa de férias da família.

Nesse compasso, a Casa Gorda ficou sendo, na prática, a casa dos netos — na qual tem muita comida, guloseimas, brincadeiras, histórias, carinho — e muita, muita diversão!

Pois bem — desse modo, vamos recordando os anos em que os netos foram chegando, crescendo e passando férias na Casa Gorda — e nela deixando suas histórias/memórias: vida em família, atividades, passeios, brincadeiras, aventuras...

E vai tudo numa linguagem simples, leve, brincalhona — como somos nós os Guimarães: brincalhões, leves e simples...

Agora vem o número 10 da Série: Vó Celesta e os fogos de artifício.

Vamos lá!


OBJETIVO DA COLETÂNEA HISTÓRIAS DA CASA GORDA 

Eis os motivos por que resolvemos compartilhar nossas memórias familiares, especialmente após a partida da nossa Celeste:


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INTRODUÇÃO

— Vó, vai ter "bagulho" hoje? — perguntam os netos quando estão na Casa Gorda.

Casa Gorda é o nome pelo qual os netos tratam a casa da Vó Celeste, pelo fato de ser uma casa bastante grande. (aqui)

E bagulho? 

— É o nome dado pelas crianças aos fogos de artifícios que não produzem estampido [*] que a Vó Celesta [**] costuma soltar nas datas festivas (Natal, Ano Novo, Carnaval)

E aqui vai a história dos bagulhos e da Vovó que gosta de fogos de artifício infantis. [***] 

Vamos em frente!


[*] Conforme legislação municipal, é vedada em Lambari, MG a soltura de fogos de artifício e artefatos pirotécnicos que causem barulho, com vistas a proteger a saúde humana e de animais que são afetados por barulhos de grande intensidade.

[**] Vó Celesta é a maneira pela qual nossa neta Rafaela (aqui) trata a avó quando, ao seu modo, quer dar ordens ou frisar alguma "coisa importante" numa conversa com Celeste. E a expressão satírica pegou — e toda a família a trata desse modo.

[***] Fogos de artifício infantis: aqueles apropriados para crianças: produzem luzes, gases, fumaça e não causam barulho excessivo.

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UMA RENCA DE NETOS


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O QUE SÃO OS "BAGULHOS"

Na gíria da criançada, bagulhos são fogos de artifício, isto é:

explosivos de efeito pirotécnico ou sonoro feitos para fins de entretenimento, efeitos estéticos ou visuais. Geralmente são utilizados em festividades, eventos, celebrações ou para efeitos especiais e visuais em apresentações, concertos, peças de teatro ou afins. (Wikipedia).


Reprodução. Fonte: www.paripe.net/


Na Casa Gorda, os bagulhos/fogos de artifício são aqueles apropriados para crianças, como estes:

Biribinha (estalos de salão), traque, alto giro, pião dançarino, repuxito, chuva de prata, vulcão, base de míssil, apito de vara, carupito, avião noturno e assemelhados.


Reprodução. Fonte: bacalhausfogos.com.br


TODOS OS NETOS PARTICIPAM

A tradição familiar dos bagulhos está tão enraizada que mesmo os netos mais velhos (Leo e Rafa, hoje com 18 anos) não dispensam a brincadeira, e dizem: 

— Na hora dos bagulhos, me chama, vó!

Na verdade, na hora da soltura dos bagulhos a família toda participa da brincadeira — incluindo Bono, Meg, Cindy e Jack, a cachorrada das crianças — à exceção do filho mais velho, que não gosta de foguetes e assemelhados.


  

Vó Celesta e Cecília – que adora um bagulho! – soltando estrelinhas...


 

 

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CUIDADOS AO MANUSEAR FOGOS DE ARTIFÍCIO

As crianças são postas a distância segura e com óculos de proteção, quando se soltam fogos de artifício.


  

Paulinho e Rafaela assistem à queima de fogos de artifício

Fogos de estrelinha são seguros, se mantidos longe dos olhos

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Quando se trata de bagulhos explosivos (sem estampido), a criançada se protege em bunkers improvisados de caixa de papelão com "janelinhas".

Bunkers de caixa de papelão semelhantes a esta casinha de Cecília e Rafaela são preparados para a brincadeira


 

Artifícios potentes ou explosivos são mantidos a distância segura

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KFUZA BALL NUNCA MAIS!

Neste Natal de 2023, houve novidades: a  Caixa de mísseis de 50 tiros e um outro "artifício" que assustou os pais e fez a festa da criançada: a kfuza ball!

A Caixa de mísseis (produz barulho de baixa intensidade) disparou 50 tiros — e a criançada vibrou intensamente a cada um deles!

Quanto ao kfuza ball... — É seguro! — garantira a vendedora à vovó Celesta Pirotécnica! 

A ideia era soltar a bolinha Kfuza na quadra de peteca, um lugar plano, ao ar livre, mas, inadvertidamente, ela rolou morro abaixo pipocando e estralando — e se alojou debaixo da geladeira...

Foi uma correria, parecia que a geladeira dera um curto! Mas foi só susto.

Contudo, a criançada andou comentando: — É mais divertido que busca-pé!

Pois é, depois da kafuzão, a tal de Kfuza Ball está proibida na Casa Gorda! — vô Guimão decretou.


 

Reprodução. bacalhausfogos.com.br/


A Kfuza Ball é uma bombinha em formato de bola. Ela abre libera várias sequencias de estralos e pisca. Depois a criança pode brincar com a bolinha.

 

 

 

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REFERÊNCIAS


SÉRIE RECANTO DOS NETOS

Confira os posts já publicados:

  1. Netos e livros

  2. Netos musicais

  3. Coitado do Lobo Mau

  4. A Casa Gorda

  5. O monstro da antena

  6. As profissões de Maria

  7. Cecília chegou!

  8. Os gols do Paulinho

  9. O vocabulário da Rafa

  10. Desenhos, leituras e contação de histórias

  11. Histórias assustadoras da Vó Celeste

  12. Ano Novo na Casa Gorda/Shangrilá

  13. Chuva feia na Casa Gorda

  14. Um "estranho animal" visita a Casa Gorda

  15. Vai morar com os "arrenígenas"...

  16. A casa de bonecas

  17. Coletânea Histórias da Casa Gorda

  18. Celeste, eu vou me casar com você!


  • Aqui, posts da Série Recanto dos netos ►►►
  1. CASA GORDA - Recanto dos netos

  2. CASA GORDA - A comilança

  3. CASA GORDA - Ler, contar e escrever histórias

  4. CASA GORDA - Férias na Casa Gorda

  5. CASA GORDA - Mais Férias na Casa Gorda

  6. CASA GORDA - Passeios nas férias (1) Parque das Águas

  7. CASA GORDA - Passeios nas férias (2) Parque Novo, Volta do Lago, Alto do Cruzeiro

  8. CASA GORDA - Passeios nas férias (3) Horto Florestal, Chalezinho do Serrote, Pescarias

  9. CASA GORDA - Passeio nas férias (4) O Centro Histórico da Cidade

  10. CASA GORDA - Datas festivas - Natal, Ano Novo, Aniversários

  11. CASA GORDA -Vó Celesta e os fogos de artifício


Confira os áudios vinculados aos posts:

  1. (12) Chuva feia na Casa Gorda (1)
  2. (12) Chuva feia na Casa Gorda (2)
  3. (12) Chuva feia na Casa Gorda (3)
  4. (13) Um "estranho animal" (1)
  5. (13) Um "estranho animal" (2)

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Publicado por Guimaguinhas
em 08/03/2025 às 10h54
 
08/03/2025 10h38
RECANTO DOS NETOS (24) - A CASA GORDA (9) - Datas festivas: Natal, Ano Novo, Aniversários

Ilustração: Cecília, Rafaela e Paulo Emílio conduzem a imagem do Menino Jesus para o presépio. Natal de 2024


SUMÁRIO


APRESENTAÇÃO

 

Este texto faz parte do livro A CASA GORDA - Recanto dos netos - Tomo VII — por Celeste Krauss e Antônio Carlos Guimarães — editado por este último.



 Aqui no SITE GUIMAGÜINHAS, numa série de posts intitulada A CASA GORDA - Recanto dos netos, contamos histórias e acontecidos da FAMÍLIA GUIMARÃES, como a construção da nossa casa nos anos 1980, a origem do nome Casa Gorda — apelido dado pelos netos à nossa residência em Lambari —, lances da vida em família, brincadeiras e travessuras dos netos, etc.


Como moramos fora de Lambari por mais de 30 anos, a Casa Gorda se transformou na casa de férias da família.

Nesse compasso, a Casa Gorda ficou sendo, na prática, a casa dos netos — na qual tem muita comida, guloseimas, brincadeiras, histórias, carinho — e muita, muita diversão!

Pois bem — desse modo, vamos recordando os anos em que os netos foram chegando, crescendo e passando férias na Casa Gorda — e nela deixando suas histórias/memórias: brincadeiras, atividades, passeios, aventuras...

E vai tudo numa linguagem simples, leve, brincalhona — como somos nós os Guimarães: brincalhões, leves e simples...

Agora vem o número 9 da Série: Datas festivas: Natal, Ano Novo, Aniversários

Vamos lá!


OBJETIVO DA COLETÂNEA HISTÓRIAS DA CASA GORDA 

Eis os motivos por que resolvemos compartilhar nossas memórias familiares, especialmente após a partida da nossa Celeste:


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UMA RENCA DE NETOS



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DATAS FESTIVAS NA CASA GORDA

A cada data festiva em que celebramos a importância dos laços que compartilhamos, agradeçamos à Providência Divina a bênção de pertencer — de longa data —  a essa família espiritual.


Todos os anos temos conseguido reunir a FAMÍLIA GUIMARÃES na Casa Gorda em alguma data festiva: Natal, Ano Novo, Aniversários.

Tem sido assim há anos, facilitado pelo fato dos pais de duas noras — Flávia e Paula — residirem em Lambari e se unirem a nós nas comemorações. Eventualmente, os pais de Viviane e Carol também participam.

Ah, de quando em vez vó Celesta inventa outras festas: Gritinho de Carnaval, Festa Junina, Halloween...

Pra tanta festança, ela mantém um estoque logístico apropriado para diversos cenários: mesas, mesinhas, estantes, cadeiras, bancos, banquinhos, enfeites, toalhas e roupas típicas, chapéus, máscaras, travessas, pratos, toalhas... E mais: Presépio, roupa de Papai Noel, fantasias...


Espia só alguns cenários de festas de aniversário na Casa Gorda!


Abaixo vão comentários ligeiros e fotos sobre algumas dessas festas.

Vamos lá!

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NATAL

Natal é a Data da família e a maior Festa da Cristandade!

E quase sempre temos a Família Guimarães completa nessas comemorações.

Músicas natalinas, comida e enfeites típicos, Presépio, Prece de Natal, Papai Noel, presentes da criançada, troca de lembrancinhas — tudo que tradicionalmente fazem as famílias cristãs.

Antes da Prece de Natal, as crianças conduzem o Menino Jesus para o Presépio, ao som de suave música.

Depois oramos em família, pelos familiares que estão aqui e aqueles que nos antecederam no retorno à Vida Maior. Esses são os próximos mais próximos de nós.

Nosso coração está sereno, pois já oramos por outros próximos — aqueles de que nos falou Jesus! — e os auxiliamos como pudemos.

É o momento de Fé, Paz e Esperança!


O presépio, com peças de madeira, aguarda a chegada do Menino Jesus

Rafaela, Leonardo e Rafael conduzem a imagem do Menino Jesus para o presépio

Isabela e Rafa, preparadas para a festa natalina. Ao fundo, o presépio da família

Rafa, Léo, Maria e Isabela: hora da prece de Natal

Guga e Cecília. Natal de 2023

Celeste e os netos. Natal de 2019

Família Guimarães: Celeste, Guima, filhos, netos e Bisa Neli. Natal de 2023

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ANO NOVO

Ano Novo! Outra vez juntos — quase toda a família e consogros — para festejarmos.

Decoração, músicas, ceia e a Chandon estourando na virada do ano.

Antes da meia-noite fazemos nossas orações. Agradecemos a saúde, a harmonia, as vias e os meios materiais com que a Providência nos tem assistido — e auguramos um Novo Ano de Paz, Saúde e Alegrias para os familiares e amigos!

Na virada do ano, do Alto Boa Vista, contemplamos a queima de fogos de artifícios!

Ah, vó Celeste também entende um pouco disso, isto é, de fogos de artifício. Confiram no post: Vó Celesta e os fogos de artifício.


Daqui a pouco, vai ter festa de passagem de ano (2022/23)

Pista de dança e som sendo aprontados. Ano Novo 2015

Aprontando o salão pra festa de Ano Novo de 2022

Celeste, Guima, filhos e noras, numa festa de final de ano

Passagem do ano na piscina


Tradição de Santos Reis

Todo ano, vó Celesta recebe a bandeira dos Santos Reis e ensina aos netos o porquê da tradição

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ANIVERSÁRIOS

Renca de netos, dezenas e dezenas de aniversários!

Tem gente de junho (Rafa e Guga), tem gente de julho (Maria e Rafaleo), tem menina de agosto (Isabela), tem gente de outubro (Paulinho e Cecília)!

E vó Celesta e vô Guimão correm ora pra Brasília, ora pra São Paulo, ora pra São Lourenço, para estarem junto dos netos, noras e filhos.

Mas muitos desses aniversários foram comemorados na Casa Gorda.


Fica atenta, vó Celesta!

Rafaela — ou Rafa, Rafinha — é uma menina esperta, que leva uma vida de criança organizada e planejada — e tem uma língua de trapo, como já foi dito.


  

   Rafa e a esponja Bath Toy Sapinho


Pois bem. Em janeiro de 2022, ela passou as férias em Lambari, com a família. E andou à cata de uma esponja sapinho que ela e a prima Cecília ganharam de presente no Natal. E parece que não encontrou.

Dias depois, chegando em São Lourenço, 11 horas da noite ligou pra vó Celesta:

— Vovó, estou preparando as coisas pro meu aniversário... (era janeiro e ela faz aniversário em junho!)

Celeste, meio sonolenta, disse:

— Ah é, Rafa!

— Sim! E estou procurando as esponjas sapinho que você deu pra mim e pra Cecília pra enfeitar minha festa de aniversário. Procurei na Casa Gorda inteirinha e não encontrei...

Celeste, então disse:

— Mas Rafa... falta muito tempo pro seu aniversário. Depois a gente vê isso, tá?

E a Rafa:

— Não, vó Celesta! — Fica atenta!!! — que eu vou ligar daqui a pouquinho pra ver se a senhora achou, tá bem?

Bem, a Rafa deve ter ido dormir, pois não ligou pra vovó naquela noite.

Mas sei que a vó Celesta andou vasculhando banheiros e armários da Casa Gorda atrás das esponjas sapinho...

E o bordão:  Fica atenta, vó Celesta!!! está a fazer um sucesso na família!


Vamos dar uma espiadinha em algumas festas:


  

Maria chef, aniversário em Brasília

Aniversário Rafaela, em Brasília

Bebela e avós, aniversário na Casa Gorda

Cecília comemorou 2 aninhos em São Paulo

Rafinha, vô Guimão e vô Celeste, festinha na Casa Gorda

Festa de aniversário à moda caipira. Arranjos by Celeste e noras

Olha a roupa dos noivos!

Casa Gorda virou Casa Caipira

 

Eita, mais festa caipira! Onde foi, vó Celesta?

Rafa e Bebela, festa conjunta

Festa do Unicórnio, para Rafa e Bebela

Festa da Sereia, Maria, Paulinho, Vivi e Carlo

Niver caipira da Rafa: 4 anos

Cecília 10 meses, com vó Celesta e vô Guimão

Festa Hot Weels do Paulinho. Brasília

Niver do Guga: Os dindos e os primos

Festa da Cecília: Mickey


Os Power Rangers Rafa e Léo (ou será Léo e Rafa?) prontos para a batalha

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OUTRAS FESTAS

Como dissemos, com os filhos e netos morando fora de Lambari, vó Celesta quando vê a Casa Gorda cheia trata de inventar diversões pro povinho dela. Daí vem: festa junina, halloween, festa mexicana, pulo de carnaval...

Ah, pra festança ser completa juntam-se a nós irmãos e sobrinhos da vó Celesta e amigos da vizinhança...


Hoje tem brincadeira de carnaval na Casa Gorda

Eita, a irmã e sobrinhas da vó Celeste experimentando chapéus da festa mexicana

Já teve festa junina, com fogueira e tudo o mais!

Preparando a brincadeira...

Encontro de gerações de bruxinhas

Esta bruxinha tá linda!

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REFERÊNCIAS

  • Fotos: Acervo da família Salles Krauss/Lobo Guimarães
  • Textos de Celeste Krauss e Antônio Carlos Guimarães

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SÉRIE RECANTO DOS NETOS

Confira os posts já publicados:

  1. Netos e livros
  2. Netos musicais
  3. Coitado do Lobo Mau
  4. A Casa Gorda
  5. O monstro da antena
  6. As profissões de Maria
  7. Cecília chegou!
  8. Os gols do Paulinho
  9. O vocabulário da Rafa
  10. Desenhos, leituras e contação de histórias
  11. Histórias assustadoras da Vó Celeste
  12. Ano Novo na Casa Gorda/Shangrilá
  13. Chuva feia na Casa Gorda
  14. Um "estranho animal" visita a Casa Gorda
  15. Vai morar com os "arrenígenas"...
  16. A casa de bonecas

  17. Coletânea Histórias da Casa Gorda

  18. Celeste, eu vou me casar com você!


  • Aqui, posts da Série Recanto dos netos ►►►
  1. CASA GORDA - Recanto dos netos

  2. CASA GORDA - A comilança

  3. CASA GORDA - Ler, contar e escrever histórias

  4. CASA GORDA - Férias na Casa Gorda

  5. CASA GORDA - Mais Férias na Casa Gorda

  6. CASA GORDA - Passeios nas férias (1) Parque das Águas

  7. CASA GORDA - Passeios nas férias (2) Parque Novo, Volta do Lago, Alto do Cruzeiro

  8. CASA GORDA - Passeios nas férias (3) Horto Florestal, Chalezinho do Serrote, Pescarias

  9. CASA GORDA - Passeio nas férias (4) O Centro Histórico da Cidade

  10. CASA GORDA - Datas festivas - Natal, Ano Novo, Aniversários

  11. CASA GORDA -Vó Celesta e os fogos de artifício


Confira os áudios vinculados aos posts:

  1. (12) Chuva feia na Casa Gorda (1)
  2. (12) Chuva feia na Casa Gorda (2)
  3. (12) Chuva feia na Casa Gorda (3)
  4. (13) Um "estranho animal" (1)
  5. (13) Um "estranho animal" (2)

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Publicado por Guimaguinhas
em 08/03/2025 às 10h38
 
08/03/2025 10h35
RECANTO DOS NETOS (23) - A CASA GORDA (8) - Passeios nas férias (4) O Centro Histórico da Cidade

Ilustração: Capa do livro PEQUENA HISTÓRIA DE ÁGUAS VIRTUOSAS DE LAMBARI, mostrando o centro antigo da cidade de Lambari, MG


SUMÁRIO


APRESENTAÇÃO

 Este texto faz parte do livro A CASA GORDA - Recanto dos netos - Tomo VI — por Celeste Krauss e Antônio Carlos Guimarães — editado por este último.



 Aqui no SITE GUIMAGÜINHAS, numa série de posts intitulada A CASA GORDA - Recanto dos netos, contamos histórias e acontecidos da FAMÍLIA GUIMARÃES, como a construção da nossa casa nos anos 1980, a origem do nome Casa Gorda — apelido dado pelos netos à nossa residência em Lambari —, lances da vida em família, brincadeiras e travessuras dos netos, etc.


Como moramos fora de Lambari por mais de 30 anos, a Casa Gorda se transformou na casa de férias da família.

Nesse compasso, a Casa Gorda ficou sendo, na prática, a casa dos netos — na qual tem muita comida, guloseimas, brincadeiras, histórias, carinho — e muita, muita diversão!

Pois bem — desse modo, vamos recordando os anos em que os netos foram chegando, crescendo e passando férias na Casa Gorda — e nela deixando suas histórias/memórias: brincadeiras, atividades, passeios, aventuras...

E vai tudo numa linguagem simples, leve, brincalhona — como somos nós os Guimarães: brincalhões, leves e simples...

Agora vem o número 8 da Série: Passeios nas férias: O Centro Histórico da Cidade

Vamos lá!


OBJETIVO DA COLETÂNEA HISTÓRIAS DA CASA GORDA 

Eis os motivos por que resolvemos compartilhar nossas memórias familiares, especialmente após a partida da nossa Celeste:


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UMA RENCA DE NETOS



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PASSEIOS DE FÉRIAS NA GORDA

Férias na Casa Gorda não são só brincadeiras e diversões confinados no Alto Boa Vista!

Descemos ao centro da cidade todos os dias — e aí podemos fazer diversas coisas: apanhar água no Parque, fazer compras, tomar sorvete, passear de charretinha, ir no pula-pula, dar uma passadinha na livraria, caminhar pelas ruas do centro olhando as lojas...

Olhar vitrines de lojas, fazer supermercado e quitanda é com a vó Celesta — que também gosta de nos levar a sorveterias e lojas de doces.

Vovó é mais prática, vovô é sonhador.

Ele gosta mesmo é de nos mostrar o Centro Histórico da cidade e suas belezas: Cassino, Farol, Barragem, Duchas e a portentosa Igreja Matriz de Nossa Senhora da Saúde!

E fazemos também caminhadas: Parque das Águas, Parque Novo, Volta do Lago, Volta da Mata, Alto do Cruzeiro...

Vamos a lugares mais distantes também: Chalezinho do Serrote, Horto Florestal, Serra das Águas, pesqueiros.

Almoços fora acontecem de vez em quando: Ganso, Gerardo, Chico Bento.

Ah, vez por outra, passeamos em São Lourenço, Varginha, Pouso Alegre, Monte Verde.

Bora lá contar um pouco dessas histórias.

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PELO CENTRO HISTÓRICO DE ÁGUAS VIRTUOSAS

Crianças passeando pela cidade. Ilustração: IA/Pilot/Microsoft


No dia a dia, quando descemos ao centro da cidade, podemos fazer diversas coisas: apanhar água no Parque, fazer compras, tomar sorvete, passear de charretinha, ir no pula-pula ou simplesmente andar pelas ruas adjacentes ao Parque das Águas.

Enquanto caminhamos, vovô vai repassando pontos de história da cidade.

E quando chegamos à Rua Garção Stockler, Maria pergunta:

— Garção, vô? Nome estranho! Quem foi ele?

Vovô explica que Garção se origina da palavra francesa garçon, cujo sentido original é jovem, rapaz, e que atualmente significa o que todos sabemos: empregado que serve em restaurantes. Mas, com a grafia Garção, tornou-se nome próprio.

— O nosso Garção Stockler, como Agente Executivo da então Vila de Águas Virtuosas, foi o responsável por aprovar, em 1890, junto à Câmara de Campanha, o plano de saneamento e urbanização da vila, plano esse que ele mesmo havia elaborado.

— Como já lhes contei — prosseguiu vovô — toda a área em volta do Parque das Águas era uma região pantanosa, e foi a execução desse plano que deu ao centro de Lambari a feição que conhecemos hoje: ruas planejadas, largas, bem traçadas.

E complementa: 

— O responsável pela execução desse plano foi Américo Werneck, nosso primeiro prefeito.

E prosseguiu:

—  Entre 1909-1911, ele realizou aterros, desaterros, retificações e aberturas de ruas, canalização de riachos e de córregos, instalação da rede geral de água potável, construção da rede parcial de esgotos...

Nesse instante, passou um caminhão que balançou toda a rua em que estávamos, assustando as crianças!

— Eu não disse! — As ruas do centro se assentam sobre formidáveis aterros! Sobre eles foram traçadas as vias públicas e as fundações dos edifícios...

Vovô deu uma risada e disse, brincalhão: — Balança! Balança! Mas não cai!...

E a criançada prosseguiu caminhando, de olho nos caminhões...

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VOU ME CASAR COM VOCÊ!

Oh! e quem nunca viveu um flerte, um amor platônico com 
uma veranista qualquer ou não carregou solícito a mochila de 
uma colega? E quem não namorou escondido ao portão ou, 
na Praça da Fonte, meloso, não fez juras de amor pra casar?

Do livro MENINO-SERELEPE


        Fonte Luminosa - Área central de Lambari, MG


Certo dia, a noitinha, descemos com vovô e vovó pra vermos a Fonte Luminosa funcionando.

Como sempre, vovô nos contou a história do lugar:

— A Fonte Luminosa foi instalada no final dos anos 1940 pelo prefeito Hélio Salles, no centro da Praça João de Almeida Lisboa. Mas, popularmente, o lugar é conhecido por Praça da Fonte Luminosa.

Em seguida, acrescentou:

— A Fonte enfeitou a área central da cidade e foi ponto de encontro de muita gente. Antigamente, as mocinhas contornavam a praça por um lado e os rapazes por outro — no chamado footing — e desse modo se viam, paqueravam, iniciavam namoro...

— Mas foi ponto de atividade política também. Aqui foi inaugurado o busto de Juscelino Kubistchek. Ele próprio visitou Lambari, nos anos 1950, para a cerimônia. Aqui também está o busto de Américo Werneck, que foi inagurado em 1955, com discurso de Gustavo Barroso, escritor, membro da ABL e grande amigo de Lambari.

Vovô sempre se empolga com essas histórias! No entanto, ele deu um risinho, e ia prosseguir, quando Rafa interveio:

— Quando vovô faz essa cara, vem coisa errada aí!

— Não, nada disso crianças, é só um caso engraçado — e falou de modo irônico: 

— Conta-se, também, que no início dos anos 1950, numa disputa política entre os grupos ligados a Hélio Salles e João Lisboa, houve uma suposta ameaça de depredação à Fonte Luminosa. Por essa época, os oradores se sucediam nos alto-falantes, montados na Praça João de Almeida Lisboa, e a nossa memória política assinala que um deles proclamava vibrantemente: Não, não e não! A Fonte Luminosa não será destruída! 

— E de fato nada ocorreu, senão os ânimos políticos exaltados das primeiras eleições diretas realizadas em nosso município...

— Bem, é isso crianças. Vamos agora tomar aquele sorvete delicioso?



No banco da Praça da Fonte Luminosa, em 9 de dezembro de 1972, começou nossa história...


— Ara, vovô, você esqueceu de falar uma coisa importante que aconteceu aqui na Fonte Luminosa! — lembrou Maria Elisa.

— Pois é, vovô! Vó Celeste contou pra gente que foi num banco da fonte que começou a história da nossa família! — acrescentou Bebela.

— Mas já contei essa história tantas vezes! Vocês não se cansam não?

— Não!!! Você não pode esquecer de escrever essa história, viu, vô Guimão!? — disse a mandona da Rafaela.

— Tá bem! Vou resumir o caso pra vocês.

— Quando comecei a namorar sua vó, em 9 de dezembro de 1972, no primeiro dia de namoro, nos sentamos num banco em frente à Fonte Luminosa. E neste dia eu disse que ia me casar com ela! 

— E disse também que ia escrever um livro com histórias da parentalha...

— E o que ela falou? — perguntaram as meninas ao mesmo tempo!

— Ela??? Não respondeu nada!

— Mas eu tinha certeza de que íamos nos casar!

— E foi o que aconteceu, três anos depois nos casamos! E isso já faz quase 50 anos!

— Ah, escrevi o livro também! O Menino-Serelepe, como vocês sabem...


  •  No sábado, dia 9 de dezembro de 1972, estávamos trabalhando no escritório de contabilidade de José de Lorenzo e Fabiano Krauss, quando dei à Celeste um cordão prateado e a convidei para sairmos à noite. Tempos e tempos depois do primeiro encontro na Fonte Luminosa, foi que ela me confessou que "sabia" que o "príncipe encantado", com quem se casaria, lhe daria de presente um cordão daqueles...


Rafa e Paulinho fizeram aquela cara malandra de quem vai trolar o vovô e...

— Vovô, Bisa Tal falou que você jantou na casa dela na primeira vez que levou vovó Celesta em casa? Verdade?

A pergunta travessa quem fez foi Rafa, mas foi o Paulinho quem não guardou segredo!

— Gente, não falem isso! Isso é segredo da vovó! — Celeste atravessou a pergunta, mas já era tarde...

— Sim, é verdade, mas... — vovô nem pôde completar a frase, e a Rafinha emendou:

— E comeu arroz-couve-farinha, tudo misturado, vovô?

— Sim, sim!

— Não precisa ficar contando isso pra todo mundo, Rafa! — disse a vó Celeste, tentando consertar o estrago.

— E você não ficou com vergonha, vô Guimão? — disseram os dois malandrinhos a uma só voz.

Bem aí desisti, porque esses dois quanto se juntam sai da frente!

Mas não desistiram:

— E o prato era bonito assim, vovô?

— Que nada! Comi na frigideira mesmo!


O banco que mandei fazer pra Celeste, similar ao então existente na Praça da Fonte, para

recordar o dia do nosso primeiro encontro e a promessa que fiz a ela

Dedicatória inserida no livro Menino-Serelepe

Veja aqui: https://loja.uiclap.com/titulo/ua14191 

Promessa cumprida em 31 de janeiro de 1976

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O CASSINO E O FAROL DO LAGO

A obra-prima de Werneck

Naqueles dias de feriados, quando chegamos defronte ao Cassino, as crianças disseram:

— Nossa! vovó! Como tá sujo este prédio!

— Pois é, gente! É um prédio tombado e mesmo assim tão malcuidado!

— Tombado, vovó?

— Sim, áreas florestais, ruas, edifícios, monumentos, obras de arte, documentos e outros bens podem ser tombados, isto é, preservados. Para isso, é criada legislação específica, com o objetivo de impedir que venham a ser destruídos ou descaracterizados.

 — Mas num adiantou muito, né? O Cassino tá tão feio!

— Exatamente! pois não basta a lei  — é preciso um conjunto de ações coordenadas dos poderes públicos, para educar, fiscalizar, cobrar e punir quem não cumpre a legislação. Só assim a memória coletiva de um povo é preservada!

Vovó sabe essas coisas porque trabalhou em órgãos fazendários federais e estaduais  — LeoRafa comentaram baixinho. 

Têm razão, Rafaleo. É como sua vó sempre disse:

— Tudo, em serviço público, nasce de um projeto que tenha prazo razoável, recurso orçamentário, acompanhamento preciso e manutenção futura. Só assim poderá funcionar e cumprir os objetivos de sua realização! 


Cassino de Lambari. Postal antigo, mostrando, lateralmente, o telhado do prédio 


— Cassino é onde tem jogo, vovô? — Bebela e Maria perguntaram.

— Sim, Cassino é palavra originária do italiano casinó, que, entre nós, tem o mesmo significado: casa ou lugar de reunião para jogos de azar, geralmente com espetáculos de música e dança.

— Ainda tem jogo? Que jogo tem aí, vovô? — indaga a curiosa Rafaela.

— Na verdade, Rafa, só teve jogos na noite de inauguração: 24 de abril de 1911! 

— Naquela noite, os caça-níqueis, as roletas e as mesas de apostas só funcionaram de forma parcial, visto que ocorreram problemas na iluminação e havia muitos equipamentos de jogos e diversões ainda incompletos e/ou não instalados.

— Depois num teve mais jogo na cidade, vovô? — tornou a perguntadeira da Rafa.

— Teve sim, até o ano de 1946, quando o jogo foi proibido pelo Governo Dutra, houve jogos de azar num antigo cassino do Parque das Águas, no Cassino das Fontes e no Hotel Imperial.


Imagem. Roleta, num cassino. Gerada por IA/Copilot/Microsoft


— A gente pode entrar aí, vovô? — disse Paulinho subindo as escadas da entrada principal.

— Não podemos entrar, filho! Está fechado aguardando prometidas reformas, mais uma entre tantas! Se cuidarem das paredes, pinturas e instalações, sem destruírem ou modificarem o projeto original, já será bom demais!

— É triste para nós lambarienses recordar a história deste edifício... Desde sua inauguração, passou pelas mãos de órgãos estaduais e da municipalidade. Nesse tempo, sofreu diversas reformas, que descaracterizaram áreas internas e o telhado, mas ao menos mantiveram a originalidade da fachada.

— Por outro lado, nunca lhe deram uma destinação condizente com sua história e sua arquitetura. Foi tantas vezes adaptado para receber órgãos públicos, escolas, bibliotecas... Mas sempre precariamente!

— Seu salão principal — apropriado para bailes, teatros, sessões solenes, atividades sociais e culturais — se prestou, infelizmente, a imprudentes festas e gritos de Carnaval!

— Tantos anos... E nenhum governante foi capaz de dar finalidade apropriada, duradoura, sustentável a esta obra-prima de Werneck!

— Mas o povo não faz nada, vovô! — falou duramente Maria.

— Pois é, filha, o povo somos nós — e vamos deixando as coisas acontecerem...


Meio desolados, fomos caminhando para ver o Farol do Lago.


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O Farol da República

Como o Cassino, também nosso Farol estava cercado de mato, pintura gasta, portas, escadas e gradis enferrujados e retorcidos...

— Qui paia, vô!!! — exclamaram Rafaleo decepcionados com o tão falado Farol de Lambari.

— Não sei, Guima, porque você insiste em trazer as crianças para ver essas coisas! Elas ficam tristes de ver o abandono — Celeste me cobrou.

— Pelo menos ficam conhecendo a história de sua construção — eu disse. — E possam também distinguir quem empreende e constrói de quem pouco faz e destrói!

— Ah, tomara! Pelo menos o senso crítico da geração dos netos é mais apurado do que o nosso! Que sejam cidadãos conscientes e participativos, mais do que temos sido. É o que desejamos para eles.

— Vô, esse farol iluminava mesmo? O Lago ficava clarinho de noite, como vovó falou? — Rafa, intrigada, perguntou.

— Pois é, minha filha, uma de suas funções era exatamente esta: iluminar o Lago Guanabara e as embarcações que navegassem à noite. Mas não sabemos se isso chegou a acontecer, visto que funcionou apenas na noite da inauguração...

— Ah, queria ver ele ligado, vovô! 

— Quem sabe um dia, quem sabe, Rafa?!

Vovó então cortou a conversa, porque a Rafinha estava triste com a história do farol que não iluminava mais...

— Rafa, os turistas podiam também subir no farol e lá de cima ver o espelho do lago, o Parque Novo e outros pontos da cidade.

— Tá bom! — falou a voluntariosa da Rafa. — Então, sobe com a gente, vovô!

— Pois é, Rafinha! Nem isso podemos fazer. Olha o estado das escadas e das grades de proteção! É perigoso, não podemos subir.

— Ara, vovô num deixa a gente fazer nada! — ela protestou!

O coração ficou doído com o abandono do local e a decepção da neta.

[paia –> gíria de adolescente –> ruim, sem graça, fraco]


— Mas, Rafa, não fica triste! — vovô disse à neta que já estava meio emburrada, e completou ligeiro:

—Vocês sabem, crianças, por que o farol é também conhecido por Farol da República?

— Porque foi inaugurado no dia 15 de novembro? — um dos netos disse.

— Tem a ver com essa data, mas não foi por esse motivo. E sim porque Werneck, como parlamentar e homem público, sempre foi um defensor do regime Republicano.

— Conta-se que o farol produzia um belo efeito nos vitrais do Cassino. E há ainda um fato curioso: seu posicionamento guarda simetria em relação a certos movimentos da Terra em relação ao Sol.

— Quequié isso, vovô!

— Quando estudamos Geografia, aprendemos que a Terra é dividida em hemisférios (Sul, Norte, Leste, Oeste). Pois bem, ao girar, a Terra muda sua posição em relação ao Sol. Com isso, a incidência de luz sobre os hemisférios é diferente.

— E daí...??? — tornaram, cheios de interrogação.

— De modo que, no dia 15 de novembro, de tardezinha, olhando-se do topo do Farol para o Cassino, a gente poderia ver o Sol se pondo no meio do salão principal...

— Você já viu isso, vovô? — perguntou a Rafa, a quem não escapa nada.

— Eu não vi. Mas há historiadores que falam sobre isso. Depois vovô mostra pra vocês no Site Guimagüinhas.


  Veja: Farol do Lago


A BARRAGEM DO LAGO E AS DUCHAS

Saímos do Farol e fomos ver a Barragem do Lago e as Duchas, tudo ali bem juntinho um do outro! Então, vovô deu um giro sobre si mesmo e disse:

— Olhem, gente, que conjunto bonito! Ah, se isso fosse bem cuidado!

Depois, entusiasmado com as Memórias de Aguinhas, acrescentou:

— Sabiam que Werneck planejara  a construção de um bar próximo do holofote... Mas isso também ficou nos sonhos do nosso primeiro prefeito...

— Holofote??? Quequi é isso, vovô!

— Holofote ou farol são sinônimos. Ao tempo de Werneck, usava-se as duas palavras, ora uma, ora outra. Hoje em dia, poucas pessoas falam holofote.


Farol de Lambari. Pintura de Jonas Lemes


Chovera na véspera, e as águas da cascata, das duchas e do Rio Mumbuca estavam meio barrentas.

— Hii, vovô, não vai dar pra tomar banho de ducha!

— Não vai dar! — vovô respondeu.

— Até porque não se tem certeza nos dias de hoje da qualidade da água que vem do lago... — vó Celeste, falou firme, sempre preocupada com higiene e saúde dos netos.

— Coisas da vó Celesta, né Rafa?! Muita gente toma banho aqui! — disse, vovô, que em seguida, mudou de assunto e perguntou:

— Quem construiu as duchas?

— Ora, vovô — Rafaleo falou — não foi Werneck que fez tudo isso aqui?

— Sim, tudo, menos as duchas. Essas foram idealizadas e construídas, no final dos anos 1960, pelo prefeito Jairo Ferreira.


Duchas de Lambari. Reprodução. Pintura A. Martins

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NA IGREJA MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA SAÚDE

Vovô e vovó, numa tardezinha, perto das 6 horas — hora da Ave-Maria —, olhando do alto da Casa Gorda avistaram a Igreja de N. S. da Saúde e chamaram os netos para ver como estava iluminada a Matriz da cidade.

— Vai tocar a Ave-Maria, vovó disse — Vamos fazer nossas preces!


A Igreja Matriz de N. S. da Saúde, iluminada, ao entardecer, vista da Casa Gorda


Vovó e vovó gostam muito da Igreja Matriz de N. S. da Saúde e de sua história. Por isso, fomos lá, no dia seguinte, orar em família.

Então, vovó tirou da bolsa uma folheto com a imagem da evolução das igrejas dedicadas à Nossa Senhora da Saúde — padroeira de Lambari — e nos contou a história de sua construção.


Igrejas dedicadas a N. S. da Saúde em Lambari


E quando se trata de história, vovô não perde a vez, e disse:

 — Quando voltarmos, vou mostrar pra vocês a história dessas igrejas. Está toda resumida no site GUIMAGÜINHAS, vocês vão ver.


 https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=38756


Altar da igreja de N. S. da Saúde


Quando entramos na igreja, Paulinho, que mora em Brasília, então, notou que havia dois "novos santos" nos altares da igreja.

— Vó, que santo é esse? — foi logo perguntando.

— Ora, Paulinho, ainda não são santos, são beatos — vovó respondeu.

— Não entendi nada! Se tá no altar da igreja, é porque é santo, vó!

— Não, Paulinho! — vovó respondeu — Beato é um título dado pela Igreja Católica aos que estão passando pelo processo de canonização. Depois de canonizados, serão chamados santos. 

— Agora quem não entendeu nadinha fui eu! — disse a Rafinha, balançando a cabeça.

— Gente, a Igreja tem um conjunto de leis que regem sua estrutura e funcionamento. É o Direito Canônico. E nele está descrito um processo chamado canonização.

— Canonização??? — Tá complicando mais ainda, vó!

— Tô não! Por meio dessa canonização é que o Santo Papa declara que um indivíduo falecido terá seu nome inscrito no cânone dos santos. Após isso, é concedido a ele o culto público incondicional.

— Táááá bem...!!! Mas e o beato?

— Então! É declarado beato aqueles que estão passando pelo processo de canonização. Não são ainda considerados santos, mas podem ser cultuados em sua região de origem e no local em que viveram.

— E por que eles viraram beatos?

— Porque tiveram uma vida cristã de virtude e santidade: foram piedosos, caridosos e exemplos de virtude para as pessoas.

— E também porque foi comprovado que, por sua intercessão, ocorreu um milagre.

— Então, a gente pode rezar pros beatos, vó!

— Sim, podemos, com muita fé! Vamos lá!


  

Igreja N. S. Saúde - Lambari - Imagens dos beatos Padre Vítor e Nhá Chica


Celeste e netos olhando as ruas enfeitadas da cidade para procissão de Corpus Christi

Os tapetes de Corpus Christi na chegada à Igreja Matriz

Isabela e Rafaela preparando-se para a procissão Corpus Christi

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REFERÊNCIAS

  • Fotos: Acervo da família Salles Krauss/Lobo Guimarães
  • Textos de Celeste Krauss e Antônio Carlos Guimarães

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SÉRIE RECANTO DOS NETOS

Confira os posts já publicados:

  1. Netos e livros
  2. Netos musicais
  3. Coitado do Lobo Mau
  4. A Casa Gorda
  5. O monstro da antena
  6. As profissões de Maria
  7. Cecília chegou!
  8. Os gols do Paulinho
  9. O vocabulário da Rafa
  10. Desenhos, leituras e contação de histórias
  11. Histórias assustadoras da Vó Celeste
  12. Ano Novo na Casa Gorda/Shangrilá
  13. Chuva feia na Casa Gorda
  14. Um "estranho animal" visita a Casa Gorda
  15. Vai morar com os "arrenígenas"...
  16. A casa de bonecas

  17. Coletânea Histórias da Casa Gorda

  18. Celeste, eu vou me casar com você!


  • Aqui, posts da Série Recanto dos netos ►►►
  1. CASA GORDA - Recanto dos netos

  2. CASA GORDA - A comilança

  3. CASA GORDA - Ler, contar e escrever histórias

  4. CASA GORDA - Férias na Casa Gorda

  5. CASA GORDA - Mais Férias na Casa Gorda

  6. CASA GORDA - Passeios nas férias (1) Parque das Águas

  7. CASA GORDA - Passeios nas férias (2) Parque Novo, Volta do Lago, Alto do Cruzeiro

  8. CASA GORDA - Passeios nas férias (3) Horto Florestal, Chalezinho do Serrote, Pescarias

  9. CASA GORDA - Passeio nas férias (4) O Centro Histórico da Cidade

  10. CASA GORDA - Datas festivas - Natal, Ano Novo, Aniversários

  11. CASA GORDA -Vó Celesta e os fogos de artifício


​​​​​Confira os áudios vinculados aos posts:

  1. (12) Chuva feia na Casa Gorda (1)
  2. (12) Chuva feia na Casa Gorda (2)
  3. (12) Chuva feia na Casa Gorda (3)
  4. (13) Um "estranho animal" (1)
  5. (13) Um "estranho animal" (2)

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Publicado por Guimaguinhas
em 08/03/2025 às 10h35
 
08/03/2025 10h27
RECANTO DOS NETOS (22) - A CASA GORDA (7) - Passeios nas férias (3) Horto Florestal, Chalezinho do Serrote, Pesqueiros

Ilustração: Crianças pedalando num parque, próximas de um pequeno lago. Imagem gerada por IA/Copilot/Microsoft


SUMÁRIO


APRESENTAÇÃO

 

Este texto faz parte do livro A CASA GORDA - Recanto dos netos - Tomo VI — por Celeste Krauss e Antônio Carlos Guimarães — editado por este último.



 Aqui no SITE GUIMAGÜINHAS, numa série de posts intitulada A CASA GORDA - Recanto dos netos, contamos histórias e acontecidos da FAMÍLIA GUIMARÃES, como a construção da nossa casa nos anos 1980, a origem do nome Casa Gorda — apelido dado pelos netos à nossa residência em Lambari —, lances da vida em família, brincadeiras e travessuras dos netos, etc.


Como moramos fora de Lambari por mais de 30 anos, a Casa Gorda se transformou na casa de férias da família.

Nesse compasso, a Casa Gorda ficou sendo, na prática, a casa dos netos — na qual tem muita comida, guloseimas, brincadeiras, histórias, carinho — e muita, muita diversão!

Pois bem — desse modo, vamos recordando os anos em que os netos foram chegando, crescendo e passando férias na Casa Gorda — e nela deixando suas histórias/memórias: brincadeiras, atividades, passeios, aventuras...

E vai tudo numa linguagem simples, leve, brincalhona — como somos nós os Guimarães: brincalhões, leves e simples...

Agora vem o número 7 da Série: Passeios nas férias: Horto Florestal, Chalezinho do Serrote, Pesqueiros

Vamos lá!


OBJETIVO DA COLETÂNEA HISTÓRIAS DA CASA GORDA 

Eis os motivos por que resolvemos compartilhar nossas memórias familiares, especialmente após a partida da nossa Celeste:

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UMA RENCA DE NETOS



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PASSEIOS DE FÉRIAS NA GORDA

Férias na Casa Gorda não são só brincadeiras e diversões confinados no Alto Boa Vista!

Descemos ao centro da cidade todos os dias — e aí podemos fazer diversas coisas: apanhar água no Parque, fazer compras, tomar sorvete, passear de charretinha, ir no pula-pula, dar uma passadinha na livraria, caminhar pelas ruas do centro olhando as lojas...

Olhar vitrines de lojas, fazer supermercado e quitanda é com a vó Celesta — que também gosta de nos levar a sorveterias e lojas de doces.

Vovó é mais prática, vovô é sonhador.

Ele gosta mesmo é de nos mostrar o Centro Histórico da cidade e suas belezas: Cassino, Farol, Barragem, Duchas e a portentosa Igreja Matriz de Nossa Senhora da Saúde!

E fazemos também caminhadas: Parque das Águas, Parque Novo, Volta do Lago, Volta da Mata, Alto do Cruzeiro...

Vamos a lugares mais distantes também: Chalezinho do Serrote, Horto Florestal, Serra das Águas, pesqueiros.

Almoços fora acontecem de vez em quando: Ganso, Gerardo, Chico Bento.

Ah, vez por outra, passeamos em São Lourenço, Varginha, Pouso Alegre, Monte Verde.

Bora lá contar um pouco dessas histórias.

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HORTO FLORESTAL

O Parque Estadual Nova Baden  trata-se de uma área de preservação ambiental, que tem por objeto a preservação de importantes nascentes de águas e abriga rica diversidade de espécies de répteis, mamíferos, aves, anfíbios e insetos. Sua vegetação (Mata Atlântica) compõe-se de jacarandás, jequitibás, quaresmeiras, cedros, araucárias (pinheiro brasileiro), musgos, líquens, bromélias, perobas e palmitos-juçara e orquídeas.

Horto Florestal é nome primitivo do lugar, que, por tradição, muitas pessoas ainda utilizam.

Lugar agradável, de fácil acesso, bem cuidado, seguro e que não pode faltar na agenda de férias da nossa família.

No Parque, um casarão histórico, de 1889, abriga a sede administrativa e o centro de visitantes com uma exposição permanente. Em seu entorno, há uma área para piqueniques e recreação. Caminhadas ecológicas podem ser feitas pelas 3 bem-cuidadas trilhas: Trilha dos troncos (1500 m), Trilha dos Palmitos (900 m) e Trilha das Sete Quedas (900 m).

Em suas matas, a partir do ponto mais elevado, desce sobre um leito de pedra em aclive, um belo veio d'água encachoeirado: a Cachoeira das Sete Quedas.


Entrada do Parque Estadual Nova Baden. Fonte: www.ief.mg.gov.br

Na trilha pela mata que leva à Cachoeira das Sete Quedas

Rafa e Leo abraçados à vó Celeste

Celeste no último estágio da Cachoeira das Sete Quedas

Olha aí o serelepe, gente, que deu nome ao livro do vovô: Menino-Serelepe!

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CHALEZINHO DO SERROTE

Como já contamos em outro post desta série, vó Celeste, quando se aposentou, construiu um pequeno chalé, ao lado do Sítio da Tia Téia/Tio Miguel.

As crianças o apelidaram de Chalezinho do Serrote, e lá tem sempre um bando de primos e brincadeiras diferentes, como andar a cavalo, passear de buggy, armar barraca no terreiro, acender fogueira, tomar banho de água fria no chuveiro-balde, observar pássaros nas árvores e peixinhos no ribeirão que desce do Morro do Selado.

A passarinhada é vária: sabiá, canarinho, sanhaço, tucano, pombas, maritacas, tucanos, curicacas, saracuras... De vez em quando até uma siriema pinta por lá!


Acender fogueira e assar marshmallow é tudo de bom!

(Imagem por TI/Canva)


Tem caminhada nas redondezas, tem visita à Igrejinha do Sagrado Coração de Jesus, tem compra de doces na casa vizinha. Às vezes tem até pescaria no Rio Mumbuca, que passa lá por perto.

Tem balanço, tem rede de descanso, tem livros para ler, que esses vovô não esquece! 

Bem, vamos mostrar como passamos dias e noites alegres por lá.


Vó Celeste descansa na varanda do seu chalé

Vista da sala e cozinha do chalé

A criançada passeia na estradinha do Serrote que leva ao chalé

Tio Carlão, vô Guimão e parte da turminha que frequenta o chalé

Tio Miguel levou Rafa e Leo para conhecerem a mina que abastece o sítio

Diversos pássaros, como este tucano, aparecem por lá

A barraca armada no terreiro é garantia de um dia cheio de aventuras

Almoço pra criançada

Maria Elisa monta a égua Baronesa

Bebela, conduzida por Bruna, monta a égua Baronesa

Samira ensina Bebela a conduzir o Buggy

Paulinho e Rafa passeiam noutro tipo de carro

Não falta prima pra Bebela brincar

Ah, no sítio também tem casinha de bonecas

Ah, no chalezinho também tem banheira de água quente!

À noitinha, sempre tem uma fogueira e histórias de arrepiar da Vó Celeste: A mula sem cabeça!


A mula sem cabeça

        Imagem. IA/Pilot/Microsoft

Vó Celeste contava a lenda da Mula sem cabeça, deixando os netos assombrados.

De quando em quando, ela parava de contar e dizia: — Gente, silêncio!!! Estou escutando o trote da mula... Vocês ouviram?

A criançada se achegava aos mais velhos, olhos arregalados, ouvidos apurados, tentando ouvir... Mas só a vovó que ouvia!

Noite escura, nenhuma luz no terreiro, e aí ela corria à janela e dizia: — Olha lá, gente! Tem um olho brilhando no meio da mata! É a mula! É a mula! Vai soltar fogo já, já!!!

E a fantasia corria noite adentro, até que o sonho fosse vencendo a turminha!

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PESQUEIROS

Na Casa Gorda não tem férias sem pescaria!

Sempre vamos passar um dia num pesqueiro das redondezas.

Vó Celeste fala que só tem dois pescadores na família: vô Guimão e tio Carlão, mas que pegadora de peixe de verdade só ela é!

E que para as crianças aprenderem a pescar direito, ela tem que estar por perto.

Vô Guimão e tio Carlão concedem, pra não ferir os brios dela. Mas quem garante o peixe da janta as crianças já sabem quem é.

Olha aí quanta alegria num pesqueiro, que nem a chuva atrapalha!


Bebela e Celeste pegam um peixão: mas quem tira o bicho do anzol?

Carlo, Maria e Bebela fisgando tilápia

Rafaleo na espera da puxada

Vô Guimão e Maria

Eita, Maria ferrou um bruto, sô!

Nem chuva segura esse menino!

Vovó é prevenida, trouxe capa de chuva pras netas

Rafa garantiu o almoço da família

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REFERÊNCIAS

  • Fotos: Acervo da família Salles Krauss/Lobo Guimarães
  • Texto: Celeste Krauss e Antônio Carlos Guimarães

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SÉRIE RECANTO DOS NETOS

Confira os posts já publicados:

  1. Netos e livros
  2. Netos musicais
  3. Coitado do Lobo Mau
  4. A Casa Gorda
  5. O monstro da antena
  6. As profissões de Maria
  7. Cecília chegou!
  8. Os gols do Paulinho
  9. O vocabulário da Rafa
  10. Desenhos, leituras e contação de histórias
  11. Histórias assustadoras da Vó Celeste
  12. Ano Novo na Casa Gorda/Shangrilá
  13. Chuva feia na Casa Gorda
  14. Um "estranho animal" visita a Casa Gorda
  15. Vai morar com os "arrenígenas"...
  16. A casa de bonecas

  17. Coletânea Histórias da Casa Gorda

  18. Celeste, eu vou me casar com você!


  • Aqui, posts da Série Recanto dos netos ►►►
  1. CASA GORDA - Recanto dos netos

  2. CASA GORDA - A comilança

  3. CASA GORDA - Ler, contar e escrever histórias

  4. CASA GORDA - Férias na Casa Gorda

  5. CASA GORDA - Mais Férias na Casa Gorda

  6. CASA GORDA - Passeios nas férias (1) Parque das Águas

  7. CASA GORDA - Passeios nas férias (2) Parque Novo, Volta do Lago, Alto do Cruzeiro

  8. CASA GORDA - Passeios nas férias (3) Horto Florestal, Chalezinho do Serrote, Pescarias

  9. CASA GORDA - Passeio nas férias (4) O Centro Histórico da Cidade

  10. CASA GORDA - Datas festivas - Natal, Ano Novo, Aniversários

  11. CASA GORDA -Vó Celesta e os fogos de artifício


Confira os áudios vinculados aos posts:

  1. (12) Chuva feia na Casa Gorda (1)
  2. (12) Chuva feia na Casa Gorda (2)
  3. (12) Chuva feia na Casa Gorda (3)
  4. (13) Um "estranho animal" (1)
  5. (13) Um "estranho animal" (2)

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Publicado por Guimaguinhas
em 08/03/2025 às 10h27
Página 14 de 128

Espaço Francisco de Paula Vítor (Padre Vítor)

 

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