Ilustração: Celeste, semana após semana, na ACREDITAR/ONCOLOGIA D'OR, sempre sorrindo, pensamento positivo, na fé e esperança de ser curada [A expressão Bem-querer é tomada aqui como nome próprio, daí a grafia diferente da indicada pelo VOLP]
A caminho de Jerusalém, Jesus passou pela divisa entre Samaria e Galiléia.
Ao entrar num povoado, dez hansenianos dirigiram-se a ele. Ficaram a certa distância
e gritaram em alta voz: "Jesus, Mestre, tem piedade de nós! "
Ao vê-los, ele disse: "Vão mostrar-se aos sacerdotes". Enquanto eles iam, foram purificados.
Um deles, quando viu que estava curado, voltou, louvando a Deus em alta voz.
Prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu. Este era samaritano.
Jesus perguntou: "Não foram purificados todos os dez? Onde estão os outros nove?
Evangelho de Lucas 17:11-17

Na passagem acima, nota-se que o Evangelista não ressalta a cura em si, e sim o que se dá em seguida: — a importância da gratidão.
Dos dez que foram curados, somente um retorna para agradecer a Jesus.
Pois bem, hoje — 3 de maio de 2025 — completam-se 3 meses do retorno da minha Celeste para a Vida Maior.
Daí, esse agradecimento ao Médico dos Médicos e aos que cuidaram dela, desde o início de sua doença até os últimos dias.
GRATIDÃO AOS QUE CUIDARAM DA CELESTE
Celeste sentiu os primeiros sintomas da doença no dia 9 de dezembro de 2022, quando estávamos em Campos do Jordão, comemorando 50 anos do início do nosso namoro.

E descobriu seu câncer em abril de 2023, em Varginha.
Tratou-se, em Brasília, por quase dois anos, vindo a falecer em 3 de fevereiro de 2025.
Ela passou pelo doloroso ciclo da doença/tratamento/desencarnação sem esmorecer.
Sempre foi assim: tenaz, insubmissa, resiliente!
Sofreu resignada, sem reclamar, suportando estoicamente três cirurgias, diversas internações e todos os incômodos, perrengues e dores do seu tratamento.
Disciplinada, seguiu todas as recomendações médicas: repouso, regime, exercícios, fisioterapia, medicamentos, exames, quimio intravenosa e oral.
Manteve acesa a chama da Fé: orou, cultivou pensamentos sadios, exerceu a paciência e aceitou sua provação — certa de que Deus é o Senhor do Tempo!
Rezou com todos os credos e buscou ajuda espiritual nas igrejas, nos centros espíritas, nas correntes espiritualistas!
E em inúmeros lances desse processo pudemos sentir a mão da Providência agindo em seu favor!
Lutou com todas as suas forças para continuar a viver!
Queria aproveitar a aposentadoria, curtir a família por mais tempo, ver os netos crescerem — queria vê-los todos formados!
Teve por perto durante esses dois anos seus filhos, noras e netos — que lhe deram assistência, carinho, energia!
Perseverou até o fim, e se não pôde ser curada aqui dos males do corpo físico, o foi certamente no corpo celestial de que fala o Apóstolo Paulo.
Confiante nas Leis Cósmicas da Evolução Espiritual, partiu serena, conversando com os amigos espirituais que a assistiam.
Pois era, como diz o Espírito Irmã Sheilla: uma doente saudável do ponto de vista espiritual!

Aos médicos que trataram de Celeste, inicialmente, em Varginha, e depois em Brasília, e assim também às equipes do HOSPITAL SANTA LUZIA, da CLÍNICA ACREDITAR, do H-DIA, da QUALIFISIO ADVANCE e do UNAFISCO SAÚDE, deixamos aqui consignada nossa gratidão!
Os médicos de Varginha, são eles: Dr. Marcelo Figueiredo Filardi (gastroenterologista) e Dr. Leandro Tibúrcio Regina (endoscopista).
Os de Brasília: Dr. Bruno Carvalho de Oliveira (oncologista); Dra. Paula Miranda Moraes (oncologista); Dr. Diego Burgardt (cirurgião); Dr. Francisco Diogo (urologista).
No HOSPITAL SANTA LUZIA, onde fez cirurgias e outras intervenções, agradecemos aos médicos, enfermeiros, técnicos e demais profissionais que a assistiram com dedicação e carinho, especialmente na UTI oncológica.
https://www.rededorsaoluiz.com.br/hospital/santa-luzia

Na CLÍNICA ACREDITAR (Pio X), agradecemos a todos os funcionários que nos atenderam, quase que semanalmente, da recepção ao ambulatório.
No H-DIA, onde recebeu nutrição oncológica, agradecemos aos especialistas de saúde que deram a ela reforço nutricional e apoio emocional.
Na QUALIFISIO ADVANCE, agradecemos à equipe que cuidou de suas dores, incômodos e perrengues, por efeito da quimioterapia.

Celeste, semana após semana, na ACREDITAR/ONCOLOGIA D'OR, sempre sorrindo, calma e confiante.
Eu batia a foto e ela dizia: — Poste nos grupos da família, para que todos vejam que estou bem e em busca da cura!

E no UNAFISCO SAÚDE, agradecemos à concierge Sabrina Moreira e sua equipe, à Mariana e a todos os demais funcionários que nos atenderam.

E agradeço particularmente ao meu amigo e colega da RFB Ricardo França (e aos seus amigos).
E agradecendo a ele, agradeço aos parentes e amigos que a visitaram e cuidaram dela, que escreveram e mandaram presentes e livros, e assim também aos demais amigos e parentes dos meus filhos — pelo apoio de todas as horas.


https://www.researchgate.net/profile/Leandro-Regina


rededor/acreditar

https://drdiegoburgardt.com.br/

https://www.doctoralia.com.br/francisco-diogo-rios-mendes/urologista/brasilia#profile-reviews

A concierge Sabrina Moreira e sua equipe (UNAFISCO SAÚDE)

Rede Oncológica D'Or/ACREDITAR

Dr. Diego Burgartd com Celeste, na Clínica ACREDITAR
Dr. Diego Burgartd com meu filho, Guimarães Júnior, em seu consultório
ÍNDICE DA COLETÂNEA RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER
Ilustração: Rafaela e Paulo Emílio lendo o livro de histórias da vovó Celeste
Como já dissemos, na produção da SÉRIE RECANTO DOS NETOS, Celeste Krauss recordou/contou/escreveu e eu Antônio Carlos Guimarães ora escrevi, ora editei, e desse conjunto de posts montamos uma coletânea de histórias de nossos netos, intitulada CASA GORDA - O RECANTO DOS NETOS - Coletânea Histórias da Casa Gorda, e imprimimos alguns tomos da coleção para leitura da família.
Confira a seguir.


Coletânea Histórias da Casa Gorda - https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=66338
LER, CONTAR E ESCREVER HISTÓRIAS
No Tomo II - LER, CONTAR E ESCREVER HISTÓRIAS, da COLETÂNEA HISTÓRIAS DA CASA GORDA, narramos como divertimos os netos com desenhos, leituras e contação de histórias, seguindo o modelo de nossos avós, eles que foram grandes contadores de histórias.
E os netos da Vó Celeste já estão se deliciando com as histórias, nas quais eles são também personagens.
Veja:

Rafaela e Paulo Emílio lendo as histórias da vovó Celeste
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Confira os posts já publicados:
CASA GORDA (6) - Passeios nas férias (2) Parque Novo, Volta do Lago, Alto do Cruzeiro
CASA GORDA (7) - Passeios nas férias (3) Horto Florestal, Chalezinho do Serrote, Pesqueiros
CASA GORDA (8) - Passeios nas férias (4) O Centro Histórico da Cidade
CASA GORDA (9) - Datas festivas: Natal, Ano Novo, Aniversários
Confira os áudios vinculados aos posts:
Ilustração: Casal de namorados, caminhando e comendo pão italiano com manteiga - Imagem: Copilot/Microsoft
Como venho dizendo aqui no site GUIMAGÜINHAS, nos últimos dois anos (2023/2024), eu e Celeste moramos em Brasília, por conta do seu tratamento oncológico.
E isso nos aproximou ainda mais e tivemos tempo de (re)ver fotos e fazer anotações sobre nosso relacionamento de mais de 50 anos: namoro, casamento, família, vida profissional, aposentadoria...
Pois bem, o caso a seguir faz parte dessas lembranças!
Confira!
Muitas vezes, a gente saía do escritório 5 horas da tarde, passava pelo Laticínios Belloni (era ali perto do campo do Águas), comprava 50 gramas de manteiga, depois apanhava um pão italiano na Padaria do Juca (era ali onde fica hoje o Banco do Brasil) e ia em direção ao Ideal Hotel/Campinho/Estação Ferroviária.

Ao fundo, à direita, vê-se o morro que levava à Estação Ferroviária

Postal acima restaurado por IA/ChatGPT
Logo que passávamos a ponte sobre o Mumbuca (depois do Parque Hotel), subíamos o morro lentamente, partindo as cascas do pão, passando na manteiga e comendo, olhando um para o outro, enamorados...

Hoje não há Belloni, nem Padaria do Juca, nem Ideal Hotel, nem Estação —meu bem-querer se foi — mas meu coração se alegra com essa lembrança...
ÍNDICE DA COLETÂNEA RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER
Ilustração: Celeste e Guima - 49 anos de casados (31/01/205) Troca de alianças - [A expressão Bem-querer é tomada aqui como nome próprio, daí a grafia diferente da indicada pelo VOLP]
Dentro da Série RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER, já publicamos uma coletânea de posts, que podem ser vistos aqui.
E hoje vamos contar como tivemos de vender nossas alianças de casamento para pagar dívidas da construção de nossa casa...
Vamos lá!
No post A CASA GORDA - Recanto dos netos (aqui), eu conto como se deu a construção da casa da Família Krauss Guimarães em Lambari, no início dos anos 1980, mostro detalhes da casa, conto a origem da expressão Casa Gorda e por qual razão ela se tornou o Recanto dos Netos.

https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=66248#CONS

No post supracitado, eu narro as dificuldades que passamos para construção da nossa casa em Lambari, pois nunca se projeta corretamente o custo de uma obra!
E aí o financiamento bancário é insuficiente, a venda de bens ajuda, mas não resolve, o endividamento pessoal tem limites, etc.
E assim se deu que até as alianças se foram...
Vamos conhecer essa história!
Me lembro que, em meados de 1981, eu precisava apresentar à Caixa Federal o Certificado de Quitação do IAPAS, para que fosse liberada a última parcela do financiamento da nossa casa, com que quitaria dívidas com fornecedores e operários da obra.
Naquela altura, já tínhamos vendido bens móveis que possuíamos: carro, barco de pescaria e sua carretinha e outros. Já havia empinado um papagaio com o Hélio Silva, da Caixa Estadual, já tinha tomado dinheiro emprestado a familiares e descontado cheques com alguns emprestadores de dinheiro — pois não existia a facilidade de créditos bancários como há nos dias hoje...

Trecho da Certidão de Registro Imóveis de Lambari (21/08/1981)
Então, conversei com Celeste e disse:
— Meu bem, estou sem saída! Precisamos vender as joias que temos, posso fazer isso?
Nossas "joias" eram, na verdade, algumas correntes e medalhas das crianças, uns anéis e pulseiras da Celeste, meu anel de formatura (presente do meu pai) e — como é duro me lembrar disso! — nossas alianças de casamento!
Fui à loja Megale, em Três Corações, deixei as joias e trouxe algum dinheiro, que nos ajudou a sanar as dívidas mais prementes.
E as alianças se foram!...
E prometi tão logo as coisas melhorassem que compraria novas alianças...
Os anos se passaram e não comprei as alianças...
Até que...
Dia 31 de janeiro de 2025 — 49 anos de casados!
... no dia 31 de janeiro de 2025 íamos completar 49 anos de casados, e Celeste se encontrava internada em UTI desde o dia 12 de janeiro.
O horário de visitas era de 16 às 17h, e eu estava atrasado, pois levara meu filho e nora numa feira de Brasília, para consertar um óculos, e queria dar no meu bem-querer um longo abraço de aniversário de casamento.
E aí me lembrei das prometidas alianças de décadas atrás!
Percorri a feira rapidamente à procura de alianças de ouro, mas não encontrei.
Na pressa, comprei as únicas que estavam à venda: — alianças de prata, com um filete de ouro.

Em 31 de janeiro de 1976, trocamos alianças... 49 anos depois, entreguei a Celeste nova aliança...
No hospital eu disse: — Meu bem, trouxe um presente prometido há tanto tempo, para comemorar nosso aniversário de 49 anos de casados!
Ela respondeu — Vamos arredondar para 50 anos, pois não sei se estarei aqui...
Lágrimas nos olhos, pedi sua mão novamente em casamento, e pus no seu dedinho inchado pelos infindáveis medicamentos a aliança do adeus!

Celeste faleceu na UTI Oncológica do Hospital Santa Luzia, em Brasília, DF, às 23:50h do dia 3 de fevereiro de 2025.
ÍNDICE DA COLETÂNEA RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER
Ilustração: Um casal de adolescentes, sob um ipê florido. (Imagem de Copilot/Microsof) - [A expressão Bem-querer é tomada aqui como nome próprio, daí a grafia diferente da indicada pelo VOLP]
No número 7 da Série RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER, falei da parceria que mantive com minha mulher Celeste Krauss, por mais de 50 anos, fosse na vida, na profissão e nos livros. (aqui)
Ah, contei também alguns segredinhos que colhi em sua caixa de guardados...
Neste número 8 da Série, comentarei sobre leituras e livros, e como Celeste me ajudava na revisão dos livros que escrevi (*).
Falarei de um capítulo de livro, intitulado Flores para minha flor predileta, que não veio a lume...
Vamos lá!
(*) Ela gostava de lembrar, vaidosa, que ainda muito jovem recebera da tia Maria Rita lições de português, de literatura e de etiqueta...
O LIVRO A GUERRA DAS ESPINGARDINHAS
O meu livro A GUERRA DAS ESPINGARDINHAS, como contei no post A GUERRA DAS ESPINGARDINHAS (1) Os bastidores do livro e os cenários da história, tem como fundo as "guerras de espingardinhas de milho" com que se divertiam as crianças da minha época.
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Aqui: https://guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=57716 |
O texto é narrado pela menina Maria Bela — personagem inventada por mim e Celeste e heroína da história, cujo nome surgiu da fusão dos nomes de nossas netas: Maria Elisa e IsaBela.
E no livro, muitas passagens do flerte entre os personagens Maria Bela e Serelepe foram inspiradas em fatos de minha época de namoro com Celeste Krauss — a quem também dediquei o livro.
É o caso, por exemplo, dos "presentes" que o personagem Serelepe ofereceu a Maria Bela e a outras meninas do grupo.
Confiram a seguir.


Capa do livro. [À venda aqui: https://loja.uiclap.com/titulo/ua13587]
No Capítulo 11 do livro A GUERRA DAS ESPINGARDINHAS, intitulado O Menino-Serelepe, descreve-se a personalidade do Serelepe e os mimos com que presenteava as meninas da Turma da Tiradentes.
Todos os presentes ali descritos, eu os dei em algum tempo à minha Celeste...
De fato, no início dos anos 1970, quando ia buscá-la em casa, subia por um caminho próximo da velha estação do trem, no qual havia um rústico gramado, enormes pés de mamona e centenas de maravilhas esparramadas à margem.

Ali colhi, muitas vezes, as joaninhas e as maravilhas que viravam presentes...
Ah, por essa época, eu já não furtava jabuticabas no seu Lili — e sim as buscava na horta do tio Messias Lobo, na Vila Nova.

Trecho do Cap. 11 - Menino-Serelepe do livro A GUERRA DAS ESPINGARDINHAS
UM TRECHO "CENSURADO" DO LIVRO
Todos os livros que escrevi, a primeira leitura dos rascunhos foi feita por Celeste.
Dava opiniões, lembrava histórias e palavras esquecidas, sugeria mudanças, cortes e acréscimos, essas coisas.
Pois bem, quando rascunhava o livro A GUERRA DAS ESPINGARDINHAS, escrevi um capítulo (Flores para minha flor predileta) que acabou "censurado"...
— Ah, esse título!... é uma expressão muita batida... E todo esse capítulo tá meloso demais... — ela disse.
— Além disso, está frouxa a narrativa sobre a matinha-cuidar da árvore-esperar florir... E a poesia está longa...
— Mas, bem, é Castro Alves! Recitei tantas poesias dele pra você...
— Sim, muito antes de Bethânia, você recitava trechos de Navio Negreiros para mim: — Era um sonho dantesco... o tombadilho...
— Mas, olha, só o lance de colher as flores e jogá-las soa verdadeiro — até porque você fez isso comigo uma vez, naquela pescaria, isso eu nunca esqueci...
— Mas, Celeste, a passagem pede um contexto espacial, num tom romântico, para culminar no apanhar-e-jogar as flores! — respondi.
— Pode ser, mas não gostei. Acho melhor cortar este trecho! — ela disse — e encerramos a questão.
E assim foi — acatei sua opinião e o capítulo não entrou no livro.
Pois bem, no ano passado, estávamos em Brasília, e lá os ipês floriram duas vezes: antes de agosto e depois de agosto, em razão das mudanças climáticas.

Ipês branco e rosa, Sudoeste/Brasília/DF - Setembro de 2024
E durante um passeio nas proximidades da nossa quadra, apreciando os ipês (re)floridos, recordei que ela "censurara" a passagem das flores amarelas de ipê que eu queria incluir no livro...
— E fiz muito bem! — ela disse com convicção.
— Mas Maria Bela e Serelepe são só personagens — e não pessoas reais — eu disse. — A Maria Bela não existiu, foi só uma criação literária, que construímos juntos, não lembra? — acrescentei.
— Além do mais, não fui eu que narrei a passagem, e sim a personagem Maria Bela... — tentei justificar.
— Sei!... — ela respondeu, com uma cara meio fechada, pois nunca gostou dessa história de Serelepe com Maria Bela...
Mesmo sabendo que era uma personagem (criada por nós, como já disse), Celeste tinha certo ciúme quando ela se aproximava demais do "seu" Serelepe...
E por aí acabou a conversa.
Hoje, depois que Deus a levou, eu gostaria tanto de poder me sentar novamente com ela sob um ipê florido...

Ilustração: Um casal de adolescentes, sob um ipê florido. (Imagem de Copilot/Microsof)
FLORES PARA MINHA FLOR PREDILETA
E agora acho também que posso divulgar o tal trecho censurado — e lembrar-me, com imensa saudade, do bobinho romântico que fui durante nosso namoro:
contava-lhe histórias do tempo do onça, declamava versos de moda caipira e poemas de amor, cantava imitando a voz e os trejeitos do Joselito, soprava-lhe no ouvido trechos de músicas românticas, narrava passagens evangélicas e histórias do Cristianismo nascente, escrevia bilhetinhos de amor com letra talhada...
Pois bem, vamos ao texto, que foi inspirado em muitos lances do nosso namoro.
Aliás, o muxoxo mencionado no texto abaixo, de fato ocorreu no pátio do ginásio, em meados de 1972, algumas semanas antes de iniciarmos o namoro. Acho que foi aí que a fisguei!




(*) Recordo que a narradora é a personagem Maria Bela, que rememora o caso, e fala, por fim, de sua vida pessoal.
ÍNDICE DA COLETÂNEA RECORDAÇÕES DO MEU BEM-QUERER